Ossobuco traz histórias indígenas de luta e retomada de significados
- 23 de jul. de 2020
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Quatro potentes vozes indígenas vão contar suas experiências pessoais na embrenhada luta por defesa de direitos e respeito do seu modo de viver numa sociedade que os força constantemente a se impor, resistir e se reinventar. Falar sobre histórias de povos originários é muito mais do que defender culturas e costumes ancestrais ou debater demarcações, é trazer tudo isso para o presente e conviver com antigos e novos obstáculos e possibilidades de atuação e fortalecimento da luta. A ideia de trazer parentes de diferentes etnias que vivem no Brasil para participar do Ossobuco quer provocar reflexões sobre os desafios do embate da convivência imperialista e ancestral. “Decolonizar” é a teoria moderna que instiga uma nova interpretação de conceitos e significados, dados como prontos pelo canonismo europeu, a partir da visão indígena. Dos participantes, queremos conhecer suas memórias e entender a expressão das relações e lutas sociais que ocorrem na vida prática e que está impregnado nos hábitos e linguagem dos povos. A beleza da diversidade vai levar um outro jeito de contar histórias para a tela do Ossobuco em que a escuta acontece a partir de uma outra visão em essência, algo novo e pulsante para o projeto que completa 10 anos em 2020. Os quatro participantes da edição de julho serão Anápuàka Tupinambá criador do que reconhece ser a primeira web rádio indígena do Brasil, a Rádio Yandê https://radioyande.com/ com programação educativa, cultural e musical contemporânea indígena, e com uma história longa de jornalismo e comunicação voltada para o fortalecimento da cultura indígena. Também é um dos criadores e organizadores do Festival YBY de música indígena contemporânea, que teve sua primeira edição ano passado em São Paulo. Brisa Flow é cantora e compositora ameríndia brasileira e filha de artesãos chilenos, que recebeu, desde criança, influências musicais e culturais dos povos nativos da América Latina. Essa carga cultural a transformou em artista respeitada, premiada e importante voz na defesa de direitos. Em seu trabalho mais recente fala sobre política extrativista e arte decolonial. Chirley Pankará, do povo Pankará no Nordeste, faz a defesa do tema por outro viés, o político. Entre deixar a aldeia e ser voz altiva como co-deputada estadual indígena em São Paulo, construiu um longo caminho como educadora, escritora e doutoranda. Felipe Tuxá, do povo Tuxá de Rodelas, Bahia, é antropólogo, pesquisador do Tecendo Redes Antirracistas e do OPARÁ/Universidade da Bahia e tem desenvolvido pesquisas sobre racismo, violação de direitos indígenas e genocídio indígena. Essa edição traz luz para um debate tão antigo e tão recente no momento em que várias etnias denunciam graves violações de direitos adquiridos, e em que se aproxima mais um Dia Internacional dos Povos Indígenas em 09 de agosto. A data foi instituída pela Comissão de Direitos Humanos da ONU para garantir “condições de existência minimamente dignas aos povos indígenas de todo o planeta, principalmente no que se refere aos seus direitos, à autodeterminação de suas condições de vida e cultura, bem como a garantia aos direitos humanos”. Serviço: Ossobuco Na Sua Casa - Histórias Indígenas 28 de julho - terça-feira 20 horas Transmissão ao vivo nas páginas oficiais do Ossobuco | youtube.com/ossobucobsb e facebook.com/ossobucobsb Classificação indicativa livre






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