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Orquestra Ouro Preto convida Túlio Mourão para celebrar a Alma Mineira

  • há 2 horas
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Alguns encontros parecem ser inevitáveis. Como se uma afinidade profunda aproximasse as duas partes em um flerte estético e afetivo que, em algum momento, iriam se unir. Conexão dessas do tipo queijo com goiabada, frango com quiabo, costelinha com feijão tropeiro: sozinho é bom, mas quando junta, aí é que o trem fica melhor ainda. A união entre o pianista e compositor mineiro Túlio Mourão e a Orquestra Ouro Preto traz esse sabor especial na estreia da temporada 2026 da série Alma Mineira, projeto que celebra a riqueza e a pluralidade da música produzida em Minas Gerais. A apresentação acontece no dia 12 de abril, às 11h, no Grande Teatro do Sesc Palladium.

Com uma trajetória marcada pela liberdade estética e pelo diálogo entre diferentes universos sonoros, Túlio Mourão chega a esse encontro trazendo consigo mais de cinco décadas de música. Nascido em Divinópolis, o pianista construiu uma carreira singular como compositor, arranjador e criador de trilhas sonoras premiadas para o cinema, além de parcerias e colaborações com nomes centrais da música brasileira, como Milton Nascimento, Maria Bethânia e Chico Buarque. Também integrou a fase progressiva da banda Os Mutantes e manteve vínculos com o universo criativo do Clube da Esquina.

Para Mourão, este encontro com a formação mineira carrega também uma dimensão afetiva. “Eu sempre fui um grande admirador da Orquestra Ouro Preto”, afirma o compositor. “Sempre defendi que as orquestras precisam estar atentas e cumprir com eficiência e qualidade sua interface com a comunidade, respondendo demandas, atendendo expectativas e elaborando seu perfil social com o rigor que entrega seu brilhante conteúdo artístico”, afirma.

Essa admiração vem de longa data. O músico relembra que, quando colaborou com a curadoria do festival Tudo é Jazz, em Ouro Preto, convidou a orquestra nascida na cidade histórica para apresentar o projeto “Latinidade”, experiência que reforçou sua percepção sobre o papel da formação mineira no cenário cultural. Agora, o reencontro ganha novo significado.

“Fico muito feliz e também muito motivado entendendo a oportunidade rara de compartilhar aspectos da minha carreira, com destaque para o autoral instrumental em diversificadas formações. Considero a escrita orquestral uma das mais ricas e gratificantes experiências do ofício de músico”, diz Mourão.

No concerto, o repertório percorre diferentes momentos de sua produção. Canções, temas instrumentais e trilhas de cinema compõem um mosaico que reflete a diversidade de sua obra, incluindo temas associados a filmes como “Moças de Fino Trato”, “O Vestido” e “O Viajante”. “O repertório procura pacificar a, às vezes, conflituosa diversidade que marca minha carreira”, explica o artista. “Ali aparecem canções orquestradas, parcerias com Milton Nascimento, temas registrados em CDs instrumentais, peças orquestrais e trilhas de filmes”, adianta.

Para o compositor, o contexto orquestral envolve um misto de desafio e revelação artística. “Ele atende a uma demanda interior das mais legítimas, até de uma certa urgência. Desde o começo da carreira, percebi que o mercado responde melhor a artistas com um perfil mais claro, como gavetas metafóricas. Mas também me dei conta de que somos mais felizes quando não negamos nossa diversidade interior.”

Essa visão plural dialoga diretamente com o espírito da própria Orquestra Ouro Preto e da série Alma Mineira, concebida para revisitar e celebrar os múltiplos caminhos da música produzida no Estado. O maestro Rodrigo Toffolo vê o projeto como uma forma de reafirmar a identidade cultural mineira por meio da música.

“É um projeto que busca revelar a força criativa desse território e mostrar como a música mineira dialoga com o mundo sem perder sua essência. Receber Túlio Mourão nesse contexto é reconhecer um artista que representa exatamente essa riqueza de caminhos.”

No palco, a soma dessas trajetórias promete uma espécie de retrato sonoro da sensibilidade mineira, em uma experiência compartilhada. “Também vai encontrar um músico fazendo o que mais gosta: compartilhar sua criação com outros grandes músicos e fechar com a plateia um circuito de magia que reúne transcendência, verdade e sonho, que só o palco faz acontecer”, promete o músico.

 

Serviço

Orquestra Ouro Preto convida Túlio Mourão na série Alma Mineira

 

Data: 12 de abril, domingo

Horário: 11 horas

Local: Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro 1046, Centro – BH)

Ingressos: a preços populares(R$15 e R$30), no site Sympla ou na bilheteria do teatro


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