Pioneiros da Bio Mundo: casal que impulsionou a entrada da marca no franchising atua hoje na expansão da marca
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O que começou com uma visita despretensiosa a uma loja de produtos naturais em um shopping de Brasília mudou os rumos profissionais do casal Bruna Rodrigues e Arturo Francato. Em 2016, quando a Bio Mundo ainda não era uma franquia, o casal enxergou potencial no negócio e procurou o fundador da marca, Edmar Mothe, para propor a expansão por meio do franchising. Um ano depois, em abril de 2017, inaugurava em Goiânia a primeira unidade franqueada da Bio Mundo no Brasil.
Na época, Bruna estudava para concursos em Brasília e Arturo trabalhava em uma startup de segurança da informação em São Paulo. Formada em Comércio Exterior, ela já havia trabalhado na Fiesp, enquanto ele é engenheiro de redes e telecomunicações. A afinidade com o segmento de alimentação saudável, porém, foi decisiva para a mudança de planos.
“Eu sempre gostei do ramo de alimentação saudável. Quando eu via uma loja de produtos naturais, eu entrava. Quando conheci a Bio Mundo, achei muito diferente de tudo o que existia no Brasil naquela época”, conta Bruna.
A loja chamou a atenção pelo conceito visual e pelo modelo de venda a granel, ainda pouco comum no mercado. Ao descobrir que a marca não era uma franquia, Bruna e o pai procuraram Edmar para apresentar a ideia de expansão. Inicialmente, a proposta não estava nos planos do empresário, mas a negociação avançou depois que a família encontrou um ponto no Flamboyant Shopping, em Goiânia.
“Foi tudo muito no começo. Não existiam as regras, não existia manual do franqueado, não tinha muita coisa pronta. A gente foi conversando, trocando ideias e construindo junto. Eu e o Arturo participamos muito ativamente desse processo e ajudamos a franquia a se desenvolver em vários processos no início”, afirma Bruna.
A aposta também exigiu uma mudança radical de vida. Bruna deixou os estudos para concurso, Arturo saiu do emprego e os dois se mudaram para Goiânia para se dedicar ao negócio. A segunda unidade foi inaugurada ainda em 2017, no Goiânia Shopping. Hoje, a família administra três lojas da Bio Mundo na cidade: no Flamboyant Shopping, no Goiânia Shopping e uma unidade de rua.
Mais trabalho, mais propósito
Desde o início, Bruna e Arturo estiveram diretamente envolvidos na operação, aprendendo na prática sobre vendas, estoque, treinamento, gestão e processos. A rotina, segundo eles, aumentou significativamente, mas também trouxe uma nova dimensão ao trabalho. “A mudança que teve foi muito mais horas trabalhadas. Chegamos a virar noites na loja no início para deixar tudo muito organizado. Mas é gratificante saber que o negócio é nosso e que estamos dando oportunidade para pessoas”, relata Bruna.
Hoje, as três unidades empregam 22 pessoas. Para o casal, acompanhar o crescimento dos funcionários e ajudá-los a conquistar objetivos pessoais é uma das partes mais gratificantes do empreendedorismo.
A experiência também fez com que os dois desenvolvessem uma forte cultura de processos. Antes mesmo de a franquia ter uma estrutura mais consolidada, eles criaram procedimentos para organizar atividades como recebimento de mercadorias, estoque e treinamento. “Para contratar uma pessoa e ensinar o que ela precisa fazer, a gente primeiro tinha que saber fazer. No início, a gente fazia tudo porque estava aprendendo. Depois, conseguimos transformar esse conhecimento em processos”, conta Arturo.
A pandemia trouxe outro desafio e também uma nova oportunidade. Com as restrições aos shoppings, o casal decidiu investir em uma loja de rua, em um ponto que já observava havia algum tempo. A decisão ajudou a diversificar a operação e trouxe mais segurança diante de eventuais mudanças no cenário. “Se acontecesse alguma coisa de novo, a gente poderia não sobreviver. Então pensamos que precisávamos ter um ponto de rua. Era uma loja que a gente já conhecia e dizia: ‘O dia que essa loja vagar, a gente vai abrir’. A pandemia acabou criando essa oportunidade”, explica Bruna.
Empreender exige presença
Depois de quase uma década à frente do negócio, Bruna e Arturo têm uma visão clara sobre os desafios de quem decide investir em uma franquia. Para eles, o modelo não deve ser encarado como uma aplicação financeira, mas como uma oportunidade que exige participação, aprendizado e disposição para colocar a mão na massa.
“Franquia não é simplesmente pegar o dinheiro, investir, colocar um gerente e deixar rodar. Você vai trabalhar muito mais. Precisa aprender sobre gestão de pessoas, gestão financeira, processos, operação, estoque e controle. É um aprendizado constante”, afirma Bruna.
Ao mesmo tempo, o casal acredita que empreender também significa reconhecer quando é necessário buscar conhecimento especializado. “Em alguns momentos, é importante investir em alguém que saiba mais do que você. Se você tentou fazer marketing, por exemplo, e não está conseguindo, é preciso reconhecer que talvez seja a hora de contratar alguém que tenha aquela expertise. É um investimento que pode fazer o negócio crescer e depois retornar”, avalia.






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