Saiba trabalhar com alunos que têm disgrafia
- 7 de abr. de 2024
- 2 min de leitura

A escrita é uma ferramenta de comunicação extremamente importante, mas muitas vezes, o seu aprendizado não se dá de forma habitual, já que algumas crianças podem apresentar a chamada disgrafia, um transtorno na escrita.
Segundo Mara Duarte, neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista e coach educacional, além de diretora do Grupo Rhema, para ajudar as crianças com disgrafia é importante reconhecer as características que demonstram que isso está acontecendo. “Quando tem disgrafia, a criança pode apresentar dificuldades de orientação espacial e confusão de letras que têm orientação espacial diferente, como b, d, q e p, entre outras coisas”, exemplifica Mara.
A especialista também cita inversões e omissões de palavras e falhas na associação dos grafemas e fonemas como características presentes da disgrafia. “Nestes casos, é muito importante entender o problema e oferecer atividades para estimular a criança. Uma delas é dar orações nas quais falta uma palavra e pedir para a criança escrever a palavra que falta”, explica.
Outra atividade mencionada por Mara é formar palavras que nomeiem algo de comer, beber ou brincar, por exemplo. “Também é importante estimular a criança a identificar diferenças e detalhes em figuras, assim como realizar uma análise-síntese visual, recortando uma figura em algumas partes para que a criança possa montá-la na sequência”, orienta.
Confira características de disgrafia em crianças:
Dificuldades de orientação espacial
Falhas no esquema corporal
Confusão de letras que têm orientação espacial diferente
Perda do lugar do texto que estava lendo, ou do lugar em cima, embaixo, esquerda e direita na leitura e escrita
Inversões, distorções e omissões de palavras
União de letras, sílabas e palavras na escrita
Falha na associação de grafema e fonema
Falha ao copiar e ordenar as palavras
Alteração na motricidade fina
De acordo com Mara Duarte, é muito comum que as crianças com disgrafia não reconheçam os erros cometidos, por isso cabe ao profissional de educação estar atento às características e buscar atividades que possam ajudar. “Trabalhar a memória para sequência de estímulos visuais e discriminar grafemas iguais, parecidos e diferentes com a criança é outra sugestão de atividade que funciona”, diz.
Para auxiliar os professores e profissionais da educação a aprenderem mais sobre transtornos da linguagem, o Grupo Rhema oferece cursos com atividades práticas para a sala de aula.
Sobre Mara Duarte
Mara Duarte da Costa é neuropedagoga, psicopedagoga, psicomotricista e coach educacional. Além disso, atua como mentora, empresária, diretora geral da Fatec e diretora pedagógica e executiva do Grupo Rhema Educação. As instituições já formaram mais de 80 mil alunos de pós-graduação, capacitação on-line e graduação em todo o Brasil. Para mais informações, acesse o site rhemaeducacao.com.br ou pelo instagram.com/maraduartedacosta.Sobre o Grupo Rhema
O Grupo Rhema foi criado por Fábio da Costa e Mara Duarte da Costa há mais de 14 anos com o objetivo de oferecer conhecimento para profissionais da educação e pessoas envolvidas no processo do desenvolvimento infantil, tanto nas áreas cognitivas e comportamentais, quanto nas áreas afetivas, sociais e familiares.
A empresa atua em mais de 20 países, impactando a vida de milhões de pessoas pelo mundo com cursos de graduação, pós-graduação, cursos de capacitação e eventos gratuitos. Para mais informações, acesse o site rhemaeducacao.com.br ou pelo instagram.com/maraduartedacosta.







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