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Queridinho das famosas, Deep Plane coloca estruturas profundas da face no centro do rejuvenescimento cirúrgico

há 15 horas
3 min de leitura

O Deep Plane Facelift ganha espaço nas discussões sobre rejuvenescimento facial, pois atua abaixo das camadas superficiais do rosto. A projeção do tema cresce ainda mais com a exposição de celebridades e personalidades internacionais. Marc Jacobs fala abertamente sobre o procedimento e compartilha imagens do pós-operatório, enquanto a transformação facial de Kris Jenner recoloca o lifting no centro das conversas sobre envelhecimento e naturalidade. Os dois nomes ajudam a aproximar do público técnicas antes discutidas principalmente em consultórios e congressos médicos.

Em vez de concentrar a correção apenas na pele, o procedimento trabalha tecidos profundos que sofrem alterações com o envelhecimento. Embora seja conhecido há décadas, volta a despertar interesse com a procura por cirurgias capazes de preservar contornos e características individuais.

“O envelhecimento facial acontece em diferentes níveis. A pele perde qualidade, a gordura muda de distribuição, os tecidos descem e as estruturas de sustentação também se modificam. O Deep Plane permite trabalhar parte dessas alterações em um plano mais profundo, com reposicionamento de tecidos e menor dependência da tração da pele para produzir o efeito de rejuvenescimento”, explica David Di Sessa, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Durante a cirurgia, o médico acessa uma região abaixo do sistema músculo-aponeurótico superficial, conhecido como SMAS, e libera pontos de fixação que limitam a mobilidade dos tecidos. A partir daí, bochechas, linha mandibular e outras áreas podem ser ajustadas de acordo com a necessidade de cada rosto. O pescoço também entra no planejamento quando há indicação de tratamento associado.

“Não existe uma idade determinada para indicar esse tipo de cirurgia. O que observamos é a presença de queda dos tecidos, perda de definição da mandíbula, mudança no contorno das bochechas, flacidez e outras alterações que já não respondem da mesma forma a tratamentos menos invasivos. A decisão depende do conjunto, porque duas pessoas da mesma idade podem ter necessidades completamente diferentes”, afirma Di Sessa.

Entre as vantagens está a possibilidade de tratar alterações profundas sem colocar toda a tensão sobre a pele. Isso favorece uma distribuição mais natural das forças durante o lifting, e permite abordar diferentes regiões do rosto dentro do mesmo planejamento. Ainda assim, a escolha não deve partir do nome do procedimento. Outras abordagens cirúrgicas também apresentam bons resultados e continuam indicadas de acordo com cada caso.

“O Deep Plane não substitui todas as técnicas de lifting e também não representa, sozinho, garantia de um resultado melhor. A escolha depende da anatomia, da qualidade dos tecidos, das cirurgias anteriores e do que precisa ser corrigido. O papel do cirurgião é entender essas variáveis e escolher o plano que oferece a melhor relação entre benefício, segurança e naturalidade para aquele paciente”, destaca o especialista.

Como em qualquer cirurgia facial, o Deep Plane envolve um período de recuperação que varia conforme a extensão do procedimento. Hematomas, inchaço, alterações temporárias de sensibilidade e dificuldades de cicatrização podem ocorrer nos primeiros dias. A retomada da rotina acontece de forma gradual, enquanto o edema diminui e os tecidos passam pelo processo de acomodação.

“O pós-operatório não termina quando o paciente volta à rotina. O rosto continua desinchando e se adaptando durante as semanas seguintes, por isso o resultado precisa ser avaliado de forma progressiva. Respeitar o tempo de recuperação, seguir as orientações médicas e manter o acompanhamento são etapas tão importantes quanto a própria cirurgia para que a evolução aconteça de forma segura”, reforça o cirurgião.

A popularidade do Deep Plane amplia o interesse por uma cirurgia que se apoia no conhecimento detalhado da anatomia facial, mas não elimina a necessidade de indicação individual. “O paciente pode chegar ao consultório perguntando pelo nome da técnica, mas a conversa precisa começar pelo rosto. O objetivo não é reproduzir o resultado de outra pessoa, e sim identificar o que envelheceu, o que pode ser corrigido e como preservar a identidade de quem passa pela cirurgia”, finaliza David Di Sessa.

Sobre o especialista: David Di Sessa é médico cirurgião plástico, graduado pela Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA), com residência em Cirurgia Plástica em Campinas e estágio de aperfeiçoamento na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, sob orientação do professor Ivo Pitanguy. Com mais de 15 anos de experiência e mais de 5 mil procedimentos realizados, atua com foco em resultados naturais e na melhora da qualidade de vida dos pacientes, realizando cirurgias plásticas faciais, corporais e das mamas. É membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), da American Society of Plastic Surgeons (ASPS), da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).


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