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- Companhia brasiliense apresenta espetáculo musical com canções de Dolly
Nos dias 11 e 12 de Dezembro*, a turma adulta de Teatro Musical do Instituto de Belas Artes apresentará, integralmente em inglês, o espetáculo “9 to 5, the Musical”, adaptação musical do filme de mesmo nome (no Brasil “Como Eliminar seu Chefe”), com músicas da estrela country Dolly Parton, situada nos Estados Unidos, em 1979, esta comédia conta de forma bem humorada a luta das mulheres por posições de liderança em grandes empresas e pelo reconhecimento profissional nos anos 70. Quando Dolly Parton escreveu o hit “9 to 5” ela não estava apenas falando sobre as relações de trabalho nos anos 1970, mas contando a história real de um movimento chamado 9to5, criado por um grupo de secretárias de Boston que reivindicava melhores salários, mais oportunidades e o fim do assédio sexual no ambiente de trabalho. Com uma abordagem fora do convencional, elas atraíram o olhar da imprensa e constrangeram seus chefes a realizar mudanças estruturais que continuam acontecendo até hoje. “9 to 5, the Musical” conta a história de um grupo de mulheres e o movimento que iniciou grandes mudanças em nossa sociedade. *ao adquirir o seu ingresso, atenção para a data escolhida - não serão feitas trocas por sessões que já tenham atingido a sua lotação. SERVIÇO 9 to 5, the Musical - Local: Teatro do SESC Silvio Barbato, Setor Comercial Sul. - Capacidade: reduzida a 72 lugares, seguindo todas as recomendações de distanciamento social devido à pandemia. - Duração aproximada: 120 minutos - Classificação indicativa: 12 anos - Espetáculo apresentado integralmente em inglês. - Apresentações: 11 e 12 de Dezembro, às 19h (portas se abrem 30 minutos antes do início do espetáculo e se fecham pontualmente). - Valor dos convites para o público em geral: R$30,00 (meia-entrada); R$60,00 (inteira). - Reservas pelo Sympla INFORMAÇÕES PARA A IMPRENSA Instituto de Belas Artes (61)999553009 [whatsapp] contato@institutodebelasartes.com www.institutodebelasartes.com
- UnDF reúne renomados nomes da educação mundial para discutir estrutura acadêmica e modelos de gestão
Em dezembro, mais um passo será dado em direção à implementação da primeira universidade pública distrital do país. O seminário gratuito e on-line “UnDF Professor Jorge Amaury Maia Nunes: entre o projeto e a criação” integra agenda da implementação da UnDF e reunirá renomados especialistas em educação para debater sobre estrutura acadêmica e modelos de gestão. O evento está marcado para os dias 6 e 7 de dezembro, e a programação inclui a participação de especialistas e autoridades educacionais renomadas. Entre os convidados para o seminário está António Nóvoa, doutor em ciências da educação e professor titular da Universidade de Lisboa/Unesco. Considerado um dos grandes pensadores da área, o docente irá proferir a conferência de abertura, com o seguinte tema: "Os sentidos de uma educação superior pública". Direcionado a docentes, pesquisadores, gestores, entidades de classe e demais interessados, o seminário é gratuito e o link da transmissão e a programação completa estão disponíveis no site projetoundf.com.br. “Nomes fortes da educação superior debaterão, a partir da realidade distrital, a universidade do nosso tempo. Creio eu que as trocas realizadas no evento serão fundamentais para que a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes – UnDF possa imprimir diferencial de competência desde seu nascimento, sendo peça importante da transformação socioeconômica do Distrito Federal”, afirmou a professora doutora Simone Benck, reitora pro tempore da UnDF. A UnDF é uma realidade - O seminário faz parte da segunda macroação do projeto “Uma Universidade Distrital”, elaborado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos – Cebraspe, fruto de acordo de cooperação entre a Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes – UnDF e a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal – FAPDF. A reitora pro tempore afirma que diversos esforços têm sido realizados para que se dê, de fato e direito, a implementação da UnDF. Em cinco meses foram sancionadas pelo governador Ibaneis Rocha, as leis de criação da UnDF (Lei n. 987/2021) e da Carreira Magistério Superior do DF (Lei n. 6.969/ 2021), legislações de fundamental importância para a instituição da Universidade do DF no ano de 2021, além da promulgação do PELO, proposta de alteração à Lei Orgânica do DF, que garante recursos para estruturação, projetos, pesquisas e inovação da UnDF. “A Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Nunes é uma realidade. A partir da ampla institucionalização da política de educação superior pública distrital, diversos esforços têm sido realizados para que a consolidação desta Universidade se dê de fato e de direito, e este seminário é uma das ações que fortalecem o compromisso da FAPDF, Cebraspe, Reitoria Pró-Tempore e toda a equipe da UnDF, com a qualidade e o valor social desta instituição desde sua primeira infância”, ressalta Simone Benck. O evento abrangerá discussões sobre o sentido da educação superior pública, metodologias de ensino e pesquisa, bem como aspectos relacionados ao financiamento, à inovação e às arquiteturas acadêmicas institucionais possíveis para a instituição recém-criada. Projeto UnDF – O plano de trabalho do projeto de pesquisa "Uma Universidade Distrital" é embasado em quatro macroações. São elas: estudos de viabilidade de uma universidade distrital; pesquisa de modelos inovadores de gestão universitária com a realização de benchmarking nacional e internacional; pesquisa de modelos inovadores de gestão universitária: proposta de modelagem para estruturação de uma universidade distrital; e pesquisa de metodologias e/ou tecnologias inovadoras de ensino superior. Esse seminário está inserido dentro da segunda macroação do projeto, a qual objetiva, entre outras entregas, a realização de seminários, encontros e fóruns de debates sobre gestão inovadora da educação superior com ênfase nas áreas relativas à inovação, às tecnologias e às engenharias. Em outubro, também como parte dessa etapa, foi promovido um colóquio on-line para discutir modelos de gestão universitária inovadora e conhecer a estrutura e os modelos de sucesso na implementação de políticas ou ações voltadas para o Ensino, Pesquisa, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico em Instituições de Ensino Superior – IES. Marco Antônio Costa Júnior, diretor-presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa e Inovação do Distrito Federal - FAPDF acredita que a partir das entregas do projeto de pesquisa “Uma Universidade Distrital” a nova instituição de ensino será baseada em métodos inovadores que vão além do ensino. “A FAPDF também vai fomentar a realização dos estudos para a elaboração do projeto arquitetônico de um dos prédios que comporão a estrutura da UnDF. A partir desses estudos, os outros parceiros do projeto como Terracap, Biotic e Novacap, poderão trabalhar na construção do prédio que abrigará os cursos de tecnologia da Universidade e que será erguido no Parque Tecnológico de Brasília", destaca. Para o Cebraspe, o projeto é uma iniciativa desafiadora e muito gratificante. “Neste momento, nossas atenções estão voltadas à realização desse evento importante que reforça o compromisso do Cebraspe, nesta e nas fases que se seguem, de atuar de maneira estratégica, auxiliando na realização de ações que permitirão à UnDF se consolidar enquanto espaço para um ensino superior pautado pelas melhores práticas metodológicas e tecnológicas”, acredita a Diretora Executiva do Centro, Cláudia Griboski. Simone Benck também destaca os próximos passos da instituição, que inclui a realização de concurso para formação do corpo docente. “O compromisso desta gestão é trabalhar para que a UnDF abra, em 2022, novas vagas nos cursos de graduação e pós-graduação já existentes na Escola Superior de Gestão, na Escola Superior de Ciências da Saúde e na Escola de Educação e Magistério, além de novos cursos superiores em outras unidades a serem instituídas. Para isso, o nosso empenho é realizar, o mais brevemente possível, processo de escolha pública de professores e tutores”, conclui. Debate aberto ao público – No dia 6 de dezembro, a abertura do evento terá a apresentação do Coral Madrigal de Brasília e está prevista a presença do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Foram convidados para a abertura, Márcia Abrahão Moura, reitora da Universidade de Brasília; Hélvia Paranaguá, secretária de Educação do DF; Ricardo Alves Sande, chefe de gabinete do presidente da Câmara Legislativa do DF, a deputada Arlete Sampaio, presidente da Comissão de Educação, Saúde e Cultura - CLDF, Wagner Vilas Boas de Souza, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação, Wagner Vilas Boas de Souza. Na sequência, o professor António Nóvoa, da Universidade de Lisboa/Unesco, falará sobre o tema "Os sentidos de uma educação superior pública". No período da tarde, estão programadas duas mesas redondas sobre "Metodologias de ensino da educação superior" e "Pesquisa, financiamento e desenvolvimento regional". O segundo dia do evento terá início com uma sessão especial: Universidade Estadual do Maranhão - experiências de gestão inovadora. Haverá, em seguida, duas mesas redondas com abordagens sobre "Impactos sociais, culturais e de inclusão social da criação da UnDF para o Desenvolvimento Regional" e "Arquiteturas acadêmicas da Educação Superior". Encerrando as discussões do seminário, a professora Simone Benck conduzirá uma sessão especial sobre os desafios e as perspectivas da UnDF. A sessão de encerramento contará com a exposição da Reitora pro tempore da UnDF e da Diretora-executiva do Cebraspe. Para saber mais sobre o Projeto de Pesquisa “Uma Universidade Distrital, acesse o site: projetoundf.com.br Serviço: Seminário UnDF Professor Jorge Amaury Maia Nunes: entre o projeto e a criação. Quando: 6 e 7 de dezembro de 2021 Horário: das 9h às 12h30 e das 14h às 18h Programação completa: projetoundf.com.br/programacao/.
- Laboratório Cênico para Curta-metragem
“Laboratório Cênico para Curta-metragem” é o novo trabalho de Gustavo Araújo e faz parte do projeto Performer Lab, que une teatro, performance, fotografia e audiovisual. No dia 5 de dezembro, três novos vídeos serão disponibilizados para o público. Nesta etapa, a proposta do ator foi de experimentar cenas que farão parte de um curta-metragem, que tem o título prévio “Ariel”. As cenas foram construídas de forma inteiramente remota, uma vez que o diretor convidado, Gustavo Pace, reside em Nova York. Nos vídeos, crônicas cotidianas do dia a dia. Cenas que revelam os bastidores do universo das artes, como a de uma cantora pressionada pelo produtor musical para atender às exigências da gravadora – mostrando a dura realidade do universo da produção cultural. Em outro episódio, a história de um homem com uma paixão curiosamente platônica que se revela a cada minuto do vídeo. A expectativa é que o curta seja filmado no segundo semestre de 2022 e poderá conter cenas que serão exibidas no próximo dia 5/12. Para o ator, tal iniciativa serve como um termômetro da receptividade do trabalho, fomentando futuras parcerias com outros artistas. Por meio de vídeos curtos, o público poderá conhecer o processo de preparação de um ator, o aquecimento e os improvisos baseados nas circunstâncias dadas pela direção – um passo a passo teórico e prático sobre o ofício do intérprete num produto audiovisual. Nesta fase da ação três vídeos serão disponibilizados ao púbico: A Preparação, Laboratório Cênico 1 e Laboratório Cênico 2. Além disso, o público poderá conferir fotoperformances que complementam o projeto no instagram @performerlab. É nas redes sociais que são revelados os bastidores do processo de construção cênica, além de provocações artísticas por meio de imagens e vídeos. COMO FUNCIONA A PROPOSTA “Performer Lab” é um laboratório de experimentos cênicos e performativos solos, registrados por uma câmera, baseado em uma dramaturgia ou não, sob uma direção de artistas convidados e um roteiro criado de forma colaborativa, em determinado tempo e locação. Dessa interação de elementos, surgem os processos criativos que abrangem narrativas documentais, bem como narrativas ficcionais fruto de diálogos estabelecidos entre linguagens: audiovisual, fotografia, performance e teatro. O embrião do projeto “Performer Lab” surgiu em abril de 2020, período em que o artista pretendia retomar sua jornada artística após um hiato de anos. A intenção era que essa retomada fosse no palco, em um espetáculo. Entretanto, veio a pandemia e os teatros precisaram pausar suas atividades, impossibilitado a ação em modo presencial. Diante desse cenário, o teatro vem se adaptando a essa nova realidade e produzindo conteúdos audiovisuais para internet, tais como espetáculos online, laboratórios de montagem, ensaios remotos, lives, filmes, workshops e outros, experimentando uma fronteira híbrida entre linguagens e gerando um produto de sobrevivência artística nesse contexto. O grande trunfo do projeto é revelar ao público como são construídas as cenas, desde o processo preparatório de bastidores ao produto final em si. SOBRE O DIRETOR GUSTAVO PACE Gustavo Pace obteve o grau de Master of Fine Arts pelo The American Repertory Theatre (A.R.T.) na Universidade de Harvard, tendo recebido nesse período Bolsa Fulbright para Ator. Além disso, Gustavo é o protagonista no filme "High Strung" que será exibido no Lincoln Center em Nova York em 2022. Recentemente gravou para a série "The Blacklist" da Netflix e “The Rio Connection” para Globo/Sony. SERVIÇO Onde assistir: Youtube. No dia 05/12, a partir das 20h, os seguintes vídeos serão disponibilizados: Laboratório Cênico para Curta-metragem – A preparação Laboratório Cênico para Curta-metragem 1 Laboratório Cênico para Curta-metragem 2 Acesso Gratuito Conheça também os perfis de Instagram: @performerlab @ogustavoaraujo
- O que é Incontinência Urinária? Saiba mais sobre os sintomas, causa e como tratar
Muito comum entre as mulheres, a incontinência urinária acaba inibindo pequenos afazeres do dia a dia, talvez por medo de passar por constrangimentos a maioria acaba preferindo ficar em casa e aos poucos vão deixando a vida social de lado, a prática de atividades físicas ou uma simples ida ao shopping, por medo de não achar um banheiro a tempo, ocasionada pela ansiedade que acaba desenvolvendo por receio destes contratempos. Mas, afinal o que é a incontinência urinária? Também conhecida como bexiga hiperativa é a perda do controle da bexiga, em pequenos jatos ou escapes de urina. Ocorre devido a danos nos nervos ao redor da bexiga. Como resultado, a bexiga deixa de comunicar-se efetivamente com o cérebro quando precisa ser esvaziada. Logo, é a variação de pequenos escapes ocasionais quando você tosse, ri ou espirra a uma vontade de urinar que é tão forte, que você não consegue chegar ao banheiro a tempo. Mas saiba que há tratamento e você pode ter uma vida normal e sem estes medos. E ao contrário do que a grande maioria das pessoas pensam em relação à incontinência, pois muita gente acha que ela só afeta os idosos, uma em cada três mulheres com 35 anos ou mais sofre de incontinência. Dr. Will Barros aponta que muitas pessoas não sabem identificar que estão com o problema: "Muitas pessoas nos procuram e não fazem ideia de que já estão iniciando a incontinência urinária. Na consulta, fazemos algumas perguntas e já detectamos que está na fase inicial. Esta fase é muito característica quando se tem uma vontade repentina de urinar e é preciso sair correndo, ou até mesmo ao fazer um exercício, quando é necessário um maior esforço e se tem uma pequena perda urinária. Por isso a indicação de procurar um médico para o diagnóstico o mais rápido possível". Mas quais são os sintomas de incontinência? Os sintomas dependem do tipo de incontinência, e existem cinco tipos principais: Incontinência por estresse: A incontinência por estresse é causada por um enfraquecimento do assoalho pélvico, dos nervos que sustentam a bexiga. Quando o assoalho pélvico está enfraquecido, ele não é mais capaz de conter pequenos escapes de urina quando sofre estresse por atividades como: tossir, espirrar, rir ou levantar objetos pesados. Incontinência de urgência: A incontinência de urgência, também conhecida como bexiga hiperativa, ocorre devido a danos nos nervos ao redor da bexiga. Como resultado, o desejo de urinar é tão forte que você não consegue chegar ao banheiro a tempo, mesmo quando se tem apenas uma pequena quantidade de urina na bexiga. Incontinência por transbordamento: A incontinência por transbordamento ocorre quando a bexiga não consegue se esvaziar completamente. A pressão de uma bexiga excessivamente cheia resulta em um gotejamento ou fluxo constante e involuntário de urina. Incontinência funcional: A incontinência funcional é o resultado de uma deficiência física ou mental que a impede de ir ao banheiro a tempo de esvaziar a bexiga. Incontinência mista: A incontinência mista é qualquer combinação de dois ou mais dos tipos de incontinência mencionados acima. Causas da incontinência urinária Gravidez, parto, prisão de ventre, estresse emocional, excesso de peso, idade (alterações hormonais associadas à menopausa), cirurgias, obstrução (bloqueios em qualquer parte do sistema urinário), distúrbios neurológicos, fumar e infecção do trato urinário. Soluções e tratamentos para incontinência A solução vai depender de como se trata a incontinência e do tipo de incontinência que você apresenta. E o tratamento da incontinência urinária depende da gravidade e da causa. Pode ser necessária uma combinação de tratamentos. A equipe médica pode sugerir os tratamentos menos invasivos em primeiro lugar e passar para outras opções só se as primeiras técnicas falharem. Mais informações sobre o assunto: Laser Escultura – Brasil (laseresculturabrasil.com.br) Clínica Younger - 309/310 Sul – (61) 3244-4545
- Dezembro Laranja: campanha reforça cuidados contra o câncer de pele
A pele é o maior órgão do corpo humano e, por isso, está amplamente exposta às agressões causadas pelo sol. Anualmente, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), em parceria com instituições públicas e privadas, realiza a campanha "Dezembro Laranja", que busca chamar atenção para o câncer de pele, principalmente, no mês em que tem início o verão, estação em que as pessoas tendem a ficar mais tempo expostas aos raios solares. Sabemos que, no Brasil, o lazer ao ar livre e, consequentemente, com exposição solar é bastante comum, o que justifica os altos índices de tumores cutâneos por aqui. Os números relacionados ao câncer de pele no país são alarmantes. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), anualmente, são diagnosticados 185 mil casos novos, correspondendo por 33% de todos os diagnósticos da doença. “A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol ou ao uso de câmaras de bronzeamento. A melhor forma de reduzir o risco de desenvolver a doença é reduzir a exposição solar e fazer uso de protetor solar diariamente. Dessa forma, o sol não vira um vilão, e sim um grande aliado”, explica o médico dermatologista Erasmo Tokarski. O profissional que atua na área da Dermatologia, Estética e Cirúrgica há mais de 30 anos, pontua que o efeito do sol é cumulativo, por isso é de extrema importância respeitar os horários mais favoráveis para se expor. “Antes das 10h e após às 15h, e também usar protetor solar adequadamente, diz o especialista". Tipos de câncer de pele Segundo o dermatologista existem três tipos de cânceres de pele: o carcinoma basocelular, mais frequente e com alto percentual de cura; o carcinoma espinocelular, de incidência média; e o melanoma, o tipo mais grave e mais raro. “Em qualquer um dos casos, a doença é curável se detectada em estágio inicial”, esclarece o especialista. Diagnóstico A doença pode ter o aspecto de uma pinta, uma pequena alergia ou outras alterações que, a princípio, pode parecer algo sem muita importância. Mas é fundamental ter o conhecimento da própria pele e saber em quais áreas existem esses sinais. Apenas o exame clínico ou a biópsia podem diagnosticar o câncer de pele. “Utilizamos um dermatoscópio, que é uma lente de aumento especial com fonte de luz própria para observar a lesão, e, se houver indicação, realizamos a biópsia da pele”, explica o Erasmo Tokarski. Para ele, o importante é estar sempre atento a lesões na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente; pinta preta ou castanha que muda de cor, textura, torna-se irregular nas bordas e cresce; e manchas ou feridas que não cicatrizam, continuam a crescer e causam coceira, crostas, erosões ou sangramentos. Prevenção Além do uso do filtro solar, existem outras formas de proteger a pele contra os raios UVA e UVB do sol. A proteção solar deve ser feita tanto em momentos de lazer quanto de trabalho sob o sol. Para quem realiza as atividades ao ar livre, o uso de equipamentos de proteção individuais (EPI), chapéus de abas largas, óculos escuros, roupas que cubram boa parte do corpo e protetores solares são itens obrigatórios diários para evitar que a exposição prolongada traga problemas de saúde. A hereditariedade também desempenha um papel central no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco aumenta quando há casos registrados em familiares de primeiro grau.
- Aos 82 anos, a artesã e artista visual, Severina Gonçalves, inaugura Exposição Cerrado
A exposição intitulada Cerrado chega à Galeria do Complexo Cultural de Planaltina a partir do dia 09 de dezembro, composta por cerca de 100 peças que levam a assinatura de Severina Gonçalves, artesã e artista visual, potiguar da cidade de Riacho de Santana e radicada em Planaltina desde 1985. Severina Gonçalves do Rego descobriu sua arte aos cinco anos, de forma lúdica, transformando a cera da abelha Jandaíra, semelhante à massa de modelar infantil, em pequenos bichinhos, passarinhos e flores, que transmitem sua admiração pela natureza. Hoje, aos 82 anos, a artista já possui mais de mil peças produzidas, entre esculturas, bordados, costuras e crochês, elaborados por meio de processos criativos únicos, utilizando como matéria-prima determinante o que seria descartado e viraria lixo. Totalmente advindas do descarte, que aliás se torna irreconhecível, suas peças dão vida a toneladas de fios, plásticos, vidros, metais, sacos de batata, cordas de persianas, arames, embalagens e fibras, fazendo nascer de suas mãos flores, leões, pavões, pássaros grandes e pequeninos, que concebem sua arte. “Transformo o que os outros chamam de lixo em esculturas, flores e artesanato, com diferentes formas, desenvolvidas por mim, nunca frequentei uma escola de Belas Artes, meu estilo é próprio: Arte Severina” . Essa é a definição que a artista, que cursou a escola até a 4ª série do ensino fundamental, dá para seu trabalho artesanal, captando da nossa flora e fauna a inspiração para criar esculturas ricas em detalhes, mistura de cores, texturas e significados. A comercialização de seu trabalho, em feiras e ruas, permitiu enfrentar as dificuldades financeiras, contribuindo para a criação de seus 09 filhos, na cidade de Planaltina, região periférica de Brasília. Intitulada Cerrado, a mostra faz deferência ao segundo maior bioma brasileiro em extensão e à mais rica savana do mundo em biodiversidade, tons e formas próprios, que se configuram como fio condutor para a criação da artista. A realização da exposição simboliza uma forma de reconhecimento e valorização de sua trajetória de mais de 70 anos de criação, ultrapassando o conceito de sua produção artística, comumente entendida como artesanato, para o ambiente das galerias de artes. A curadoria da exposição é realizada por Jordny Bor, arquiteto e artista visual, neto de Dona Severina, e Ana Mago, professora, poetisa e filha da artista. Cerrado tem a pretensão de despertar no público um olhar especial para o trabalho da artista plástica, abrindo caminho para a percepção de características singulares e detalhadas e o encantamento pela delicadeza impressa em cada peça. Olhares que se expandem e que trazem à tona a importância da questão ambiental, das diversas perspectivas do reaproveitamento de resíduos descartados, que se transformam e provocam nosso entendimento sobre a arte na sustentabilidade. A coleção apresentada traz trabalhos atuais, produzidos recentemente em meio à pandemia, e peças que marcam o início da carreira, em 1984. Nessa direção, a mostra também revela o processo de produção, permitindo ao público conhecer os pontos de partida de cada objeto, as formas dos materiais brutos e o longo caminho até chegar à peça final. Assim, a produção artística de Severina Gonçalves nos permite ir ainda mais além, evidencia o feminino, a terceira idade e a influência benéfica da arte. Leva-nos a refletir as formas de expressão de uma mulher em harmonia com a natureza, que se traduz em liberdade e leveza de sua criação inventiva, seu universo de memórias desde menina, vivências e resistência. Mesmo com o passar da idade, a fascinante arte de Dona Severina reflete que a ação do tempo simplesmente a fez brilhar mais ainda. A exposição incentiva a reflexão sobre a importância da reciclagem, o cenário preocupante que vivemos no planeta, e é carregada de valor social, ambiental e cultural. Tem propósito. Totalmente gratuita, a iniciativa possui censura livre, com visitas guiadas para escolas e grupos, e monitoria habilitada em libras. O projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do GDF. Trajetória da artista - Severina Gonçalves nasceu em Riacho de Santana, interior do Rio Grande do Norte, é casada com Francisco Batalha, teve 9 filhos, duas mulheres e sete homens, e cinco netos. Sua primeira venda, fruto de seu trabalho, ocorreu ainda criança, aos 10 anos de idade. O acervo registra uma pluralidade de peças que passeiam pelo mundo criativo de Severina, suas interpretações e habilidades. A primeira exposição artística de Severina aconteceu em 2017, no Museu Histórico e Artístico de Planaltina – DF, aos 77 anos. Em janeiro de 2021, integrou o projeto O Brasil não conhece o Brasil, na galeria De Curators com a vitrine intitulada ”Ninhos”, numa parceria com a Galeria Pé Vermelho. No mesmo ano, foi uma das artistas visuais convidadas a integrar a Segunda Cultural do Espaço Cultural T-Bone, com a exposição “Passeio na Savana”, exibida totalmente on-line no canal do espaço. Na lista constam ainda, escolas, universidades, feiras e praças como parte do circuito de exposição de seus trabalhos. Serviço Exposição: “Cerrado” Artista: Severina Gonçalves Curador: Jordny Bor e Ana Mago Período: 09 de dezembro de 2021 a 09 de janeiro de 2022 Horário: Das 09h às 18h – de segunda a sexta-feira Local: Galeria do Complexo Cultural de Planaltina, Avenida Uberdan Cardoso, St. Administrativo Lote 02 - Planaltina, Brasília - DF, (61) 3389-2441 Agendamento para visitas monitoradas: Tel. (61) 98594-1805 Ingresso: Grátis Número de obras: 100 Técnicas: esculturas Dimensões: variadas
- Ecam encerra mais uma etapa dos programas Novas Tecnologias e Compartilhando Mundos
No próximo dia 2, acontecerá o evento online de encerramento de mais uma etapa dos programas Novas Tecnologias e Compartilhando Mundos. As iniciativas somam quase 15 anos de trabalho ao lado de comunidades tradicionais da Amazônia Legal, com a realização de levantamentos e análise de dados socioeconômicos para apoiar as comunidades na busca pela autonomia e desenvolvimento sustentável. As ações são fruto da parceria entre as organizações Ecam, USAID, CONAQ, Google Earth Solidário, Imaflora e Natura. Tudo começou em 2007, quando o povo Paiter Suruí entrou em contato com a Google Earth Solidário para a construção de um mapeamento cultural de sua região, com o uso da ferramenta Google Earth - o objetivo era manter a floresta em pé e preservar a história e cultura do povo Suruí. A experiência deu tão certo que o projeto, que passou a ser chamado de Novas Tecnologias, foi ampliado para outras comunidades da Amazônia e inseridas novas ferramentas para apoiar nas coletas de dados e trazer visibilidade às comunidades, como a ODK e YouTube. “Além da experiência com o povo Suruí, tivemos cerca de 230 jovens quilombolas capacitados nas ferramentas, que por sua vez replicaram o conhecimento e chegaram a mais de 800 pessoas aplicando o Google Earth, ODK e Youtube em seus territórios. Esse é realmente um resultado incrível!”, ressalta Meline Machado, coordenadora de projetos na Ecam. Com o grande sucesso das atividades, o programa Novas Tecnologias partiu para a sua segunda fase de atuação, chamada de Compartilhando Mundos. Nessa etapa, as ações foram voltadas a auxiliar as comunidades nas análises dos dados e no uso estratégico das informações, para apoiar nas reivindicações das demandas identificadas pelas populações, nas áreas da saúde, infraestrutura, segurança alimentar, entre outras. Um dos objetivos dos programas também sempre foi levar um formato adaptável às diferentes realidades das populações amazônicas, gerando resultados como o estudo “Quilombos e Quilombolas na Amazônia: Os desafios para o (re)conhecimento”, pesquisa realizada por mais de 100 comunidades quilombolas, de 6 estados da Amazônia Legal, que apresenta a realidade das populações e seus principais desafios. "Os programas oportunizaram que nós quilombolas produzíssemos os dados, as análises e o estudo sobre a nossa realidade, e não apenas fôssemos objetos de estudos. Outro fator muito importante foi o registro de dados relacionados à população quilombola na Amazônia, como o nosso comprometimento com a preservação do bioma e a ausência de políticas para a demarcação dos territórios. O estudo é o dado mais recente sobre a população quilombola na Amazônia Legal e chega para fortalecer ainda mais a nossa luta e a incidência política da CONAQ, tanto junto aos territórios, como aos parceiros”, destaca Maryellen Crisóstomo, quilombola e assessora de comunicação na CONAQ. Segundo a coordenadora dos Programas, Meline Machado, o mapeamento das políticas públicas e dos desafios nos acessos a essas políticas foi fundamental para apoiar as comunidades em suas ações. “É preciso fortalecer as comunidades e o movimento quilombola para seguir na reivindicação de políticas públicas adequadas à realidade das comunidades, e acredito que os programas tiveram impacto importante nessas reivindicações e fortalecimento dessas populações. Os programas também oportunizaram, junto aos parceiros, o fortalecimento das ações produtivas nos territórios quilombolas, indígenas e de pequenos produtores”, complementa Machado. Ao todo, os programas Novas Tecnologias e Povos Tradicionais e Compartilhando Mundos envolveram mais de 140 comunidades quilombolas e mais de 70 aldeias indígenas em suas ações, abrangendo 09 estados da Amazônia e uma área de cerca de 9 milhões de hectares. E agora, para marcar o sucesso, o evento de encerramento, de mais essa etapa, vem para apresentar os resultados alcançados e compartilhar as experiências aprendidas, trazendo instituições como Ecam, Google, Natura, CONAQ, ARQMO, Malungu, CONAQ-AP, COEQTO, Equipe Guajarina, APIM, CGPH, USAID e Imaflora. O encontro será realizado no próximo dia 2, às 15h00, com transmissão ao vivo pelo Youtube da Ecam: https://youtu.be/sovrFY8rZWQ
- Durante a pandemia, jovem da Capital Federal transforma paixão em profissão
A pandemia da Covid-19 se tornou um terreno fértil para que muitos projetos saíssem do papel e se transformassem em realidade. O jovem empresário de apenas 18 anos, Lucas Costa é exemplo real disso. Com uma sensibilidade e talento nato, Lucas ousou e resolveu deixar o desejo de cursar Arquitetura para apostar no mundo sensível e apaixonante das maquiagens. O rapaz se tornou maquiador profissional com certificação. “A minha apresentação ao mundo da maquiagem iniciou-se já muito cedo. Por volta de 7 anos, comecei a desenhar alguns "croquis" femininos como forma de expor meu lado artístico e já meu interesse pelo universo denominado, socialmente como "feminino". Baseado nisso, eu acessava sites de jogos que me proporcionaram a liberdade de fazer maquiagens e criar roupas”, relembra. Com apoio integral de sua mãe, o maquiador começou a fazer suas makes de forma autoral, mas logo se profissionalizou ao investir em cursos na área. Com isso, a procura foi acontecendo até o ponto de Lucas ministrar cursos de automaquiagem para mulheres que tinham interesse em aprender a cuidar da aparência do rosto. A aposta deu certo e o objetivo é expandir para quem tem o desejo de aprender e também para quem busca uma qualificação profissional. “Atualmente, meus projetos e metas são baseados no meu conhecimento e como posso passá-los ao máximo de pessoas possíveis. Ministro meu curso presencial de automake, onde ensino de técnicas de olhos básicas às técnicas mais avançada, tais como cuidados na maquiagem, rotina pré-maquiagem e preparação de pele”, explica. O maquiador que começou o projeto em um pequeno atelier, situado em sua casa no Guará, promete expandir esse conhecimento. Ele deseja levar seu conhecimento para áreas mais vulneráveis de Brasília a fim de incentivar os jovens da cidade a terem uma profissão e fonte de renda. Atualmente, o curso é realizado em uma tarde, pelo valor de R$200,00 reais com a emissão de um certificado ao ser concluído. Futuramente, o profissional pretendo investir em cursos on-line para melhor acesso de qualquer lugar e, posteriormente, abrir sua própria marca e lançar seus produtos. Serviço: Da arquitetura para o mundo feminino da maquiagem: durante a pandemia, jovem da Capital Federal transforma paixão em profissão e promete qualificar pessoas vulneráveis do DF
- 11º Novas Frequências inaugura galeria virtual com 20 obras na quarta-feira
O festival internacional de arte sonora, música experimental e de vanguarda Novas Frequências abre uma exposição virtual com 20 obras, com inauguração em 1º de dezembro, e ocupa diferentes pontos do Rio de Janeiro com atividades presenciais, de 29 de novembro a 5 de dezembro. Esses são os dois últimos desdobramentos de sua 11ª edição, que teve um ano intenso: lançou em março o livro Estudando o som (Numa Editora) e o média-metragem À Margem; fez a curadoria, entre setembro e novembro, das apresentações de música experimental da 34ª Bienal de São Paulo; realizou um inédito projeto de formação em outubro – com encontros livres e residências artísticas –, e inaugurou, no início de novembro, uma instalação sonora do MIHNA no Oi Futuro, que fica em cartaz até 16 de janeiro de 2022. O festival tem patrocínio da Oi, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, Lei Estadual de Incentivo à Cultura, com apoio cultural do Oi Futuro. Continuando os experimentos promovidos digitalmente em 2020, quando comemorou seus 10 anos de atividade em meio a cruzamentos entre a música e outras linguagens artísticas, o NF inaugura no dia 1º de dezembro uma galeria virtual com 20 obras inspiradas no tema do festival este ano: “Pra onde agora”? Com direção de arte e programação 3D imersiva realizada por Felipe Nunes, a exposição conta com trabalhos de Aun Helden & QEEI; APT.LAB; biarritzzz & Glor1a; Chama (Ana Lira convida Aishá Lourenço e Elton Panamby); Coletivo Turmalina; Deafbrick, Duma, Simon Grab, Genesys; Felipe Vaz; Inés Terra; Marabu, Levi Keniata, Beré Magalhães; Marcioz; Marcus Maeder; Novíssimo Edgar; Nicole L'Huillier; Pedro Oliveira; Rafael Meliga; Romy Pocztaruk & Caio Amon; Sara Não Tem Nome; Sol Rezza & Analucía Roeder; e Wellington Gadelha. A mostra pode ser acessada, a partir de 1/12,pelo site do festival, www.novasfrequencias.com. Segundo Chico Dub, “Pra onde agora?”, a pergunta título do #NF2021 que funciona como gatilho norteador da programação, “é uma das questões mais emblemáticas do tempo presente. A sensação que dá é que a humanidade se encontra totalmente perdida em uma espécie de beco sem saída, labirinto ou encruzilhada. Estamos vivendo, dentre muitas outras coisas, retrocessos político-sociais, uma devastação que parece não ter fim do meio ambiente, crises de pânico e ansiedade se tornando cada vez mais corriqueiras, relações de trabalho cada vez mais nocivas e até mesmo a volta da fome no Brasil.” A pergunta também possui um caráter reflexivo sobre o próprio futuro do festival. Chico Dub afirma que “Os 10 anos completados no ano passado se constituem como um marco e tanto. Lançamos livro, filme, fizemos uma parceria com a Fundação Bienal e o Teatro Cultura Artística que desembocou em uma série de performances na 34ª Bienal de São Paulo, dentre outros. Para um festival que busca se transformar a cada ano, precisamos encontrar outros caminhos para continuarmos relevantes, nos desafiando a todo o momento. Quando lançamos essa pergunta-provocação aos artistas da programação, é como se estivéssemos pedindo ajuda para que eles nos guiem em direção a futuros possíveis”. Futuros esses que, como vem tentando nos ensinar Ailton Krenak, precisam urgentemente ser adiados. Ou reconstruímos nossa forma de habitar o mundo e nos relacionar com a natureza, ou seremos liquidados. É a partir da compreensão desse recado e reconhecendo a potência natural que forma o território brasileiro que o Festival Novas Frequências apresenta a sua primeira instalação a ocupar uma galeria no Centro Cultural Oi Futuro. Trata-se do Museu de História Natural da Amazônia, MIHNA, que desloca o regime da visualidade do cubo branco para os ouvidos com inúmeras gravações de sons e histórias da região que abriga o bioma. Mote, também, da obra de Marcus Maeder, Vozes da Floresta, que capta fragmentos sonoros da Amazônia Central, aos quais se somam depoimentos, manifestos, música e discursos em sua apresentação via transmissão por uma rádio web, o que acaba por formar uma polifonia complexa. Se é da terra que vem nossa existência e subsistência, é da terra que a chilena Nicolle L’Huiller propõe colher novas sonoridades em sua obra Semilla Natural ao desenvolver sementes que são uma pequena cápsula contendo um alto-falante e um mp3 player, que deve ser enterrado no solo em um ritual. A semente de L’Huiller é um amuleto, peça simbólica, que busca criar conexões entre os corpos e a terra, ativando a sensibilidade como forma de resistência. Já AFÃ é o trabalho que nasce a partir da expansão do projeto YADÚ, de Iggor Cavaleira e Nelson D, ao estabelecerem parceria com Vitória Cribb. AFÃ afirma que é preciso enxergar o que ouvimos e, se constituindo numa realidade virtual, propõe uma pausa na busca ansiosa de prever o futuro através de um mergulho imersivo dentro de si. A proposta do YÃDÚ é a conexão com a ancestralidade através da música e da relação com a identidade. O coletivo OPAVIVARÁ! convida o público a tocar uma espécie de árvore percussiva que possui panelas no lugar de galhos – daí o nome da obra, FLORA TREME -, unindo a representação da forma da natureza e sua integração à cultura. No lado oposto da criação que se pauta no território inexplorado, exaltando a descoberta e a preservação, convocamos artistas que buscam, em seus processos, elaborar uma denúncia a respeito dos excessos que têm destruído nosso meio ambiente e que nos trouxe a esse momento de crise política e social do capitalismo tardio. Plástico, petróleo, emissão de gás carbônico, desmatamento. As discordâncias no movimento dos materiais é ponto de partida para a vídeo-performance do duo APT.LAB, formado por Thiago Salas e Talita Florêncio. Sem Título (motor), de Gabriela Mureb, é uma instalação que nos leva ao paroxismo do excesso. O mesmo panorama aparece desenhado na poética-musical do vídeo-álbum Blue Echos, de Romy Pocztaruk e Caio Amon. A dimensão onírica é retratada em diferentes perspectivas. De um lado, pelo etéreo, como já sugere Éter, título da instalação sonora de Anna Costa & Silva, que mergulha no universo escuro do pré-sono no qual surgem histórias de vida, traumas e reflexões sobre o amor, o medo, o tempo e a memória. O multiartista Wellington Gadelha propõe o Manifesto do Sonho, um filme-animação no qual diz que “a denúncia do assombro é o anúncio do sonho!”, mergulhando pelas entranhas da vida cotidiana de seu estado, o Ceará. Por outro lado, há uma visão sobre o subconsciente como uma espécie de prisão. Da super junção entre a banda Deafbrick (Deafkids + Petbrick, de Iggor Cavalera e Wayne Adams), a dupla queniana Duma, o produtor suíço Simon Grab e a produtora de conteúdo brasileira Genesys, nasce o vídeo game noventista Roam, em que propõem o perambular pelo labirinto das representações de situações não compreendidas. Sara Não Tem Nome também busca uma saída ao labirinto dos pensamentos para que eles não determinem seu caminho, desprendendo-se de seu corpo para ocupar outros lugares em Exodus. A distorção da percepção assume papel intenso na experiência proposta pela artista sonora e compositora argentina Sol Rezza e pela artista visual peruana Analucía Roeder em Filaments of a Circle, em que criam situações que buscam se aproximar da síndrome na qual Lewis Carrol se baseou para descrever as experiências de sua personagem em Alice no País das Maravilhas. É tempo de conexão. E o futuro do “Pra onde agora?” não prescinde do passado, como o anjo da história de Benjamin, que tem o corpo apontado para frente e a cabeça voltada para trás. Por outra perspectiva, o passado depende do futuro, como no itã de Exu, que abre caminho para o acontecimento: quando joga a pedra hoje que mata o pássaro no dia anterior, Exu reinventa o passado. É o orixá que ensina que as coisas podem ser reinauguradas a qualquer momento. E é saudando aquele que habita as encruzilhadas que o MC paulistano Marabu se une ao produtor Levi Keniata e ao artista visual Beré Magalhães numa vídeo-performance que aborda o universo dos bailes da zona sul de São Paulo. De forma mais poética, o rapper Novíssimo Edgar problematiza apropriações culturais capitalistas através de uma luta entre um samurai e um tengu, criatura fantástica do folclore japonês cujas lendas possuem traços tanto da religião budista quanto xintoísta. Tanto Marabu, quanto Edgar estarão dentro de um mesmo espaço virtual pensado pelo ogã e artista visual Felipe Nunes a partir das significações da encruzilhada. Já na imersão proposta pelo Festival pela Ilha de Paquetá, a artista Valéria Martins apresenta a feitura de um ebó em sua instalação Naturaleza Abismada, nos convidando a olhar o âmbito do sagrado e engrandecendo sua descendência africana através do processo de criação artístico. A morte é uma imagem que pode ser trabalhada com diferentes simbologias, para além do seu significado literal ou junto a ele. A performer Aun Helden, por exemplo, mata o corpo branco, cis, normativo e cria sua própria experiência através de próteses plásticas em que gênero e sexualidade são desconstruídos para dar lugar ao novo corpo fluido e autônomo, criando um funeral com música da argentina residente em Berlim QUEEI feita exclusivamente para a performance. Assim como a dupla biarritzzz e Glor1a, que juntam suas perspectivas sobre a interação entre corpos não hegemônicos e alienígenas numa criação transmídia de sons exploratórios, vídeo game, futurismo, memes, política, videoarte e cultura pop. O contraponto à morte é a transformação da vida pela intuição, como propõe a união de Ana Lira com o coletivo Chama, permeando deslocamentos internos invocando a imagem da fáscia para se movimentar pelo mundo. Resistir à morte que nos rodeou de tão perto nesse último ano se tornou um imperativo. Unirmo-nos, ainda que na distância, foi essencial, e continua sendo: por isso o artista sonoro Felipe Vaz propõe uma obra colaborativa, que se tornará coletiva. Através de um processo seletivo em que os interessados enviaram vídeos apresentando seu interesse em participar, Vaz selecionou 16 desses artistas para realizarem a performance de sua partitura e que entrarão em sua edição final da peça. Longe do diálogo integrativo com a natureza, há também a perspectiva de se compreender as diferentes territorialidades das cidades: quem ocupa qual espaço e quais as sonoridades e escutas que dali emergem. Seguindo a tradição de trazer nomes de destaque da cena eletrônica e da música de pista, o #NF2021selecionou DJs, produtores e live acts de destaque das periferias do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Três artistas da baixada fluminense apresentam o som urbano das periferias que vem ganhando público pelo território nacional e internacional: o grime, estilo inglês que mistura as batidas e o flow do hip hop à música eletrônica, que ganhou, no Rio de Janeiro, elementos do funk. ANTCONSTANTINO é um dos fundadores do Brasil Grime Show, canal com mais de 100 mil inscritos no YouTube. Tanto ele, quanto Jacquelone compõem uma cena DJ’s que circulam pelas mesmas pistas e ondas virtuais, e Larinhx, alcunha de Lara Dantas. Já da zona norte do Rio, soma-se à programação um dos principais destaques do Brasil Grime Show, reconhecido na cena brasileira e na internacional, SD9. De Porto Alegre, o coletivo Turmalina, formado por DJ’s, designers e videomakers, entende a música como uma ferramenta de revolução para compreender e afirmar as culturas de raízes africanas pelo espaço da cidade, promovendo festas e intervenções multimídias, remapeando as formas de ocupação urbana. Mesmo buscando novos caminhos e propostas, o NF valoriza, a cada ano, artistas cujas pesquisas estão voltadas à expansão sonora que dá nome ao festival. A música experimental ou de exploração - termos que vêm sendo debatidos, não sem tensões ou disputas - apresenta-se cada vez mais fértil, seja via a improvisação livre com instrumentos, tradicionais ou não, e com a voz, orgânica ou não. O Conde Favela Sexteto, jazz criado no ABC paulista, há 10 anos vem trabalhando seu estilo e apresenta as sonoridades de seu primeiro disco, lançado durante a pandemia, “Música para tempos de guerra”. E uma reunião entre os musicistas e Joana Queiroz, Bruno Qual, Maria Beraldo e Sergio Krakowski para duas sessões de improviso - uma delas em local e hora surpresa. Já Inés Terra, artista argentina radicada em São Paulo, apresenta um poema audiovisual que possui como centro seu trabalho vocal e a liquidez dos tempos. As diferentes pesquisas artísticas que compõem o festival neste ano pensam sobre passado, presente e futuro por diferentes perspectivas, mas trazem em comum a determinação em manter viva não só a arte e a cultura, mas o direito ao pensamento, à reflexão, ao sonho e a construção do agora e suas sucessões. DESMONTE (Zona do Não-Ser), de Pedro Oliveira, radicado em Berlim, é uma peça vocal com participação da vocalista e baixista da banda de death metal Crypta Fernanda Lira, que empresta sua voz para este trabalho, que tenta reconstruir de maneira rudimentar as técnicas de transformação espectral utilizadas pelo software que questiona a violência das fronteiras e a persistência do colonialismo, a limitação dos softwares e a precariedade humana. O uso das gravações de campo - ou field recordings - como prática artística, assunto abordado no Ciclo de Saberes pelos professores Alexandre Fenerich e Paulo Dantas, é a base para o trabalho Entremarés da compositora argentina radicada no Brasil Verónica Daniela Cerrotta, peça com elementos musicais misturados a sons submarinos e de superfícies vibrantes para ser ouvida dentro do mar, na ocupação que o NF promove em Paquetá nesta edição. Na Galeria Virtual, um mergulho pela paisagem 22°20'20.1"S 42°48'03.7"W da vídeo-arte de Rafael Meliga nos leva a contemplar a natureza e seu conjunto de elementos móveis, luz, água, formação mineral e vegetação. A volta das tão sonhadas atividades presenciais se faz presente em alguns formatos inéditos. No Alalaô Kiosk, um quiosque em frente à Praia do Arpoador com foco em arte e sustentabilidade, o artista Mbé (Luan Correia) irá realizar entre os dias 29/11 e 02/12 a instalação Poesia de Criolo, que é uma espécie de cinema sonoro que carrega discursos históricos sobre a negritude e amplifica tensões sociais no lugar mais (será?) democrático da praia carioca. Na sexta-feira, 03/12, na Biblioteca Parque Estadual, no centro da cidade, o festival promove três performances que preveem a construção de um diálogo entre as artistas que se apresentarão, o espaço e o público, partindo do mote da curadoria sobre os caminhos a serem tomados no futuro imediato, unindo a música à educação e à literatura. Taticocteau apresentará uma sonificação que envolve áudio e criação de imagem por diferentes processos, como desenho e foto, endereçada a seus alunos participantes de um workshop. Deize Tigrona revê sua trajetória no funk carioca após uma pausa na carreira, comemorando os 21 anos desde seu lançamento com a clássica “Injeção”, que despertou uma discussão sobre a produção cultural da periferia, bem como sobre o machismo nas relações afetivas e a precariedade do ensino sobre sexo entre jovens e adultos. Já Leandra Lambert abordará duas escritoras importantes, Ana Cristina César e Hilda Hilst, se apresentando como Lea Luxfera, invocando uma não conformidade com que está dado, feminismo e neurodivergência. No dia seguinte, 04/12, em Paquetá, o Novas Frequências convida o público a pensar “Pra onde agora?” rodeado de mar por todos os lados. A programação conta com um total de 14 atrações, como Opavivará, Gabriela Mureb, ANTCONSTANTINO, Vitória Cribb, Maria Beraldo, Nelson D e Iggor Cavalera, via performances, instalações e shows distribuídos por distintos espaços da ilha, convidando o público a um dia inteiro de imersão. Para finalizar o festival, no domingo dia 05/12, o Novas Frequências promove o primeiro encontro de sistemas sonoros ambulantes do Rio de Janeiro, reunindo os coletivos Bananobike, Circular Som Sistema e Mico Leão para um cortejo público e coletivo no Aterro do Flamengo. O encerramento do evento se dá com um show do artista Africanoise amplificado pelos sistemas das próprias bicicletas na antiga “pista de danças e performances” do Aterro, atual Arena Socioambiental, projetada pelo arquiteto Affonso Eduardo Reidy, um dos grandes nomes do urbanismo moderno. O Novas Frequências é um festival internacional que promove experiências ao redor da música experimental, da música de vanguarda e da arte sonora e seu formato é descentralizado - não se prende ao teatro, ao palco ou a qualquer tipo de configuração tradicional de apresentação que separa artista e público, se espalhando pela cidade. O Festival realiza anualmente shows, performances, instalações, caminhadas sonoras, festas, atividades formativas e ocupa casas de show de diversos tamanhos e propostas, salas de concerto, instituições de arte e espaços públicos como praças, jardins, museus e escolas.
- Confira a programação desta semana no Cine Drive-In (02 a 08/12)
PROGRAMAÇÃO PARA A SEMANA DE 02 a 08/12/2021. “ENCANTO” DUBLADO Direção: Byron Howard, Jared Bush, Charise Castro Smith ELENCO: Filipe Bragança, Stephanie Beatriz, John Leguizamo ANIMAÇÃO/AVENTURA – Classificação – LIVRE DIARIAMENTE 18h40 “GHOSTBUSTERS – MAIS ALÉM” DUBLADO Direção: Jason Reitman ELENCO: Carrie Coon, Finn Wolfhard, Mckenna Grace AVENTURA/AÇÃO/COMÉDIA – Classificação – 12 anos DIARIAMENTE 20h30 “RESIDENT EVIL:BEM VINDO A RACCON CITY” LEGENDADO Direção: Johannes Roberts ELENCO: Kaya Scodelario; Hannah John-Kamen; Robbie Amell; Tom Hopper AÇÃO/HORROR – Classificação – 16 anos DIARIAMENTE 22h30 INGRESSOS: DIARIAMENTE R$ 30,00 a inteira e R$15,00 a meia. Portadores de necessidades especiais, professores, estudantes, idosos (acima de 60 anos) e crianças até 10 anos pagam meia. Promoção: Aniversariante não paga!! cinedrivein@cinedrivein.com Dúvidas sobre a programação: 99986-8366 Marta
- Circuito Sustentável movimenta a Economia Criativa de Brasília com ações online e presencial
A Economia Criativa do Conic se reinventa e cria oportunidades online para o Natal em diálogo direto com o coração de Brasília. O Setor de Diversões Sul respira a resistência cultural há décadas, com a cultura brasiliense como força motriz de batidas aceleradas. O centro que mantém a tradição de seu propósito original mira também no futuro, talvez um dos segredos de sua longevidade. Este é o mote da economia criativa, que agora ganha edição híbrida, da seguinte maneira: 1 - Ação presencial com o "Circuito Sustentável" no dia 11 de dezembro (sábado) de 12 às 17 horas no Subsolo do Conic (Ao lado da Casa do Chocolate); 2 - Ação online no @sub_bsb www.instagram.com/sub_bsb/ onde o cliente escolhe o produto desejado e seguida envia uma DM (mensagem direta) para a página do Instagram, que vai combinar a entrega; "O comércio singular da cultura local é repleto de lojas, brechós e encontros. As feiras de vinil, os eventos de skate e os encontros de brechó antes da pandemia eram eventos frequentes que embalavam as manhãs e tardes de sábado, formando um grande ponto de encontro de trabalhadores da economia criativa e de consumidores do local". Conta Kaká Guimarães, que atua na área há 6 anos. "Com a pandemia, os últimos 15 meses foram amargos para quem dependia desta cadeia produtiva para tirar seu sustento. Mas parece que agora, depois de uma ampla vacinação e a queda dos números de infectados, o comércio começa a vicejar." Completa o produtor. E foi pensando nisso que lojas, brechós e feiras do local, buscam novas formas de impulsionar suas vendas para o mês de dezembro e o Natal. Foi o mote para que a página do @sub_bsb, antes voltada a divulgação de festas e eventos no local, agora lança o foco para a venda online de produtos oferecidos por esta rede de parceiros. A partir do dia 11 de dezembro, será possível os consumidores retirarem no Conic, os produtos comprados via internet na página do @sub_bsb Estão confirmadas as presenças de Aleatórias, Brechó Anatê, Brechó do BINE, Brechó Touche, Fábrica de Brechó, Loja BEE, Sem Ciranda, Ao Desapego, Funhouse Discos (loja de vinil), Take Over (loja de skate), Filial do Rock (loja de discos), Mercadinho do Natinho (loja de camisetas) e Cultura Verde (tabacaria), Lixo Mania e Brechó do Óculos. O projeto já reuniu inúmeras feiras na Praça do Conic e se afirma como um aplicado diagnóstico da produção independente nos quatro cantos do Distrito Federal. A ação também trouxe peças para a Sala Conchita de Moraes, que culminou na realização de Monólogos on line, exposições e semanas de capacitação e ações de grafitagem, que agora nessa retomada, ganha ressignificação depois de um longo hiato. Serviços: Presencial: Circuito Sustentável Data: 11 de dezembro (sábado) de 12 às 17 horas Local: Subsolo do Conic - Ao lado da Casa do Chocolate (SDS - Setor de Diversões Sul) Entrada franca Classificação: Livre Informações: Instagram sub_bsb Online: No Instagram @sub_bsb www.instagram.com/sub_bsb/ Cliente escolhe o produto desejado Envia uma DM (mensagem direta) para combinar a entrega.













