Projeto VIBRA lança curso gratuito para fortalecer cultura do vinho brasileiro a partir de 2026
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Com cerca de 1.100 vinícolas em atividade, o Brasil consolida-se como um dos polos vitivinícolas mais dinâmicos do hemisfério sul, segundo registros do Cadastro Vitícola e dados do Ibravin e do Ministério da Agricultura. Embora o consumo per capita ainda esteja abaixo dos padrões observados em países tradicionais, os indicadores recentes apontam crescimento consistente e maior qualificação do público consumidor. O levantamento da Ideal BI mostra que a região Sul segue liderando em maturidade de mercado, ao mesmo tempo em que outros centros urbanos passam a demonstrar maior sofisticação e penetração do vinho no consumo individual.
O Rio Grande do Sul lidera o ranking nacional com 3,35 litros por habitante ao ano, seguido por Santa Catarina, com 3,02 litros. Ambos apresentam índices significativamente superiores à média das demais unidades da federação, reflexo de uma cultura vitivinícola consolidada.
No Sudeste, o Espírito Santo registra 2,12 litros por habitante, superando Minas Gerais (1,64 litro) e São Paulo (1,76 litro). Apesar de São Paulo concentrar o maior share de distribuição do país, com 26,2%, o consumo per capita é diluído diante de sua base populacional. Fora do eixo Sul-Sudeste, o Distrito Federal aparece com 1,95 litro por habitante, posicionando-se como um dos mercados mais sofisticados do país.
É nesse cenário que surge o Vibra, projeto educacional que engloba uma série de aulas gratuitas sobre vinho brasileiro. O minicurso inaugural começa no dia 3 de março e será oferecido online. A proposta é transformar conhecimento técnico em ferramenta de valorização do produto nacional, com impacto projetado para os próximos anos.
À frente do conteúdo estão os especialistas Marcelo Vargas e Francielly Ramos, que combinam experiência prática e formação técnica no setor. O curso aborda fundamentos como clima, solo, relevo e práticas de viticultura que moldam o estilo dos rótulos brasileiros, além de percorrer as principais uvas cultivadas no país e os territórios vitivinícolas mais relevantes, do Sul ao Nordeste, incluindo regiões de altitude e áreas emergentes.
“A gente acredita que o vinho brasileiro precisa ser entendido para ser valorizado. Quando o consumidor compreende as diferenças de clima, solo e técnica, ele passa a enxergar identidade e não apenas preço”, afirma Marcelo Vargas. “Educar é o caminho mais sólido para ampliar o consumo de forma sustentável.”
Francielly Ramos destaca que o objetivo vai além da formação técnica. “O Vibra nasce para criar conexão. O Brasil tem diversidade de terroirs e estilos, mas ainda carece de narrativa estruturada. Quando o consumidor entende por que um vinho do Sul é diferente de um do Nordeste, ele passa a reconhecer a riqueza do nosso território.”
A aposta do projeto é que a educação seja um dos principais vetores de crescimento do setor a partir de 2026. Em um país onde o consumo médio ainda é relativamente baixo, formar público pode ser tão estratégico quanto expandir vinhedos, e possivelmente mais decisivo para consolidar uma cultura de vinho genuinamente brasileira.
SERVIÇO
VIBRA - Comunidade Vinhos do Brasil
Início: 3 de março, às 20h
Formato: online
Inscrições: sensorybusiness.com/minicurso-vinhos
Instagram: @vibracomunidade









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