O corpo como território de afeto: projeto "O Abraço que faz os meus pés dançarem" inicia novo ciclo de oficinas em São Sebastião
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O que acontece quando um abraço é tão forte que faz os pés saírem do chão? O projeto “O Abraço que faz os meus pés dançarem” responde: nasce movimento. E é esse gesto primeiro - o encontro afetivo entre corpos - que move a segunda etapa das oficinas gratuitas da iniciativa, que serão realizadas nos dias 7 e 9 de abril, das 8h às 11h, no CED São Francisco (Chicão), em São Sebastião. A programação inclui ainda a exposição individual homônima da artista Mandí Cintra, idealizadora da ação, a ser realizada em maio.
Após um primeiro ciclo marcado por descobertas sensíveis, no qual os estudantes se entregaram à experimentação entre imagem, escrita e movimento, o projeto “O Abraço que faz os meus pés dançarem” retorna ao Chicão para a segunda fase do curso. As aulas são ministradas pelas artistas oficineiras Mandí Cintra e Mylena Edna Oliveira, e são voltadas para alunos e alunas com idade entre 15 e 18 anos.
Coordenado pela Casa Jasmim, o projeto nasceu das pinceladas da artista plástica Mandí. Suas aquarelas, que investigam o contraste entre o peso e a leveza dos abraços, servem de partitura para que estudantes de São Sebastião traduzam sentimentos em gesto. No primeiro ciclo, encerrado em 2 de abril, elas transformaram a "materialidade da água" em fluxos de movimento coletivo e poesias espontâneas.
“Nossa oficina parte da ideia de que os afetos atravessam o corpo, a memória e a forma como nos expressamos. Nos primeiros encontros, as participantes se abriram para a prática, construindo uma ‘massa de movimento’ coletiva e conduzindo um processo de escrita em fluxo, onde surgiram poesias espontâneas e narrativas próprias sobre acolhimento, relações e deslocamentos”, destaca Mandí Cintra, artista plástica e idealizadora do projeto.
Da sala de aula para a GaleriaContemplado pela Lei Paulo Gustavo, o projeto vai além das oficinas. No dia 6 de maio, um grupo de estudantes selecionados passará por uma imersão para a montagem de uma performance. O objetivo é criar uma intervenção que dialogue diretamente com as obras da exposição “O Abraço que faz os meus pés dançarem”. A mostra tem curadoria de Ricardo Caldeira e acontecerá na Casa Aerada (Varjão), de 19 a 27 de maio.
A proposta do projeto é democratizar o acesso à arte contemporânea, oferecendo aos jovens da rede pública não apenas a contemplação, mas o protagonismo. Ao todo, cerca de 160 estudantes visitarão a exposição nas semanas de 19 e 26 de maio, fechando o ciclo que começa no toque do pincel e termina na dança dos pés.
SERVIÇO:
Segundo Ciclo das Oficinas
Dia 7 e dia 9 de abril de 8h às 11h
CED São Francisco - São Sebastião
Terceiro Ciclo Montagem da performance (com 15 alunos)
Dias 6 de maio de 8h às 11h
Exposição
O Abraço que faz os meus pés dançarem
Visitação: de 16 de maio a 21 de junho. Sextas das 16h às 20h. Sábados e domingos das 14h às 19hLocal: Casa Aerada Varjão – Q. 01, Conj. B, Casa 06, Varjão, Brasília – DFEntrada franca
Evento de Abertura da ExposiçãoQuando: 16/05. SábadoHorário: performance, às 19h15 | Vernisage, às- 20h
Visita guiada para PCDs - com roda de conversaQuando: 23/05. SábadoTransporte/ Guia de cegos
Encerramento da exposiçãoQuando: 21/06 - 16hAtividade: Roda de conversa 2







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