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Word AI Film Festival Brasil destaca a importância de se debater sobre Inteligência Artificial no setor audiovisual

  • há 1 hora
  • 5 min de leitura

O World AI Film Festival, festival mundial de filmes produzidos com inteligência artificial, realizou no último fim de semana, em 27 e 28 de fevereiro, sua primeira edição brasileira. O evento aconteceu na FAAP, em São Paulo, integrando uma rede global de festivais dedicados à IA que agora segue para outros países como Japão, Coreia do Sul, China, França, Argentina e Canadá. Em dois dias, o WAIFF gerou mais de 30h de conteúdo por meio de palestras, debates, round tables, workshops e apresentação de cases para discutir o papel da tecnologia como nova ferramenta de criação no cinema, na publicidade e no streaming.

A cerimônia de abertura aconteceu na manhã de sexta-feira, com a presença do fundador do WAIFF, Marco Landi; do adido cultural da França no Brasil, Brieuc Tanguy-Guermeur; da atriz e produtora Jacqueline Sato, que atuou como presidente do júri da mostra competitiva do festival; além da diretora-presidente da SPCine, Ana Paula Montini. 

“O audiovisual é permeado pela tecnologia desde quando surgiu. É natural quando surge algo novo, como aconteceu com as cores lá atrás e com a legendagem, por exemplo, surjam questionamentos e até mesmo temores, mas a antecipação de tendências é algo que faz parte do setor. A história do audiovisual é marcada pelas grandes revoluções, mas nenhuma se contrapõe ao papel da criação em si. A Inteligência Artificial não vai substituir a aplicação humana, é mais uma ferramenta complementadora”, declarou Ana Paula.

Outro destaque do dia 27 foi o painel apresentado pela Globo, com Carlos Octávio Queiroz, diretor de Dados e Inteligência Artificial, Arquitetura e Parcerias; Renato Franzini, diretor de redação do G1; e Clarissa Cavalcanti, editora executiva do núcleo de inovação e projetos especiais do jornalismo, sob mediação de Ben-Hur Correia, que discutiram sobre o uso da tecnologia na produção de conteúdo e documentários jornalísticos na Globo e no G1. 

Para Queiroz, avanços só são possíveis porque os próprios profissionais que atuam na produção de conteúdos especiais estão aplicando a IA em seus processos. “É uma transformação cultural, que só está sendo possível porque os profissionais que trabalham diretamente na produção de conteúdo estão utilizando essas ferramentas. Não é a área de tecnologia que está aplicando, mas quem de fato faz está fazendo essas inserções são as pessoas que desenvolveram e trabalham com estas pautas.”

Após muitos encontros, a sexta-feira se encerrou com um painel apresentado pelo artista e diretor de TV Tadeu Jungle, pela artista e professora da FAU-USP Giselle Beiguelman e pelo diretor de professor especialista em Inteligência Artificial da ECA-USP Marcelo Muller, que destrincharam o fazer do cinema em tempos de IA, partindo da pesquisa à pós-produção. 

De acordo com Jungle, um bom roteiro é o que faz bons filmes e para isso a presença humana é fundamental: “É fundamental que a gente tenha no cinema a presença humana. Sem isso, talvez tenhamos uma outra coisa. Pode ser que estamos criando essa outra coisa, mas para o cinema as relações e conflitos humanos são essenciais. Uma ideia, uma cena, um desenho não é um filme. Um filme é um roteiro, e não apenas um prompt”.

 

Segundo dia

No sábado, 28 de abril, o público pode conferir uma palestra com um dos principais nomes da publicidade no Brasil, Nizan Guanaes, que em breve lançará um plataforma de IA dedicada ao mercado publicitário. Como um grande apoiador desta tecnologia, Guanaes reforçou a possibilidade de criar novos mundos com as ferramentas. “A inteligência artificial possibilita a oportunidade de viver várias vidas, de empoderar as pessoas e os sonhos. Não há nada que alimente mais a nossa cabeça do que a IA, pois o processo criativo se alimenta de experiências diversas”, disse.

O painel “IA e as grandes produções do cinema” foi outro encontro muito aguardado, com a participação do produtor Fabiano Gullane, da cineasta Tata Amaral e do coordenador do curso de Cinema da FAAP, Humberto Neiva. “A tecnologia é bem-vinda, e estamos vendo que é um avanço rápido. Fiquei impressionado com o resultado das animações dos filmes inscritos na mostra competitiva. Mas também é uma responsabilidade da indústria se atualizar sobre o uso das plataformas porque já temos uma responsabilidade muito grande com todas as obras que produzimos”, disse Gullane, enfatizando a importância de debates entre toda a cadeia audiovisual sobre o uso da tecnologia. 

O evento foi encerrado com a cerimônia de premiação da Mostra Competitiva de filmes produzidos com Inteligência Artificial, que premiou os ganhadores de onze categorias, como Longa-Metragem, Série Vertical, Publicidade, Animação e Melhor Diretora. Ao todo mais de 400 filmes foram inscritos no WAIFF Brasil. Como principal regra, os criadores precisavam utilizar no mínimo três ferramentas generativas de IA, incluindo pelo menos uma dedicada à geração de imagens.

O troféu de Melhor Filme do festival foi para “Warped Memories”, de Pedro Bayeux, que também ganhou como Melhor Documentário e agora será exibido na edição francesa do evento, em Cannes. A SPCine irá custear a viagem do vencedor para a grande final. Veja a lista completa de vencedores aqui.

O diretor do WAIFF Brasil, Carlos “Cebola” Guedes, celebrou o sucesso desta primeira edição e confirmou que novidades estão por vir. “Nós nos empenhamos muito para que tudo desse certo e ano que vem com certeza estamos de volta! Também gostaríamos de anunciar aqui que neste ano teremos mais duas edições do WAIFF confirmadas ao redor do mundo. Em setembro acontece o WAIFF Argentina e na sequência uma edição em Vancouver, no Canadá”, reforçou. 

O WAIFF Brasil 2026 contou com patrocínio da CloudWalk, Plataforma CaisRoom, SPCine, MiniMax, CapCut, além do apoio da revista Elle, BRAVI, Grupo Papaki, Embaixada da França e Ampfy. 

 

Sobre o WAIFF

Em meio a um cenário de transformações na indústria audiovisual, a produtora UltraVioleta coloca em foco o debate sobre inteligência artificial ao realizar a primeira edição brasileira do World AI Film Festival (WAIFF). Inédito no país, o evento sobre filmes produzidos com Inteligência Artificial se propõe a reconhecer e premiar talentos, além de debater o impacto desta tecnologia sobre o processo de criação audiovisual. 

O WAIFF aconteceu nos dias 27 e 28 de fevereiro de 2026, em São Paulo, na FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), e faz parte de uma rede global de festivais dedicados à IA que estão sendo lançados, simultaneamente, neste último trimestre em países como França, Japão, Coreia e China. 

A programação, que coloca em debate o papel da Inteligência Artificial como uma nova ferramenta de criação no cinema, na publicidade e no streaming, foi composta por uma mostra competitiva de filmes realizados com IA, e uma intensa programação que inclui mesas redondas, palestras e workshops, estudos de casos e espaços de networking. 

Para o site internacional da rede de festivais, clique aqui. A produtora UltraVioleta assina a produção da versão nacional do WAIFF, em parceria com a FAAP, sede do evento. 


Sobre o podcast WAIFF Talks

O impacto da inteligência artificial sobre a produção de conteúdo e importantes áreas do conhecimento humano é o tema de oito episódios do podcast WAIFF Talks, que foram gravados nos estúdios da FAAP em São Paulo. Cada episódio aborda uma área da economia criativa, entre elas design, cinema, publicidade, animação, direito autoral e moda. 

O podcast antecipa a discussão que será tema dos workshops, palestras, debates, e da mostra competitiva de filmes, da primeira edição do World AI Film Festival. O podcast está disponível no canal do WAIFF no Youtube e no Spotify. Entre os convidados de mercado estão Humberto Neiva, Coordenador do Curso de Cinema da FAAP; Paulo Aguiar, Consultor de IA; Ale Cassulino, diretor de cena e sócio da Rebolucion Filmes; Janaina Augustin, consultora audiovisual em IA; Eric Messa, Professor e Coordenador das graduações em Publicidade da FAAP; Fabio Cesnik da CQS/FV Advogados.

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