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- Barraca de Memórias leva histórias de mulheres pioneiras do DF para escolas e espaços comunitários do Guará
Uma panela, uma fotografia, um caderno, um retalho de tecido. É a partir de objetos assim, guardados por mulheres que ajudaram a erguer o Distrito Federal, que o projeto Barraca de Memórias – Difusão do Acervo Poético chega ao Guará, uma das regiões mais antigas do DF. Realizada pela Todo Público em parceria com o Coletivo ENTREVAZIOS, a iniciativa circula entre outubro e novembro por escolas públicas e espaços comunitários com exibições de minidocumentário, rodas de conversa entre gerações e a ampliação do Acervo Poético de Objetos (acervo.entrevazios.com.br). A programação começa com a Barraca de Memórias, no dia 27 de outubro no Centro de Convivência do Idoso no Guará. Um momento de escuta que funciona como o nome diz: um espaço onde mulheres idosas moradoras do Guará compartilham relatos e objetos que guardam a memória da região. Tudo o que for registrado passa a integrar o acervo online, que ganha novas narrativas. De 3 a 19 de novembro, o projeto faz 10 exibições mediadas do minidocumentário Barraca de Memórias, cada uma seguida de bate-papo e lanche. Duas sessões contam com intérprete de Libras e duas com audiodescrição. As exibições acontecerão em espaços como a Casa de Cultura do Guará, o Centro de Referência em Assistência Social do Guará, Unidades Básicas de Saúde, Escolas Públicas, entre outras. Nos dias 10 e 11, as sessões também serão abertas ao público e acontecerão no Auditório da Administração do Guará. Memória contra o apagamento A proposta é reconhecer as mulheres idosas como guardiãs da memória e protagonistas da construção de Brasília, uma história que costuma ficar fora dos registros oficiais. Ao levar o projeto para jovens e, também, para pessoas idosas, o projeto aposta no encontro entre gerações que vivem no mesmo território: quem chegou primeiro e construiu a cidade, e quem herdou essas paisagens. “Realizar a Barraca de Memórias no Guará é uma escolha que dialoga profundamente com a própria proposta do projeto. O Guará é um território importante para a construção da memória do Distrito Federal e, ao longo da pesquisa e da pré-produção, percebemos também a presença muito significativa da população idosa na região e a força das iniciativas comunitárias voltadas para esse público. Por isso, estar no Guará é também uma forma de reconhecer esse território, criar espaços de escuta e valorizar as histórias de vida de quem ajudou a construir a cidade. Acreditamos que preservar a memória é, sobretudo, reconhecer as pessoas e os territórios que fazem parte dela.” Afirma Luênia Guedes, coordenadora do projeto. O Acervo Poético de Objetos reúne anos de pesquisa do Coletivo ENTREVAZIOS. A Barraca de Memórias já passou por Planaltina, Vila Planalto, Paranoá, Núcleo Bandeirante, Brazlândia, Candangolândia, Vila Telebrasília, Fercal e Taguatinga. No site, as histórias estão organizadas por região e podem ser acessadas de qualquer lugar. “Levar este acervo para um site é dar permanência às vozes que a história tradicional frequentemente silencia. São mulheres que não apenas testemunharam a construção de Brasília, mas foram seus verdadeiros alicerces — com suas mãos, seus afazeres, seus sonhos e sua coragem de resistir e ficar. Elas não só ficaram: fizeram quintal, criaram laços, tornaram este chão habitável e cheio de afeto. Agora, suas memórias não se perdem no tempo. Cada panela, cada fotografia, cada história costurada no afeto vira patrimônio vivo, acessível a todos”, explica a artista e pesquisadora Maysa Carvalho. Sobre o Coletivo Entrevazios Criado em 2014, o grupo vem propondo reflexões e diálogos contínuos sobre Brasília e suas poéticas, investigando as intersecções da cidade, arte, memória e os corpos que a atravessam. Os desdobramentos artísticos do Coletivo incluem trabalhos como: o Livro de Artista ENTREVAZIOS (2014); a intervenção urbana O Estrangeiro (2015); a exposição instalativa De Ver Cidade - Brasília numa caixa de brincar (2019 e 2025); a intervenção poética de teatro de animação Lourença (2021); o minidocumentário Barraca de Memórias (2023); a exposição Percursos Inventados (2023); o espetáculo Carrego O Que Posso, Faço Quintal Onde Dá (2024 a 2026); as visitas teatralizadas com Cidade Espetáculo - Aventura nos Três Poderes (2024 e 2025), a exposição Memória Migrante - Mostra Acervo Poético (2025) e o projeto Barraca de Memórias (2026). Sobre a Todo Público A Todo Público é uma iniciativa especializada na sensibilização de públicos e na democratização do acesso à arte, à cultura e ao patrimônio. Desenvolve ações educativas e interativas que transformam espaços culturais em ambientes acessíveis, pautadas pela educação patrimonial, pela mediação artística e pela acessibilidade cultural social. Atua com mediação cultural, programas educativos, acessibilidade, mobilização de público e coordenação pedagógica. Entre suas realizações estão trabalhos como: a consultoria de programação do MAB Educativo (2019 a 2023); a curadoria e acessibilidade da mostra Percursos Inventados – Entrevazios (2023); a coordenação pedagógica de Cidade Espetáculo: Aventura nos Três Poderes (2024); a coordenação de metodologias do projeto Só Taguá Têm, com Instituto Soma e IPHAN (2025); a mobilização de público e a coordenação de acessibilidade do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e do DF Instrumental (2025); e, em 2026, a coordenação pedagógica do programa educativo da Praça dos Três Poderes. SERVIÇOProjeto Barraca de Memórias – Difusão do Acervo PoéticoEscuta poética (Barraca de Memórias): 27 de outubroExibições mediadas do mini documentário e bate-papo: de 3 a 19 de novembroAcervo Poético de Objetos: acervo.entrevazios.com.brInformações e programação completa em: @entrevazios
- Henrique e Ruan gravam novo DVD no Mané de Águas Claras
A dupla sertaneja Henrique & Ruan grava seu novo projeto audiovisual nesta terça-feira, 20 de outubro, às 21h, no Mané Mercado, em Águas Claras. Com direção musical de Ivan Miyazato, o DVD reúne canções inéditas, regravações de sucessos da música brasileira e hits que marcaram a trajetória dos artistas em Brasília. A gravação terá participações especiais de Ju Marques e Pedro Paulo & Matheus. O projeto marca uma nova etapa da carreira da dupla, que retornou aos palcos em 2026 após quase três anos de afastamento. Com 20 anos de trajetória, Henrique & Ruan prepara um repertório que combina novidades e referências musicais que acompanham sua história. Entre as inéditas estão “A Casa Que a Gente Sonhou” e “Quando Digo Que Deixei de Te Lembrar”. O setlist também inclui “Precipitado” e “Disk Me”, além de regravações como “Como Eu Quero”, “Aquele Amor Que Faz Gostoso”, “Prazer Por Prazer / Por Aí Sem Você” e “Lágrimas e Chuva”. A gravação também resgata sucessos associados à trajetória da dupla no cenário sertanejo do Distrito Federal, como “Vamos Pra Lá Beber”, “Chora Carolina”, “Então Dance”, “Por Isso” e “Por Você Eu Choro”. A proposta é reunir diferentes momentos da carreira em um mesmo projeto, aproximando o repertório autoral das canções que construíram a relação dos artistas com o público brasiliense. Entre os convidados, Ju Marques participa da interpretação de “Sem Limites Pra Sonhar”, canção que integra o repertório do DVD. Natural de Ceilândia, no Distrito Federal, ficou conhecida ao interpretar grandes sucessos do rock e do pop internacional em ritmo de seresta e modão. A noite contará ainda com Pedro Paulo & Matheus, dupla reconhecida no cenário sertanejo regional. A direção musical é de Ivan Miyazato, profissional com trabalhos ligados a artistas como João Paulo & Daniel e Luan Santana. Formada no fim dos anos 1990, em Minas Gerais, e radicada em Brasília desde meados dos anos 2000, Henrique & Ruan construiu sua trajetória no cenário musical do Distrito Federal. A dupla lançou sete CDs e dois DVDs: “Quando Eu Bebo, Eu Choro”, de 2017, com participação do Trio Parada Dura, e “Playlist Henrique & Ruan”, de 2019, gravado às margens do Lago Paranoá. A nova gravação audiovisual sucede o reencontro com o público em 2026 e reúne repertório novo e canções que fazem parte da história dos artistas. SERVIÇO ravação do DVD Henrique & Ruan Data: terça-feira, 20 de outubro de 2026 Horário: 21h Local: Mané Mercado — Águas Claras, Brasília (DF) Direção musical: Ivan Miyazato Participações especiais: Ju Marques e Pedro Paulo & Matheus Entrada: gratuita, com couvert artístico de R$ 25 se a pessoa consumir no local
- Noite dos Disfarces reúne rock, fantasias e concurso de fantasia no Temporâneo, em Brasília
O Halloween vai ganhar trilha sonora de rock e uma noite dedicada à criatividade no Temporâneo, na AABB, em Brasília. No sábado, 31 de outubro, a Noite dos Disfarces reúne música ao vivo, fantasias e um concurso temático em uma festa que marca a primeira união de Somos Quadradin, Verri & Verri e Paulinho Madrugada na realização do evento. A programação musical conta com apresentações das bandas Alma Rock e Romanov, além da discotecagem de DJ Flávio Fatboy. A proposta é transformar a noite em um encontro entre diferentes referências da cultura pop, do universo do rock e do Halloween, com espaço para quem quiser apostar em personagens de filmes, séries e super-heróis ou simplesmente montar um visual inteiramente preto. Um dos destaques será o concurso de fantasias, que convida o público a caprichar na produção e entrar na disputa. O evento também terá uma parceria com a Arte em Fantasia, que oferecerá desconto especial aos participantes na preparação dos looks para a festa e assinam a decoração da festa. “A ideia é reunir os amigos em uma noite diferente, com muito rock, diversão e liberdade para o público entrar no clima da festa. Queremos que as pessoas participem, abusem da criatividade nas fantasias e aproveitem uma experiência que vai além dos shows”, afirma Alonso Filho, organizador do evento. A Noite dos Disfarces começa às 20h, no Temporâneo, localizado na AABB, em Brasília. Os ingressos estão disponíveis pela Bilheteria Digital, a partir de R$80. Serviço Noite dos Disfarces Data: 31 de outubro, sábado Horário: A partir das 20h Local: Temporâneo – AABB, Brasília Ingressos: Bilheteria Digital, partir de R$80
- Influenciador de Brasília Eldo Gomes será mestre de cerimônias do TEDxBrasília 2026
O jornalista e influenciador digital Eldo Gomes será o mestre de cerimônias do TEDxBrasília 2026, marcado para o sábado, 31 de outubro, a partir das 18h, no Teatro Nacional Cláudio Santoro. Esta é a segunda vez que ele participa do evento. A missão dele é conduzir a noite e fazer a ponte entre palestrantes, artistas e público em um dos palcos mais emblemáticos da capital. A organização e a curadoria são do jornalista Rafael Souza, organizador licenciado da marca no Distrito Federal. Com o tema “A Construção do Futuro”, a edição deste ano reúne diferentes olhares sobre o amanhã. Tecnologia, ciência, cultura, criatividade e relações humanas estão no centro da conversa, com uma pergunta que atravessa toda a programação: como inovar sem deixar de lado a ética, a empatia e o cuidado com as pessoas? O tema conversa com a própria história da cidade. Brasília foi concebida, nos anos 1950, como símbolo de um país que olhava para frente. Mais de seis décadas depois da inauguração, a capital volta a ser palco desse debate. O que é o TEDx Os eventos TEDx são iniciativas independentes, realizadas sob licença do TED, organização sem fins lucrativos conhecida pelo lema “ideias que merecem ser espalhadas”. O formato é inspirado nas TED Talks: apresentações curtas, focadas em uma única ideia, que transformam experiências, pesquisas e histórias em reflexões que seguem repercutindo depois que o público deixa o teatro. Além das palestras de especialistas de diferentes áreas, a programação do TEDxBrasília inclui intervenções artísticas. No foyer da Sala Martins Pena, o público também poderá conferir a exposição “2D: do Daltonismo à Dislexia”, de Wós Rodrigues e Murilo Frade. Quem é Eldo Gomes Brasiliense de coração, Eldo Gomes é jornalista especializado em novas mídias. Blogueiro desde 2007, comanda desde 2014 o portal EldoGomes.com.br e assina a coluna multimídia #TechComEldo, dedicada a tecnologia, inovação, empreendedorismo digital e tendências. Também cria conteúdo sobre carros, mobilidade e veículos elétricos. Soma mais de 150 mil seguidores no Instagram (@EldoGomes) e mais de 110 mil inscritos no YouTube, onde mantém o canal EldoGomesTV. É ainda o apresentador do videocast Papo com Eldo, que hoje leva insta-reportagens para as ruas do DF. Serviço TEDxBrasília 2026: “A Construção do Futuro”Data: sábado, 31 de outubro de 2026, a partir das 18hLocal: Teatro Nacional Cláudio Santoro, Setor Cultural Norte, via N2, ao lado da Rodoviária do Plano PilotoOrganização e curadoria: Rafael CavalcanteMais informações: tedxbrasilia.com e @tedx.brasilia no Instagram
- Inscrições abertas para a segunda etapa da Corrida do Idoso 2026, em Ceilândia
A primeira etapa da Corrida do Idoso 2026 foi um sucesso e reuniu mais de 1.800 idosos na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. O resultado reforça a importância de iniciativas que incentivam a prática de atividades físicas, a convivência social e a promoção de um envelhecimento mais saudável e ativo. Agora, a programação segue para Ceilândia, que recebe a segunda etapa do evento no dia 1º de novembro, na Praça do Cidadão, com largada às 7h. As inscrições estão abertas para pessoas com 60 anos ou mais e podem ser realizadas pelo site corridadoidoso.com.br. Realizada pelo Instituto Brasília World, com fomento do Ministério do Esporte, a Corrida do Idoso 2026 é uma iniciativa pioneira no país, com três etapas no Distrito Federal. Mais do que uma competição esportiva, o projeto busca estimular hábitos saudáveis, fortalecer a autonomia e ampliar as oportunidades de participação da população idosa em atividades coletivas. A iniciativa também destaca a importância do envelhecimento ativo, incentivando os participantes a manter uma rotina mais dinâmica e a aproveitar os benefícios da atividade física para a mobilidade, a disposição e a qualidade de vida. Os inscritos na etapa de Ceilândia poderão retirar seus kits nos dias 30 e 31 de outubro, na Praça do Cidadão. Taguatinga recebe a terceira e última etapa Depois de passar por Ceilândia, a Corrida do Idoso 2026 será encerrada em Taguatinga, no dia 29 de novembro, no Taguaparque, com largada às 7h. A terceira etapa também será voltada a pessoas com 60 anos ou mais. A retirada dos kits está prevista para os dias 27 e 28 de novembro, no local da corrida. As inscrições podem ser feitas pelo site corridadoidoso.com.br. Com a realização das três etapas, o evento busca valorizar a população idosa e reforçar a importância de políticas e iniciativas que promovam saúde, inclusão, autonomia e participação social. Serviço Corrida do Idoso 2026 Segunda etapa - Ceilândia Data: 1º de novembro de 2026 Horário: 7h Local: Praça do Cidadão, Ceilândia (DF) Retirada dos kits: 30 e 31 de outubro Inscrições: corridadoidoso.com.br Terceira etapa — Taguatinga Data: 29 de novembro de 2026 Horário: 7h Local: Taguaparque, Taguatinga (DF) Retirada dos kits: 27 e 28 de novembro Inscrições: corridadoidoso.com.br Realização: Instituto Brasília WorldFomento: Ministério do Esporte Instagram da iniciativa: https://www.instagram.com/corridadoidoso/
- Vik Muniz chega ao CCBB Brasília com cerca de 188 obras na maior retrospectiva de sua carreira
A maior e mais abrangente retrospectiva já dedicada à produção de Vik Muniz chega ao Centro Cultural Banco do Brasil Brasília reunindo cerca de 188 obras, entre fotografias, esculturas e objetos, em um percurso por quase quatro décadas de criação de um dos artistas brasileiros de maior reconhecimento internacional. Com curadoria de Daniel Rangel, “Vik Muniz – A Olho Nu” ocupa as galerias I e II do CCBB Brasília de 27 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027, com entrada gratuita. Apresentada pelo Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil, a exposição chega à capital federal depois de passar pelo Instituto Ricardo Brennand, no Recife, pelo Museu de Arte Contemporânea da Bahia, em Salvador, em uma realização do CCBB Salvador, e pelo CCBB Rio de Janeiro. Juntas, as três etapas receberam mais de 600 mil visitantes, demonstrando a receptividade do público à proposta. Ao reunir diferentes fases da trajetória de Vik Muniz, “A Olho Nu” oferece ao visitante a oportunidade de conhecer em profundidade seu processo de criação, desde as primeiras experiências com esculturas até as séries fotográficas que o tornaram mundialmente conhecido e suas pesquisas mais recentes. Ao longo do percurso, é possível descobrir como os materiais são escolhidos, como as imagens são elaboradas e de que maneira uma mesma obra se transforma conforme a distância e a atenção de quem a observa. O ineditismo do projeto está também na amplitude desse encontro entre trabalhos que nem sempre são apresentados juntos. Além das fotografias mais conhecidas, a retrospectiva evidencia a importância dos objetos e das esculturas na origem da pesquisa do artista. Assim, permite compreender como seu interesse pela fotografia surgiu da documentação de suas próprias peças e se tornou parte central de sua prática artística. Como explica Daniel Rangel, a exposição “propõe um passeio pela produção do artista, desde suas obras tridimensionais, criadas antes do uso da câmera fotográfica, até suas séries mais conhecidas e as mais recentes”. Mais do que acompanhar uma sequência de obras, o público é convidado a perceber as relações entre elas e a reconhecer como memória, cultura popular e história da arte atravessam sua produção. Nas galerias, esculturas são apresentadas ao lado das obras fotográficas, em um percurso que combina alguns eixos cronológicos com aproximações entre os trabalhos. “As obras se relacionam por similaridades poéticas, visuais, formais ou contextuais”, explica Rangel. Assim, embora permita acompanhar o desenvolvimento da produção de Vik Muniz, a montagem não segue uma ordem estritamente cronológica: o diálogo entre objetos e imagens orienta o visitante ao longo de toda a exposição. Nascido em São Paulo, em 1961, Vik Muniz construiu uma das trajetórias mais reconhecidas da arte contemporânea brasileira ao transformar materiais cotidianos em imagens que surpreendem o olhar. Sua carreira internacional começou a ganhar forma nos anos 1980, quando se mudou para os Estados Unidos, e alcançou projeção com trabalhos realizados a partir de materiais tão diversos quanto açúcar, chocolate, brinquedos, recortes de revistas e resíduos. Sua produção integra importantes acervos, como os do Centre Georges Pompidou, em Paris; do Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, em Madri; do Solomon R. Guggenheim Museum, em Nova York; e da Tate, em Londres. No Brasil, está presente em coleções como as do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, entre outras. Além desse reconhecimento, sua trajetória é marcada por ações que aproximam arte, educação e transformação social. O trabalho realizado com catadores do aterro de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, deu origem ao documentário “Lixo Extraordinário”, indicado ao Oscar. É esse artista, cuja obra circula pelo mundo sem perder a ligação com suas origens, que o público de Brasília poderá reencontrar em uma exposição construída não apenas como retrospectiva, mas como oportunidade de compreender as conexões e transformações que atravessam sua produção. Entre Medusa, Verso, ciência e imagem Entre os destaques da exposição, “Medusa Marinara” aproxima a pesquisa do artista de imagens célebres da história da arte ao recriar a figura mitológica com alimentos e molho de tomate. O trabalho convida o visitante a alternar entre o reconhecimento da imagem e a descoberta dos elementos que a compõem, experiência recorrente na produção de Vik Muniz. Por sua vez, a série “Verso” desloca a atenção para a parte de trás de pinturas conhecidas, como “Abaporu”, de Tarsila do Amaral; “Gioconda”, de Leonardo da Vinci; e “Noite Estrelada”, de Vincent van Gogh. Reproduzidos com precisão, molduras, etiquetas, manchas e marcas de uso revelam aspectos que costumam permanecer fora do campo de visão do público. Ao mostrar essas faces pouco vistas, o artista apresenta também os vestígios da circulação e da história material de cada pintura. Enquanto esses trabalhos exploram reconhecimento e memória, outras séries questionam a confiança que depositamos nas imagens. Em “Principia”, um visor estereoscópico faz composições de objetos comuns parecerem fenômenos científicos complexos. Já em “Colônias”, desenvolvida em colaboração com o biólogo Tal Danino durante uma residência no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, células vivas são organizadas e registradas por microscopia, dando origem a imagens que aproximam arte e ciência. Nesse percurso, a série “Relicário” ocupa um lugar central. Suas esculturas combinam formas familiares e materiais inesperados, alterando as expectativas sobre objetos reconhecíveis. Foi a partir da documentação dessas peças que Vik Muniz passou a investigar mais diretamente a linguagem fotográfica e a assumir o registro de suas criações. A presença desses trabalhos permite acompanhar essa passagem e perceber como o diálogo entre objeto e imagem permanece vivo em sua obra. “Vik Muniz é um ilusionista — um mágico na construção de imagens que não existem, mas que se tornam reais”, afirma Daniel Rangel. Esse jogo visual se aproxima de referências presentes nas ruas, nas feiras, nas festas populares e nos objetos do dia a dia. Por isso, mesmo quando parte de obras consagradas da história da arte, sua produção abre caminhos de identificação com diferentes públicos. Ao reunir 188 obras, “A Olho Nu” oferece ao público de Brasília a possibilidade de acompanhar essa pesquisa em profundidade. Entre a surpresa inicial e a observação dos detalhes, a exposição convida a descobrir materiais, revisitar imagens e compreender os processos de um artista que fez da transformação do cotidiano uma linguagem reconhecida internacionalmente. Sobre Vik Muniz Vik Muniz nasceu em 1961, em São Paulo, de pais imigrantes do Ceará e de Minas. Ele tem ateliês no Rio de Janeiro, Nova York e Salvador, e sua obra questiona e tensiona os limites da representação. Apropriando-se de matérias-primas como açúcar, feijão, chocolate e até lixo, o artista meticulosamente compõe paisagens, retratos e imagens icônicas retiradas da história da arte e do imaginário da cultura visual, propondo outros significados para esses materiais e para as representações criadas. Ele é regularmente convidado como palestrante, professor visitante e artista residente em instituições de ensino de prestígio, como a Universidade Harvard, o MIT, a Universidade de Princeton, Yale, a Sorbonne, Oxford, o Bard College, a Conferência TED e o Fórum Econômico Mundial. “Waste Land”, documentário sobre seu trabalho colaborativo no aterro sanitário do Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, foi indicado ao Oscar em 2010. “Vik Muniz: Fotografia, Mente e Matéria”, publicado pela Aperture em 2025, é sua publicação mais recente. Vik Muniz também se destaca pelos projetos sociais que coordena, partindo da arte e da criatividade como fator de transformação em comunidades brasileiras e criando, ainda, trabalhos que buscam dar visibilidade a grupos marginalizados na nossa sociedade. Em reconhecimento a essas contribuições, foi nomeado Embaixador da Boa Vontade da UNESCO. Ele fundou a Escola Vidigal, que oferece atividades extracurriculares em arte, design e tecnologia para crianças da favela Vidigal, no Rio de Janeiro, e abriu o Lugar Comum, uma galeria de arte contemporânea instalada no Mercado São Joaquim, um mercado tradicional de alimentos em Salvador, Bahia. Sobre Daniel Rangel Daniel Rangel é mestre em Artes Visuais pela USP, onde cursa o doutorado em poéticas visuais, e bacharel em Comunicação pela UCSal. Curador, pesquisador e gestor cultural com mais de duas décadas de atuação, dirige o Museu de Arte Contemporânea da Bahia (MAC-BAHIA) e é sócio da N+1 Arte Cultura. Foi curador-chefe do Museu de Arte Moderna da Bahia (2021–2023), diretor artístico do Instituto de Cultura Contemporânea (ICCo) e diretor da Diretoria de Museus da Secult-BA. Assina a curadoria de “Vik Muniz – A Olho Nu”, maior retrospectiva do artista; “REVER”_Augusto de Campos, no Sesc Pompeia, eleita melhor exposição individual de artista brasileiro pela revista Select/Celeste; “Palavra em Movimento”, sobre Arnaldo Antunes, vencedora do APCA 2015; e “Mynameis Ivald Granato”, premiada no Arcanjo de Cultura. Participou de bienais e festivais no Brasil e no exterior, como a 8ª Bienal de Curitiba, as Bienais de Cerveira (Portugal), o Festival Art.br, em Nova York, e o World BiennialForum. É autor e organizador de publicações como “Klaxon em Revista”, “Making Biennials in Contemporary Times”, “Luzescrita”, “ReadyMade in Brasil” e “Afonso Tostes: entre a cidade e a natureza”. Também realizou curadorias individuais de nomes como Tunga, Waltercio Caldas, José Resende, Carlito Carvalhosa, Ayrson Heráclito e Rodrigo Braga, além de mostras coletivas como “O Museu de Dona Lina”, “Encruzilhada, Utopias e Distopias” e “Poesis in Praxis”. Acessibilidade CCBB A ação Vem pro CCBB conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Horários da van, de quinta a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h; CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30. O CCBB Brasília O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis. Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances. Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas. Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade. Serviço: Exposição: “Vik Muniz – A Olho Nu”Curadoria: Daniel RangelLocal: Centro Cultural Banco do Brasil Brasília – galerias I e IIEndereço: SCES Trecho 2 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo NevesTemporada: de 27 de outubro de 2026 a 31 de janeiro de 2027Dias e horários de visitação: de terça a domingo, das 9h às 21hEntrada gratuita, mediante retirada de ingressos no site do CCBB BrasíliaClassificação indicativa: livre para todos os públicos Informações: (61) 3108-7600 | ccbbdf@bb.com.br | site CCBB Brasília | Instagram: @ccbbbrasilia | TikTok: @ccbbcultura | YouTube: Bancodobrasil Apresentação: Centro Cultural Banco do Brasil BrasíliaPatrocínio: Banco do Brasil
- Escritor Hermes Coêlho apresenta nova edição de “Nu” em Brasília nesta quinta-feira, 22 de outubro, no El Paso Cocina Mexicana
Publicado originalmente em 2002 pela Fundação Cultural Monsenhor Chaves, após vencer o Concurso Novos Autores – Prêmio Cidade de Teresina 2000, Nu, de Hermes Coêlho, retorna ao público 24 anos depois em uma segunda edição, revista e ampliada, pela Editora Patuá. Primeiro livro da Trilogia do Trauma, completada por Violado (2023) e eclipse (2024), a obra marca o início de uma poesia em que alienação, não pertencimento, desejo e corpo aparecem como experiências indissociáveis. Após apresentação na última Bienal do Livro de São Paulo, o autor realiza um evento de lançamento em Brasília nesta quinta-feira, 22 de outubro, às 19h, no El Paso Cocina Mexicana, localizado na CLS 404, na Asa Sul. A nova edição nasce de um reencontro do autor com os cadernos em que os poemas foram escritos, principalmente em meados dos anos 1990, em Teresina (PI). Ao revisitar o material, Hermes decidiu recuperar 17 poemas da época, agora identificados com asterisco, e retirar textos que, segundo ele, não se encaixavam na proposta filosófica do projeto. O resultado é uma espécie de “versão do diretor” de seu primeiro livro, que preserva a escrita daquele período ao mesmo tempo que incorpora o olhar do poeta sobre a própria obra décadas depois. “Quando Eduardo Lacerda, editor da Patuá, me propôs republicar Nu 24 anos depois, vi a oportunidade de fazer uma espécie de ‘versão do diretor’, excluir as gorduras e acrescentar 17 poemas escritos naquela época que eu entendia como ‘explícitos demais’, que poderiam mostrar mais do que eu gostaria em termos de sexualidade. Finalmente, estou nu de verdade”, conta o autor. Em Nu, Hermes parte do sentimento de alienação vivido na juventude e do estranhamento diante de um mundo que lhe parecia cada vez menos lírico. Os poemas registram a tentativa de encontrar lugar em uma realidade percebida como desencantada e a sensação de não pertencimento que atravessa o indivíduo, o território e o próprio corpo. Esse movimento também está na origem da Trilogia do Trauma. Em Nu, o poeta trabalha experiências de alienação e estranhamento; em Violado, publicado em 2023, a escrita se volta para o abuso sexual; e, em eclipse, lançado em 2024, para a descoberta do HIV. A nova edição, portanto, também reorganiza a leitura da trajetória poética construída ao longo de mais de duas décadas. “Meus livros nascem da reconstrução poética de momentos traumáticos ou de alienação vividos. Por isso, digo que Nu, Violado e eclipse contam a trajetória de metamorfose do poeta. Lagarta (Nu) —> Casulo (Violado) —> Mariposa (eclipse)”, explica Hermes. O corpo ocupa lugar central nessa primeira etapa da trilogia. Em uma poesia marcada pela confissão, pelo erotismo e pela musicalidade, ele aparece tanto como território de desejo quanto de dor. O livro também registra o desconforto de quem se percebe estrangeiro em seu próprio lugar e em si mesmo. “Em Nu, meus versos confessionais começam o uso de metáforas para expor minhas entranhas, minhas mazelas, meus traumas”, afirma o poeta. Para ele, trata-se do “estranhamento de perceber-se estrangeiro na própria terra e no próprio corpo. São versos de um jovem poeta mostrando sua nudez aos leitores pela primeira vez”. Dividido em três partes, “o eu inconfesso”, “o amor que não existia” e “e mais nada”, o livro reúne poemas curtos e de forte musicalidade. No texto de abertura, o eu-lírico enumera diferentes identidades que poderia assumir, entre elas profeta, professor, publicitário, cineasta e pastor, até chegar à ideia de um sujeito ainda em formação. Em outros momentos, o desejo ganha uma dimensão física e territorial, como no verso que fala da vontade de “transar no Parnaíba”. A relação entre poesia, corpo e libertação atravessa a concepção do autor sobre sua própria escrita. “Minha poesia é confessional e não-acadêmica. Sou catequizado por Manuel Bandeira - ‘não quero mais saber do lirismo que não é libertação!’”, afirma Hermes. A segunda edição também amplia o diálogo de Nu com outros escritores. O livro traz orelha assinada pelo poeta Rogério Bernardes, prefácio da poeta nina rizzi e posfácio do escritor Adriano Lobão Aragão. Bernardes define Nu como “o retrato mais honesto de uma poética contundente em formação”. No prefácio, nina rizzi relaciona a nudez presente no título e nos poemas a um procedimento de escrita que retira camadas e aparências para chegar à experiência interior. Já Adriano Lobão Aragão situa a obra como o início de uma conversa do poeta consigo mesmo e destaca a importância da nova edição para a leitura cronológica de sua produção. Para Hermes, retornar ao livro que deu origem à trilogia também significa compreender de outra maneira a própria trajetória. “Voltar ao início de tudo para concluir a Trilogia do Trauma parece-me correto.” Ao recorrer a Hermann Hesse, o poeta sintetiza o movimento de revisitar o passado: “Mergulhar em águas conhecidas nos faz resgatar memórias inestimáveis do primeiro banho. E eu gosto de mergulhar nu”. “Não fui eu quem escolhi a poesia. Foi a poesia que me escolheu”, resume Hermes Coêlho. “Ela jorra forte como sangue a cada vez que tenho que lidar com as complexidades da vida.” Sobre o autor Hermes Coêlho é poeta e jornalista. Nasceu em Teresina (PI) e vive em Brasília (DF). Formado em Jornalismo pela Universidade Estadual do Piauí, atuou nas afiliadas das TVs Globo, Record e Brasil, em Teresina. Desde 2010, é repórter e editor da TV Senado, onde atualmente é chefe de reportagem e apresentador do programa Cidadania. Venceu o Concurso Novos Autores – Prêmio Cidade de Teresina 2000, com Nu, publicado em 2002. É autor de Violado (Patuá, 2023) e eclipse (Patuá, 2024), que completam a Trilogia do Trauma. Instagram: @hermescoelho. Ficha técnica Livro: Nu Autor: Hermes Coêlho Editora: Patuá Gênero: Poesia Edição: 2ª edição, revista e ampliada Páginas: 84 Formato: 14 x 21 cm ISBN: 978-65-281-0551-9 Preço: R$ 60,00 Adquira a obra no site da editora Patuá: https://www.editorapatua.com.br/nu-poemas-de-hermes-coelho/p?srsltid=AfmBOoraOddwHAtZDy6io8_4Ck2Ixz4LgCipBDQz6ESy80KdTPjNtLAu
- Plebe Rude promove audição comentada de seu primeiro LP na Oto Livraria (24 de outubro)
Em 24 de outubro, sábado, de 14h às 18h, o álbum de estreia da Plebe Rude, “O concreto já rachou”, em sua recém-lançada versão “deluxe”, que celebra os 40 anos da obra, ganha uma audição comentada na Oto Livraria (302 Norte, bloco E, loja 39, subsolo). Na ocasião, os fundadores da banda brasiliense, o baixista André X e o vocalista e guitarrista Philippe Seabra, comentam as sete músicas presentes no LP, contando os detalhes de composição e gravação de cada uma delas. Além de capa “gatefold”, a versão “de luxo” do álbum vem acompanhada de um compacto com as demos que o quarteto gravou antes do LP. O disco está à venda na loja. Com condução do jornalista Pedro Brandt, o papo com a banda começa no meio da tarde – antes e depois, os plebeus promovem sessão de autógrafos. Clássico do rock nacional lançado em 1986, “O concreto já rachou” aborda questões como desigualdade social, repressão e contradições políticas e emplacou sucessos como “Até quando esperar”, “Proteção” e “Brasília”. Acompanhe: www.instagram.com/pleberude www.instagram.com/canal.andrex AUDIÇÃO COMENTADA – O concreto já rachou 24 de outubro, sábado, de 14h às 18h, na Oto Livraria: 302 Norte, bloco E, loja 39, subsolo. Audição comentada do álbum "O concreto já rachou (deluxe edition)", estreia da banda Plebe Rude, com os fundadores André X e Philippe Seabra. Sessões de autógrafo: 14h30 às 15h30 e de 17h às 18h; audição do LP a partir de 16h. Acesso livre (mediante lotação do espaço). Informações: www.instagram.com/otolivraria
- Da Lombardia para a Capital Federal: Due Vinhos apresenta Alziati Annibale e eleva o patamar do vinho italiano no Brasil
Com a ascensão dos vinhos italianos premiums no Brasil, a DUE VINHOS apresentará os grandes rótulos Gaggiarone produzido pela vinícola italiana Alziati Annibale na Lombardia. O empresário Rogério Santos, Ceo da Due Vinhos acaba de chegar da Itália, onde passou por uma imersão na vinícola para se aprofundar nos estilos elegantes e orgânicos produzidos pela casa, e traz em primeira mão novidades sobre a chegada ao Brasil deste prestigiado vinho. A história por trás do Gaggiarone No coração pulsante da Lombardia, ao longo do místico paralelo 45 — a latitude que consagra os grandes vinhos tintos da Europa —, ergue-se a filosofia de Annibale Alziati. Mais do que uma vinícola, o projeto representa um resgate afetivo e sensorial: o desejo visceral de recuperar as emoções de infância das viagens em busca de vinhos artesanais genuínos. O que nasceu como fascínio consolidou-se em uma agricultura de precisão natural, distribuída em colinas expostas entre 250 e 350 metros de altitude em Rovescala, onde a casta Bonarda encontra a sua expressão máxima de cru no vilarejo de Scazzolino. A Enologia da Revelação: Intervenção Zero, Identidade Total O ecossistema produtivo da Alziati Annibale afasta-se de qualquer lógica industrial. Com rendimentos naturalmente baixos, garantidos pela avançada idade dos vinhedos e por uma poda rigorosa, a propriedade adota uma viticultura de respeito absoluto ao ciclo biológico: ausência de adubação química, cobertura vegetal espontânea e colheita manual. Na adega, a intervenção humana é mínima e essencial. Sem adição de sulfitos exógenos e sem filtrações mecânicas, os vinhos buscam a sua complexidade estrutural na maturação em tanques de cimento e num afinamento paciente em garrafa. O resultado desse perfil organolético complexo é líquidos dotados de acidez fixa vibrante, teor alcoólico perfeitamente integrado e uma textura que desafia o tempo, revelando notas de evolução refinadas e uma persistência em boca memorável.
- Comissão Julgadora do prêmio MD`Azevedo seleciona 35 obras entre centenas de inscrições no concurso nacional de artes visuais
O 3º Prêmio MD’Azevedo de Artes Visuais – Diálogos Decoloniais encerrou o período de inscrições e entrou em uma etapa decisiva de sua programação: a seleção das 35 obras que irão integrar a exposição coletiva desta edição. Foram recebidas 274 inscrições de artistas de diferentes estados do Brasil, ampliando o alcance nacional de uma iniciativa que tem como propósito reconhecer a diversidade da produção artística contemporânea e estimular a arte como espaço de reflexão, expressão e transformação social. O desafio foi selecionar, entre essa pluralidade, as 35 obras que irão representar a terceira edição e construir, por meio delas, um conjunto capaz de expressar a diversidade da produção. Com o tema “Diálogos Decoloniais”, o prêmio propõe ampliar as possibilidades de leitura sobre arte, identidade, memória, território, pertencimento e diversidade. A iniciativa parte da compreensão de que as artes visuais podem abrir espaço para diferentes narrativas e perspectivas, colocando em diálogo experiências, territórios e formas distintas de produzir e compreender a cultura brasileira. Sete linguagens e espaço para novas tecnologias Uma das características desta edição é a diversidade de linguagens contempladas. O edital recebeu trabalhos em pintura, desenho, gravura, escultura, arte digital, fotografia e mosaico, com técnicas livres. Cada artista pôde inscrever até três trabalhos, ampliando as possibilidades de participação e representação das diferentes vertentes da produção visual contemporânea. O prêmio também acompanha as transformações dos processos de criação artística e aceita obras concebidas com o apoio de Inteligência Artificial. Nesses casos, a utilização da tecnologia deveria ser declarada como parte do processo criativo no momento da inscrição. A presença da IA amplia o espaço para experimentações dentro das artes visuais. Gildred Nascimento: arte negra, memória e protagonismo feminino Entre os principais destaques da terceira edição está o Prêmio Destaque Artista Mulher Negra – Gildred Nascimento, criado especialmente para reconhecer, valorizar e incentivar a produção de mulheres negras nas artes visuais. A premiação destina R$ 1.500 à artista vencedora, além de um Troféu Exclusivo Gildred, estabelecendo um reconhecimento específico para uma mulher negra artista dentro da programação do prêmio e Menção Honrosa para mais duas mulheres negras. A iniciativa integra uma perspectiva de valorização da diversidade e de ampliação da presença de mulheres negras nos espaços de reconhecimento, circulação e legitimação da produção artística. A homenagem carrega a memória de Gildred Nascimento, mulher negra, artista plástica e arte-educadora que construiu sua trajetória a partir da arte, da educação e da formação de pessoas. Fundadora do Centro de Artes, Gildred fez da cultura uma ferramenta de educação, inclusão, autonomia e valorização das identidades culturais. Por isso, o reconhecimento dedicado a uma mulher negra artista estabelece uma conexão direta entre memória, representatividade e protagonismo feminino. Em um campo historicamente marcado por desigualdades de acesso e visibilidade, destacar a produção de mulheres negras significa também reconhecer a contribuição dessas artistas para a construção da cultura e da história da arte brasileira. O próprio troféu destinado à vencedora carrega essa dimensão simbólica: a peça é uma escultura original de autoria de Gildred Nascimento, fazendo com que sua produção artística permaneça presente na premiação e dialogue com a trajetória da artista que dá nome à homenagem. A proposta se aproxima ainda do próprio conceito de “Diálogos Decoloniais”, ao abrir espaço para narrativas, experiências e perspectivas que historicamente nem sempre ocuparam os centros de reconhecimento da produção artística. Premiação e menções honrosas Além do Prêmio Destaque Artista Mulher Negra – Gildred Nascimento, o 3º Prêmio MD’Azevedo contempla três primeiras colocações. O primeiro lugar recebe R$ 2 mil e o Troféu MD’Azevedo; o segundo, R$ 1,3 mil e o Troféu MD’Azevedo; e o terceiro, R$ 900 e o Troféu MD’Azevedo. Os artistas classificados em quarto e quinto lugares recebem Menção Honrosa, enquanto os 30 selecionados para a exposição coletiva recebem certificado de participação. As obras selecionadas também integrarão um catálogo impresso com recursos de acessibilidade. A cerimônia de premiação está prevista para 3 de novembro de 2026, durante a abertura da exposição, que será realizada no Centro de Artes, na Vila Telebrasília, em Brasília. A mostra permanecerá aberta ao público de 3 de novembro a 3 de dezembro de 2026. Da inscrição à exposição Com o encerramento das inscrições, centenas de trabalhos vindos de diferentes partes do país passaram diante de uma comissão formada por profissionais com experiências diversas na produção, pesquisa, educação e gestão das artes visuais. As cidades foram Florianópolis-SC , Vila Gustavo-SP, Tijuca, RJ, Belford Roxo-RJ, Pelotas-RS, São Paulo, Teresina-PI, Brasília – DF, Botafogo-RJ, Cuiabá-MT, Engenho Novo – RJ, João Pessoa – PB, Itacorubi, Florianópolis - SC, Campo – SP, Goiânia -GO, Caiçara - MG, Porto Velho – RO, Canabrava - Salvador – BA, Campinas – SP, Austin Nova Iguaçu – RJ e Cabo Frio – RJ. A iniciativa é realizada pelo Centro de Artes, localizado na Vila Telebrasília, em Brasília, Distrito Federal, e conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), em iniciativa do Governo do Distrito Federal (GDF). Mais do que um concurso, o Prêmio MD’Azevedo se apresenta como um espaço de encontro entre artistas, linguagens, territórios e diferentes formas de criação. Ao lado da seleção das obras, a homenagem a Gildred Nascimento acrescenta à edição uma dimensão de memória e representatividade, colocando em evidência a produção de mulheres negras artistas e seu protagonismo na construção da cultura brasileira. Serviço: O que: 3º Prêmio MD'Azevedo – Diálogos Decoloniais Exposição: 03/11 a 03/12/26 Classificação: 18 anos Foto: divulgação Informações: @centrodeartes Contato: centrodeartes2013@gmail.com
- Jovem bandolinista de Brasília lança álbum autoral que transforma 21 anos de trajetória em um mergulho na música brasileira
A música instrumental brasileira ganha um capítulo muito brasiliense com o lançamento de Intemporâneo, novo álbum do bandolinista Tiago Tunes. Depois de mais de duas décadas de dedicação ao instrumento, o músico apresenta um trabalho inteiramente autoral que sintetiza sua trajetória artística e revela uma pesquisa cuidadosa sobre timbre, composição e identidade sonora em um impressionante álbum de bandolim solo. O lançamento acontece no dia 22 de outubro, às 20h, no Teatro Ary Barroso, Sesc 504 Sul, e com entrada franca. O projeto conta com recursos do FAC – Fundo de Apoio à Cultura do DF e tem recursos de acessibilidade: intérprete de Libras e audiodescrição, no show, e distribuição de programas em Braille. Tiago representa uma nova geração de instrumentistas que preserva a tradição do choro, ao mesmo tempo em que aponta caminhos para seu futuro. Formado nas rodas de música de Brasília desde a infância, sob influência direta da mãe, a flautista Gabriela Tunes, o músico construiu uma trajetória marcada pela convivência com mestres da música brasileira e pelo reconhecimento de um dos maiores nomes do bandolim mundial, Hamilton de Holanda, que o identifica como parte da linhagem de grandes bandolinistas surgidos na capital federal. De onde (ou de quando) surgiu a ideia do Intemporâneo? Ela diz respeito ao tempo, é obvio. E o tempo, um dos deuses mais lindos, se faz presente em nossa existência de muitas formas distintas. Ele é pulso, linha, ciclo, antes, depois, agora. No tempo, cabem a precisão dos cronômetros e as incertezas poéticas da memória. Tudo ou é tempo ou se faz nele. Intemporâneo é uma expressão da vivência temporal subjetiva que a música incita e da qual necessita. É só no tempo e com tempo que um músico decanta suas influências para conseguir se expressar com identidade própria. Intemporâneo é, portanto, uma representação de uma maturidade musical e artística alçada por Tiago Tunes. Composto por 12 faixas inéditas, o álbum é executado integralmente em bandolim de 10 cordas solo, explorando recursos melódicos, harmônicos, rítmicos e tímbricos pouco comuns ao instrumento. As composições buscam explorar ao máximo a capacidade expressiva, ao tempo em que, também, se inspira nas tradições dos grandes violonistas e pianistas brasileiros que transformaram seus instrumentos em verdadeiras orquestras particulares. "Intemporâneo reflete o momento atual da minha jornada com o bandolim, instrumento que há mais de duas décadas me acompanha e que, desde sempre, me conduz a um lugar que paira no tempo dentro de mim. O título sintetiza a junção entre o interior e o contemporâneo, revelando uma vertente como compositor que ainda não havia apresentado ao público", explica Tiago Tunes. O resultado é um álbum minuciosamente conceituado e elaborado. A escolha pelo formato solo dá protagonismo à relação entre o músico e seu instrumento, de forma que cada detalhe interpretativo, cada pequeno som, é expressão existencial do músico. De outro lado, produção musical de João Ferreira coloca essa expressão musical tão interior e íntima em formato fonográfico voltado ao público, buscando a sonoridade aberta, fluida e suingada revelando uma nova textura para o bandolim. O disco propõe uma escuta atenta, em que os silêncios, as ressonâncias, as nuances, assim como as notas e os acordes, são imprescindíveis à narrativa musical. As referências que moldaram a linguagem musical proposta por Tiago Tunes percorrem diferentes gerações da música brasileira. Ernesto Nazareth, João Pernambuco, Heitor Villa-Lobos, Raphael Rabello, Baden Powell, Tom Jobim, Dilermando Reis e Egberto Gismonti aparecem não apenas como citações estéticas, mas como pontos de partida para uma escrita autoral profundamente brasileira. "Essa brasilidade é inspiração fundamental das minhas composições, refletindo um olhar sobre o cotidiano que traduz a força, a esperança e a eterna vontade de sonhar do povo brasileiro, manifestando-se tanto nos grandes marcos da vida quanto nos acontecimentos mais simples", afirma o músico. Ao lançar Intemporâneo, Tiago Tunes reafirma a força da tradição musical de Brasília e demonstra como um jovem artista pode carregar em si o legado dos grandes mestres sem renunciar à própria voz. Em um cenário que busca renovar o interesse pela música instrumental, seu percurso — iniciado ainda criança nas rodas de choro e consolidado pelo reconhecimento de músicos consagrados — torna-se exemplo para novos instrumentistas e para toda uma geração que descobre na música brasileira um espaço de criação, pesquisa e pertencimento. Serviço: Lançamento do álbum Intemporâneo – Tiago Tunes Local: Teatro Ary Barroso, Sesc 504 Sul Dia e horário: 22 de outubro de 2026 (quinta-feira), às 20h Entrada franca Classificação indicativa: livre para todos os públicos Acessibilidade: intérprete de Libras, audiodescrição, programas em Braille Sobre o artista: https://www.atom.bio/tiagotunes O lançamento de Intemporâneo integra um conjunto de ações de formação e democratização do acesso à música realizadas por Tiago Tunes ao longo deste ano. Antes da estreia oficial do álbum, o músico promoveu apresentações e uma roda de conversa sobre música, autismo, neurodiversidade e inclusão, compartilhando sua trajetória artística com diferentes públicos e reafirmando o papel da arte como ferramenta de diálogo e transformação social. Dando continuidade à proposta de fortalecimento da cena cultural e de ampliação do acesso à música e às políticas culturais, o projeto Intemporâneo também realizou apresentações no Lar dos Velhinhos, Roda de Conversa com um pocket show no Chicão - Centro Educacional São Francisco (CED São Francisco), uma escola pública de educação básica localizada na cidade de São Sebastião - DF e a oficina on-line “Tire seu CEAC”, ministrada por Mari Baeta, coordenadora geral do projeto, nos dias 14, 15 e 16 de setembro. Voltada para maiores de 18 anos, a oficina orientou artistas e agentes culturais sobre o processo de obtenção do Cadastro de Ente e Agente Cultural (CEAC), necessário para o acesso a editais e políticas públicas de fomento à cultura no Distrito Federal. A atividade foi gratuita, realizada on-line e contou com intérprete de Libras em todos os encontros.
- Exposição de Yoshitaka Amano se despede com personagens de Final Fantasy e sessão especial de Angel’s Egg
A exposição Yoshitaka Amano – Além da Fantasia, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) até 2 de novembro, entra em seus últimos dias com uma programação especial que leva para além das obras dois universos marcantes da trajetória do artista japonês. Nos dias 31 de outubro e 1º de novembro, o público poderá encontrar personagens da franquia Final Fantasy nas galerias da exposição. Já no feriado de 2 de novembro, último dia da mostra, o cinema do CCBB recebe uma sessão gratuita de Angel’s Egg (1985), clássico da animação japonesa dirigido por Mamoru Oshii, com concepção artística de Amano. No sábado e domingo, das 14h às 19h, as cosplayers Rach Asakawa e Rayara Eckhardt estarão caracterizadas como Fang e Lightning, personagens de Final Fantasy. Durante os dois dias, os visitantes poderão interagir e fazer fotos com as personagens ao longo do percurso expositivo. A ação aproxima o público de uma das criações mais conhecidas de Amano, cuja contribuição para a identidade visual da franquia ajudou a construir um imaginário que marcou gerações de jogadores e ultrapassou as fronteiras dos videogames. A programação continua na segunda-feira, 2 de novembro, quando o CCBB Brasília abrirá excepcionalmente durante o feriado e haverá exibição de Angel’s Egg, às 16h. A sessão gratuita oferece uma oportunidade de conhecer na tela do cinema uma das obras mais singulares da carreira de Amano. Os ingressos devem ser retirados pelo site ccbb.com.br/brasilia ou na bilheteria física do centro cultural. Com atmosfera gótica e surrealista, Angel’s Egg acompanha uma menina solitária que percorre uma cidade desolada enquanto protege um grande ovo. A narrativa, construída a partir de imagens simbólicas e poucos diálogos, convida o espectador a uma experiência visual contemplativa e enigmática. Lançado em 1985, o longa se tornou uma obra cultuada da animação japonesa, destacando a força da linguagem artística de Amano na criação de personagens, cenários e atmosferas fantásticas. Última oportunidade de visitar a exposição Além das atividades especiais, o público tem até 2 de novembro para conhecer Yoshitaka Amano – Além da Fantasia, que reúne 218 obras originais trazidas diretamente do Japão e uma instalação imersiva concebida especialmente para a mostra. Com curadoria de Antonio Curti e patrocínio da BB Asset, a exposição apresenta mais de cinco décadas de produção artística e revela a diversidade de linguagens exploradas por um dos nomes mais influentes da cultura visual contemporânea. Entre pinturas, ilustrações, objetos e trabalhos pouco conhecidos do público brasileiro, a mostra revela uma produção que atravessa animação, quadrinhos, videogames, literatura, moda e artes visuais. As composições de linhas delicadas, figuras etéreas e referências que aproximam a tradição japonesa da arte ocidental evidenciam uma identidade artística que se mantém reconhecível em diferentes suportes e linguagens. A passagem da exposição por Brasília dá continuidade ao encontro de Amano com o público brasileiro, iniciado com uma mostra realizada em São Paulo, em 2024, e ampliado pelas temporadas do CCBB em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. Sobre a oportunidade de apresentar seus trabalhos originais no país, o artista destaca: “Os visitantes poderão conhecer obras nunca exibidas, incluindo grandes peças em alumínio – algo que só pode ser plenamente apreciado ao ver o trabalho original, pessoalmente”. Da animação às artes visuais Nascido em 1952, na província japonesa de Shizuoka, Yoshitaka Amano começou a carreira ainda adolescente na Tatsunoko Production, um dos estúdios mais importantes da história da animação japonesa. Ao longo de mais de cinco décadas, desenvolveu uma linguagem própria, marcada pelo traço fluido, pela elegância das figuras e pela combinação de referências culturais de diferentes origens. Sua contribuição para Final Fantasy foi decisiva para a identidade visual da franquia, enquanto trabalhos como Vampire Hunter D e Angel’s Egg consolidaram sua presença no universo da fantasia. Colaborações com autores, editoras e marcas internacionais ampliaram ainda mais o alcance de sua produção. Organizada em sete núcleos temáticos — Tatsunoko, Final Fantasy, Candy Girl, Devaloka, Vampire Hunter D, Angel’s Egg e Colaborações —, a exposição permite acompanhar diferentes momentos dessa trajetória. O percurso termina no Pavilhão de Vidro, com uma instalação imersiva desenvolvida em parceria com a AYA Studio. Inspirada na série Devaloka, a experiência utiliza 15 projetores laser sincronizados, animações e desenho sonoro para envolver os visitantes em cenários povoados por divindades, criaturas fantásticas e paisagens que transitam entre o material e o espiritual. Sobre a BB Asset A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,79 trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 17,4% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural. Sobre o CCBB Brasília O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Localizado no Edifício Tancredo Neves, o prédio é uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer e tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis. Com projeto paisagístico de autoria de Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows, espetáculos, exibições de filmes e performances. Além disso, o CCBB Brasília oferece o Programa Educativo, projeto contínuo de arte-educação que desenvolve ações educativas e culturais. O programa aproxima os visitantes da programação em cartaz, acolhe o público espontâneo e atende especialmente estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições por meio de visitas mediadas e agendadas. Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade. Acessibilidade A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília Horário da van – De quinta-feira a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h. | CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30. Fotos: SATO COMPANY Serviço: Yoshitaka Amano – Além da FantasiaAté 2 de novembro de 2026Horários: De terça-feira a domingo, das 9h às 21h Programação especial de encerramento Cosplayers Rach Asakawa e Rayara EckhardtDias 31 de outubro e 1º de novembro, sábado e domingo, das 14h às 19h Exibição de Angel’s EggDia 2 de novembro (segunda-feira), às 16h, no Cinema do CCBB Ingressos gratuitos, mediante retirada no site www.ccbb.com.br/brasilia e na bilheteria física do CCBB Brasília. Local: Galerias 3, 5 e Pavilhão de Vidro do CCBB BrasíliaEndereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial SulClassificação indicativa: Livre












