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Tom Ribeira reúne afetos e identidade artística em seu primeiro EP ‘Pedaço’

  • há 3 horas
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Uma das vozes mais promissoras da nova cena musical brasileira, Tom Ribeira apresenta “Pedaço”, seu primeiro EP — um recorte íntimo e plural que traduz em canções a geografia do afeto e a sua identidade artística. O trabalho chega em todas as plataformas digitais no dia 6 de março.

Nascido em Botucatu, interior de São Paulo, o cantor e compositor apresenta um trabalho em que a MPB pulsa como fio condutor, enquanto samba, bossa nova e pop desenham paisagens sonoras contemporâneas. O canto suave e o olhar atento às pequenas grandes histórias da vida formam um conjunto arrebatador.

Gravado após um ano de imersão criativa, “Pedaço” traz composições que transitam entre o particular e o universal, com afetos sempre em primeiro plano. A faixa-título é um bom exemplo: “Acho que o meu coração é grande e bate demais / Tem muita gente que vem / Meu coração bate tanto / E é louco, eu nem te conheço / Te vi andando na rua / Fui ver, já tava do avesso”, diz a letra. Em versos singelos e melodias que balançam com naturalidade, Tom costura histórias de origem, saudade e relações humanas.


OUÇA O EP PEDAÇO, POR TOM RIBEIRA (disponível apenas para audição interna)

Já “Botucatu” é uma celebração poética da terra natal, da memória afetiva e da identidade. Em versos simples e sonoros, Tom conta a sensação de pertencimento e o orgulho de suas raízes. Ao mesmo tempo, expressa a universalidade da experiência latino-americana — feita de beleza, luta e resistência. “Nasci no mato do lado de uma ribeira pequena e capim / Subi ladeira minha vida inteira pra comprar pão no mercadim / Rio Lava-Pés que lavou os meus pés e acredito que trouxe pra mim / Água da Cuesta onde encosta o vento de cidades grandes sem fim”.

O lirismo da canção evoca a simplicidade e o apreço pela cidade do interior paulista, onde Tom nasceu há 24 anos. As imagens do Rio Lava-Pés, da Cuesta e da pedra gigante de Botucatu situam a canção num território concreto e, ao mesmo tempo, simbólico: a paisagem local torna-se personagem, guardando a memória de uma vida despojada. Outros destaques do EP são as faixas "Juba", "Vênus ou Urano" e "Baião de Dois".


O estilo do artista remete tanto à tradição de Dorival Caymmi, Cartola e Adoniran Barbosa quanto ao experimentalismo de Itamar Assumpção e à suavidade de Gal Costa. Tudo costurado com forte presença digital e presença de palco: desde os 18 anos, Tom Ribeira construiu uma comunidade sólida nas redes sociais com interpretações autorais e de repertório popular, chegando a mais de 400 mil seguidores.

Em 2022, o artista deixou Botucatu para um mochilão e, meses depois, estreou em palcos históricos de Paris — La Cigale e l’Elysée Montmartre — reforçando a dimensão internacional de sua música. Hoje, enquanto lança seu primeiro EP, Tom percorre palcos do país, levando suas canções a plateias do Brasil inteiro.

O lançamento oficial do EP acontece em 6 de março, seguido por um show de celebração no dia 15 de março, no Na Rotina (São Paulo) — com ingressos esgotados.

A turnê de apresentação do EP “Pedaço” busca justamente esse encontro: um show intimista, com arranjos acolhedores, onde as composições inéditas dialogam com interpretações que marcaram a formação do artista.


FAIXA A FAIXA DE ‘PEDAÇO’, POR TOM RIBEIRA

1 - Pedaço: “Escrevi essa canção quando tinha 18 ou 19 anos e com um sentimento muito intenso na época de conhecer o máximo de pessoas possíveis e ser especial para essas pessoas, no amor e na amizade, deixando um pedacinho meu com cada pessoa — um afeto ou uma lembrança. Então, aos 24 anos eu nomeio este meu primeiro EP acreditando que é um pedaço meu e de outras pessoas que se envolveram com este trabalho e que, por fim, chega ao mundo”.

2 - Vênus ou Urano: “Quando compus esta canção, ela tinha um arranjo bem regional, algo que lembrava música caipira. Quando apresentei a canção ao Breno Viricimo, produtor do EP, ele sugeriu que fizéssemos um samba com ela. O resultado eu amei e é ele, um samba, que foi gravado no EP.”

3 - Botucatu: “Botucatu é uma música que eu amo demais. Ela leva consigo o nome da cidade onde nasci e representa minha essência de brasileiro, de sulamericano, que tanto quis trazer neste trabalho. Ela também representa o que é ser ‘botucudo’ (termo oriundo provavelmente da tribo indígena à qual se refere), que é como os botucatuenses são chamados. É uma canção de cunho pessoal, mas que também torna universal a linguagem do que é ter nascido na América do Sul, mas ao mesmo tempo sem fronteiras.”

4 - Juba: “Juba foi gravada ao vivo no estúdio com todos os músicos, e então depois adicionamos outras camadas como minhas vozes que compõem o coro. Gravada desta forma, ela arremete aos clássicos da MPB que também foram gravados desta maneira.

5 - Baião de Dois: “Essa canção fala sobre esta receita de comida com amor, com sabor, textura e afeto. Quis deixar um momento eternizado nesta canção, com minhas referências de baião, de forró e de música nordestina. Tenho um apreço muito grande por ela, até por isso a canção será a escolhida para ser a de trabalho do disco.”

6 - Marroquina: “Ela é praticamente a bônus track do EP. Ela narra um amor marroquino e se caracteriza como uma música de viagem, trazendo consigo até mesmo outra língua. Nela, canto um trecho em francês, língua que aprendi enquanto morei na França fazendo um voluntariado, viajando de carona e dormindo em casas de desconhecidos que me acolheram com muito amor. A canção é justamente o resultado desta viagem, interior e exterior, mostrando como a linguagem da canção pode ser universal.”


Ficha Técnica de “PEDAÇO”

Tom Ribeira – voz, violão, coro

Breno Viricimo – baixo, violão, coro

Agenor de Lorenzi –teclado, violão, coro

Danilo Moura – percussão, coro

Thomas Harres – bateria, coro

Agnes Nunes – coro

Mari Froes – coro

Bruna Black –- coro

Produção Musical:

Breno Viricimo

Sound recording:

Pedro Quiriku

Mix: Rémy Dumelz

Master: Sterling Sound

Arranjos: Breno & Tom

A&R: Philippe Ascoli

© 2025 por Rodac Comunicação Criativa

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