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  • Liderança Paumari é destaque nacional no Prêmio Mulheres das Águas

    Das águas que sustentam o modo de vida do povo Paumari, do Amazonas, se consolida uma história de resistência, cuidado e transformação. Há 17 anos, o manejo sustentável do pirarucu começou a ser construído pelo povo de forma coletiva, ancorado no conhecimento tradicional das águas e na relação profunda com o território. Ao longo desse caminho, as mulheres indígenas foram ampliando sua presença, fortalecendo seu protagonismo e assumindo papéis cada vez mais centrais na condução da atividade. Essa trajetória também é marcada por parcerias que contribuíram para o fortalecimento do manejo. Desde a primeira pesca manejada, realizada em 2013, o povo Paumari conta com o apoio do projeto Raízes do Purus, desenvolvido pela Operação Amazônia Nativa (OPAN) em parceria com a Petrobras, somando esforços à organização comunitária e à valorização do conhecimento tradicional. Foi esse movimento coletivo que alcançou, em março, um reconhecimento histórico em Brasília. A presidente da Associação Indígena do Povo das Águas (AIPA), Ana Paula Paumari, tornou-se a primeira mulher indígena a ser homenageada pelo Prêmio Mulheres das Águas, promovido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A premiação, que reconheceu 14 mulheres de destaque em todo o país, celebra não apenas uma trajetória individual, mas a força do povo Paumari. Durante a cerimônia, autoridades destacaram a relevância da atuação das mulheres homenageadas. “Esse prêmio é pouco diante do que essas mulheres merecem como exemplos de seres humanos”, afirmou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Estreia de categoria dedicada aos povos indígenas O ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, ressaltou que a premiação busca dar visibilidade a trajetórias inspiradoras e incentivar novas gerações. “Queremos dar luz ao exemplo de vida dessas mulheres, para que ele se multiplique e seja seguido”, disse. O ministro também destacou o ineditismo da homenagem a uma liderança indígena, com a participação da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, na entrega do prêmio. Com o troféu nas mãos, Ana Paula Paumari evidenciou que o reconhecimento ultrapassa sua trajetória individual e representa todas as mulheres de seu povo. “É um momento incrível, gratificante e único. Nunca imaginei um dia poder trazer a identidade do meu povo, das mulheres manejadoras, e ter esse reconhecimento enquanto mulher indígena e manejadora”, afirmou a presidenta da AIPA. O evento reuniu ainda diversas autoridades do governo federal, como a primeira-dama, Janja Lula da Silva; a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco; a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos; a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara; e a deputada federal Célia Xakriabá. Ao longo dos anos, a trajetória do povo Paumari também vem acumulando reconhecimentos institucionais  no manejo sustentável do pirarucu, como o 12º Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, recebido em 2024. Conquistas como essa ampliam a visibilidade da iniciativa e reforçam, em diferentes espaços, a força do conhecimento tradicional e da organização coletiva.

  • Novo e-book do Instituto de Pesca destaca a pesca artesanal na Década do Oceano

    O Projeto Valoriza Pesca, do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lançou recentemente o e-book “Valoriza Pesca: Olhares sobre a Pesca Artesanal na Década do Oceano”. O material está disponível gratuitamente no site do projeto . Em linguagem acessível, o livro apresenta os principais resultados do projeto, contextualizando a pesca artesanal da Baixada Santista.   A obra é resultado de trabalhos desenvolvidos entre 2022 e 2025 e integra diferentes áreas de pesquisa, como levantamento socioeconômico e etnoecológico, monitoramento dos locais de desembarque do pescado, avaliação dos recursos pesqueiros, segurança do consumo e análise de contaminantes. Esses dados foram organizados de forma integrada, permitindo uma leitura ampla sobre o ambiente, os recursos pesqueiros, a atividade de pesca e os modos de vida das comunidades. O livro foi construído com a participação direta de pescadores, pescadoras e pesquisadores do IP.   Estruturado a partir dos desafios propostos pela Década do Oceano (2021-2030), o e-book aborda oito dos dez desafios da iniciativa, incluindo temas como poluição marinha, conservação da biodiversidade, produção sustentável de alimentos, fortalecimento da economia dos oceanos, geração de renda, governança e acesso à informação. Dessa forma, a publicação conecta a realidade local a discussões globais e evidencia que o enfrentamento dos desafios da pesca artesanal também contribui para o avanço de questões globais ligadas à sustentabilidade dos oceanos.   Além de apresentar dados técnicos, o livro também valoriza os saberes tradicionais e a vivência das comunidades pesqueiras, destacando aspectos como cultura, identidade, resistência, vulnerabilidade e a relação histórica dessas populações com o território.   De acordo com Cristiane Neiva, coordenadora do IP e do projeto, “o livro nos mostra como o conhecimento da pesca artesanal pode contribuir com os Desafios da Década do Oceano. Colocando um olhar humano e sensível sobre esta atividade, nos faz enxergar os pescadores e pescadoras artesanais como guardiões do território e promotores da justiça azul. A pesca artesanal pode contribuir para o fortalecimento de sistemas alimentares aquáticos sustentáveis e uma abordagem centrada nas pessoas como chave para alcançar uma melhor saúde climática e planetária. Outra perspectiva importante do livro é demonstrar que cadeias de valor junto às comunidades litorâneas podem possibilitar a sustentabilidade social atrelada à recuperação e sustentabilidade ambiental dos oceanos”. Segunda obra fortalece trajetória do projeto Esta é a segunda obra lançada pelo Projeto Valoriza Pesca. A primeira, intitulada “ Entre marés: retratos da pesca artesanal na Baixada Santista ”, apresenta, em detalhes, as características socioeconômicas das comunidades pesqueiras da Baixada Santista, abordando as problemáticas vivenciadas por pescadores e pescadoras. Além disso, conta com a descrição etnográfica das principais artes de pesca do estuário.   Sobre o Valoriza Pesca O livro foi realizado no âmbito do Projeto Valoriza Pesca, que integra o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado pela empresa Ultracargo, em decorrência do dano socioambiental causado pelo incêndio em tanques de combustível na área portuária de Santos, em 2015 .   A iniciativa tem como objetivo gerar conhecimento sobre a pesca artesanal, valorizar a atividade e ampliar a compreensão sobre seus desdobramentos sociais, ambientais e econômicos, a partir de um olhar atento, técnico e humano.   Por Andressa Claudino Instituto de Pesca   O Instituto de Pesca é uma instituição de pesquisa científica e tecnológica, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, que tem a missão de promover soluções científicas, tecnológicas e inovadora para o desenvolvimento sustentável da cadeia de valor da Pesca e da Aquicultura.

  • Startup usa inteligência artificial para proteger agricultura das emergências climáticas

    Uma tecnologia de inteligência climática desenvolvida pela startup brasileira i4sea, já aplicada em operações portuárias no litoral, começa a ser levada pela empresa ao interior do país, para a agricultura. A solução, que capta informações de estações meteorológicas, radares e sensores em geral, transformando-as em dados hiperlocais (em raios de um quilômetro), oferece previsões do tempo mais específicas para o território monitorado e para intervalos cronológicos que vão de algumas horas a 15 dias próximos. A tecnologia da i4sea é utilizada por operadores em portos brasileiros, como o de Santos (SP), maior da América Latina, e do Açu (RJ); ainda, do Porto de Roterdã (Holanda), o maior da Europa. Mineradoras, como a Vale, e empreendimentos de energia eólica offshore (no mar) também são usuárias da inteligência climática desenvolvida pela startup, fundada em 2015 em Salvador (BA), onde mantém sua sede. Todas essas operações marítimas e de mineração, bem como as agrícolas, estão expostas às condições do tempo. Com a previsão mais específica e precisa proporcionada pela tecnologia da i4sea, os operadores conseguem planejar seu funcionamento, prevenindo-se de eventuais riscos meteorológicos e tomando decisões como suspender ou retomar as atividades na hora e na medida certas, conforme ressalta o cofundador e CEO da i4sea, Mateus Lima. Para o agro, a solução tem impacto positivo ainda mais significativo. Ocorre que a atividade é uma das mais afetadas pelas emergências climáticas, como adverte a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Segundo a Embrapa, apenas 5% das áreas agrícolas do Brasil dispõem de sistemas de irrigação – ou seja, os outros 95% delas são dependentes do regime de chuvas, cada vez mais instável e sujeito a eventos extremos. “O setor agropecuário é diretamente influenciado por fatores climáticos como chuva, umidade do solo e do ar, ventos, temperatura e radiação solar. As mudanças climáticas têm provocado alterações na incidência e frequência de eventos extremos, como alagamentos, secas e geadas, bem como modificado o ciclo de pragas e doenças na lavoura, que impactam diretamente a produção”, assinala a instituição. Por isso, além da inteligência climática hiperlocal, para o agro a startup entende a necessidade de fornecimento de dados e informações que tracem um cenário em médio e longo prazo. Afinal, explica o CEO da i4sea, diferentemente de operações em que as ações dizem respeito às condições de momento (paralisar ou retomar um embarque ou desembarque portuário, por exemplo), nas atividades agrícolas as decisões são mais estruturais – como a opção por uma ou outra cultura de plantio. A i4sea é um dos empreendimentos que estão tornando o Nordeste do Brasil referência quando o assunto são polos de inovação. Segundo dados do Sebrae Startups Report, o Nordeste já concentra cerca de 25% das startups brasileiras; uma em cada quatro startups está em um dos estados nordestinos. Investidora da i4sea, a casa de investimentos Lighthouse tem foco justamente no Nordeste do país. Especializada em Venture Capital, em menos de dez anos estruturou fundo de investimento direcionado à região, o qual soma R$ 100 milhões de capital autorizado. Para os sócios fundadores da Lighthouse, a casa de investimentos constatou na startup de inteligência climática potencial empresarial e de forte impacto socioambiental. “Trata-se de uma solução que concilia conhecimento científico, das áreas de Oceanografia e Climatologia, com inovação tecnológica”, sublinha um dos sócios da Lighthouse, Gustavo Menezes. “Ela tem proporcionado a players dos principais portos do Brasil e do mundo realizarem suas operações, antecipando-se a eventos climáticos. Isso é segurança e eficiência operacional. Com ocorrências climáticas cada vez mais extremas, é uma solução indispensável".

  • Filhas da Nação: Meninas de escolas públicas do DF ganham projeto esportivo exclusivo por meio da Lei de Incentivo ao Esporte

    Nesta quarta-feira (15), o Projeto Filhos da Nação, que desde 2017 oferece aulas gratuitas de canoa havaiana e stand up paddle no lago Paranoá, deu um importante passo para apoiar o futuro de meninas que estudam em escolas públicas e que vivem em  instituições de acolhimento e escolas públicas do DF, com o projeto Filhas da Nação, onde 160 adolescentes,  exclusivamente do sexo feminino, participarão de aulas gratuitas de canoa havaiana e stand up paddle no Lago Paranoá, além de atividades voltadas pra o bem-estar, foco, autoestima, autoconfiança e planejamento de futuro. O projeto está na Lei de Incentivo ao Esporte do DF e tem o patrocínio da Neoenergia. A abertura contou com a presença dos fundadores do Projeto, Gabriela Speziali e Tiago Souza, representantes da Secretaria de Esportes do Distrito Federal.   Fundado pelo casal Gabriela Speziali e Tiago Souza, o projeto é realizado na Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade) desde 2017 e já impactou mais de 4.500 pessoas de forma direta e indireta. Em setembro de 2025, o projeto passou a ser viabilizado pela Lei de Incentivo ao Esporte e, atualmente, atende cerca de 300 participantes com aulas gratuitas de canoa havaiana e stand up paddle no Lago Paranoá. Agora, o novo ciclo amplia esse impacto ao criar um núcleo de atividades exclusivamente para meninas, atendendo inicialmente 160 participantes. As ações começam atendendo adolescentes entre 12 e 18 anos que vivem no Lar de São José, além das escolas públicas CEF Escola do Bosque, em São Sebastião, e CEF 12, em Ceilândia, sendo gradativamente ampliado para outras escolas. A proposta é oferecer as atividades no contraturno escolar, contribuindo para o fortalecimento da autoestima, da autonomia e do protagonismo feminino desde cedo.   A iniciativa tem o intuito de fortalecer o compromisso do projeto em promover inclusão, igualdade de oportunidades e o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, utilizando o esporte como instrumento de transformação social e empoderamento feminino. O presidente da ASCADE, Francisco Morais, reafirmou o compromisso da entidade com a questão social do Distrito Federal. A fundadora do projeto destacou o impacto da ação, “Quando uma menina ocupa esse espaço, ela fortalece sua autoestima, rompe ciclos de vulnerabilidade e passa a se enxergar como protagonista da própria história. Estamos falando de oportunidade, de futuro e da construção de uma geração de mulheres mais seguras, independentes e conscientes do seu lugar no mundo”, afirma Gabriela Speziali.   Daniele Mendes, diretora da Lei de Incentivo ao Esporte do DF, acompanhou o lançamento e destacou a importância de oportunizar mulheres por meio de profissionais sérios que fazem o esporte acontecer. “O Filhas da Nação é um projeto muito importante, no qual as meninas têm a oportunidade de crescer e evoluir em aspectos físicos, psicológicos e técnicos. Por isso, agradeço o apoio do secretário de Esporte, Renato Junqueira; do presidente da Frente Parlamentar do Esporte, Martins Machado; e do deputado federal Júlio Cesar Ribeiro, autor da Lei de Incentivo ao Esporte, que saiu do papel e está beneficiando diversas associações proponentes e crianças, público-alvo para que possamos fortalecer o esporte no Distrito Federal”, finalizou.

  • Era uma vez… um abril inteiro de magia no Manhattan Shopping

    O mês de abril no Manhattan Shopping convida crianças e famílias para embarcarem em um universo de fantasia, imaginação e muita diversão. Com uma programação lúdica e encantadora, o Manhattan Kids, projeto queridinho dos pequenos, promete transformar os fins de semana em momentos inesquecíveis. Sempre aos sábados e domingos, às 15h, a Praça Central do shopping se torna palco para histórias clássicas, personagens que ganham vida e apresentações interativas que despertam o riso e a criatividade. Entre contos de fadas, aventuras e muita magia, o público poderá viver experiências que atravessam gerações, com espetáculos pensados para encantar crianças de todas as idades, e também os adultos que nunca deixaram de sonhar. Confira a programação: 18/04 – Chou Chou – Palhágico 19/04 – O Gato de Botas – Teatro Infantil 25/04 – Toy Story – Teatro Infantil 26/04 – Cinderela – Teatro Infantil Com entrada gratuita, o projeto reforça o compromisso do Manhattan Shopping em oferecer experiências culturais e de lazer acessíveis para toda a família. Prepare a imaginação, reúna a criançada e venha viver um abril digno de conto de fadas no Manhattan Shopping Serviço - Manhattan Kids Local: Manhattan Shopping – Rua 16 Sul, nº 5 – Águas Claras Horário: 15h Entrada gratuita

  • Montreal Viagens firma parceria inédita com Grupo Villa e amplia oferta de hospedagens exclusivas em Pirenópolis

    A Montreal Viagens anunciou uma parceria inédita com o Grupo Villa Hotéis, referência em hospitalidade de alto padrão em Pirenópolis (GO) e maior marca no segmento de charme e experiência no centro oeste. O acordo marca a primeira vez que o grupo hoteleiro estabelece colaboração com um clube de viagens, passando a integrar o portfólio da empresa com condições exclusivas para seus associados. Com a parceria, a Montreal passa a oferecer acesso a três empreendimentos do Grupo Villa Hotéis: a Pousada Villa do Comendador, o Casarão Villa do Império Hotel Boutique e o Dádiva Hotel Boutique. Os hotéis são reconhecidos por propostas distintas de hospedagem, que combinam conforto, identidade arquitetônica e atendimento personalizado. A Pousada Villa do Comendador é voltada à experiência de descanso em meio à natureza, com estrutura que prioriza privacidade e bem-estar. Já o Casarão Villa do Império Hotel Boutique está localizado no centro histórico da cidade e se destaca pela ambientação clássica e foi premiado como um dos hotéis mais românticos do País. O Dádiva Hotel Boutique, por sua vez, aposta em uma proposta contemporânea, com foco em design, sensorialidade e experiências personalizadas.  Segundo a Montreal Viagens, a iniciativa faz parte da estratégia de ampliar o portfólio com empreendimentos selecionados, reforçando a oferta de hospedagens diferenciadas aos associados. A empresa atua no modelo de clube de viagens, oferecendo benefícios e condições exclusivas em destinos nacionais e internacionais. A cidade goiana é um dos destinos turísticos mais procurados da região Centro-Oeste, conhecida pelo conjunto histórico, gastronomia e atrativos naturais. “O Grupo Villa Hotéis consolidou sua atuação em Pirenópolis (GO) com foco em hospitalidade de alto padrão, valorizando a cultura local, a preservação arquitetônica e o atendimento personalizado”, afirmou  Geovani Ribeiro e Maristela Ribeiro, sócios do empreendimento. “Com a nova parceria, ampliamos nossa presença em destinos de perfil boutique e avançamos na estratégia de oferecer experiências cada vez mais exclusivas aos nossos associados. O Grupo Villa Hotéis, reúne exatamente os atributos que buscamos: excelência, identidade e alto padrão de hospitalidade”, afirma Fabiana Castro, CEO da Montreal Viagens. As reservas para os empreendimentos já estão disponíveis no site da Montreal Viagens. Serviço Montreal Viagens Instagram: https://www.instagram.com/viagensmontreal/ Site:   https://www.viagensmontreal.com/

  • Humberto Pedrancini comemora 76 anos com sessões gratuitas de "Outro Lear" _ 2 e 3 de maio no Teatro Sesc Paulo Gracindo, Gama

    O monólogo “Outro Lear” , inspirado em um dos maiores clássicos de William Shakespeare, retorna a Brasília  para únicas apresentações nos dias 2 e 3 de maio , no Teatro Sesc Paulo Gracindo , no Gama. As sessões acontecem no sábado, às 18h  e às 20h , e no domingo, às 19h . A entrada é gratuita . Sucesso de público e crítica, a montagem teve algumas temporadas no DF e também passou por Portugal. Em cena, uma versão poética e intimista de Rei Lear, com Humberto Pedrancini  no papel do protagonista e direção atenta e sensível de Roni Sousa . Revisitando a trajetória do velho rei, o espetáculo convida o público a refletir sobre o envelhecimento, a memória e a solidão na velhice. A apresentação ainda será uma celebração pelos 76 anos de idade e mais de 50 anos de carreira de Pedrancini, pioneiro do teatro em Brasília, comemorados em maio. No espetáculo, o ator encara o desafio de viver o rei que enfrenta não apenas a perda de seu poder e de seus laços familiares, mas também o esquecimento que acompanha o avanço da idade. A peça revela um monarca que revisita suas decisões e memórias de forma fragmentada, como quem tenta resgatar, nas sombras da mente, um passado que aos poucos se desfaz.  “Interpretar o Rei Lear é um privilégio e um desafio. É como mergulhar na essência da tragédia humana, explorando as fraquezas de um homem poderoso que, em sua vulnerabilidade, também vai revelando a sua força”,  afirma o ator. Com uma abordagem minimalista e contemporânea, o palco contará com diversas projeções e recursos audiovisuais. Mesmo os outros personagens da história - as filhas de Lear: Goneril, Regan e Cordélia; e o bobo, também interpretado por Pedrancini - foram previamente gravados e interagem com Lear por meio de projeções, convidando o público a viver uma experiência sensorial e a refletir junto a um rei fragilizado sobre o tempo e a vulnerabilidade humana. “Contar essa história é essencial, pois a velhice carrega uma beleza e uma sabedoria que muitas vezes são ignoradas ou até estigmatizadas. Este espetáculo nos permite mergulhar na vida daqueles que, apesar dos desafios do tempo, ainda possuem sonhos, desejos, memórias e uma imensa vontade de viver”, afirma o diretor Roni Sousa. Peça é um desafio para o veterano Pedrancini Premiado em diversos festivais e dono de uma longa e respeitada carreira, que inclui montagens antológicas, como “Pedro Malasartes” e “Moby Dick”, Humberto Pedrancini foi convidado a ingressar no projeto pelo diretor Roni Sousa: “É importante abordar os temas que a peça traz, especialmente a vivência da terceira idade. A pessoa idosa enfrenta, comumente, preconceito e desvalorização. Assim, ‘Outro Lear’ também joga luz sobre esta importante questão e traz à tona a iminência da velhice, algo que todos nós vamos viver”,  afirma o ator que, em 2021, recebeu o título de Cidadão Honorário de Brasília e de Comendador da Ordem do Mérito Cultural de Brasília, em reconhecimento à sua contribuição para as artes e a cultura local. SINOPSE: “Outro Lear” é uma releitura poética e contemporânea da história do rei que abdica, confia o seu reino às filhas e, ao ser traído, mergulha no confronto final consigo mesmo — entre lucidez e esquecimento, entre poder e fragilidade humana. No palco o velho rei lida com as consequências das suas escolhas, a solidão, a memória que se esvai, a voz da consciência representada pelo seu bobo, e a natureza que se faz metáfora do seu caos interior. FICHA TÉCNICA: Direção: Roni Sousa  Atuação: Humberto Pedrancini Dramaturgia: Yuri Fidelis Participação especial: Vanessa Di Farias, Kamila Rodriguez Figurinos: Matilha (Marley Oliveira e Giba Cançado) Maquiagem: Becky Abdo Make Cenografia: Roni Sousa e Matilha (Marley Oliveira e Giba Cançado) Produção: Da Margem e Barbara Reis  Coordenação Administrativa: Da Margem  Assessoria de Imprensa: Prisma Colab Iluminação: Ana Quintas Cinegrafistas: Roni Sousa e Tiago Sabino Sonoplastia e Videomapping: Diogo Vanelli SERVIÇO:   Datas: 2 e 3 de maio de 2026, sábado e domingo Horários: Sábado, às 18h e 20h; domingo, às 19h Local: Teatro Sesc Paulo Gracindo  Endereço: SIND QI 1 - Gama, Brasília - DF, 72426-095 Entrada: gratuita 70 minutos. 12 anos.

  • Bate Papo 3º Setor reúne 300 pessoas e fortalece empreendedorismo social em Uberlândia

    Uberlândia recebeu, nos dias 13 e 14 de abril, a edição do Bate Papo 3º Setor, evento gratuito que reuniu especialistas, lideranças e interessados  no universo do empreendedorismo social e Terceiro Setor,  para dois dias de aprendizado, networking e troca de experiências. O encontro foi realizado no Mercure Uberlândia Plaza Shopping, no bairro Tibery, contou com a presença de 300 pessoas ao longo dos dois dias. Criado pela PROJETUS Consultoria, impact tech com atuação em todo o país, o Bate Papo 3º Setor é mais do que um evento: é um movimento de fortalecimento da sociedade civil e de incentivo à profissionalização do Terceiro Setor. Entre 2024 e 2025, o projeto impactou mais de 1,5 milhão de pessoas e já reuniu mais de 3.650 organizações em diferentes cidades do país.  A realização do Bate Papo 3º Setor, conta com fomento de uma parceria entre o Instituto LumiArt e o Ministério da Cultura. O evento é conduzido por Tito Santana, fundador da PROJETUS, e já passou por cidades como Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, Uberlândia, ampliando o diálogo sobre inovação social, políticas públicas e captação de recursos para organizações da sociedade civil. Durante os dois dias de programação, especialistas abordaram temas fundamentais para o fortalecimento do Terceiro Setor, como legislação, empreendedorismo social, captação de recursos, elaboração de projetos e prestação de contas. A programação também contou com apresentações culturais como Jack Albernaz, Cia Traquitana, Orquestra Alexa, dj, e momentos de interação com o público. O primeiro dia teve como foco o Terceiro Setor como caminho de carreira, voltado principalmente para estudantes universitários e pessoas interessadas em conhecer mais sobre o universo do empreendedorismo social. Já o segundo dia foi dedicado a ferramentas práticas para elaboração, captação e gestão de projetos, reunindo empreendedores sociais e organizações que atuam na área. O apresentador Entre os participantes da programação estiveram nomes como Rodrigo Starling, Eslon Bueno das Chagas, Julia Caldas, Laura Lais, Priscilla Nogueira, Thiago Franklin, Yghor Queiroz Gomes, Francielle Ferreira e Lucas Alves. Um dos destaques foi o bate papo com o deputado federal André Janones, que discutiu o papel do poder público como aliado das organizações do Terceiro Setor. O evento também contou com intervenções culturais, momentos de networking e a entrega do Prêmio Top Mobilizador Uberlândia, reconhecendo iniciativas de destaque no fortalecimento do impacto social na região, com o trabalho das seguintes instituições a AACD Uberlândia, Algar, Instituto Alair Martins (IAMAR), Rede Sesc, AMEAS. Sobre Tito Santana e a PROJETUS Tito Santana é fundador da PROJETUS, impact tech criada em 2018 com o objetivo de simplificar o acesso a recursos públicos e apoiar organizações da sociedade civil na execução de seus projetos. Com presença em 20 estados e no Distrito Federal, a empresa já gerenciou quase R$ 250 milhões em projetos sociais e impactou mais de 1,5 milhão de pessoas entre 2024 e 2025. Em 2024, Tito foi reconhecido pela Forbes Brasil na lista Under 30, na categoria Empreendedorismo no Terceiro Setor, além de participar de eventos relevantes como o Web Summit Rio, o Innova Summit Brasília e o Festival ABCR, referência em captação de recursos no país. Para outras informações, no Instagram @batepapo3setor

  • Mostra Joaquín Torres García está em cartaz no CCBB Brasília e propõe diálogo entre artistas locais e a cidade

    A mostra Joaquín Torres García - 150 anos, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília), com entrada gratuita, mediante emissão de ingresso, até 21 de junho, reúne um amplo conjunto de obras do artista uruguaio em diálogo com trabalhos de nomes da arte moderna e contemporânea, incluindo artistas que retratam e marcam a história da capital. Cada lugar que recebe a mostra ganha um recorte próprio e, em Brasília, as relações entre arte, cidade e espaço público são colocadas em destaque. Entre os nomes brasilienses presentes na exposição está o artista plástico autodidata Josafá Neves, autor da série “Diáspora”, que reúne referências à cultura afro-brasileira e à ancestralidade negra. Por meio de seu olhar artístico, ele resgata o recifense Solano Trindade, artista de grande legado e referência fundamental da cultura negra no Brasil. Segundo o curador Saulo di Tarso, Solano, poeta de vanguarda, escritor e pintor, muitas vezes situado em um lugar secundário das artes, tem sua relevância reafirmada na mostra através do olhar de Josafá. Solano deu visibilidade e identidade a Embu das Artes, em São Paulo, consolidando o município como um polo artístico . “Resgatar a presença de Solano neste contexto é reconhecer uma trajetória que, por muito tempo, foi colocada à margem, apesar de sua força e contribuição. Ele não apenas produziu arte, mas ajudou a estruturar espaços e dar visibilidade a uma identidade cultural que hoje é incontornável” , afirma. Luiz Carlos Lessa Vinholes, gaúcho de origem, mas considerado brasiliense por sua trajetória na capital, também integra a exposição conectando-se à cidade e aos princípios de integração artística de Torres García. Diplomata reconhecido por sua contribuição à literatura de vanguarda e à difusão cultural do Brasil, destacou-se principalmente na divulgação da poesia concreta, defendendo a inclusão de autores fora do eixo Rio-São Paulo. A mostra o homenageia ao situá-lo entre os poetas concretos, trazendo ao diálogo com Torres García a obra “cinco poemas geométricos”, ressaltando seu olhar plural e os aspectos da geometria versados para a poesia, entrelaçando linguagens no contexto da mostra.  O diálogo entre trajetórias individuais e diferentes formas de expressão leva os visitantes a refletir sobre a relação entre cultura e cidade, especialmente sobre o espaço urbano. Brasília, sob a perspectiva da exposição, não é apenas a cidade que recebe as obras de Joaquín Torres García, mas também é um contexto geográfico muito específico que contribui para a narrativa que a mostra deseja contar, articulando-se com os eixos “modernidade” e “africanidade”, sobretudo na alusão à chamada “África de Torres García”, e o contraste direto com sua condição de capital moderna.  Enquanto Brasília nasce de um projeto urbanístico planejado na década de 50, essencialmente moderno, o conceito do universalismo construtivo concebido pelo artista traz a chave de que as matrizes ancestrais africanas produzem uma plástica universal, desde os signos às padronagens, com o uso e domínio de materiais simples, como a madeira e a cerâmica, criando nações que não dependem da urbanização formal. A exposição coloca em diálogo essas duas perspectivas, sugerindo que a experiência urbana também se constrói por dimensões simbólicas, culturais e coletivas que caminham juntas na arquitetura das cidades. Selecionada no Edital CCBB 2023-2025 e viabilizada por meio da Lei Rouanet, a mostra é patrocinada pela BB Asset e organizada e produzida pela Cy Museum. Com classificação indicativa livre, os ingressos podem ser retirados na bilheteria ou pelo site bb.com.br/cultura .  BB Asset A BB Asset, maior gestora de fundos do país, administra cerca de R$ 1,87* trilhão em patrimônio líquido e é responsável pela gestão de mais de 1.200 fundos de investimento, atendendo milhões de pessoas que buscam realizar seus objetivos financeiros. A empresa é reconhecida pela excelência de sua gestão, com as maiores notas das agências de classificação de risco Fitch Ratings e Moody’s. Detém aproximadamente 18% de participação no mercado, consolidando sua liderança no setor. Seus produtos são distribuídos pela maior rede de atendimento bancário do país, o Banco do Brasil, e pelas principais plataformas de investimento. A BB Asset acredita que seu papel vai além da gestão de ativos. Com soluções desenvolvidas para diferentes perfis e objetivos, a empresa assume a responsabilidade de contribuir para uma sociedade mais inclusiva, participativa e conectada com o que realmente importa, investindo em iniciativas que promovem desenvolvimento ambiental, social, de governança e cultural.  *Ranking Ambima Fevereiro/26 CCBB Brasília O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis. Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizados exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances. Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas. Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade. Acessibilidade A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília, de quinta-feira a domingo. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes. A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso no site, na bilheteria do CCBB ou ainda pelo QR Code da van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code que consta no vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Mais informações em: Serviços Oferecidos | CCBB Brasília Horário da van – De quinta-feira a domingo: Biblioteca Nacional – CCBB:  13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h. CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30. Cy Museum  Empresa Organizadora da exposição no Brasil. Especializada em projetos expositivos nacionais e internacionais. Prêmio APCA 2023 pela mostra de Marc Chagall: sonho de amor. Dirigida pela museóloga e historiadora da arte Cynthia Taboada, PhD em Museologia.  Saulo di Tarso Saulo di Tarso é curador, pesquisador e produtor cultural, reconhecido por articular exposições que conectam tradição e inovação na arte latino-americana. Idealizador e curador da mostra Joaquín Torres García – 150 anos, em colaboração com o Museu Torres García, ele também foi responsável pela museografia e produção multimídia da premiada exposição Marc Chagall: sonho de amor (APCA 2023) e traduziu a obra poética completa de Chagall para o português. Sua trajetória inclui curadorias em instituições como Casa do Olhar Luis Sacilotto, Casa das Rosas, Paço das Artes, Paço Imperial, Museu Afro Brasil, Galeria da Unicamp e Galeria Olido, além da criação da Trienal Internacional de Grafias pelo Memorial da América Latina. Com experiência em arte-educação, produção digital e pesquisa em arte contemporânea, atuou em projetos ao lado de nomes como Emanoel Araújo, Alexandre Wollner e Hans-Joachim Koellreutter, e participou de iniciativas culturais e políticas, incluindo a coordenação de cultura na campanha presidencial de Eduardo Campos e Marina Silva. Fundador da Tangram Museologia e filiado ao ICOM-CIMAM, vive entre Brasil e Itália. Serviço - Joaquín Torres García - 150 anos Local : CCBB Brasília Endereço : SCES Trecho 02, Lote 22, Edifício Tancredo Neves - Setor de Clubes Sul – Galeria 5 e Pavilhão de Vidro Data : de 31 de março a 21 de junho Horário : Terça a domingo, das 9h às 21h (entrada até às 20h40) Classificação:  livre Ingressos em www.bb.com.br/cultura  e na bilheteria do CCBB Brasília Transporte gratuito de quinta a domingo, saindo da Biblioteca Nacional Gratuito Itinerância   CCBB Brasília (31 de março a 21 de junho de 2026)  CCBB BH (15 de julho a 12 de outubro de 2026) Ficha técnica  Realização: Ministério da Cultura Patrocínio: BB Asset Organização e Produção: Cy Museum Curadoria: Saulo di Tarso com a colaboração do Museo Torres García Apoio Institucional: Museo Torres García Coordenação Geral: Cynthia Taboada Coordenação Editorial e Pesquisa: Helena Eilers, Andrea Sousa e Xênia Bergman. Projeto expográfico: Stella Tennenbaum   bb.com.br/cultura instagram.com/ccbbbrasilia  | facebook.com/ccbbbrasilia|   tiktok.com/@ccbbcultura

  • Seleção para musical de Oswaldo Montenegro abre inscrições no Sesc Taguatinga

    Estão abertas as inscrições gratuitas para a seleção de elenco do novo musical de Oswaldo Montenegro, “Vale Encantado”, que será montado em Brasília. A iniciativa é realizada pela Oficina dos Menestréis e oferece uma oportunidade de formação em Introdução ao Teatro Musical, voltada para participantes com ou sem experiência nos palcos. A seleção acontece no dia 22 de abril, das 18h30 às 21h, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Taguatinga. As inscrições podem ser feitas até o dia 21 de abril (terça-feira) e serão disponibilizadas 30 vagas para participantes a partir de 16 anos, preenchidas após avaliação da equipe de produção. A oficina terá início no dia 6 de maio até a data de estreia do espetáculo, em setembro, e será coordenada por Deto Montenegro, ator e irmão de Oswaldo, e Abaetê Queiroz, ator, diretor e dublador, dando continuidade a uma trajetória de mais de 30 anos de formação e montagem de espetáculos no Distrito Federal. Entre os trabalhos já realizados pelo grupo estão “Noturno”, apresentado na Escola de Música de Brasília, e “Raul Fora da Lei”, encenado no Teatro da Caixa e no Sesc Gama. Vale Encantado No Vale Encantado, musical de Oswaldo Montenegro, moram os personagens do mundo da fantasia. Cada vez que uma criança sonha, eles são convocados para entrar no sonho. Produzido pela Oficina dos Menestréis, o espetáculo conta as aventuras de seus personagens de maneira alegre e divertida, deixando fluir a emoção do texto, através da música, dos efeitos de luz e do diálogo.  A Oficina dos Menestréis A Oficina dos Menestréis é uma companhia de teatro musical com repertório de mais de 20 peças e trajetória reconhecida pela formação de público e pela inclusão social.  Para Cláudia Charmillot, produtora do projeto, a experiência em grupo e a capacitação em Teatro Musical são ótimas oportunidades para pessoas com ou sem experiência no ramo. “É importante movimentar a área cultural da cidade. A oficina é uma oportunidade para as pessoas fazerem uma oficina gratuita, aprenderem, crescerem, mostrarem algum talento, participarem de um grupo e terem uma experiência com o teatro musical”, afirmou. Serviço Seleção para a montagem do musical “Vale Encantado”Seleção dos participantes: 22 de abril, das 18h30 às 21hParticipantes: a partir de 16 anos, com ou sem experiência teatralLocal da seleção: Teatro Paulo Autran – Sesc TaguatingaInscrições: gratuitas, até 21/04, pelo link  ou presencialmente no Teatro Sesc TaguatingaInformações: Oficinavalebsb@gmail.com

  • “A gente existe, a gente está num espaço que também é nosso”: exposição “Faces” dá voz e rosto a quem vive à margem em Brasília

    No coração do Setor Comercial Sul, entre os fluxos do comércio, de escritórios e o concreto planejado de Brasília, há um banheiro que se tornou muito mais do que um equipamento público. Reformado durante a pandemia, o espaço é o único do tipo na região e atende diariamente centenas de pessoas em situação de vulnerabilidade, trabalhadores ambulantes, transeuntes e moradores e pessoas em situação de rua. É lá que a fotógrafa Ana Lima encontrou os onze protagonistas da exposição “Faces” , que entra em cartaz no Museu dos Correios de 25 de abril a 14 de junho , com entrada gratuita.   A mostra reúne retratos em grandes formatos, acompanhados de depoimentos em áudio acessíveis por QR Code — uma experiência imersiva que devolve protagonismo a quem a cidade muitas vezes insiste em não enxergar. “ O que me dói muito ainda hoje em dia, diariamente, é o preconceito da sociedade ”, diz Laila , mulher trans travesti que viveu mais de uma década em situação de rua e hoje trabalha no Instituto No Setor, organização que mantém o banheiro comunitário. O relato dela é um dos que ecoam na exposição: “ As pessoas que vivem em situação de rua respeitam mais a gente, travesti, do que a sociedade em si .”     Rostos, marcas e vozes   Diferente de um ensaio documental tradicional, “Faces” aposta no close. Sem paisagens, sem cenários — apenas os rostos, a pele, os olhos, os traços que o tempo e a vida inscrevam em cada um. Ao lado, os áudios trazem o que a imagem não pode mostrar sozinha: a palavra em primeira pessoa, sem mediações. A exposição tem produção da Santa Luz, apoio do Museu Correios, realização do MNI – Instituto de Desenvolvimento Social, PNAB – Política Nacional Aldir Blanco, SECEC DF e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro.   “ O maior medo é de você deitar e não acordar, sabe por quê? Pela violência. Por alguém que tem revolta ”, conta um dos participantes, professor aposentado que vive nas ruas desde 2017. Ele fala sobre a intranquilidade de dormir de cabeça embrulhada, o medo de ser confundido com outra pessoa, a dificuldade de acessar direitos básicos. Outro depoente,  Paulo , pernambucano que passou três anos em situação de rua, relembra: “ Já vi pessoas passarem e jogar copo de cerveja no rosto de pessoas que estavam deitadas .”   Para Paulo, a exposição é também um lembrete de que o caminho fora da rua é possível — mas exige acolhimento. “ Se hoje eu tô trabalhando, se hoje eu tô no meu aluguel, é porque teve pessoas que acreditaram em mim e me deram oportunidade. É isso que a rua precisa: gente que acredite nelas, que dê oportunidade e abra a porta .”     Um banheiro, uma cidade, um projeto   Idealizada por Ana Lima — fotógrafa com mais de 30 anos de carreira, colaboradora da Editora Abril e produtora do longa Indianara , documentário de 2019 exibido em Cannes que acompanha Indianara Alves Siqueira, militante que luta pela sobrevivência das pessoas transgênero no Brasil – a exposição nasce de uma inquietação: como tornar visível o que a cidade planejou para ser ignorado?   “ Brasília tem uma relação particular com o que não pode ser visto ”, escreve o diretor criativo Pedro Matallo no texto que acompanha a mostra. “ No Setor Comercial Sul, existe um único banheiro público. Parece pouco, mas é muito. Por vinte anos, o espaço ficou fechado. Foi reaberto durante a pandemia, quando a crise sanitária tornou impossível ignorar que havia centenas de pessoas sem acesso a água, a um espelho, a condições mínimas de higiene .”   O banheiro, que funciona com doações da comunidade, atende cerca de mil pessoas por semana. Sua continuidade, porém, nunca é garantida. “Faces” se propõe, além de dar voz a essas pessoas, a mobilizar a sociedade para a manutenção desse serviço essencial.     Da galeria para a rua   Além da ocupação no Museu dos Correios, o projeto ganha as ruas de Brasília: cerca de 200 cartazes com os retratos serão espalhados do centro às regiões periféricas, numa intervenção urbana que tensiona a relação entre visibilidade e indiferença.   Os depoimentos em áudio, disponíveis por QR Code, trazem ainda relatos como o de João , que perdeu o emprego na pandemia e passou a viver no Setor Comercial Sul. Ele fala sobre os laços que se formam no território: “ Ontem mesmo eu ajudei uma menina ali, ela tava sem comida. Aí eu falei: senta numa mesa que eu vou pagar pra você, mas eu quero ver você almoçando. Porque eu sei pra quê que você quer o dinheiro .”   Para Ana Lima, “Faces” é, acima de tudo, um convite à conexão humana. “ Não se trata apenas de ver, mas de descobrir que, independente de nossas circunstâncias, compartilhamos as mesmas necessidades de dignidade, afeto e pertencimento ”, afirma.   Serviço: “Faces” — Exposição de Ana Lima Período: 25 de abril a 14 de junho de 2026 Local: Museu dos Correios — SCS, Quadra 4, Edifício Apollo, Brasília (DF) Horário: 9h às 17h Entrada gratuita Classificação indicativa: 14 anos A exposição conta com recursos de acessibilidade, incluindo audiodescrição. Produção da Santa Luz, apoio do Museu Correios, realização do MNI – Instituto de Desenvolvimento Social, PNAB – Política Nacional Aldir Blanco, SECEC DF e Governo do Brasil – do lado do povo brasileiro. Mais informações: https://www.projetofaces.com/     Sobre a fotógrafa Ana Lima é formada em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB). Com mais de três décadas de trajetória, atuou nas áreas de moda, beleza e gastronomia, colaborando com a Editora Abril por mais de dez anos. No audiovisual, produziu e dirigiu filmes autorais e institucionais, sendo produtora do longa Indianara (2019), selecionado para o Festival de Cannes. É autora das imagens do livro Telma da Babilônia , premiado no Best Cookbook Awards 2025. Atualmente, dirige o curta documental  Prata 70 , filmado em Pirenópolis (GO).

  • Super Cérebro leva oficina de estimulação cognitiva ao Boulevard Shopping Brasília

    Uma pausa divertida que também exercita o cérebro é a proposta da Oficina de Estimulação Cognitiva – Super Cérebro, que acontece no dia 25 (sábado), a partir das 14h, no Boulevard Shopping Brasília. Conduzida por uma equipe multidisciplinar da rede educacional, a atividade é gratuita e oferece, de forma leve e interativa, experiências que desenvolvem habilidades cognitivas e socioemocionais em crianças de 3 a 12 anos. As inscrições devem ser feitas no local, e a participação ocorre por ordem de chegada. Com metodologia baseada na Teoria das Inteligências Múltiplas, o Super Cérebro aposta em estratégias que vão além do ensino tradicional. Durante a oficina, os participantes terão contato com o soroban (ábaco japonês), além de jogos de tabuleiro e desafios de lógica que estimulam memória, concentração, raciocínio e tomada de decisão. A dinâmica será organizada por faixa etária de 3 a 6 anos, com até cinco participantes; e de 7 a 12 anos, com até oito crianças por grupo. As atividades acontecem, de forma simultânea, com acompanhamento de instrutores. As oficinas terão a duração de 1 hora e serão realizadas às 14h, às 15h10 e às 16h10.  Além de contribuir para o desempenho escolar, a proposta também favorece o desenvolvimento da autonomia, da socialização e do equilíbrio emocional. A iniciativa é indicada especialmente para crianças com dificuldade de concentração, memória ou excesso de exposição a telas. Mais do que uma atividade pontual, a oficina reflete uma tendência crescente na educação: formar indivíduos mais preparados para lidar com os desafios do dia a dia, dentro e fora da sala de aula. “O nosso objetivo é mostrar que aprender pode ser prazeroso e significativo. Trabalhamos o desenvolvimento cognitivo aliado às habilidades emocionais, respeitando o ritmo de cada criança e estimulando seu potencial de forma natural”, destaca Mariah Viviane Souza Pereira, pedagoga, especialista em saúde mental e neurociência e diretora regional do Super Cérebro. Para Rafael Mendonça, gerente de marketing do Boulevard Shopping Brasília, iniciativas como essa reforçam o papel do empreendimento como espaço de convivência e aprendizado. “Acreditamos na força das parcerias para oferecer experiências relevantes ao público. Ações como a oficina do Super Cérebro agregam valor à jornada dos nossos clientes ao unir entretenimento, educação e serviços de qualidade em um só lugar”, afirma. Sobre o Boulevard Shopping Brasília Administrado pela NIAD, o Boulevard Shopping Brasília completa 16 anos como um dos principais centros de convivência e consumo da capital, recebendo mais de 7 milhões de visitantes por ano. O empreendimento reúne um mix completo de varejo, gastronomia e entretenimento, com quatro salas de cinema, restaurantes como João Brasileiro, Taverna Viking e Mania do Churrasco, além de grandes redes de fast food, como Burger King, McDonald’s, Giraffas e Spoleto. O shopping também se destaca pelo compromisso com a inclusão e a sustentabilidade, com ações consolidadas em ESG. Possui vagas verdes para recarga de carros elétricos, horta comunitária, espaços acessíveis para PCDs, idosos e gestantes, além de ambientes como o Espaço do Cliente, o fraldário, a Ecopraça e a Sala do Aconchego, destinada a pessoas com sensibilidade sensorial. Nas lojas, o aplicativo ColorADD pode ser acessado via QR Code, oferecendo mais autonomia aos clientes com daltonismo.  Em 2025,  recebeu  nove certificações do Instituto Selo Social como reconhecimento a práticas consistentes voltadas à responsabilidade social, à sustentabilidade e à geração de impacto positivo. O Instituto Selo Social é uma organização independente que certifica projetos de impacto social de empresas, organizações e órgãos públicos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).   SERVIÇOOficina Estimulação Cognitiva – Super Cérebro Local: Boulevard Shopping BrasíliaData: 25 de abrilPúblico: crianças de 3 a 12 anosDuração: 1 hora por turmaHorários: 14h, 15h10 e 16h103 a 6 anos,  até 5 crianças por turma7 a 12 anos,  até 8 crianças por turma Sujeito a lotação Boulevard Shopping Brasília Setor Terminal Norte, Conj J – Asa NorteInformações: (61) 3448-3300Site:   https://www.boulevardbrasilia.com.br/ Instagram : @boulevardshoppingbrasiliaTikTok: @boulevardbrasilia

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