Eleita por dez edições consecutivas a Melhor Sorveteria do Amapá pelo Prêmio Melhores da Gastronomia, marca Santa Clara chega a Brasília
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“Nome de santo dá mais certo.” O conselho simples do avô de Ralf Matias atravessou quase duas décadas, dois estados e mais de dois mil quilômetros até chegar a Brasília. Foi dele que veio a inspiração para batizar, em 2007, em Macapá (AP), a Sorveteria Santa Clara. 19 anos depois, a marca que nasceu no extremo Norte do Brasil prepara sua chegada à capital federal trazendo na bagagem uma combinação que se tornou sua assinatura: a riqueza de ingredientes e sabores da Amazônia trabalhada a partir de técnicas, maquinário e referências da tradição italiana do sorvete.
Consolidada na região norte, a Santa Clara, no Amapá, conquistou por dez edições consecutivas o título de Melhor Sorveteria no Prêmio Melhores da Gastronomia, organizado pela Abrasel, principal reconhecimento da gastronomia amapaense. Em Belém, onde está presente desde 2017, também ganhou projeção e esteve entre as indicadas de Melhor Sorveteria pelo prêmio Veja Belém Comer & Beber 2025/2026.
“Estamos prestes a completar 20 anos de história e chegar ao Centro-Oeste justamente neste momento torna Brasília ainda mais especial para nós. É um novo capítulo da Santa Clara, levando para uma nova região do país a identidade que construímos na Amazônia ao longo de quase duas décadas”, afirmam os sócios-fundadores Ralf Matias e Luciana Albuquerque. Em Brasília vale destacar que a casa terá um sócio local, Igor Campelo.
Amazônia, Itália e Memória afetiva brasileira em 40 sabores de sorvetes
A proposta poderia ser resumida como um encontro entre Amazônia e Itália, mas a vitrine revela que há uma terceira vertente importante nessa história: a memória afetiva brasileira. São mais de 40 sabores no portfólio, entre criações com frutas e ingredientes amazônicos, receitas de inspiração italiana e sabores que revisitam sobremesas. Na nova casa, uma imponente vitrine concentrará simultaneamente 36 sabores, todos produzidos na própria loja.
É nela que os brasilienses poderão, por exemplo, experimentar o Marabaixo, uma das criações mais representativas e queridas da Santa Clara. O sorvete leva uma base de castanha-do-Pará, doce de cupuaçu e pedaços da própria castanha. O nome é uma homenagem ao Marabaixo, manifestação cultural profundamente ligada à identidade do Amapá, marcada pela dança, música e tradição popular.
A Amazônia também aparece sem disfarces em outro sabor emblemático: o Açaí é preparado com polpa da fruta, sem adição de leite, banana, xarope ou corante. A intenção é justamente permitir que o consumidor encontre o sabor do ingrediente de maneira direta.
O Bacuri Especial parte da polpa de bacuri in natura e recebe uma mescla de geleia da própria fruta e pedaços de castanha-do-Pará. Já o Paraense reúne açaí e farinha de tapioca, enquanto o Pavê de Cupuaçu transforma a fruta amazônica em uma sobremesa mais elaborada: a base de polpa de cupuaçu encontra doce de cupuaçu, chocolate meio amargo, castanha-do-Pará e cubos de pão de ló.
Há ainda o Castanha Mix, construído sobre uma base de castanha-do-Pará, acrescida de doce de leite, farofa de castanha e biscoito Maria, finalizada com crocante de castanha-do-Pará.
A Itália encontra o Norte do Brasil
Se a matéria-prima brasileira ajuda a contar de onde a Santa Clara veio, a Itália está diretamente ligada à maneira como seus sorvetes são pensados e produzidos.
A casa trabalha com maquinário, leite e pastas italianas, incorporando esse repertório a ingredientes brasileiros e a uma produção realizada dentro de cada unidade.
Na vertente mais explicitamente italiana do cardápio está o Pistache, elaborado com pasta italiana de pistache. O Nocciolino combina cacau e creme de avelã com mescla de arabeschi. Já o Biscottino reúne cookies italianos, chocolate crocante e um delicado toque meio amargo.
O clássico Tiramisù ganha sua interpretação gelada com queijo mascarpone, biscoito champanhe, cacau 32%, calda de chocolate, doce de café e conhaque. O Limão Siciliano, por sua vez, parte de uma base da fruta e recebe uma mescla de limão, em uma combinação mais fresca e cítrica.
Do Curau à Banoffee
Uma terceira parte do cardápio trabalha com sabores bastante conhecidos entre os brasilienses, é o caso do Milho Verde, inspirado no cural de milho; do Coco, preparado com coco in natura e coco triturado; e do Morango, cuja base leva frutas frescas e uma mescla de doce de morango.
No Abacaxi ao Vinho, pedaços da fruta in natura encontram uma redução de vinho. Há ainda combinações menos óbvias, como Morango Balsâmico.
Sobremesas também são reinterpretadas em forma de sorvete. A Banoffee, por exemplo, parte de um creme de nata com mescla de doce de leite, recebe camadas de banana caramelizada, toque de canela e uma farofa feita com castanha-do-Pará e biscoito Maria. A Santa Clara também vai contar com algumas opções de cafés para o público poder aproveitar ainda mais o tempo em seu espaço.
Uma sorveteria para ficar
O projeto arquitetônico da nova unidade é assinado pelo Studio Inquieto, escritório brasiliense de arquitetura e design de interiores liderado pelo arquiteto e sociólogo Marcelo Teixeira. O espaço foi concebido levando em consideração toda a jornada do consumidor e, principalmente, o tempo de permanência.
Bancos e assentos confortáveis, diferentes possibilidades de acomodação e uma atmosfera acolhedora fazem parte de um projeto pensado para quem deseja tomar um sorvete sem pressa, encontrar amigos, reunir a família ou até abrir o computador e trabalhar por algumas horas.
Serviço
Sorveteria Santa Clara - Brasília
Onde: 408 Sul, Bloco A, Loja 19/23Em soft open a partir de 17 de agosto
Horário de Funcionamento: segunda a segunda, das 12h às 22h
Para mais informações: @santaclarabrasilia






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