Última semana para visitar “É Pau, É Pedra…”, exposição de Sergio Camargo no Teatro Nacional
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Entra em sua última semana a exposição “É Pau, É Pedra…”, dedicada à obra de Sergio Camargo (1930–1990), um dos escultores mais importantes da arte brasileira. Em cartaz no foyer do Teatro Nacional Cláudio Santoro até 13 de março, a mostra já foi visitada por mais de 23 mil pessoas e apresenta um panorama amplo e raro da produção do artista.
Reunindo cerca de 200 obras, a exposição traz esculturas, relevos, maquetes e objetos de ateliê que evidenciam a investigação poética de Camargo sobre materiais como madeira, mármore, gesso e pedra. É a primeira vez que a capital recebe um conjunto tão abrangente de trabalhos do artista, permitindo ao público acompanhar diferentes momentos de sua trajetória, desde os primeiros passos figurativos até a consolidação de sua linguagem escultórica no cenário internacional.
Realizada pelo Metrópoles, com apoio institucional da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal, a mostra tem curadoria de Marcello Dantas, reconhecido por projetos que aproximam arte, arquitetura, tecnologia e narrativa histórica.
“Camargo é o grande escultor brasileiro”, afirma Dantas. “É o artista que cria uma linguagem imediatamente reconhecível, que transforma a luz em volume e o volume em respiração.”
A exposição também marcou a reabertura ao público do foyer do Teatro Nacional, espaço icônico que permaneceu fechado por mais de uma década e que volta a receber visitantes integrado ao jardim e à obra de Athos Bulcão. A curadoria foi pensada para que arquitetura e arte dialogassem diretamente, transformando o percurso da exposição em uma experiência sensorial.
“A obra de Camargo opera em uma frequência muito semelhante à de Brasília: é feita de ordem, mas não é rígida; é geométrica, mas não é fria; é moderna, mas profundamente humana. Há respiro entre as formas, há silêncio entre os cortes, há luz entre as sombras”, destaca Dantas.
Foyer do Teatro Nacional
Fechado há mais de 10 anos, o Teatro Nacional volta à cena ao receber o público brasiliense, que pode revisitar um espaço icônico, integrado ao jardim e à obra de Athos Bulcão.
A mostra foi pensada para que o local e a obra se completassem. Assim, a arquitetura representa não apenas um cenário, mas parte constitutiva da experiência. “Ao fim do percurso, esperamos que o visitante saia com outra medida do olhar — aquela em que a matéria volta a ser origem”, salienta Dantas, que compara o encontro histórico entre a cidade e Sergio Camargo. “A obra dele opera em uma frequência muito semelhante à de Brasília: é feita de ordem, mas não é rígida; é geométrica, mas não é fria; é moderna, mas profundamente humana. Há respiro entre as formas, há silêncio entre os cortes, há luz entre as sombras”, aponta o curador.
Serviço:
Exposição “É pau, é pedra…” | Sérgio CamargoQuando: até 13 de março de 2026Horário: 9h às 22hLocal: Foyer da Sala Villa-Lobos | Teatro Nacional Cláudio Santoro (Brasília/DF)Acesso gratuito | Classificação livre









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