EUA lançam ataques à Venezuela e Trump anuncia captura de Nicolás Maduro
- Rodrigo Carvalho

- há 3 dias
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Em uma ação militar que marca a mais profunda intervenção dos Estados Unidos na América Latina em décadas, o presidente americano Donald Trump anunciou que as forças dos EUA realizaram ataques em “grande escala” contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. A informação foi divulgada neste sábado (3) pelo chefe da Casa Branca em sua rede social e confirmada por autoridades americanas.
Explosões foram ouvidas nas primeiras horas da manhã em Caracas e em outras áreas do país, com relatos de aeronaves voando baixo sobre a capital venezuelana. Imagens mostram fumaça saindo de instalações militares e falhas no fornecimento de energia em setores da cidade.
Trump afirmou que Maduro e sua esposa foram retirados do território venezuelano e levados pelos militares dos EUA, que incluem unidades de forças especiais, para enfrentar acusações nos Estados Unidos — particularmente relacionadas a narcoterrorismo e tráfico de drogas, segundo autoridades americanas.
O governo venezuelano classificou os ataques como uma “agressão militar” e uma violação flagrante da soberania nacional, decretando estado de emergência em todo o país. Líderes oficiais denunciaram o que chamaram de “invasão imperialista” e pediram solidariedade da comunidade internacional.
O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, qualificou os ataques de “vil e covardes”, afirmando que Caracas busca ajuda internacional e reunindo dados sobre civis e militares feridos ou mortos nas ações.
Enquanto isso, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo ainda não sabe o paradeiro exato de Maduro e exige prova de vida imediata por parte dos Estados Unidos.
A intervenção ocorre após meses de tensões escaladas entre Washington e Caracas. Em 2025, os Estados Unidos intensificaram operações militares e de inteligência no Caribe e em águas próximas à Venezuela, como parte de uma campanha que o governo Trump descreveu como combate ao narcotráfico e às atividades do chamado “Cartel de los Soles” — grupo que os EUA designaram como organização terrorista estrangeira.
Antes deste sábado, o governo americano já havia realizado ataques a instalações portuárias venezuelanas acusadas de serem usadas para tráfico de drogas e reforçado sua presença militar na região, com navios e aeronaves posicionados no Caribe.
A ofensiva desencadeou forte reação no cenário global:
Rússia condenou a ação americana como um ato de agressão armada, pedindo respeito à soberania venezuelana e solidariedade ao governo de Maduro.
Países como Colômbia e Cuba também criticaram os ataques e solicitaram reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU.
Senadores americanos, inclusive dentro do próprio Partido Republicano, questionaram a legalidade da operação, afirmando que o presidente não tinha autorização do Congresso para iniciar um conflito militar dessa magnitude.
Além de afirmar que a operação foi “bem-sucedida”, Trump agendou uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago para detalhar a ação e os objetivos futuros.
A Casa Branca ainda não divulgou números oficiais de vítimas nem confirmou se haverá presença prolongada de tropas americanas em solo venezuelano. Autoridades americanas defendem a ação como parte de um esforço maior contra o narcotráfico e ameaças à segurança dos EUA, mas aliados e organizações internacionais questionam a legalidade e as consequências humanitárias da intervenção.
Analistas alertam que a operação pode desencadear uma crise humanitária e instabilidade regional, além de ameaçar relações diplomáticas entre os Estados Unidos e países vizinhos. A América Latina observa o desenrolar dos eventos com preocupação, enquanto esforços por mediação internacional começam a surgir nas Nações Unidas e entre blocos regionais.










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