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Tecnologia de hidrocavitação revoluciona tratamento de fermento e pode gerar ganho de R$ 8 milhões por safra, revela HydroCavit

há 11 horas
3 min de leitura

O tratamento de fermento nas usinas de etanol vem ganhando um novo patamar de eficiência. Durante o painel “Innovation Drops: hidrocavitação e seus efeitos no tratamento do fermento”, moderado por Guilherme Nastari, Diretor da DATAGRO, a HydroCavit apresentou uma tecnologia baseada em fenômenos físicos com efeitos químicos que promete transformar a estabilidade e a consistência operacional do setor sucroenergético. O painel faz parte da 26ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol.

Maurício Nahas, Diretor Comercial da HydroCavit, explica que a hidrocavitação atua diretamente na intensificação de processos industriais, sendo aplicável tanto na produção de etanol de cana-de-açúcar quanto de milho. Atualmente, a solução já opera em seis usinas de cana e uma de milho, distribuídas por quatro estados brasileiros.

“A gente usa essa cavitação na curva de fermento, e a recirculação promove um benefício que as usinas hoje não têm. É uma tecnologia de instalação muito simples, rápida e que não exige altos custos iniciais, mas que gera uma diferença muito significativa no desempenho da usina”, destaca Nahas.

Entre os principais ganhos operacionais, o executivo citou a mudança de patamar na concentração e o aumento da vazão nas centrífugas, que passam a operar com a mesma eficiência do início da safra. O processo reduz drasticamente o impacto da floculação, evita a perda de leveduras, diminui o consumo de produtos químicos e vapor, e resulta em um excelente aproveitamento de biomassa, além de reduzir o volume de vinhaça.

O impacto financeiro também foi evidenciado: em uma unidade com moagem de 2 milhões de toneladas ao ano, a tecnologia pode gerar um benefício estimado em R$ 8 milhões por safra. Para operações que já realizam a triagem de levedura, o aumento na produção também é substancial.

Dimensionamento e Modelos de Negócio

Uma das questões trazidas por Guilherme Nastari ao convidado foi sobre como é definido o número de hidrocavitadores necessários e como funciona o modelo de investimento para a implementação nas fábricas.

Nahas esclareceu que a adoção começa de forma consultiva. “Realizamos uma visita técnica para avaliar as condições de operação, fazemos o levantamento de vazão da usina e da produção de etanol para, então, dimensionarmos o projeto.” O executivo evidencia que a tecnologia já é testada há bastante tempo e está presente em mais de 20 usinas – com algumas unidades caminhando para o sexto ano consecutivo de uso.

A HydroCavit oferece duas modalidades de negócio: a locação dos equipamentos ou um modelo onde a própria empresa assume 100% do investimento para realizar o processo de secagem de leveduras. Nesse segundo cenário, o aporte varia de R$ 15 milhões a R$ 16 milhões, dependendo do porte da usina.

Perspectivas e novos horizontes

Nahas pontua que, para garantir o nível máximo de estabilidade, o ideal é que a tecnologia opere desde o primeiro dia da safra. Ele também adiantou que a hidrocavitação é apenas uma das frentes da empresa, que já desenvolve soluções complementares, como a mineralização do gás carbônico (CO2) da usina a custos baixíssimos.

“A maior dificuldade que temos hoje é nos tornarmos mais conhecidos, mas o boca a boca vem aumentando bastante graças aos resultados consistentes que entregamos”, conclui o diretor.


Sobre a DATAGRO

Com mais de 40 anos de mercado, a DATAGRO é uma consultoria agroindustrial independente com atuação global e referência no setor.

A companhia produz análises, notícias e dados primários sobre agropecuária, soja, milho, algodão, cana, açúcar, etanol, biodiesel, café, citrus, pecuária, leite e outros mercados, orientando a tomada de decisão de clientes em mais de 50 países. São mais de 130 relatórios mensais sobre 18 commodities agrícolas, de energia e mercados.

Ao todo, a DATAGRO reúne doze unidades de negócios: Alta Performance, Análise de Mercado, Consultoria Estratégica, Gestão, Markets, Financial, Governos, Benri, DataMaps, Deag, Geocane e Experience, área responsável pelos eventos, incluindo o Global Agribusiness Forum (GAF) e o Global Agribusiness Festival (GAFFFF).

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