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Banda feminina exalta Chiquinha Gonzaga em montagem na Sala Martins Pena

 Faz tempo que Marlene Souza Lima desejava homenagear a compositora Chiquinha Gonzaga. Guitarrista, violonista, arranjadora e referência do jazz brasileiro, ela transformou esse desejo no espetáculo Chiquinha Gonzaga Entre Tempos – Um Encontro Musical, que estreia na Sala Martins Pena do Teatro Nacional Claudio Santoro, em sessões nos dias 24 (16h e 20h) e 25 (18h e 20h) de outubro.

Com roteiro do dramaturgo Sergio Maggio, o espetáculo revisita a trajetória da compositora que desafiou padrões em pleno Século 19, libertou-se das amarras do seu tempo e abriu caminhos para gerações de artistas. “Se quando iniciei meus estudos musicais não era comum ver uma mulher instrumentista de música popular, imagine na época de Chiquinha?”, indaga Marlene. “Sua história nos mostra, a todas mulheres musicistas, que podemos estar à frente de nossa vida, fazendo o que gostamos”.

Quando o desejo de homenagear Chiquinha Gonzaga ganhou força, o primeiro impulso foi fazer arranjos com a concepção original, mantendo acentos e estilos musicais da época. “Porém, Chiquinha Gonzaga era uma mulher adepta da modernidade. Então pensei em colocar o repertório da maestrina em arranjos e estilos musicais os quais o Brasil já passou. Do samba canção ao rock Brasil”, conta Marlene.

O resultado é um espetáculo que reúne arranjos ousados e interpretações que transitam entre jazz, blues, black music, choro, funk e samba. Os clássicos Lua Branca e Ó Abre Alas ganham novas leituras, executadas por mulheres instrumentistas: Diana Mota na flauta e saxes, Luísa Toller nos teclados e voz, Paula Zimbres no baixo, Luciana de Oliveira na bateria e Marlene Souza na guitarra e violão, além dos arranjos.

Os atores Ana Elisa Santana e Jones Abreu Schneider interpretam, respectivamente, Chiquinha Gonzaga e Palhares Ribeiro, libretista que eternizou os primeiros passos da compositora no teatro, em 1885.

Entre partituras e memórias, Chiquinha Gonzaga surge em cena, até ser transportada para o presente, onde é recebida pelas instrumentistas. Nesse diálogo entre 1885 e 2025, as duas artistas trocam experiências, descobrem uma linhagem comum e transformam o palco em espaço de celebração, fusão e liberdade.

A dramaturgia resgata um episódio marcante da história de Chiquinha: ao reger uma orquestra e estrear como compositora de teatro, ela inspirou um jornalista a criar um novo termo — “maestra” — até então inexistente na língua portuguesa. “Antes dela, não havia sequer uma palavra para nomear uma mulher no comando da regência. Essa passagem se torna símbolo da revolução que Chiquinha provocou, não apenas na música, mas também na linguagem e na cultura”, destaca Sergio Maggio.

Nas palavras do dramaturgo, Entre Tempos é um convite para atravessar o tempo e sentir como o legado de Chiquinha Gonzaga continua a pulsar, reinventando-se em cada acorde dessas talentosas mulheres.

PROJETO EDUCATIVO

Antes de chegar ao palco da Sala Martins Pena, um dos mais tradicionais de Brasília, a música e a história de Chiquinha Gonzaga foram apresentadas em escolas da Rede Pública do Distrito Federal.

Por meio da aula-espetáculo “A Evolução da Música de Chiquinha Gonzaga e suas Contribuições para a Música Brasileira”, Marlene Souza Lima e a pianista Luísa Toller, ao lado do roteirista Sergio Maggio e do ator Jones Abreu Schneider, percorreram instituições de ensino em Samambaia, Ceilândia, Taguatinga, Santa Maria e Guará, promovendo um encontro interativo entre história, arte e educação musical.

As atividades nas escolas apresentaram a vida e a obra de Chiquinha de forma lúdica e inspiradora, aproximando novas gerações de seu legado. O projeto também ofereceu material didático para professores e professoras, incentivando a continuidade da discussão em sala de aula.

O projeto foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC/DF).

FICHA TÉCNICA

Concepção, arranjos, direção musical: Marlene Souza Lima.

Musicistas: Diana Mota (flauta e saxes), Luísa Toller (teclados e voz), Paula Zimbres (baixo), Luciana de Oliveira (bateria) e Marlene Souza (guitarra e violão).

Dramaturgia e direção de cena: Sérgio Maggio.

Intérpretes: Ana Elisa Santana e Jones oo.Schneider

Figurino e cenário: Jones Schneider.

Som (montagem e operação): Alan Pinho.

Iluminação: Lemar Rezende.

Operação e montagem luz: Pablo Rodrigues de Freiras

Roadie: David Lima Medeiros.

Assessoria de imprensa: Alethea Muniz.

Maquiadora: Sthela de Souza Lima.

Coordenação pedagógica: Carol Petitinga.

 

 

SERVIÇOChiquinha Gonzaga Entre Tempos – Um encontro musical

Sexta-feira, dia 24 de outubro, às 16h (com libras e audiodescrição) e 20h

Sábado, dia 25, às 18h (com libras) e 20h

Local: Sala Martins Pena – Teatro Nacional Claudio SantoroEntrada gratuita mediante retirada de ingressos pelo Sympla.

Projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal – FAC/DF.

 


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