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  • Raphael Reis é vice-campeão do TCR Brasil após sofrer falha mecânica no Velocitta

    Neste domingo, Raphael Reis sagrou-se vice-campeão do TCR Brasil. Por conta de uma falha mecânica, o piloto não conseguiu se manter na disputa pelo título. Reis chegou à etapa final como líder do campeonato e manteve a liderança após a corrida de ontem, finalizando na quarta posição.Largando em 9º por conta do regulamento de grid invertido, Reis não conseguiu avançar nos primeiros minutos e percebeu o problema na junta homocinética. Após passar reto numa curva ao tentar ultrapassar um adversário, o piloto foi aos boxes e decretou o fim da disputa. Durante esta temporada do Campeonato Brasileiro, Raphael Reis venceu o TCR Super Challenge em Interlagos, fazendo dupla com Felipe Fraga. Além disso, o piloto conquistou mais quatro pódios em Curvelo (MG), Cascavel (PR) e Cuiabá (MT). O piloto da W2 Pro GP apoiado pelo Banco BRB ainda tem compromissos nessa temporada. Em dupla com Celso Neto, Raphael Reis disputa o IMSA Michelin Pilot Challenge, que ainda terá etapas em diversos circuitos da América do Norte. Seu próximo compromisso será nesta competição, no mês de agosto.O que ele disse: “É uma pena. Chegamos aqui na liderança do campeonato e fomos líderes até a última prova. Infelizmente uma falha na junta homocinética nos atrapalhou durante toda a corrida. Tentei seguir e me esforcei ao máximo para continuar, mas tive que abandonar a disputa. Bola para frente, vamos focar nas etapas do IMSA e buscar os melhores resultados possíveis por lá”.

  • A Última Carta: Neto Moura encerra o projeto "Todas as Cartas Que Escrevi Para Você" com lançamento do filme no YouTube

    Depois de emocionar o público com um álbum conceitual, uma turnê e uma série de produções audiovisuais, o cantor, compositor e diretor Neto Moura apresenta o capítulo final de um dos projetos mais importantes de sua trajetória artística. O curta-metragem "Todas as Cartas Que Escrevi Para Você – O Filme" estará disponível gratuitamente em seu canal oficial no YouTube, a partir do dia 31 de julho, 19:30h, marcando o encerramento definitivo da era "Todas as Cartas Que Escrevi Para Você". Antes de chegar ao público online, o filme foi apresentado em uma première exclusiva para fãs, convidados e admiradores, realizada na tradicional Sala de Cinema Walter da Silveira, em Salvador (BA). A sessão especial reuniu pessoas que acompanharam a construção do projeto desde o lançamento do álbum e celebrou, em primeira mão, a conclusão da obra audiovisual. Lançado originalmente como um álbum de nove faixas autorais, o projeto conquistou o público ao unir elementos do pop alternativo, R&B, rap melódico e MPB contemporânea em uma narrativa sobre amor, vulnerabilidade e amadurecimento emocional. Entre os destaques do disco estão "Talvez", com participação de Maicon Bernardino, e "Mais Bonita", que conta com o violoncelo de Luis Filipe Nobre, integrante do NEOJIBA. Agora, a história ganha seu desfecho no cinema. Escrito, dirigido e idealizado por Neto Moura, em parceria com a Sollar Produções Artísticas, o curta reúne as canções do álbum em uma única narrativa audiovisual, transformando música, poesia e performance em uma experiência sensível sobre os sentimentos que permanecem guardados. Um filme sobre cartas que nunca chegaram ao destino Existe um amor que nunca chega a ser vivido. Um amor que nasce no silêncio, cresce nas entrelinhas e permanece guardado nas palavras que nunca foram ditas. "Todas as Cartas Que Escrevi Para Você – O Filme" acompanha um protagonista dividido entre o desejo de ser amado e o medo de revelar aquilo que sente. Incapaz de transformar seus sentimentos em diálogo, ele escreve cartas que jamais são enviadas. Cada uma delas representa uma etapa do amor platônico: o encantamento, a esperança, a dúvida, a frustração, o cansaço e, finalmente, a libertação. Misturando realidade, sonho e metáforas visuais, o filme percorre diferentes paisagens emocionais: quartos que aprisionam memórias, ruas que nunca levam ao encontro esperado e o mar como símbolo de despedida, transformação e recomeço. Mais do que uma história de amor, o curta é uma reflexão sobre tudo aquilo que permanece dentro de nós. É uma homenagem às pessoas que já sentiram demais, falaram de menos e descobriram que algumas cartas não precisam ser entregues para cumprirem seu verdadeiro propósito: libertar quem as escreveu. O encerramento de uma travessia artística Ao longo dos últimos meses, "Todas as Cartas Que Escrevi Para Você" ultrapassou os limites de um álbum musical. O projeto ganhou videoclipes, visualizers, apresentações ao vivo e percorreu diferentes cidades por meio de uma turnê que aproximou o público da narrativa construída por Neto Moura. A exibição especial na Sala Walter da Silveira simbolizou a celebração desse percurso ao lado das pessoas que acompanharam de perto cada lançamento. Agora, com o filme disponível no YouTube, o artista compartilha essa experiência com o público de todo o Brasil, encerrando oficialmente um ciclo criativo que uniu música, cinema, poesia e performance. Natural de Simões Filho (BA), Neto Moura desenvolve uma produção autoral que transita entre música, cinema, performance e literatura. Reconhecido pela criação de projetos conceituais, o artista vem consolidando uma trajetória marcada pelo diálogo entre diferentes linguagens e pela construção de narrativas profundamente humanas. Fala do artista "Esse projeto nasceu de sentimentos que, por muito tempo, eu não consegui colocar em palavras. Primeiro eles viraram cartas, depois músicas e, por fim, imagens. 'Todas as Cartas Que Escrevi Para Você' nunca foi apenas um álbum; sempre foi uma história que precisava ser contada em diferentes linguagens. A estreia na Sala Walter da Silveira foi um momento muito especial porque pude compartilhar esse filme pela primeira vez com pessoas que caminharam comigo durante toda essa trajetória. Agora, ao disponibilizá-lo no YouTube, sinto que essa última carta finalmente encontra todos aqueles que também já viveram um amor não correspondido, uma despedida ou um recomeço. Espero que cada pessoa encontre um pouco de si nessa história e perceba que, às vezes, seguir em frente também é uma forma de amar." — Neto Moura Todas as Cartas Que Escrevi Para Você – O Filme Disponível em: Canal oficial de Neto Moura no YouTube. Assista aqui: https://youtu.be/wu2G962D4-Y?si=2MPsqpAZiMd93ZIE Direção e roteiro: Neto Moura e Sollar Produções Artísticas. Gênero: Drama musical / Curta-metragem. Baseado no álbum: Todas as Cartas Que Escrevi Para Você.

  • Busca e apreensão de veículo financiado: Como funciona e o que fazer?

    A busca e apreensão de um veículo financiado pode acontecer quando o consumidor não paga as parcelas previstas em contrato. Nessa situação, a instituição credora pode solicitar a retomada do bem dado como garantia na operação. Porém, o que você precisa saber é que, na maioria dos casos, é possível negociar a dívida antes da apreensão do veículo. O tema é especialmente relevante no cenário brasileiro atualmente. No país, o financiamento é uma das principais formas de compra de veículos, de acordo com dados divulgados em janeiro de 2026 pela B3. Em 2025, um total de 7,2 milhões de unidades foram financiadas, sendo 4,6 milhões de veículos usados e 2,6 milhões de novos. Contudo, a porcentagem de famílias endividadas no Brasil é outro fato que merece atenção, alcançando a marca de 80,4% em março deste ano. Esse é o maior patamar desde 2010, quando a série histórica passou a ser registrada, como apontou a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC) e divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Em geral, nos contratos de financiamento com alienação fiduciária, em que um bem é apresentado como garantia de pagamento, o veículo permanece vinculado ao credor até a quitação integral da dívida. Ou seja, embora o consumidor use o carro ou a moto para circular normalmente, na prática, o bem ainda não é totalmente seu até a quitação. "A alienação fiduciária é um mecanismo que oferece segurança para a concessão do crédito. Quando ocorre inadimplência, a legislação prevê procedimentos para que o credor possa recuperar o bem objeto da garantia", explica Claudia Andrade, Diretora de Cobrança da Recovery. Com quantas parcelas em atraso o veículo pode ser apreendido? Não existe um número mínimo de parcelas definido em lei para que o processo seja iniciado. O que determina a possibilidade de cobrança é a inadimplência contratual. Por isso, é importante que o consumidor leia o contrato e acompanhe qualquer comunicação enviada pela instituição credora. "A recomendação é que o consumidor trate da situação de inadimplência logo nos primeiros sinais de dificuldade financeira, pois isso amplia as possibilidades de negociação e evita que o veículo seja apreendido", afirma Claudia. O que é busca e apreensão de veículo financiado? A busca e apreensão é um procedimento usado por credores para recuperar veículos com contratos em atraso. Quando o consumidor não cumpre as condições do financiamento, o credor pode adotar medidas para reaver o bem e usar o valor obtido com a venda na redução ou quitação do saldo devedor. Recentemente, o Marco Legal das Garantias (Lei nº 14.711/2023) passou a permitir a retomada extrajudicial de veículos financiados, desde que prevista em contrato e observados os requisitos legais. A regulamentação específica para veículos ficou a cargo do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), por meio da Resolução nº 1.018/2025. Além disso, adotou-se a notificação eletrônica, para que o devedor inadimplente tome ciência do processo. O que acontece após a apreensão do veículo? O veículo passa por procedimentos de avaliação e pode ser destinado à venda ou leilão. O valor arrecadado é utilizado pelo credor para abater a dívida existente, mas isso não significa que o débito será encerrado automaticamente. Caso o valor obtido com a venda seja inferior ao saldo devedor total, incluindo juros, encargos e despesas previstas em contrato, o consumidor deverá pagar a diferença. Por outro lado, quando há saldo excedente após a quitação integral da dívida e dos custos envolvidos, a legislação prevê sua devolução ao devedor. Como evitar a busca e apreensão do veículo? Não ignore os primeiros atrasos nas parcelas e entre em contato com o credor quando identificar dificuldades financeiras. Além disso, solicite informações atualizadas sobre o saldo devedor e avalie sua capacidade real de pagamento antes de fechar acordos. Por fim, formalize todas as negociações por escrito e guarde comprovantes e documentos relacionados ao financiamento. É possível negociar a dívida depois da apreensão? Depende do momento do processo. Enquanto o veículo ainda não foi vendido, a única forma de reavê-lo é por meio da purgação da mora, ou seja, o pagamento integral do débito em atraso, com os respectivos juros, encargos e despesas. Já se o bem já tiver sido vendido e restar saldo devedor remanescente, esse valor pode ser negociado com o credor. Por isso, o consumidor deve acompanhar a evolução do processo, manter seus dados atualizados junto ao credor e solicitar esclarecimentos sobre eventuais acordos. Sobre a Recovery A Recovery é uma empresa do Grupo Itaú e plataforma especialista em recuperação de crédito no Brasil. Líder de mercado, a companhia possui sob sua gestão mais de R$ 144 bilhões de créditos inadimplidos e, atualmente, mais de 33 milhões de clientes com dívidas ativas em sua base. Mais informações em https://www.gruporecovery.com.

  • Reabilitação individualizada amplia o desenvolvimento de crianças com síndromes genéticas e doenças raras

    Receber o diagnóstico de uma síndrome genética ou de uma doença rara marca o início de uma nova realidade para a criança e para sua família. O primeiro impacto é causado pelas dúvidas, incertezas e pela necessidade de compreender uma condição que, muitas vezes, é pouco conhecida. No entanto, especialistas destacam que o diagnóstico, por si só, não determina o futuro da criança. Ele representa apenas um ponto de partida para a construção de um plano terapêutico capaz de favorecer o desenvolvimento, a autonomia e a qualidade de vida. Embora algumas dessas condições compartilhem características semelhantes, nenhuma criança apresenta exatamente o mesmo quadro clínico. Mesmo pacientes com o mesmo diagnóstico podem desenvolver habilidades, limitações e necessidades bastante diferentes ao longo da vida. Essa individualidade faz com que o tratamento precise ser planejado de forma personalizada, respeitando o ritmo de desenvolvimento, as potencialidades e os desafios específicos de cada criança. A fisioterapeuta Rafaela Campos, diretora multiprofissional Affect Centro Clínico e Educacional, clínica especializada no acompanhamento de crianças com doenças raras, TEA e outras neurodivergências de Goiânia, explica que o primeiro passo após o diagnóstico é enxergar além da doença, considerando que cada criança tem sua história, seu contexto familiar e suas necessidades. “Não aplicamos protocolos padronizados. Nosso foco é o acompanhamento individualizado, com metas terapêuticas definidas de acordo com os objetivos de cada paciente e construídas em conjunto com a família”, pontua. Rafaela destaca que muitas síndromes genéticas e doenças raras apresentam manifestações complexas, que envolvem diferentes sistemas do organismo, como alterações cardíacas congênitas, comprometimentos respiratórios, dificuldades de alimentação e alterações neurológicas. “A reabilitação exige um olhar amplo, capaz de integrar diferentes áreas do conhecimento para atender todas as necessidades da criança. E para alcançar esse objetivo, o trabalho multiprofissional deixa de ser apenas uma soma de atendimentos individuais e passa a representar uma estratégia integrada de cuidado”, observa. Segundo a fisioterapeuta, o acompanhamento multiprofissional realizado pela engloba fisioterapeutas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, psicopedagogos, psicomotricistas e musicoterapeutas, que atuam de forma coordenada, compartilhando informações, avaliações e objetivos terapêuticos. “Essa integração permite que cada profissional compreenda o trabalho desenvolvido pelas demais áreas, tornando as intervenções mais eficientes e alinhadas”, sublinha. Ela acrescenta que o diferencial desse modelo está justamente na construção de um único planejamento terapêutico que é definido em reuniões periódicas nas quais a equipe discute a evolução de cada paciente, revisa estratégias e estabelece metas conjuntas. Rafaela reúne ampla experiência na reabilitação infantil, adquirida ao longo de anos de atuação em Unidades de Terapia Intensiva Neonatal e Pediátrica. “Essa vivência permitiu o acompanhamento de crianças com quadros clínicos complexos, incluindo comprometimentos cardíacos, respiratórios, neurológicos, além de diversas síndromes genéticas e doenças raras. Essa atuação permitiu desenvolver estratégias terapêuticas individualizadas e seguras para cada paciente, promovendo a independência, prevenindo complicações decorrentes da condição clínica e ampliando as possibilidades de desenvolvimento da criança”, acrescenta. A fonoaudióloga Nycolie Martins, fonoaudióloga vasta experiência em distúrbios motores orais e fala da equipe da Affect, explica que muitas crianças apresentam dificuldades relacionadas à alimentação, deglutição e comunicação, situações que podem comprometer tanto o desenvolvimento quanto a saúde geral. “A intervenção da fonoaudiologia na reabilitação individualizada visa melhorar as condições dos pacientes com alterações alimentares, inclusive em casos de alta complexidade. Esse acompanhamento torna a alimentação mais segura e reduz o risco de broncoaspiração e complicações respiratórias, além de estimular o desenvolvimento da comunicação e das funções orais”, completa. Nycolie lembra que outras áreas complementam esse cuidado integrado, como a terapia ocupacional, que estimula a independência nas atividades diárias e favorece a participação nas tarefas do cotidiano. A fonoaudióloga também cita a importância da psicologia no processo de reabilitação para garantir o suporte emocional à criança e à família, contribuindo para o enfrentamento dos desafios impostos pela condição clínica. “Quando diferentes especialidades atuam de forma integrada e a família participa ativamente do processo, aumentam as possibilidades de desenvolvimento, autonomia e qualidade de vida da criança. Por isso, nós incluímos no acompanhamento integrando a psicopedagogia, a musicoterapia e outras especialidades no processo de reabilitação”, salienta.

  • Excesso de chuvas compromete o acúmulo de ATR e desafia a colheita da cana-de-açúcar

    As condições climáticas têm imposto um novo desafio ao setor sucroenergético brasileiro. Em um período tradicionalmente marcado por temperaturas mais amenas e redução das chuvas, favoráveis ao acúmulo de sacarose na cana-de-açúcar, a safra 2026/27 vem sendo marcada por um volume de chuvas acima do esperado para a época e elevada umidade do solo. O cenário prolonga o crescimento vegetativo da cultura, retarda a maturação e limita o acúmulo de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR), principal indicador da qualidade da matéria-prima destinada à produção de açúcar e etanol. Segundo o engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA, Michel Tomazela, a instabilidade climática tornou a definição da janela ideal de colheita um dos principais desafios da safra. "Antes era mais fácil prever como a lavoura iria evoluir. Hoje, a cada previsão de chuva, aumento da umidade ou mudança nas condições do tempo, aumenta a incerteza sobre o comportamento da maturação. Quando essa previsibilidade diminui, cresce o risco de perder parte do potencial de ATR que a cana construiu ao longo da safra. Nesse cenário, identificar o momento que entrega mais valor para a operação é fundamental. Essa decisão deve considerar o comportamento da lavoura, as condições climáticas e uma estratégia de colheita bem planejada", afirma. Previsão climática mantém o setor em alerta e impacta diretamente a rentabilidade As perspectivas para as próximas semanas indicam que o desafio deve continuar. De acordo com informações da Rural Clima, a segunda quinzena de julho deverá marcar o retorno das chuvas em importantes regiões produtoras de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A tendência é que esse padrão também se estenda ao Centro-Oeste no início de agosto, sob influência do El Niño. Embora a disponibilidade hídrica seja importante para o desenvolvimento da cultura, a manutenção da umidade durante um período em que normalmente predomina o clima seco retarda a concentração natural de açúcares e exige ainda mais atenção ao planejamento da colheita. O excesso de umidade altera o comportamento fisiológico da planta. Em vez de concentrar seus recursos no acúmulo de sacarose nos colmos, a cana mantém o crescimento vegetativo, atrasando a maturação. “Como consequência, a concentração de açúcar diminui justamente no período em que o setor espera obter os maiores índices de ATR, impedindo que a cana atinja o ponto ideal de colheita no tempo esperado. Se a colheita for antecipada para atender ao cronograma industrial, a matéria-prima pode chegar à usina com menor teor de sacarose e menor potencial de ATR”, explica Tomazela. Além dessa redução, o encharcamento do solo dificulta a oxigenação das raízes, favorece a ocorrência de doenças e compromete as operações no campo. Nessas condições, o tráfego de máquinas torna-se mais difícil, provocando atrasos na colheita, aumento dos custos operacionais e interferindo diretamente no planejamento das usinas. Os impactos se estendem por toda a cadeia produtiva. Como o ATR determina a quantidade de açúcar recuperável por tonelada de cana, sua redução afeta diretamente a rentabilidade da operação, o rendimento industrial e a competitividade do setor. "Produzir grande volume de cana já não é suficiente. O que determina o retorno econômico é a qualidade da matéria-prima. O ATR é o indicador que transforma produtividade em rentabilidade", explica Tomazela. Quando a concentração de sacarose é menor, a indústria precisa processar um volume maior de cana para produzir a mesma quantidade de açúcar ou etanol. Isso aumenta os custos industriais, reduz a eficiência operacional e pode comprometer os resultados econômicos tanto das usinas quanto dos produtores. Manejo da maturação ganha importância diante da variabilidade climática Diante desse cenário, cresce a importância de estratégias capazes de reduzir os efeitos da variabilidade climática sobre a maturação da cana e preservar o potencial de ATR. No Centro-Sul, a maturação ocorre naturalmente entre o outono e o inverno, quando temperaturas mais amenas e menor disponibilidade hídrica favorecem o acúmulo de sacarose. Nesta safra, no entanto, as chuvas frequentes e a elevada umidade alteraram esse padrão, dificultando a evolução da maturação e, consequentemente, o acúmulo de ATR, tornando a definição da janela de colheita ainda mais complexa. Para enfrentar esse desafio, o consultor da MS Fernandes Consultoria Agrícola, Dr. Michel da Silva Fernandes, destaca que o manejo da maturação deve fazer parte de uma estratégia integrada de produção, associada ao controle de plantas daninhas, pragas e doenças, ao manejo nutricional e à escolha adequada das variedades, com o objetivo de favorecer o acúmulo de sacarose e preservar o potencial de ATR. Os maturadores podem ser utilizados em diferentes fases da safra. No início do ciclo, ajudam a reduzir o crescimento vegetativo. No meio da safra, favorecem a maturação em regiões com outono e inverno chuvosos. Já no final, contribuem para inibir a retomada do desenvolvimento da planta, preservando níveis elevados de sacarose por mais tempo e ampliando a flexibilidade para definir a melhor janela de colheita, mesmo em cenários de maior instabilidade climática. Entre as tecnologias utilizadas nesse manejo está o maturador sistêmico RIPER, da IHARA, desenvolvido para auxiliar produtores e usinas no planejamento da maturação ao longo da safra. Utilizado no início, no meio ou no final do ciclo, o produto permite maior flexibilidade na definição da janela de colheita, possibilitando adequar a estratégia às condições climáticas e ao potencial de maturação dos canaviais. Em condições favoráveis de manejo, o RIPER pode proporcionar incrementos de 4% a 8% no teor de ATR, elevando a produção de toneladas de açúcar por hectare (TAH) e a rentabilidade da operação. Para Tomazela, em um cenário de maior variabilidade climática, preservar a qualidade da matéria-prima tornou-se tão importante quanto alcançar elevados índices de produtividade. "Hoje, o desafio não é apenas produzir mais cana, mas colher no momento certo. O planejamento da maturação, aliado ao uso estratégico de tecnologias, permite aproveitar melhor o potencial da lavoura, aumentar o rendimento industrial e reduzir os impactos provocados pelas oscilações do clima", conclui. Sobre a IHARA A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que, há mais de 60 anos, leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa, sendo uma marca que possui a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais, somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.

  • Propaganda intrapartidária impõe limites aos pré-candidatos antes das eleições

    Embora a maioria associe as eleições ao período de campanha, a movimentação dos partidos e de suas lideranças começa muito antes, com a disputa interna pela escolha dos candidatos. Antes de estar oficialmente formalizado para disputa, quem pretende concorrer a um cargo público precisa conquistar o apoio dos filiados da legenda por meio da chamada propaganda intrapartidária, etapa prevista na legislação eleitoral que permite a apresentação de propostas, experiências e projetos aos integrantes do partido.A advogada Júlia Matos, especialista em Direito Eleitoral, explica que desde o dia 5 de julho partidos já realizam reuniões, encontros e outros eventos para a escolha de seus representantes. “É um momento de conversar diretamente com as lideranças, expor ideias e detalhar suas propostas. Trata-se de uma oportunidade para o pré-candidato apresentar o seu histórico político e profissional, além de expor aos membros do partido que está preparado para disputar um cargo público. Essa fase de articulação interna é restrita ao ambiente partidário e antecede a campanha eleitoral propriamente dita”, pontua. Júlia destaca que, embora os pré-candidatos tenham liberdade para divulgar propostas, destacar suas qualidades e demonstrar disposição para concorrer, a Justiça Eleitoral estabelece limites sobre a forma como essa comunicação deve ocorrer. “A propaganda intrapartidária não pode ser utilizada para antecipar a campanha eleitoral nem para alcançar a população. Por isso, continuam proibidos meios de ampla divulgação, como outdoors, propagandas no rádio e na televisão, que poderiam gerar vantagem antecipada em relação aos demais concorrentes”, alerta. . A especialista reforça que um dos principais cuidados previstos pela Justiça Eleitoral é em relação ao pedido explícito de voto. “Nesse período o pré-candidato pode afirmar apenas que pretende disputar determinado cargo, apresentar suas ideias e defender seu projeto político, mas não pode pedir diretamente o voto ao eleitor ou utilizar expressões que tenham esse mesmo sentido. A intenção da regra é preservar a igualdade entre todos os participantes e impedir o início antecipado da campanha eleitoral”, orienta. Júlia ressalta que muitos pré-candidatos utilizam suas plataformas digitais para divulgar na internet suas pretensões eleitorais, mas é importante que estejam informados sobre os limites que precisam respeitar. “Os pré-candidatos podem publicar conteúdos, conceder entrevistas, participar de transmissões ao vivo, gravar vídeos e explicar suas propostas aos filiados. No entanto, o ambiente digital não está livre das regras eleitorais. As publicações continuam sujeitas à fiscalização para evitar que a propaganda interna seja transformada em campanha antecipada dirigida ao público em geral”, observa. Segundo a advogada, a Justiça Eleitoral busca impedir durante essa fase o uso excessivo de recursos financeiros para promover a candidatura antes do período oficial de campanha e a chamada propaganda eleitoral antecipada. “São situações nas quais o pré-candidato divulga mensagens supostamente direcionadas ao debate interno, mas acabam pedindo apoio à população ou tentam influenciar diretamente o eleitor antes da data autorizada pela regra eleitoral. Por isso, a orientação jurídica especializada é tão importante nesse processo, justamente para prevenir condutas desautorizadas pela lei”, enfatiza. Júlia lembra que a propaganda eleitoral só estará autorizada a partir do dia 16 de agosto para toda a população e que a propaganda intrapartidária existe justamente para que cada legenda tenha mais subsídios para a escolha de seus candidatos e alianças. “As regras eleitorais visam garantir um maior equilíbrio entre os concorrentes e uma maior organização interna das legendas para que todos iniciem a campanha pública nas mesmas condições, preservando a transparência, a isonomia da disputa e a legitimidade das eleições. A ideia é evitar que a corrida eleitoral comece antes do prazo previsto em lei”, completa.

  • Projeto Fotografia para Todos abre inscrições para ensaios fotográficos gratuitos em quatro regiões do Distrito Federal

    A fotografia tem o poder de eternizar histórias, fortalecer a autoestima e preservar memórias. Com esse propósito, o Projeto Fotografia para Todos abre, no dia 17 de julho, as inscrições para que moradores de São Sebastião, Paranoá, Santa Maria e Recanto das Emas participem gratuitamente de ensaios fotográficos profissionais. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto foi idealizado pela fotógrafa Suzana Kelly Soares Lara, com direção geral de Diogo Carlos Ponce de Leon Xavier, e busca democratizar o acesso à fotografia profissional para pessoas de comunidades de baixa renda, proporcionando uma experiência que vai além da produção de imagens: um momento de valorização da identidade, da autoestima e das histórias de vida dos participantes. As inscrições estarão abertas de 17 de julho a 7 de agosto, em formato online, no site do projeto. A seleção será realizada por sorteio público, marcado para o dia 10 de agosto. Para participar, os interessados deverão comprovar residência em uma das quatro regiões administrativas contempladas. Nesta edição, serão oferecidos ensaios individuais, familiares, de casal e para gestantes, realizados em estúdio profissional. Os participantes contarão ainda com o apoio de maquiadora e terão acesso a figurinos disponibilizados pelo projeto, garantindo uma experiência completa e acolhedora. Mais do que produzir belas fotografias, a iniciativa pretende levar dignidade e pertencimento a pessoas que, muitas vezes, nunca tiveram acesso a um ensaio fotográfico profissional. "Acreditamos que a fotografia vai além da estética. Ela preserva histórias, fortalece a autoestima e reafirma o valor de cada pessoa. Com este projeto, queremos democratizar o acesso ao ensaio fotográfico profissional e mostrar que todas as pessoas merecem ser registradas com sensibilidade e respeito", afirma a idealizadora do projeto, Suzana Kelly Soares Lara. Fotografia que também transforma vidas O Projeto Fotografia para Todos alia cultura e solidariedade. Como forma de participação, cada pessoa selecionada deverá doar um brinquedo, que será destinado a creches comunitárias do Distrito Federal. A proposta amplia o alcance social da iniciativa ao estimular a cultura da doação e beneficiar crianças em situação de vulnerabilidade social, criando uma corrente de solidariedade que conecta diferentes comunidades do DF. Inclusão e acesso à cultura Além de priorizar moradores de regiões com menor acesso a equipamentos e atividades culturais, o projeto reserva vagas para pessoas negras e pessoas com deficiência (PCDs), reforçando seu compromisso com a democratização do acesso às políticas culturais e à valorização da diversidade. Os ensaios acontecerão nos dias 5 e 6 de setembro, das 13h às 19h, em estúdio preparado para receber os participantes selecionados. Mais do que oferecer ensaios fotográficos gratuitos, o Projeto Fotografia para Todos transforma a fotografia em uma ferramenta de inclusão, expressão artística e valorização da identidade. Ao registrar histórias, fortalecer a autoestima e preservar memórias, a iniciativa amplia o acesso à cultura e incentiva o reconhecimento da diversidade e das trajetórias que compõem as comunidades do Distrito Federal. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto reafirma a cultura como um direito e um instrumento de transformação social. Ao unir arte, solidariedade e cidadania, o Fotografia para Todos promove o acesso à fotografia profissional para pessoas em situação de vulnerabilidade, fortalece vínculos comunitários e evidencia o poder da cultura na construção de uma sociedade mais inclusiva e humana. SERVIÇO Projeto Fotografia para Todos Inscrições: 17 de julho a 7 de agosto de 2026 Sorteio dos participantes: 10 de agosto de 2026 Ensaios fotográficos: 5 e 6 de setembro de 2026, das 13h às 19h Público: moradores de São Sebastião, Paranoá, Santa Maria e Recanto das Emas. Informações: https://fotografiaparatodos.lovable.app/

  • Inteligência artificial está transformando a aplicação de defensivos no Brasil

    A inteligência artificial já está presente em diferentes etapas da produção agropecuária brasileira, auxiliando no monitoramento de lavouras, na identificação de pragas e doenças, na previsão climática, na manutenção de máquinas e no direcionamento da aplicação de insumos. O avanço dessas tecnologias e seus impactos sobre a rotina de produtores, agrônomos e empresas serão discutidos durante o 17º Brasil AgrochemShow, que será realizado nos dias 3 e 4 de agosto de 2026, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo (SP). A palestra “Inteligência Artificial na Agricultura” será apresentada pelo engenheiro agrícola e especialista no assunto, Guilherme Sanches. Apesar de ferramentas como ChatGPT, Claude e Gemini terem popularizado o tema, o uso da IA no agro não começou com os sistemas generativos. Áreas como visão computacional e aprendizado de máquina já estão incorporadas há algum tempo a equipamentos, plataformas digitais e softwares agrícolas. Essas tecnologias permitem analisar imagens de satélites e drones, reconhecer plantas daninhas, identificar falhas nas operações, prever produtividade e cruzar dados climáticos, agronômicos e operacionais. “Grande parte dessas aplicações já está presente em máquinas e softwares, muitas vezes sem que o produtor perceba que existe IA por trás. Ela já ajuda na identificação de pragas e doenças, na previsão de riscos climáticos, na antecipação de problemas em máquinas e no direcionamento do uso de insumos”, afirma o palestrante. Pulverização seletiva reduz desperdícios Entre as aplicações mais consolidadas está a pulverização seletiva. Câmeras e algoritmos instalados nos equipamentos identificam plantas daninhas em tempo real e acionam os bicos pulverizadores somente nos pontos em que o produto é necessário. Segundo Sanches, há casos em que a tecnologia reduziu em mais de 50% o uso de herbicidas. O aprendizado de máquina também pode cruzar velocidade do vento, temperatura, umidade e previsão de chuva para indicar condições mais adequadas à pulverização e reduzir riscos de perdas. Segundo ele, na área de defensivos agrícolas, a IA ainda pode auxiliar no reconhecimento dos alvos, na estimativa do nível de infestação, no ajuste automático das doses e na identificação de falhas durante a operação. Nos bioinsumos, a aplicação da IA ocorre principalmente por meio da análise de dados. Como o desempenho desses produtos depende de fatores como solo, clima, estágio da cultura e histórico da área, modelos preditivos podem ajudar a identificar em quais condições cada solução apresenta melhores resultados. Contudo, o desafio está na organização dessas informações. Muitas empresas ainda possuem dados dispersos em diferentes planilhas, relatórios e sistemas, dificultando análises mais consistentes. “A IA não resolve sozinha dados incompletos, planilhas espalhadas ou cadastros sem padronização. Ela amplifica o que já existe, para o bem e para o mal”, explica o especialista. Tecnologia deve apoiar o conhecimento agronômico A inteligência artificial generativa também começa a ser utilizada na elaboração de relatórios, organização de resultados de ensaios, comparação de dados de talhões e preparação de consultas técnicas. Atividades que antes exigiam horas ou dias de trabalho manual podem ser realizadas em menos tempo. Ainda assim, os resultados precisam ser revisados e interpretados por profissionais com conhecimento técnico. “A IA substitui tarefas, não profissionais. Ela consegue tratar dados e ler um volume de informações que nenhuma pessoa conseguiria analisar no mesmo período. Mas interpretar o contexto da lavoura, assumir a responsabilidade técnica e tomar a decisão final continua sendo função do profissional”, ressalta. Na avaliação de Sanches, a tecnologia pode permitir que agrônomos e consultores dediquem menos tempo à organização das informações e mais tempo à análise e à tomada de decisão. Um dos principais erros das empresas, entretanto, é iniciar a adoção da tecnologia sem definir claramente o problema que se pretende resolver. Sem objetivos relacionados à produtividade, redução de custos, eficiência ou qualidade das aplicações, a ferramenta pode se transformar apenas em uma despesa. Outro obstáculo é a falta de capacitação. Disponibilizar acesso a uma plataforma de IA não significa que a equipe conseguirá utilizá-la estrategicamente. “Dar acesso ao ChatGPT para a equipe não é implementar IA. Sem compreender os conceitos e sem prática, a pessoa utiliza a ferramenta apenas como uma versão mais sofisticada de um mecanismo de busca”, afirma. Acesso não está restrito às grandes propriedades Pequenos e médios produtores também podem utilizar todos esses recursos, já que muitas dessas soluções já estão presentes em aplicativos de previsão climática, plataformas de gestão, imagens de satélite e equipamentos agrícolas. Também é possível começar com ferramentas de IA generativa para organizar informações, analisar documentos e apoiar a elaboração de relatórios, sem a necessidade de investir imediatamente em drones, robôs ou máquinas de alto custo. Para Sanches, o investimento mais importante é a capacitação. “Um problema bem definido, dados minimamente organizados e pessoas preparadas podem gerar mais resultados do que a aquisição de tecnologias sem planejamento”, afirma. Nos próximos anos, a tendência é que a IA embarcada em máquinas avance ainda mais, principalmente na pulverização seletiva, no reconhecimento de plantas, na manutenção preditiva e na automação das operações. Também devem ganhar espaço sistemas especializados no agro, treinados com conhecimento técnico e conectados a dados climáticos, sensores, imagens de satélite e plataformas de gestão. “A tecnologia vai chegar de qualquer maneira. Quem dominar os conceitos antes e souber utilizar essas ferramentas terá mais condições de transformar informação em resultado”, conclui Sanches. Serviço 17º Brasil AgrochemShow Data: 3 e 4 de agosto de 2026 Local: Centro de Eventos São Luís Endereço: Rua Luís Coelho, 323, São Paulo (SP) Mais informações: www.agrochemshow.com.br WhatsApp: +55 11 99330-4717

  • Precisão na adubação impulsiona tecnologias para cafezais e pomares de citros

    A busca por maior eficiência no uso de fertilizantes e corretivos tem levado produtores de café e citros a investirem em tecnologias capazes de tornar a distribuição mais precisa e adequada às características de cada área da propriedade. Em culturas perenes, fatores como espaçamento, relevo, localização das plantas e variabilidade do solo exigem equipamentos que permitam aplicações direcionadas e com maior controle operacional. É nesse cenário que a Piccin Equipamentos, de São Carlos (SP), participa da Coopercitrus Expo 2026, que começa hoje, 27, e segue até 31 de julho, em Bebedouro (SP). A fabricante leva à feira soluções voltadas às culturas perenes, com destaque para os distribuidores Master 5500 DH EI e Master 3000 DH1 Cafeeira, desenvolvidos para otimizar a aplicação de fertilizantes, adubos e corretivos. Segundo o engenheiro agrônomo e Head de Marketing da empresa, Marco Gobesso, o avanço da agricultura de precisão também chegou às culturas permanentes, onde a correta distribuição dos insumos influencia diretamente a eficiência do manejo e o aproveitamento dos investimentos realizados na lavoura. “Os fertilizantes representam uma parcela importante dos custos de produção. Por isso, cresce a demanda por equipamentos capazes de aplicar a quantidade adequada em cada área da propriedade, evitando desperdícios e melhorando a eficiência operacional”, afirma. Aplicação direcionada Entre os destaques está o Master 5500 DH EI, equipamento com capacidade para 5.500 kg, desenvolvido para aplicações em pomares de laranja, cafezais e até em áreas de eucalipto. O distribuidor utiliza sistema por centrifugação, acionamento hidráulico e esteiras independentes, permitindo controlar separadamente o fluxo de material em cada lado do equipamento. A configuração favorece aplicações direcionadas às linhas das plantas, aumentando a uniformidade da distribuição e oferecendo maior flexibilidade conforme o tipo de fertilizante ou corretivo utilizado. Outro diferencial é a compatibilidade com sistemas de agricultura de precisão, permitindo aplicações em taxa variável por GPS. A tecnologia ajusta automaticamente a dosagem de acordo com mapas de recomendação agronômica, reduzindo aplicações excessivas ou insuficientes ao longo da área. “Não basta levar o fertilizante ao campo é preciso distribuí-lo de forma uniforme e na quantidade planejada para cada ambiente produtivo. Esse controle contribui para melhorar o aproveitamento dos insumos e aumentar a eficiência das operações”, explica Gobesso. Eficiência entre linhas do café Para a cafeicultura, a empresa apresenta o Master 3000 DH1 Cafeeira, projetado especificamente para atuar nas entrelinhas dos cafezais. O equipamento possui dimensões compatíveis com diferentes espaçamentos, estrutura reforçada e acionamento hidráulico pelo sistema do trator, facilitando a regulagem e reduzindo a necessidade de componentes mecânicos durante a operação. Segundo o Head da Piccin, essas características permitem adaptar o equipamento às diferentes realidades da cafeicultura brasileira. “Cada propriedade possui particularidades relacionadas ao relevo, ao espaçamento e ao sistema de condução das plantas. O distribuidor precisa acompanhar essas condições para realizar uma aplicação eficiente, preservando a lavoura e garantindo melhor direcionamento dos insumos”, diz. A escolha de equipamentos compatíveis com o espaçamento da cultura também contribui para reduzir o contato da máquina com as plantas, aspecto importante principalmente em lavouras adultas ou implantadas em áreas com relevo irregular. Importante polo de produção A seleção da Coopercitrus Expo como palco para a apresentação dessas tecnologias acompanha o perfil agrícola da região de Bebedouro, tradicional produtora de café e integrante do cinturão citrícola formado por São Paulo e pelo Triângulo Mineiro e sudoeste de Minas Gerais. Segundo o Fundecitrus, a safra 2026/27 deverá alcançar 255,2 milhões de caixas de laranja, distribuídas em aproximadamente 366 mil hectares, embora o volume represente retração de 12,9% em relação ao ciclo anterior. Nesse contexto, o uso mais eficiente de fertilizantes e corretivos torna-se um dos fatores que contribuem para manter o equilíbrio nutricional das plantas e otimizar os custos de produção. Além da citricultura, a Coopercitrus possui forte atuação junto aos cafeicultores, oferecendo assistência técnica, fornecimento de insumos, mecanização, análises, armazenagem e comercialização. “A feira é uma oportunidade para conversar diretamente com os produtores, entender os desafios de cada propriedade e apresentar tecnologias que possam tornar as operações mais eficientes e precisas”, conclui Gobesso.

  • Vendas em bares e restaurantes crescem 4,2% no segundo trimestre, aponta Índice Abrasel-Stone

    As vendas no setor de bares e restaurantes cresceram 4,2% no segundo trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em junho, o setor registrou alta de 2,6%, chegando ao nono mês consecutivo de desempenho acima do observado no ano anterior. Já em relação a maio, houve recuo de 2,1%. Os dados são do Índice Abrasel-Stone, relatório mensal divulgado pela Stone, o banco pra quem empreende, em parceria com a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes). "O segundo trimestre foi positivo para o setor, mas junho ficou abaixo da expectativa criada para um mês que reuniu a Semana dos Namorados e a Copa do Mundo. Os empresários se prepararam para um aumento no fluxo de clientes, mas o desempenho do mês mostra que parte desse potencial de consumo não se converteu em vendas. Um fator que pode ter influenciado esse resultado foi o aumento expressivo das apostas esportivas, que pode ter direcionado parte dos gastos dos brasileiros para as plataformas de apostas, reduzindo os recursos disponíveis para o consumo em bares e restaurantes", afirma Paulo Solmucci, presidente-executivo da Abrasel. Segundo Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o resultado de junho reforça a resiliência do setor, mesmo diante de um ambiente econômico desafiador. “Apesar da retração na análise mensal, o avanço na comparação anual e o desempenho positivo do segundo trimestre mostram que bares e restaurantes seguem sustentados pela força do mercado de trabalho. A geração de renda e os baixos níveis de desemprego continuam apoiando o consumo das famílias e contribuindo para que o setor mantenha um desempenho superior ao observado há um ano”, afirma. Para Freitas, a Copa do Mundo também exerceu influência sobre a atividade do setor em junho. “A realização dos jogos contribuiu para aumentar o fluxo de consumidores em bares e restaurantes, impulsionando as vendas nos estabelecimentos do país. Eventos desse porte costumam estimular o consumo fora do lar e ajudam a explicar parte do desempenho observado no mês, principalmente na resiliência em relação ao ano passado, mesmo em ambiente de forte restrição financeira”, completa. Análise regional e anual Dos 24 estados contemplados pelo levantamento, 18 apresentaram crescimento nas vendas de bares e restaurantes em junho, na comparação anual. As maiores altas foram registradas em Roraima (14,5%), Santa Catarina (8,5%) e Rio Grande do Sul (5,6%), seguidos por Bahia e Espírito Santo (ambos com 4,6%), Tocantins (4,2%), Mato Grosso (3,2%), São Paulo (2,9%), Pernambuco (2,4%), Paraná (2,2%), Rio Grande do Norte (2,2%), Mato Grosso do Sul (2,1%), Pará (1,2%), Rio de Janeiro (1%), Minas Gerais (0,9%), Goiás (0,7%), Alagoas (0,4%) e Sergipe (0,2%). Por outro lado, seis estados registraram retração no período, sendo eles: Maranhão (5,1%), Paraíba (3,7%), Piauí (3,5%), Rondônia (3,4%), Ceará (1,0%) e Amazonas (0,3%). O Índice Abrasel-Stone está disponível no site da Abrasel e no hub de conteúdo da Stone.

  • Do medo da água aos 1.500 metros: professor de Brasília cria método próprio que reduz em até 90% o tempo de aprendizagem da Natação

    Ensinar alguém a nadar é, muitas vezes, ensinar uma nova forma de existir no mundo. Para quem tem medo da água, significa liberdade. Para uma criança, descoberta. Para um adulto, saúde. Para uma pessoa idosa, autonomia. Para um atleta, desempenho. Foi observando essas diferentes relações com o meio líquido que o professor Wilson Brasil desenvolveu, ao longo de 46 anos à frente da Academia D'Stak, em Brasília, o Método W Brasil, uma metodologia própria para o ensino da natação que, segundo o criador, é capaz de reduzir em até 90% o tempo de aprendizagem. Aplicada e aperfeiçoada desde 1980, a metodologia reúne técnica, inclusão e respeito à individualidade de cada aluno. O método foi estruturado para conduzir o aprendizado desde a superação do medo da água até o aperfeiçoamento técnico e a alta performance, mantendo um padrão de ensino leve, eficiente e adaptado às diferentes necessidades dos praticantes. Agora, além de continuar sendo aplicada aos alunos da Academia D'Stak, localizada na Asa Norte, em Brasília, a metodologia passa a estar disponível para licenciamento em clubes e academias, além da formação de novos profissionais da natação. Graduado em Educação Física, especialista em Técnicas de Natação e ex-atleta, Wilson Brasil reúne uma trajetória construída dentro e fora das piscinas. São mais de mil medalhas e 158 troféus conquistados em competições locais, regionais e internacionais. Ao longo da carreira, já ensinou mais de 100 mil pessoas a nadar na capital federal. O Método W Brasil nasceu da experiência acumulada ao longo de décadas de ensino. A proposta organiza o aprendizado em etapas progressivas, respeitando as características de cada aluno e estabelecendo um padrão técnico sem limitar a atuação do professor. A metodologia também valoriza a construção da confiança entre professor e aluno como parte essencial do processo de aprendizagem. Na prática, isso significa compreender que cada pessoa chega à piscina com uma história diferente. Há crianças em fase de descoberta, adultos que nunca aprenderam a nadar, pessoas que carregam traumas ou medo da água, idosos em busca de autonomia, alunos com deficiência ou outras necessidades específicas e atletas que desejam aperfeiçoamento técnico. "O aluno não é apenas alguém que precisa aprender movimentos. Ele é uma pessoa com emoções, limites, potencialidades e objetivos diferentes. O papel do professor é compreender essa realidade e conduzir o aprendizado de forma segura, leve e eficiente", afirma Wilson Brasil. O método organiza o ensino em três grandes fases: iniciante, intermediária e avançada. A primeira etapa contempla a adaptação ao meio líquido, a ambientação, a respiração, a flutuação, a independência na água e a construção da confiança entre professor e aluno. Em seguida, o aluno aprende as técnicas dos quatro estilos de natação — crawl, costas, peito e borboleta — até alcançar níveis avançados, que incluem saídas, viradas, medley e preparação para provas de longa distância, como os 1.500 metros. Outro diferencial da metodologia está na abordagem ampla da natação como ferramenta de desenvolvimento humano. O Método W Brasil utiliza o elemento lúdico no ensino infantil, promove autonomia para idosos, incentiva a inclusão social e busca contribuir para a saúde, a segurança e a qualidade de vida. Segundo o professor, esse conjunto permite que o aprendizado aconteça de forma mais leve e eficiente. Para Wilson Brasil, nadar é uma habilidade que transforma vidas. "Quando alguém supera o medo da água, ganha muito mais do que uma técnica. Ganha confiança, autonomia e uma nova relação com o próprio corpo", destaca. Com quase cinco décadas de atuação, a Academia D'Stak se tornou referência no ensino da natação em Brasília. Muitas famílias que aprenderam a nadar com Wilson Brasil hoje levam filhos e netos para a academia, consolidando um trabalho que atravessa gerações e que agora ganha um novo passo com o lançamento do Método W Brasil e sua expansão para clubes, academias e formação de novos profissionais. Academia D’stak Há 46 anos em Brasília, a Academia D’stak atua com foco em saúde preventiva, qualidade de vida e bem-estar. A academia oferece musculação, natação, hidroginástica e diversas modalidades coletivas para diferentes faixas etárias, com horários amplos para atender os mais variados perfis de alunos. Serviço: Academia D’stak SGAN 911 Norte, Asa Norte – Brasília/DF Telefone: (61) 3340-9955

  • CAIXA Cultural Brasília promove a oficina cultural gratuita “A Construção da Fala”, com Brian Penido Ross e Nando Barbosa na temporada de “Escola de Mulheres”

    Em paralelo à temporada do espetáculo “Escola de Mulheres”, em cartaz no Teatro da CAIXA Cultural Brasília, o protagonista do espetáculo, Brian Penido Ross, convida o público para a oficina desenvolver a emissão e expressividade vocais no teatro “A Construção da Fala”, que ministrará junto a Nando Babosa, também integrante do elenco. A oficina será realizada no dia 1º de agosto, sábado, das 11h às 13h, na CAIXA Cultural Brasília, é de classificação indicativa de 18 anos e tem capacidade para 20 pessoas. Inscrições pelo link: https://bilheteriacultural.com.br/ A oficina propõe um trabalho voltado à fala do ator em cena. A fala no palco precisa soar natural para o público, mas, na prática, ela não é algo espontâneo. Afinal, não é uma situação comum falar para 100, 200 ou mais pessoas ao mesmo tempo dentro de um teatro. Por isso, o trabalho do ator consiste em construir essa sensação de naturalidade, encontrando formas de se comunicar de maneira verdadeira, clara e orgânica, mesmo projetando a voz para alcançar toda a plateia. Para desenvolver essas habilidades, a oficina utiliza exercícios de aquecimento corporal, vocal, articulação, respiração e exploração das palavras, promovendo maior consciência corporal por meio de atividades específicas. Também são trabalhados os sons da Língua Portuguesa, com foco em vogais, encontros vocálicos e consonantais, além de exercícios que exploram significante e significado por meio de palavras, frases e pequenos textos. Os ministrantes: Brian Penido Rossa é ator, diretor e professor de teatro, integrante do Grupo Tapa desde 1982. Ao longo de mais de 40 anos de carreira, participou de mais de 40 montagens de autores brasileiros e internacionais, consolidando-se como um dos nomes mais experientes da companhia. Além de sua atuação em cena, dirigiu diversos espetáculos do repertório do Grupo Tapa e desenvolveu uma sólida trajetória como formador de atores. Desde 1999, atua como professor de interpretação teatral, tendo lecionado em instituições como Anhembi Morumbi, FAAP, Escola Livre de Teatro de Santo André, Teatro Escola Célia Helena, SP Escola de Teatro e Escola de Atores Wolf Maya, onde trabalha há 17 anos. Atualmente, integra a equipe pedagógica dos Grupos de Estudos para Profissionais do Grupo Tapa. Sua trajetória artística inclui indicações aos Prêmios Shell e Mambembe de Melhor Ator por seus trabalhos em Nossa Cidade e Major Bárbara. Nando Barbosa é ator, cantor e professor de teatro. Formou-se em 2018, aprimorou suas técnicas de canto e dança no Instituto Lumière e participou de formações no Grupo TAPA, focando no teatro da palavra e na precisão interpretativa. Como ator, esteve em produções de destaque, como O Auto da Compadecida (Teatro Santo Agostinho), Escola de Mulheres (Grupo TAPA) e Personagens em Busca de um Autor (Núcleo Teatro de Imersão). No teatro musical, participou de Um Reles Potter – O Musical (Teatro Itália) e dirigiu montagens escolares de O Rei Leão, Matilda e A Pequena Sereia. Na área da educação, leciona teatro bilíngue em instituições como Escola St. Nicholas, Colégio Mobile Integral e Escola Saber and Fun, ministrando aulas 100% em inglês. Também atua na formação de atores na Escola Lux e desenvolve projetos de teatro para a terceira idade. Atualmente, cursa Pedagogia para expandir sua atuação no ensino teatral. A oficina integra a programação educativa da CAIXA Cultural Brasília durante a temporada de “Escola de Mulheres”, uma comédia clássica de Moliére, com direção de Clara Carvalho que estará em cartaz de 30 de julho a 2 de agosto, com sessões de quinta a domingo. A bilheteria abre dia 25 de julho (sábado), com ingressos a partir de R$ 15 (meia). A peça tem duração de 85min e classificação indicativa de 12 anos. Haverá sessão com intérprete de Libras na sexta-feira dia 31 de julho e sessão com bate-papo no sábado dia 1º de agosto, às 16h. O teatro tem 407 lugares, acesso para pessoas com deficiência e estacionamento gratuito nos finais de semana, feriados e de terça a sexta a partir das 18h. Mais informações no site da CAIXA Cultural. Patrocínio: CAIXA

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