Festival do Patrimônio Brasileiro promoveu encontro de mestres de todo o Brasil em Ceilândia
- há 3 horas
- 3 min de leitura

O Festival do Patrimônio Brasileiro estreou em Brasília provando a força da cultura popular do país. Foram dois dias de festa, homenagens, conversas, espetáculos e trocas de saberes, celebrando os bens culturais reconhecidos nos últimos anos no âmbito do federal.
O encontro histórico em Ceilândia contou com a participação da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e do presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Leandro Grass, além de representantes de outras instituições importantes da esfera cultural. 14 bens imateriais foram condecorados com a medalha do Patrimônio. Também foram homenageados três bens materiais tombados.
Passaram pelos palcos Mestre Salustiano e Mestra Nicinha espetáculos de Teatro de Bonecos Popular, Choro, Marujadas de São Benedito, Rap, Forró, Maracatu e Samba. "É o primeiro Festival do Patrimônio Brasileiro e que venham muitos mais, reconhecendo os mestres e mestras, os quilombos e todas as diversas possibilidades de expressão que o povo brasileiro tem", comemorou Margareth.
A presidente do Instituto Rosa dos Ventos – que realizou o evento, junto ao Iphan –, Stéffanie Oliveira, destacou a dificuldade em fazer a curadoria do festival, haja vista a diversidade de expressões que constituem a cultura brasileira. "O mais importante desse festival foi os encontros dos bens, botar os nossos mestres juntos, no mesmo palco cantando, tocando e dançando ritmos diferentes, mas que se encontram”, reflete Stéffanie.
"Isso serve de alimento para continuarmos essa luta para manter viva a cultura desse país" Manoelzinho Salustiano, detentor que é filho do mestre que deu nome a um dos palcos do festival, o Mestre Salustiano (1945-2008). Manoelzinho misturou o seu Maracatu de Baque Solto com o Samba Pisado da Orquestra Alada Trovão da Mata, expressão reconhecida localmente no Distrito Federal.
Maria Fernanda da Silva, detentora do bem do Ofício, Saberes e Práticas das Parteiras Tradicionais do Brasil, não escondeu o orgulho de ser homenageada no encontro. “"Essa medalha que a gente recebeu do Festival do Patrimônio Brasileiro é como se fosse o nosso Oscar. É um reconhecimento do nosso trabalho durante anos, o melhor momento das nossas vidas", celebrou a parteira.
Encontros e trocas
Um dos momentos mais importantes do festival foi o Seminários de Mestres e Mestras: Patrimônio e Leis de Incentivo. Participaram da roda detentores e representantes de instituições ligadas ao patrimônio cultural, entre eles o diretor do Centro Cultural Vale Maranhão, Gabriel Gutierrez, que explicou aos mestres como a Vale – patrocinadora do festival – atua no fomento de expressões culturais inscritos no Patrimônio Cultural. “Dentro da Vale, temos o Instituto Cultural Vale, que oferece editais e chamadas diretas”, explicou o diretor.
Encontros memoráveis também aconteceram no palco, onde mestres, mestras e artistas do cenário nacional provaram que o tradicional e o contemporâneo andam de mãos dadas. Representante do Choro, Hamilton de Holanda dividiu o palco com as Marujadas de São Benedito, expressão de Bragança (PA). "O festival é uma forma de valorizar a riqueza do Brasil. Representar o Choro e fazer essa mistura com as Marujadas me emocionou muito”, disse Hamilton.
“É o Brasil sendo visto, percebido e reapresentado ao seu povo, para que possamos cada dia mais lembrar que o Brasil é diverso e plural”, definiu o presidente do Iphan, Leandro Grass.
O Festival do Patrimônio Brasileiro foi uma realização do Instituto Rosa Dos Ventos, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura e do Governo Federal. O evento contou com patrocínio da Vale e da Caixa Econômica Federal, via Lei Rouanet.
Serviço - Festival do Patrimônio Brasileiro







Comentários