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ARKA 2026 propõe vivência que une saberes ancestrais, diversidade étnica, espiritualidade, cultura e olhar coletivo

  • há 2 horas
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O Instituto Regenera Hub, organização da sociedade civil (OSC) brasiliense que desenvolve projetos de regeneração do ser, das relações e dos biomas, realiza no dia 25 de abril, sábado, das 15h às 20h, no Lago Paranoá, o ARKA 2026 – Cacau Cerimonial. A iniciativa se apresenta como uma plataforma cultural de convergência entre saberes ancestrais, arte contemporânea e projetos de impacto socioambiental.

“Em um momento histórico marcado por polarizações profundas, extremismos ideológicos e conflitos que atravessam continentes, um movimento silencioso começa a emergir em diferentes partes do mundo: o desejo coletivo de reconstruir pontes. De lembrar que, antes das fronteiras, crenças ou identidades políticas, existe algo que nos une como humanidade”, afirma Alisson Sindeaux, presidente do Instituto Regenera Hub e guardião do evento.

Segundo ele, é nesse espírito que nasce a ARKA, um encontro que reúne espiritualidades, etnias e culturas diversas em um cenário simbólico: o Lago Paranoá, em Brasília. “Mais do que um evento, a ARKA se propõe como um gesto simbólico e prático de cultura de paz — um espaço onde arte, espiritualidade, sustentabilidade e ativismo socioambiental se encontram para celebrar aquilo que nos conecta”, contextualiza.

Com foco na regeneração das relações humanas e na reconexão com a natureza, o evento propõe um espaço de diálogo entre matrizes indígenas, afro-brasileiras, orientais e urbanas. Entre os objetivos estão a valorização das culturas tradicionais e dos povos originários, a apresentação de projetos socioambientais no DF, o estímulo a práticas regenerativas e a promoção de experiências coletivas de transformação.

A programação reúne lideranças e representantes de diferentes tradições. Álvaro Tukano e Naiara Tukano compartilham a cosmologia do povo Tukano. Adriana Castelianos, indígena do povo Zapoteca, apresenta a Medicina do Cacau como planta sagrada mediadora de relações. Mãe Neuma (Iyálorixá Neuma de Nanã) participa com reflexões a partir de sua trajetória na tradição afro-brasileira.

Isabela Gusman leva ao evento sua vivência junto ao povo Nyawanawá e experiências culturais realizadas em cidades como Alto Paraíso, São Paulo e Brasília. Babaji Shivo, adepto do Shivaísmo e idealizador do projeto Arte da Positividade, destaca a integração entre espiritualidade e ação social por meio da distribuição de marmitas veganas para pessoas em situação de rua.

Na área artística, Rebeca Deusa conduz experiências musicais e de dança meditativa, enquanto Alisson Sindeaux apresenta canções que dialogam com o conceito de regeneração cultural e ambiental. Maria Cleudes contribui com reflexões sobre o protagonismo da mulher negra na construção de novas realidades.

O evento também conta com a participação de Paloma Senna Rodrigues, advogada e especialista em Inovação pela USP, atualmente presidente da Associação Movement Regenera, entidade composta exclusivamente por mulheres em sua diretoria e conselho.

“Assim como uma arca guarda sementes para o futuro, o encontro reúne pessoas, projetos e iniciativas que carregam visões de regeneração: ações que cuidam da terra, da água, das comunidades e da consciência coletiva. Diferente de um festival tradicional, a ARKA acontece literalmente em movimento. O evento se realiza a bordo do barco White Swan, que navega pelas águas do Lago Paranoá durante o encontro”, explica Rebeca Deusa.

A travessia transforma a experiência em algo simbólico: enquanto o barco percorre o lago, os participantes também atravessam um percurso interior de reflexão, encontro e celebração da diversidade espiritual e cultural.

“Navegar pelo Paranoá oferece ainda uma perspectiva rara da cidade. Ao longo da jornada, o público pode contemplar Brasília vista da água, observando sua arquitetura monumental, o horizonte do cerrado e a relação entre natureza e urbanismo que define a capital do país”, complementa.

“A paisagem se torna parte da experiência — um lembrete silencioso da importância de proteger as águas, os ecossistemas e o equilíbrio da vida”, finaliza.

Além da programação cultural e formativa, o ARKA prevê ações práticas, como a distribuição de mudas nativas do Cerrado e a arrecadação de alimentos não perecíveis destinados ao projeto Arte da Positividade.

De acordo com Alisson Sindeaux, o evento consolida a atuação do Instituto Regenera Hub no DF. “O ARKA reúne cultura, espiritualidade e responsabilidade socioambiental em uma proposta integrada. Nosso objetivo é fortalecer redes e transformar conexões em ações concretas”, afirma.

O ARKA 2026 integra a agenda da OSC brasiliense voltada ao desenvolvimento de projetos de impacto e à articulação de iniciativas que promovam a transformação social no território.

SERVIÇO:

 

ARKA 2026 – CACAU CERIMONIAL

Data: 25 de abril (sábado), das 15h às 20h

Lago Paranoá – Brasília/DF – Barco White Swan

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