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Setembro Amarelo: após quase desistir da própria vida, Azul Marine transforma superação e renascimento em “Cura”

  • há 40 minutos
  • 2 min de leitura

Em meio ao Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre saúde mental e prevenção do suicídio, Azul Marine lança, no dia 4 de setembro, “Cura”. A faixa transforma em música uma trajetória marcada por um período de profundo sofrimento psíquico, quando o artista chegou perto de desistir da própria vida, e pelo processo de superação, reconstrução e renascimento que veio depois.


Ouça aqui o single “Cura”: https://ditto.fm/cura-azul-marine


A experiência faz parte de uma história que Azul Marine começou a revelar em “Torre”, single anterior inspirado em sua internação psiquiátrica. Se naquela música o artista aborda o colapso, “Cura” representa o que veio depois: a tentativa de reconstruir a própria identidade e encontrar uma forma mais autêntica de existir. Nesse processo, a arte se tornou uma ferramenta fundamental para elaborar experiências que chegaram a colocar sua própria existência em risco.


Composta a partir de 2021, “Cura” transforma essa reconstrução em um baile do fim do mundo, no qual é preciso destruir para poder renascer. A narrativa mistura o carnal e o divino, morte e nascimento, crueldade e compaixão, tendo como centro uma divindade matriarcal que representa, simultaneamente, destruição e criação.


“Muitos acreditam que a salvação vem do divino, enquanto a destruição é vista como uma maldição. Mas a própria natureza mostra que esses processos fazem parte de um mesmo ciclo. Em ‘Cura’, tentei criar uma imagem em que esses polos, aparentemente opostos, se tornam a força motriz um do outro. É preciso destruir uma personalidade que já não nos serve para que outra possa nascer. Nesse sentido, a dor da morte e a dor do parto se encontram: uma encerra um ciclo enquanto a outra anuncia um recomeço”, explica Azul Marine.


A dualidade também está na música. Com produção de Dalmas, “Cura” aproxima funk e gospel e tem entre suas referências “Glamurosa”, de MC Marcinho, “Two Weeks”, de FKA Twigs, e “Mary, Don’t You Weep”, na interpretação de Aretha Franklin. A faixa também é a única do próximo EP cujo beat original foi criado pelo próprio Azul Marine.


Lançada durante o Setembro Amarelo, “Cura” não pretende oferecer respostas simples para o sofrimento psíquico. É o registro de alguém que atravessou um momento limite e encontrou também na criação artística uma possibilidade de continuar, se reconstruir e renascer.


Neste Setembro Amarelo, o azul de Azul Marine encontra o amarelo de uma campanha dedicada à vida. Duas cores que, em “Cura”, ajudam a contar uma mesma história: a de alguém que chegou perto de desistir, mas encontrou caminhos para permanecer, se reconstruir e renascer.


Ficha técnica

Composição, letra e intérprete: Azul Marine

Produção executiva: Azul Marine e Bruno Teixeira

Produção musical: Dalmas

Foto de capa: Isadora Tricerri

Colagem de capa: Espejismo


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