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Escalada no Oriente Médio agita mercados e eleva custos no agronegócio

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura

O recente agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, marcado por ataques diretos no início do mês, teve um reflexo imediato nos mercados financeiros e global do agronegócio. Esse cenário colocou o risco geopolítico como elemento central na determinação de preços de insumos, frete internacional e exportações no curto prazo.

A reação do mercado foi imediata diante dos ataques, contra-ataques e da ameaça às rotas logísticas no Oriente Médio, sendo o petróleo o principal vetor dessa transmissão. Como o Irã detém uma das maiores reservas mundiais de petróleo, qualquer risco à sua produção ou logística provoca uma elevação imediata no preço da energia.

A elevação do preço do petróleo provoca três impactos quase instantâneos na cadeia do agronegócio: o aumento na competitividade do biodiesel eleva a demanda por óleo vegetal; a valorização do óleo de soja impulsiona o processo de esmagamento; e o complexo da soja, como um todo, é beneficiado por esse cenário.

O movimento da soja neste momento não vem apenas da guerra, mas principalmente da alta do petróleo e da correlação com o mercado de energia. Além disso, o petróleo mais caro também tende a elevar custos de frete marítimo e logística; pressionar fertilizantes nitrogenados, que dependem do gás natural; e aumentar o risco de inflação global.

“Esse conjunto de fatores acabou levando Chicago a trabalhar novamente em patamares mais altos. Durante nosso acompanhamento de orçamento feito em fevereiro de 2025, o mercado vinha trabalhando próximo de US$ 10,2, com teto ao redor de US$ 10,9. Nas últimas semanas o mercado rompeu esse intervalo, negociando acima de US$ 11,30–11,60, sinalizando um movimento típico de prêmio de risco geopolítico”, pontuou a analista de inteligência e estratégia, Yedda Monteiro.

A escalada ou persistência da tensão no Oriente Médio tende a manter os preços do petróleo em patamares mais elevados, o que, por sua vez, sustenta o complexo da soja. Contudo, uma descompressão geopolítica pode levar à retirada de parte desse prêmio do mercado. É comum que momentos de instabilidade geopolítica criem janelas de preço, que nem sempre são movimentos estruturais, mas frequentemente representam boas oportunidades para a gestão de risco e o avanço da comercialização.

 

Para aproveitar o momento favorável, Yedda recomenda avançar progressivamente na gestão comercial. Isso pode ser feito através de vendas fixas, travas ou estruturas de proteção. Não é necessário vender tudo, mas começar a construir uma posição em um nível de preço que já está acima do considerado no planejamento. “Em resumo, o mercado melhorou e, nestes momentos, a disciplina comercial é geralmente mais crucial do que a tentativa de acertar o topo”, explica.


Sobre a Biond Agro

Empresa especializada em gestão e comercialização de grãos para o produtor brasileiro, originária de um grupo de companhias com 25 anos de experiência (Fyo, CRESUD e Brasil Agro). Compreendendo os números e especificidades do negócio e como interagir com os mercados. A Biond Agro desenha estratégias de comercialização e execução de negócios, profissionalizando a gestão de riscos para tornar o agronegócio sustentável no longo prazo. Saiba mais em https://www.biondagro.com/


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