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  • Alunos do Colégio Paulo Freire participam de palestras sobre futuro, carreira e saúde

    Como imaginar o futuro em um mundo que muda o tempo todo? Como escolher uma profissão quando ainda estamos descobrindo quem somos? E de que forma transformar sonhos em projetos e experiências em oportunidades? Essas foram algumas das questões apresentadas aos estudantes do Ensino Médio do Colégio Paulo Freire, na 610 Norte, durante uma programação realizada nesta quinta-feira (17/9), que reuniu reflexões sobre futuro, carreira, projeto de vida e saúde. A ação faz parte do LAB Bibliotecas Renato Russo, projeto promovido pela ONG Amigos da Vida, com patrocínio da CNP Seguros Holding Brasil e do Instituto CNP Brasil, que desenvolve ações formativas, eventos culturais e palestras educativas. Dramaturgia de Futuro Com o tema “Dramaturgia de Futuro”, a publicitária e pesquisadora Juana Rondon convidou os jovens a pensar sobre suas trajetórias a partir da ideia de que toda vida é uma narrativa em construção. A proposta foi mostrar que a escolha profissional não precisa ser compreendida como uma decisão definitiva, mas como uma trajetória marcada por descobertas, experiências, escolhas e transformações. “Inspirada na dramaturgia e na construção de narrativas, a ideia foi propor um encontro dinâmico e inspirador, em que os estudantes fossem convidados a olhar para si mesmos como protagonistas de suas trajetórias. Afinal, ninguém nasce com um roteiro pronto. Cada experiência, cada desafio e cada encontro ajudam a escrever os próximos capítulos da nossa história. Foi surpreendente acompanhar o envolvimento e o retorno dos estudantes”, afirma Juana Rondon. Projeto de vida também envolve saúde A programação também abordou outro aspecto importante na trajetória dos jovens: o cuidado com a saúde. Lucas Pucarato, estudante de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), conversou com os alunos sobre prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e a importância do acesso à informação para a tomada de decisões mais seguras. Durante o encontro, Lucas apresentou formas de prevenção disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e destacou a importância de os adolescentes conhecerem os recursos existentes para cuidar da própria saúde. “É muito importante que os jovens entendam que existem inúmeras formas de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis disponíveis gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Conhecer essas possibilidades nos empodera para tomar decisões mais seguras, escolhendo aquelas que melhor se adequam à nossa vida. Não há como pensarmos em saúde integral sem levar em conta a vivência da sexualidade de forma plena e segura”, destaca Lucas. Sobre a ONG Amigos da Vida Com 26 anos de existência, a ONG Amigos da Vida atua em todo o Distrito Federal na defesa dos direitos humanos. A organização é presidida por Christiano Ramos, ativista e pessoa vivendo com HIV. Inspirado por sua própria experiência de hospitalização após o diagnóstico, em 1987, Ramos idealizou a criação de brinquedotecas em hospitais públicos, oferecendo às crianças espaços de acolhimento e ludicidade durante o tratamento. Todas as unidades levam o nome do artista Renato Russo, cantor e compositor nascido no Rio de Janeiro e criado em Brasília, onde consolidou sua trajetória artística. Sobre o Instituto CNP Brasil O Instituto CNP Brasil é uma organização comprometida com o fortalecimento da educação e o desenvolvimento de jovens em situação de vulnerabilidade, criando oportunidades reais de transformação por meio de programas educacionais. Atuando em parcerias com escolas, governos, empresas e organizações do terceiro setor, o Instituto desenvolve iniciativas voltadas ao desenvolvimento acadêmico, pessoal e ao exercício da cidadania, reconhecendo os jovens como protagonistas de suas próprias jornadas de transformação.

  • André Luís Rech fala sobre os 95 anos da Vinícola Garibaldi no Podcast Deu Bom!

    O sommelier André Luís Rech, profissional que une paixão pelo universo do vinho e experiência em comunicação, participou nesta segunda-feira do Podcast Deu Bom!, gravado no Estúdio Rodac, em Brasília. O episódio estreia nesta terça-feira (22), às 19h, no canal Deu Bom Brasília, no YouTube. Diretamente do Rio Grande do Sul, Rech desembarcou na capital federal para participar de um jantar especial em comemoração aos 95 anos da Cooperativa Vinícola Garibaldi. Brasília foi a primeira parada de uma programação comemorativa que passa por diferentes cidades do Brasil. Antes do jantar, o sommelier esteve no Estúdio Rodac para conversar com Ricardo Chiarelli e Rodac. Durante o podcast, o trio falou sobre a história da Cooperativa Vinícola Garibaldi, a evolução do mercado brasileiro, a cultura do vinho e, claro, os vinhos e espumantes produzidos pela cooperativa. Vinho, comunicação e experiência André Luís Rech é pós-graduado em Marketing e Vendas e também em Gestão de Empresas. Ao longo da carreira, acumulou experiências profissionais em diferentes áreas, passando por rádios, gerência de bistrô, supervisão de compras, marketing, branding e produção de conteúdo voltado ao setor vitivinícola. Sua atuação busca conectar marcas, produtos e pessoas por meio de narrativas que valorizam a cultura, a tradição e a inovação presentes no vinho brasileiro. O trabalho reúne conhecimento de mercado, estratégia de comunicação e experiência no universo da bebida. A passagem pelo Podcast Deu Bom! também abriu espaço para uma conversa descontraída sobre o consumo e a produção de vinhos e espumantes, além das transformações pelas quais o setor vitivinícola brasileiro vem passando. Garibaldi celebra 95 anos A Cooperativa Vinícola Garibaldi chega aos 95 anos celebrando uma trajetória construída no Rio Grande do Sul e ampliada para diferentes regiões do país. A agenda comemorativa que levou André Luís Rech a Brasília busca aproximar a história da marca de profissionais, parceiros e consumidores. E a capital federal teve papel especial nessa programação: foi escolhida como a primeira parada das comemorações realizadas pelo Brasil. Serviço Podcast Deu Bom! com André Luís Rech Data: terça-feira, 22 de setembro Horário: 19h Onde assistir: YouTube Deu Bom Brasília Apresentação: Ricardo Chiarelli e Rodac Gravação: Estúdio Rodac, Brasília/DF Link: https://youtu.be/C8lnUNExGAo

  • Última chamada para o rock: Rony Meolly encerra temporada no Hidden nesta sexta-feira

    O cantor e produtor Rony Meolly se prepara para o encerramento de um dos projetos mais vibrantes da temporada. Nesta sexta (25) , o músico comanda a última edição da "Sala de Rock" no Hidden Brasília, marcando a despedida de um formato que conquistou os amantes da boa música na cidade. Para a noite final, a promessa é de energia total e uma experiência marcante para marcar o fim do ciclo. A proposta do show é criar uma atmosfera intimista e aproximar o artista do público e colocar o formato que coloca a banda tocando diretamente no meio do público. A atmosfera intimista e eletrizante traz um repertório potente, que passeia por releituras de clássicos do pop, MPB, axé e soul, todos repaginados com arranjos marcantes de guitarra e a pegada característica do rock. "O 'Sala de Rock' foi idealizado para criar uma conexão real e sem distância com as pessoas, e a resposta ao longo da temporada superou todas as expectativas. Ver a energia de todo mundo cantando junto bem de perto é algo único. Nesta última sexta-feira, vamos reunir o melhor do nosso repertório para celebrar essa trajetória inesquecível do jeito que o público merece", destaca Rony Meolly. A noite de encerramento também reserva surpresas com a participação de convidados especiais, garantindo um show dinâmico e exclusivo para quem for se despedir da temporada. Os ingressos e informações sobre o acesso ao local estão disponíveis nos canais oficiais do evento, e a recomendação é chegar cedo para garantir lugar na última celebração do projeto. SERVIÇO Sala do Rock - Temporada de Setembro Local: Hidden Brasília (SIG) Data: de setembro Horário: 25 A partir das 19h Couvert: R$ 60

  • Estresse prolongado pode sobrecarregar o coração e aumentar risco de infarto

    O estresse faz parte da rotina, mas quando se torna frequente e intenso pode deixar de ser apenas uma reação momentânea e passar a afetar a saúde. A tensão constante mantém o organismo em estado de alerta, podendo provocar aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. Em 23 de setembro, Dia Mundial de Combate ao Estresse, o alerta também se volta para os impactos desse quadro sobre o coração. Segundo o cardiologista Vagner Vinícius Ferreira, do Hospital Mantevida, o problema aparece quando o estresse se torna frequente e mantém o organismo em estado de alerta por períodos prolongados. “O estresse faz parte da vida e nem sempre é prejudicial. O problema aparece quando ele se torna frequente e intenso, mantendo o organismo em um estado de alerta constante. Nesse cenário, podemos ter aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, além de alterações que, ao longo do tempo, podem prejudicar a saúde cardiovascular”, explica. A relação entre estresse e infarto, no entanto, não significa que a tensão emocional seja uma causa isolada do problema. Segundo Vagner, o risco está principalmente na combinação do estresse prolongado com outros fatores cardiovasculares. “O estresse não deve ser considerado uma causa isolada do infarto, mas pode contribuir para um cenário de maior risco, principalmente quando está associado a hipertensão, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada e privação de sono. É a combinação desses fatores que merece atenção”, afirma. Em situações de estresse intenso, o organismo pode aumentar a frequência dos batimentos e elevar a pressão arterial. Quando esses episódios se tornam recorrentes, o coração pode ser submetido a uma sobrecarga maior. “Uma situação de estresse muito intenso pode provocar uma resposta importante do organismo, com aumento dos batimentos e da pressão arterial. Em pessoas que já apresentam doença cardiovascular ou fatores de risco, esse impacto pode ser ainda mais relevante. Por isso, episódios intensos e recorrentes não devem ser ignorados”, ressalta o cardiologista. Outro ponto de atenção é a dificuldade de diferenciar sintomas relacionados ao estresse de sinais que podem indicar uma emergência cardiovascular. Dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea, tontura e mal-estar intenso podem estar entre os sinais de um infarto e exigem avaliação médica imediata. “Um dos principais cuidados é não atribuir automaticamente ao estresse ou à ansiedade sintomas como dor ou pressão no peito, falta de ar, suor frio, náusea, tontura ou mal-estar. Quando esses sinais aparecem, especialmente de forma súbita ou intensa, é importante procurar atendimento médico para descartar uma emergência cardiovascular”, alerta Vagner. A prevenção passa por uma rotina que inclua atividade física regular, alimentação equilibrada, sono adequado e acompanhamento de fatores como pressão arterial e colesterol. Para o cardiologista, também é importante encontrar formas saudáveis de lidar com situações de tensão. “Cuidar do coração também significa olhar para a rotina. Ter sono adequado, praticar atividade física, manter uma alimentação equilibrada, controlar a pressão e o colesterol e buscar formas saudáveis de lidar com o estresse são medidas que ajudam na prevenção das doenças cardiovasculares”, orienta.

  • Drama vivido por família de ex-presidente do BRB é contado em biografia

    Muitas pessoas que acompanham os desdobramentos das investigações que ligam o BRB ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, a autoridades e agentes públicos dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário talvez não imaginem que, poucos anos antes, outro caso havia abalado as estruturas do Banco de Brasília (BRB). Em 2019, uma investigação baseada em uma falsa delação sobre supostas irregularidades envolvendo a instituição, culminou na prisão de Vasco Cunha Gonçalves, que havia presidido o banco entre 2015 e 2018. O processo criminal acabou arquivado, e a experiência vivida pela família durante os anos de investigação se transformou em uma biografia. Escrito por Catiane Farias, esposa de Vasco há mais de 20 anos, o livro Quando roubaram nossas vidas: uma história real narra o drama familiar desde a prisão do marido até o arquivamento do processo criminal. Ao longo de 127 páginas, a autora apresenta detalhes do caso, faz revelações sobre o período, e cita personagens que, segundo ela, estiveram envolvidos nos acontecimentos e que posteriormente voltaram a aparecer em episódios relacionados ao sistema financeiro brasileiro. “Ele estava escrito na minha cabeça há anos, mas, se eu publicasse antes, seríamos ainda mais perseguidos”, afirma Catiane. Segundo ela, mesmo sendo servidor de carreira, o marido perdeu benefícios funcionais, contribuições previdenciárias e até o plano de saúde. “Ele foi proibido de pisar em uma agência bancária do BRB, e eu passei oito anos na ‘geladeira’ do meu trabalho, sem poder tomar posse em cargos comissionados, pelo fato de ser mulher dele”, relata a escritora, que também é servidora de carreira do Governo do Distrito Federal. O livro descreve a trajetória íntima de uma mulher que teve parte sua vida “roubada”, por ser esposa de um funcionário de carreira do BRB que presidiu a instituição entre 2015 e 2018 e, após deixar o cargo, foi convidado a comandar o Banestes, no Espírito Santo. A família se mudou para o estado em busca de uma nova fase. Apenas 15 dias depois da mudança, porém, a rotina foi interrompida por uma operação policial, justamente no primeiro dia de trabalho de Vasco no novo emprego. Segundo o relato de Catiane, os agentes de polícia chegaram ao apartamento com um mandado de busca e apreensão e determinaram que os moradores permanecessem todos na sala, enquanto reviravam a casa em busca de algo que comprometesse seu marido. Ao final da operação, Vasco foi informado de que seria preso. A autora conta que só conseguiu dimensionar o impacto da situação ao vê-lo deixar o prédio no camburão da polícia. Foram, segundo ela, mais de 130 dias de prisão. “Eu fui para o banheiro e despenquei num choro convulsivo e solitário para que meus pais e meus filhos não vissem a minha dor”, relata. Catiane afirma que a obra não pretende ser um livro de acusações, mas um relato sobre resiliência, especialmente a experiência de uma mulher que precisou reconstruir a própria vida em meio às adversidades. A narrativa também aborda a sororidade, os encontros entre pessoas que compartilham experiências de dor quando têm um ente querido no sistema prisional, e ainda mais sendo ele inocente. No prefácio, a obra amplia a história familiar para uma reflexão sobre solidariedade, justiça e responsabilidade coletiva. Entre os personagens citados no livro está Ricardo Siqueira Rodrigues, conhecido como Ricardo Gordo. Delator de um desdobramento da Lava Jato, Rodrigues também apareceu nas investigações que atingiram o BRB em 2019. Na ocasião, segundo reportagens sobre a operação, sua delação foi utilizada como uma das bases da investigação que envolveu Vasco e outros dirigentes da instituição que também nada tinham realizado ilegalmente. Anos depois, Ricardo Siqueira Rodrigues voltou ao centro das investigações. Em 2026, ele foi alvo de mandados na Operação Compliance Zero, que apura operações envolvendo o Banco Master e investimentos do Rioprevidência. Segundo a Polícia Federal e decisão do Ministro André Mendonça, Rodrigues atuava na captação de recursos para o Master e recebeu comissão de 0,6% sobre os valores captados. No caso da da família de Catiane, o delator disse anos depois que “ acho que nem sei quem é Vasco, acho que me enganei no relato”. A história, segundo Catiane, ainda não terminou. “O processo criminal foi arquivado sem comprovação das acusações, mas meu marido foi demitido pelo banco antes da conclusão judicial”, afirma. A família ainda aguarda o desfecho de uma ação trabalhista, atualmente em fase de recurso no Tribunal Superior do Trabalho. Atualmente, Vasco está aposentado compulsoriamente, segundo a autora, e ainda busca na Justiça a recuperação de direitos trabalhistas e previdenciários. Catiane é assistente social de carreira da Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal, e voltou à universidade para cursar direito e quer seguir pela carreira penal. Serviço Lançamento do livro Quando roubaram nossas vidas: uma história real Data: quinta-feira, 24 de setembro Horário: a partir das 19h Local: Café Angelina — CLS 409, bloco D, loja 6, Plano Piloto Valores: R$ 25,95 (eBook) e R$ 51,90 (livro físico) Onde comprar: Versão Impressa: • Amazon • Estante Virtual • UmLivro • Entre outros Versão Digital (E-book): • Amazon Kindle • Google Play • Apple Books • Kobo (Distribuída via BookWire e MetaBrasil, conforme a estratégia adotada)

  • Sob os Pés do Mundo transforma texturas, memórias e diferentes formas de viver a cidade em arte

    A cidade que vemos todos os dias também pode ser percebida pelos pés, pelas mãos, pelos sons, pelas lembranças e pelas diferentes maneiras como cada corpo consegue ocupá-la. É dessa perspectiva que partiu a segunda edição Sob os Pés do Mundo: Arte e Inclusão, projeto do artista visual, sociólogo e pesquisador italiano Flavio Marzadro. Desta vez, realizado em Sobradinho, o projeto celebrará sua conclusão com exposição inclusiva montada no Teatro de Sobradinho, que poderá ser visitada, gratuitameente, de 3 de outubro a 2 de novembro. Em 14 de outubro, o artista, ao lado dos coautores -- os participantes das oficinas e vivências -- receberão a comunidade para uma visita guiada. A exposição reúne 15 quadros táteis, em diferentes formatos e dimensões, sendo a menor de 40x60 cm e, a maior, de 90x130 cm. Produzidas a partir dos lugares, percursos e experiências que atravessaram o projeto, as obras contam com títulos em Braille, letras ampliadas, audiodescrição acessível por QR Code, e paisagens sonoras, que incorporam sons registrados nos espaços que deram origem aos trabalhos. O toque é essencial da experiência. Ao reunir textura, memória, som e imagem, abre-se espaço para abordar acessibilidade, pertencimento, direito à cidade e direito à expressão artística. Para chegar às telas apresentadas ao público, Sob os Pés do Mundo se desenvolveu em duas frentes. De um lado, foram realizadas oficinas sensoriais com cerca de 80 alunos estudantes do Centro de Ensino Especial de Sobradinho (CEE 01) e do Centro de Ensino Médio de Sobradinho (CEM 02), conduzidas por Flavio Marzadro em colaboração com a ceramista Geusa Joseph e demais monitores. Nelas, os jovens exploraram com os pés, as mãos e a pele, diferentes texturas apresentadas pela equipe, e foram estimulados a descobrir outras nos próprios espaços da escola. Pisos, calçadas e elementos aparentemente banais do cotidiano passaram a ser percebidos de outra maneira, transformando-se em matéria para a criação artística, a partir da técnica “flotagem”, que captura relevos das superfícies. Com base nessas experiências, foram desenvolvidos moldes e composições, transformando sensações e descobertas em linguagem artística. Para ampliar a participação e a imersão nas atividades, as oficinas contaram com recursos de acessibilidade, como audiodescrição e mediação sensível. Após as oficinas, Marzadro construiu vivências com quatro pessoas com deficiência, partindo de suas histórias, memórias, deslocamentos e relações particulares com a cidade. Participaram a palestrante Iasmyn de Souza Queiroz, 24 anos, cadeirante; a estudante Lúcia de Fátima Azevedo da Silva, de 53 anos, com síndrome de Down; o aposentado Mitsuo Sato, de 73 anos, que perdeu a visão na vida adulta; e Cícero Lopes, 59 anos, jornalista, ilustrador, designer gráfico e professor de desenho, autista com diagnóstico tardio. Estes encontros acrescentaram uma nova camada ao projeto com a produção de um comovente minidocumentário que compõem a exposição. Mais do que produzir uma exposição acessível, Sob os Pés do Mundo questiona quem pode produzir arte, quais experiências encontram espaço no circuito artístico e quantas formas de perceber uma mesma cidade permanecem pouco conhecidas. Flavio trabalha a partir da escuta e da convivência, reconhecendo pessoas com deficiência como sujeitos do processo criativo e suas experiências urbanas como produtoras de conhecimento, memória e expressão artística. O próprio projeto nasceu de sua pesquisa sobre as relações entre corpo, cidade e arte e de técnicas capazes de transformar as superfícies urbanas em obras táteis. Idealizado por Flavio Marzadro, com gestão do Instituto Lente Cultural, o projeto Sob os Pés do Mundo: Arte e Inclusão foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC -DF). As oficinas As quatro oficinas resultaram em trabalhos criados em colaboração com os estudantes e foram apresentados em exposições realizadas nos ambientes escolares. A experiência dialogou com uma metodologia que, desde a primeira edição, trata as oficinas como espaços de escuta, toque e criação coletiva, e não simplesmente como ensino de uma técnica. O projeto trabalha com a ideia de uma percepção feita com o corpo inteiro, na qual a experiência artística pode surgir do contato com materiais tão cotidianos quanto uma calçada ou um piso tátil. As vivências A segunda frente mergulhou mais profundamente na relação entre trajetória pessoal e território. Para isso, o artista compartilhou tempo, conversas, caminhadas e deslocamentos com quatro moradores, estabelecendo uma relação de confiança que permite que lembranças, afetos, dificuldades, escolhas e projetos de futuro conduzam a experiência artística. Os quatro revelam uma diversidade que vai muito além das próprias deficiências. Iasmyn de Souza Queiroz, cadeirante, atravessou um período difícil após a pandemia e hoje vive um momento de retomada: voltou aos estudos, estuda inglês, encontrou na comunidade religiosa um importante espaço de pertencimento e começa a construir novos projetos para o futuro. Sua relação com a cidade é atravessada também pelas barreiras de mobilidade enfrentadas por quem utiliza cadeira de rodas. Lúcia de Fátima Azevedo da Silva, que tem síndrome de Down, encontra no desenho uma forma cotidiana de expressão. Em casa, cercada pelo afeto da família, mantém seu próprio espaço para desenhar e transforma em imagens sobretudo as pessoas que fazem parte de sua vida: familiares, amigos e figuras de seu cotidiano. A arte, portanto, não chega até Lúcia com o projeto: ela já fazia parte de seus dias. Já Mitsuo Sato, filho de japoneses, carrega outra experiência de percepção da cidade. Ele perdeu a visão aos 30 anos, aprendeu braile no CEEDV e desenvolveu uma vida marcada pela autonomia. Chegou a aprender a interpretar as plantas da própria casa para acompanhar sua construção. Em uma das vivências com Marzadro, revisitou lugares do Plano Piloto onde havia morado com os pais na juventude. Sem precisar enxergá-los novamente, reconheceu na cidade lembranças capazes de reconstruir afetivamente aqueles espaços. Completa o grupo Cícero Lopes, 59 anos, jornalista, ilustrador, designer gráfico e professor de desenho, que recebeu aos 55 anos o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista nível 1 de suporte, além de outras condições associadas. Em Sobradinho, ele encontrou também espaços importantes para sua autorregulação: as caminhadas pela Avenida Contorno em direção ao Parque dos Jequitibás fazem parte de sua relação com a cidade. O desenho, habilidade que o acompanha desde a infância e marcou toda a sua trajetória profissional, hoje também está presente no projeto Jornada do Desenho, no qual atua como professor. É justamente nessa diversidade que Sob os Pés do Mundo encontra sua matéria. Uma cadeira de rodas altera a experiência de uma calçada; a cegueira reorganiza as referências de um percurso; a neurodivergência pode estabelecer outras relações com estímulos e ambientes; memórias e afetos fazem determinados pontos da cidade adquirirem sentidos que não aparecem em nenhum mapa. Ao percorrer esses lugares junto aos participantes, o idealizador do projeto buscou transformar essas experiências em linguagem artística. Nos pontos escolhidos durante as vivências, entraram em cena os decalques táteis em base siliconada, técnica desenvolvida pelo artista e professor para registrar relevos e texturas de calçadas e outras superfícies. O chão deixa de ser somente lugar de passagem: torna-se suporte de memória e matéria para obras que podem ser experimentadas visualmente e pelo toque. É também por isso que o processo exige tempo. Antes da obra existe a conversa; antes do decalque, existe a escolha daquele lugar; antes da exposição, existe uma história que precisa ser compartilhada. Na edição de Sobradinho, o minidocumentário permitirá que parte dessa dimensão normalmente invisível da criação chegue também ao público. Um projeto que começou pelos chãos de Brasília Realizada em 2025, a primeira edição de Sob os Pés do Mundo teve como protagonistas Gilfrank Pimentel Nunes, Manoel de Jesus Vieira de Matos, Aparecida Moreira Machado e Sheila Maria Guimarães de Sá, pessoas cegas ou com baixa visão que compartilharam percursos, memórias e percepções sobre diferentes regiões do Distrito Federal. As ações incluíram oficinas no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) e na Biblioteca Braille Dorina Nowill, além das vivências urbanas. O processo culminou em uma exposição no Museu Nacional da República, com 15 quadros táteis produzidos a partir das experiências dos participantes. A mostra contou com títulos em braile, letras ampliadas, audiodescrição e paisagens sonoras dos locais onde os moldes foram realizados. Ao chegar à segunda edição e ampliar o encontro para pessoas com diferentes deficiências, Sob os Pés do Mundo mantém a pergunta que atravessa todo o trabalho de Marzadro: quem tem direito de criar, ocupar e narrar a cidade? A resposta do projeto está no próprio processo — tocar o chão, percorrê-lo, reconhecê-lo e transformá-lo em arte. FICHA TÉCNICA ConcepçãoFlavio Marzadro CuradoriaFlavio MarzadroBarbara Lele OficineirosFlavio MarzadroGeusa Joseph TextosBarbara Lele Cleber Cardoso Xavier Edu Rocha Flavio Marzadro Taís Beltrame Gestão administrativa Carol Peres Produção Cleber Lopes Paula Jacobson Assistente de produçãoKacus Martins Design gráficoStudio Jana Ferreira Assessoria de comunicaçãoCharlotte Vilela Fotos vivências e oficinas Cristiano CostaSérgio de Almeida Barbarah Queiroz Fotos vernissagem e exposiçãoCristiano CostaSérgio de Almeida Fotos obrasFlavio Marzadro Vídeo Cléber Araújo Fernandes Redes sociaisMariana Lazzari Serviço Mostra Sob os pés do mundo De 3/10 a 2/11 Das 8h às 12h (Das 14h às 18h, de segunda a sexta, e nos finais de semana em que o Teatro abrir) Teatro de Sobradinho (Q 12 – Sobradinho) Classificação: Livre Entrada: franca

  • Lançamentos do LP "Unholy Retribution", da banda brasiliense Violator, e livro Swedish Death Metal, de Daniel Ekeroth: 26 de setembro, na Oto Livraria (302 Norte)

    Em 26 de setembro, sábado, das 14h às 18h, a Oto Livraria (302 Norte, bloco E, loja 39, subsolo) recebe os lançamentos do livro Swedish Death Metal, de Daniel Ekeroth, e do LP Unholy Retribution, terceiro álbum de estúdio da banda brasiliense Violator. No meio da tarde, os dois lançamentos serão tema de um bate-papo conduzido pelo jornalista Pedro Brandt com Antônio Roldão (Kill Again Records) e Pedro Poney (vocalista e baixista do Violator). Considerado uma referência sobre a história do death metal sueco, o livro mapeia a cena que revelou nomes como Nihilist, Entombed, Dismember, Unleashed, At the Gates, Opeth e Bloodbath. A edição brasileira – parceria entre MBZ Edições, Kill Again Records e Morbus Zine –tem 564 páginas, fotos raras, capas de fanzines e cartazes de shows. Preço: R$ 150 Gravado em Brasília, em 2024, o terceiro álbum do Violator reúne oito faixas e tem produção do belga Yarne Heylen, baixista da Carnation. A arte da capa é de Andrei Bouzikov. O disco sai pela Monstro Discos, de Goiânia. Lançado em 2025, o disco apareceu em diversas listas de melhores do ano, incluindo a do BangerTV, de Sam Dunn. Preço: R$ 200 Formado em Brasília em 2002, o Violator é um dos principais nomes do thrash metal brasileiro, com turnês pela América Latina, Europa e Ásia e participações em festivais como Sweden Rock Festival, Brutal Assault, Obscene Extreme e True Thrash Fest. Heavy Metal na Oto Livraria 26 de setembro, sábado, das 14h às 18h, na Oto Livraria (302 Norte, bloco E, loja 39, subsolo). Lançamento do livro Swedish Death Metal, de Daniel Ekeroth; e do LP Unholy Retribution, terceiro álbum de estúdio da banda brasiliense Violator.

  • Gabriel Koenigkan recebe Gaetano Di Mauro para etapa endurance da Stock Light em Brasília

    Líder da Stock Light em 2026, Gabriel Koenigkan definiu seu parceiro para a etapa da endurance em Brasília, neste final de semana. Se trata de Gaetano Di Mauro, seu coach nas etapas da categoria de base da Stock Car. Koenigkan é líder da Stock Light com 125 pontos de vantagem para o segundo colocado, com cinco vitórias e oito pódios em 15 corridas realizadas pela categoria em 2026. No último final de semana, em Curvelo, o brasiliense teve uma vitória e um pódio em três corridas. Gabriel fará jornada dupla no final de semana ao correr pelo endurance da Stock Car. Koenigkan dividirá o volante com Arthur Leist da equipe Texaco Racing e se tornará o piloto mais jovem a correr na Stock Car Pro Series, superando recorde de Gabriel Bortoleto. Na Stock Light, com o convite à sua escolha, Gabriel tomou uma decisão natural. Gaetano Di Mauro é seu coach na Stock Light e os dois tem muita afinidade. Di Mauro é o atual vice-campeão da Stock Car correndo pela equipe Eurofarma e têm experiência em provas endurance, incluindo o título do Endurance Brasil em 2023. Atualmente, o piloto também realiza provas de longa duração ao lado de Marçal Muller na Porsche Cup. Além da liderança, Koenigkan tem a vantagem de correr em casa neste final de semana. O piloto brasiliense corre na capital federal e deve ter boa parte da torcida ao seu favor. O fim de semana da Stock Light em Brasília conta com um treino livre na quinta e outro na sexta-feira. A qualificação será na tarde de sexta, dividindo o grid entre os pilotos da categoria e os convidados. A corrida será na manhã de sábado, com duas horas de duração. Qualificação e corrida podem ser assistidas por site, canal de YouTube e aplicativo da Band, além dos canais oficiais da categoria. O que ele disse: “Estou muito animado para essa prova, não só por ser em casa mas por dividir o volante com um coach, que ao mesmo tempo é um grande amigo. Também estou contente por fazer minha estreia na Stock Car. Será uma jornada intensa e com a virada de chave entre Stock Light e Stock Car Pro Series, mas me sinto preparado e confiante para o final de semana”.Gabriel Koenigkan Programação da etapa: Quinta-feira, 24 de setembro13:15 - Shakedown16:30 - Treino Oficial 1 Sexta-feira, 25 de setembro12:45 - Treino Oficial 216:45 - Qualificação - Pilotos oficiais17:15 - Qualificação - Pilotos convidados Sábado, 26 de setembro09:30 - Corrida (120 minutos + 1 volta)

  • Clube de Leitura BDB promove encontro on-line sobre a poesia de Noélia Ribeiro

    A Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles (BDB) promove, no dia 29 de setembro, às 19h, mais uma edição do Clube de Leitura BDB. O encontro será dedicado à obra da escritora Noélia Ribeiro, com destaque para o livro Pequena Antologia Pessoal. A atividade será transmitida pelo canal oficial da BDB Cultural, no YouTube, com mediação da bibliotecária Thalyta Jubé. Nascida em Recife e residente em Brasília, Noélia Ribeiro é formada em Letras pela Universidade de Brasília (UnB) e tem uma trajetória dedicada à literatura. Entre suas obras estão Expectativa, Atarantada, Escalafobética, Espevitada, Assim não vale e Pequena Antologia Pessoal. A proposta do encontro é aproximar leitores e autora a partir da leitura compartilhada. Antes da atividade, os participantes poderão baixar gratuitamente o livro Pequena Antologia Pessoal e escolher de um a dois poemas para realizar a leitura durante a transmissão. A programação também contará com uma conversa com Noélia Ribeiro sobre seu processo de escrita e os elementos que atravessam seus poemas. A dinâmica busca criar um espaço de troca entre leitores e escritora, valorizando diferentes interpretações e experiências de leitura. Além da autora e da mediadora, o Clube de Leitura BDB contará com a participação de convidados. O livro pode ser baixado gratuitamente por meio do link disponibilizado aqui. Para participar e ficar por dentro da programação cultural da Biblioteca Demonstrativa, acompanhe as redes sociais da @bdbcultural no Instagram, Facebook e YouTube. Sobre a programação cultural da BDB A programação cultural da Biblioteca Demonstrativa Maria da Conceição Moreira Salles é realizada por meio do Termo de Colaboração nº 950548/2023 com o Instituto Incluir, uma organização da sociedade civil. Serviço: Clube de Leitura BDB | Poesia de Noélia Ribeiro Data: 29 de setembro (terça-feira) Horário: 19h Mediação: Thalyta Jubé Transmissão pelo canal oficial da BDB Cultural no YouTube Livro: Pequena Antologia Pessoal, de Noélia Ribeiro

  • Alunas do DF quebram barreiras de gênero e conquistam primeiro lugar na Olimpíada Brasileira de Informática

    A Escola Eleva conquistou o melhor resultado do Distrito Federal na 28a Olimpíada Brasileira de Informática (OBI2026), uma das principais competições de programação e lógica computacional do Brasil, obtendo o primeiro lugar entre as escolas do DF nos três níveis da categoria iniciação júnior, nível 1 e nível 2. Uma aluna do Ensino Fundamental da escola bilíngue e em tempo integral da Inspired Education atingiu nota máxima na competição, com 100% de aproveitamento. Ao todo, 14 alunos da Eleva receberam a medalha de honra ao mérito estadual, concedida a estudantes que atingem nota igual ou superior à metade da nota máxima da categoria e pontuação superior à de pelo menos metade dos candidatos do estado. A competição contou com mais de 40 mil estudantes de escolas de todas as regiões do Brasil. "Esse resultado reflete o trabalho que a Eleva desenvolve para despertar, desde cedo, o interesse dos nossos alunos por lógica, tecnologia e ciências exatas. Sabemos que o topo das olimpíadas dessas áreas historicamente sofre com a sub-representação feminina. Por isso, ver duas meninas entre os três alunos com maiores notas do DF é um marco para nós. Isso reforça que nosso incentivo tem alcançado a todos de forma equilibrada, preparando nossos estudantes para ocupar espaços de destaque e liderança no cenário global", afirma Amanda Payne, diretora da Escola Eleva. SOBRE A ESCOLA ELEVA A Escola Eleva é uma das mais importantes escolas bilíngues em tempo integral do país. Fundada em 2017 e parte do Inspired Education Group desde 2022, a instituição alia tradição e inovação para oferecer educação de excelência desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. As unidades da Escola Eleva escolas no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Recife contam com projetos arquitetônicos de referência para espaços educacionais inovadores e um currículo que integra o ensino brasileiro ao de programas internacionais, garantindo uma formação acadêmica sólida e globalmente conectados em escolaeleva.com.br.

  • Juliane Gamboa e Joana Duah se apresentam no projeto Tom e Vinicius

    Uma artista da nova geração, indicada ao Grammy Latino e com trabalho que transita entre jazz, samba e MPB. A outra, brasiliense, construiu uma trajetória de quase 26 anos cantando em diferentes cidades e países. Juliane Gamboa e Joana Duah são as próximas convidadas de Tom e Vinicius, projeto apresentado pelo Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. As cantoras se apresentam no sábado, 26 de setembro, no Clube do Choro, e no domingo, 27, no CCBB Brasília. O encontro aproxima duas trajetórias distintas em torno da obra de Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes. Juliane chega ao projeto com uma produção contemporânea marcada pelo diálogo entre diferentes vertentes da música brasileira e do jazz. Joana traz uma experiência construída ao longo de mais de duas décadas entre Brasília, Nova York, Hong Kong, São Paulo e Rio de Janeiro. Indicada ao Grammy Latino de Melhor Artista Revelação em 2025, Juliane Gamboa une jazz, samba e MPB em um trabalho que também tem no improviso uma de suas marcas. Em 2024, lançou o single Lote XV, seguido do álbum JAZZWOMAN, que aborda temas como ancestralidade, espiritualidade, liberdade e autonomia da mulher preta. A cantora acumula ainda experiências internacionais. Em 2024, participou do OneBeat, programa de intercâmbio musical nos Estados Unidos, e já se apresentou em Berlim e Copenhague, incluindo uma colaboração com a DR Big Band. Em seu repertório, aproxima referências como Billie Holiday, Jovelina Pérola Negra, Sueli Costa, Filó Machado e Marcos Valle, criando diálogos entre jazz, blues, samba e canção brasileira. Nascida em Brasília, Joana Duah construiu boa parte de sua trajetória artística fora da cidade. São quase 26 anos cantando em diferentes lugares, período em que viveu e trabalhou como cantora por quatro anos em Nova York e outros 20 entre Hong Kong, São Paulo e Rio de Janeiro. A abertura dos shows fica por conta do Trio de Sopros Vento e Verso e percussão, formado por Jackson Delano, Marina Vanéli e Carlos Cárdenas. Com arranjos desenvolvidos especialmente para a temporada, o grupo prepara o público para o repertório da noite. Na sequência, Juliane Gamboa e Joana Duah serão acompanhadas pelo Regional Choro Livre, grupo residente de Tom e Vinicius e responsável pela condução musical da temporada. Tom e Vinicius segue até 11 de outubro reunindo artistas de diferentes gerações e trajetórias em torno da obra de Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes. Depois de Juliane Gamboa e Joana Duah, a programação recebe Leo Gandelman, que encerra a temporada. TOM E VINICIUS Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes formaram uma das parcerias mais importantes da história da música brasileira. Responsáveis por clássicos como Garota de Ipanema, Chega de Saudade, Corcovado, Insensatez e Eu Sei que Vou Te Amar, ajudaram a projetar a música brasileira no cenário internacional e transformaram a Bossa Nova em um dos movimentos culturais mais influentes do século XX. Mais do que compositores, deixaram um legado que dialoga com o samba, o choro, a canção popular e a poesia, influenciando artistas de diferentes gerações e consolidando sua obra como um dos pilares da cultura brasileira. REGIONAL CHORO LIVRE Grupo residente da temporada, o Choro Livre conduz toda a programação de Tom e Vinicius, acompanhando os artistas convidados em arranjos especialmente concebidos para o projeto. Referência na difusão do choro e da música instrumental brasileira, o conjunto estabelece a unidade artística dos espetáculos e reafirma o protagonismo do gênero na construção da identidade musical do país. Sua trajetória, construída ao longo de décadas ao lado de grandes nomes da música brasileira, faz do grupo um dos principais representantes do choro contemporâneo mundial. TRIO DE SOPROS VENTO VERSO e PERCUSSÃO Formado por Jackson Delano, Marina Vanéli e Carlos Cárdenas, o trio de Sopros Vento e Verso amplia a sonoridade dos espetáculos por meio de arranjos especialmente desenvolvidos para a temporada. Reunindo músicos com sólida atuação na música de concerto e na música popular brasileira, o grupo contribui para novas leituras do repertório de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. JOANA DUAH Nascida em Brasília, Joana Duah retorna à cidade após uma trajetória internacional construída ao longo de mais de duas décadas. Com passagens por Nova Iorque, Hong Kong, São Paulo e Rio de Janeiro, a cantora desenvolveu uma carreira marcada pelo diálogo entre a música brasileira, o jazz e outras influências da música mundial. Em Tom e Vinicius, sua interpretação destaca a universalidade da obra de Antônio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, reafirmando a força de um repertório que continua atravessando fronteiras e gerações. JULIANE GAMBOA Indicada ao Grammy Latino de Melhor Artista Revelação em 2025, Juliane Gamboa integra uma nova geração que amplia os caminhos do jazz brasileiro. Sua música aproxima jazz, samba e MPB em uma linguagem contemporânea, marcada pelo improviso, pelo lirismo e pela conexão com as raízes afro-brasileiras. No álbum JAZZWOMAN, lançado pela Biscoito Fino, a artista aborda temas como ancestralidade, espiritualidade, liberdade e autonomia da mulher preta. Com apresentações nos Estados Unidos e na Europa, Juliane leva a Tom e Vinicius uma interpretação que une tradição, reinvenção e forte presença cênica. LEO GANDELMAN Saxofonista, compositor, arranjador e produtor musical, Leo Gandelman é uma das principais referências da música instrumental brasileira. Ao longo de mais de quatro décadas, contribuiu para aproximar o gênero do grande público, transitando com naturalidade entre a música popular, o jazz e o repertório de concerto. Com 21 discos lançados, mais de 500 mil cópias vendidas e atuações como solista junto a importantes orquestras brasileiras e internacionais, foi recentemente reconhecido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Brasília. Sua relação com a obra de Tom Jobim e Vinicius de Moraes inclui apresentações com a Orquestra Sinfônica de Moscou, nas quais interpretou clássicos como A felicidade e Chega de saudade. Em Tom e Vinicius, encerra a temporada acompanhado por seu quarteto. JACKSON DELANO - Arranjador do projeto Tom e Vinicius Clarinetista, saxofonista, arranjador, compositor e educador musical. Músico e arranjador da Orquestra Sinfônica da Força Aérea Brasileira (OSFAB), é professor da Escola Brasileira de Choro e palestrante convidado em cursos, oficinas e festivais nacionais e internacionais. Suas obras já foram executadas em importantes salas de concerto no Brasil e no exterior e, ao longo da carreira, dividiu o palco com grandes nomes da música brasileira, consolidando uma trajetória dedicada à performance, à criação de arranjos e à formação de novos músicos. Sobre o CCBB Brasília O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília (CCBB Brasília) foi inaugurado em 12 de outubro de 2000. Sediado no Edifício Tancredo Neves, uma obra arquitetônica de Oscar Niemeyer, tem o objetivo de reunir, em um só lugar, todas as formas de arte e criatividade possíveis. Com projeto paisagístico assinado por Alda Rabello Cunha, dispõe de amplos espaços de convivência, galerias de artes, sala de cinema, teatro, praça central e jardins, onde são realizadas exposições, shows musicais, espetáculos, exibições de filmes e performances. Além disso, oferece o Programa Educativo CCBB Brasília, projeto contínuo de arte-educação, que desenvolve ações educativas e culturais para aproximar o visitante da programação em cartaz, acolhendo o público espontâneo e, especialmente, estudantes de escolas públicas e particulares, universitários e instituições, por meio de visitas mediadas agendadas. Em 2022, o CCBB Brasília se tornou o terceiro prédio do Banco do Brasil a receber a certificação ISO 14001, cuja renovação anual ratifica o compromisso da instituição com a gestão ambiental e a sustentabilidade. Acessibilidade    A ação “Vem pro CCBB” conta com uma van que leva o público, gratuitamente, para o CCBB Brasília. A iniciativa reforça o compromisso com a democratização do acesso e a experiência cultural dos visitantes.    A van fica estacionada próxima ao ponto de ônibus da Biblioteca Nacional. O acesso é gratuito, mediante retirada de ingresso, no site, na bilheteria do CCBB ou, ainda, pelo QR Code na própria van. Lembrando que o ingresso garante o lugar na van, que está sujeita à lotação, mas a ausência de ingresso não impede sua utilização. Uma pesquisa de satisfação do usuário pode ser respondida pelo QR Code, que consta do vídeo de divulgação exibido no interior do veículo. Horários da van – de quinta a domingo:    Biblioteca Nacional – CCBB: 13h, 14h, 15h, 16h, 17h, 18h, 19h e 20h    CCBB – Biblioteca Nacional: 13h30, 14h30, 15h30, 16h30, 17h30, 18h30, 19h30, 20h30 e 21h30 . SERVIÇOProjeto Tom e ViniciusLocal: Centro Cultural Banco do Brasil BrasíliaEndereço: SCES Trecho 02 Lote 22 – Edif. Presidente Tancredo Neves – Setor de Clubes Especial Sul HoráriosClube do Choro: 26 de setembro, sábado, 20h30CCBB: 27 de setembro, domingo, das 16h às 19h (acesso ao evento às 15h) IngressosCCBB: gratuito mediante retirada de ingressos limitados, a partir das 12h do dia anteriorClube do Choro: Bilheteria DigitalClassificação indicativa: Livre CCBB Brasília   Aberto de terça a domingo, das 9h às 21h   E-mail: ccbbdf@bb.com.br    Informações:   Fone: (61) 3108-7600   E-mail: ccbbdf@bb.com.br   Site/ bb.com.br/cultura   Facebook/ @ccbb.brasilia   Instagram/ @ccbbbrasilia   YouTube/ bancodobrasil   TikTok/@ccbbcultura

  • Brasília recebe 7ª edição do Brasília Trends Fashion Week com moda, arte, sustentabilidade e inclusão

    Brasília recebe, de 24 a 27 de setembro, a 7ª edição do Brasília Trends Fashion Week (BTFW). Realizado pelo Instituto Expressão Cultural de Brasília e organizado pelo Grupo Cirandinha. O evento é considerado o maior do segmento no Distrito Federal. Nesta edição, ele transforma o Dúnia City Hall em ponto de encontro entre criadores, empresários, artistas, diplomatas e representantes de diferentes gerações e culturas, além de estender pela primeira vez sua programação para outro território da cidade. Desfiles, palestras, oficinas, exposições, debates e experiências de moda integram uma agenda gratuita, mediante a entrega de 1kg de alimento não perecível que será doado para o Programa Mesa Brasil do Sesc-DF. Entre os destaques da programação estão as palestras de Pedro “Peu” Andrade, fundador e diretor criativo da Bold Strap e de Bruno Bentzen, com o tema “Bold Strap - Do underground à passarela: como o Bold Strap transforma Sexy Appeal e diversidade em identidade de marca”. A agenda também contará com Paulo Borges, idealizador, fundador e diretor criativo do São Paulo Fashion Week (SPFW), considerado a maior semana de moda do hemisfério sul e a quinta maior do mundo. O movimento tem relação direta com o tema escolhido para 2026: “Fluxos Invisíveis”. Inspirado nos rios voadores, grandes correntes de vapor de água transportadas pela atmosfera, e no Cerrado como berço das águas do Brasil, o conceito traça uma conexão simbólica entre Cerrado, Amazônia e Distrito Federal. Na passarela e fora dela, a proposta é provocar reflexões sobre os vínculos, nem sempre visíveis, que unem natureza, identidade, território, cultura e sustentabilidade. Bernardeth Martins, idealizadora do Brasília Trens Fashion Week destaca que a sétima edição traduz um amadurecimento do evento e amplia a forma de enxergar a moda para além das tendências. “A moda nunca está isolada. Ela carrega histórias, identidades, culturas e também pode provocar discussões importantes sobre a sociedade em que vivemos. Nesta edição, queremos mostrar justamente essas conexões que nem sempre são percebidas, mas que estão presentes na forma como criamos, produzimos, consumimos e nos relacionamos. O BTFW cresceu com esse propósito de ser uma plataforma para a moda autoral, mas também de inclusão, sustentabilidade, cultura e geração de oportunidades”, afirma. A modelo, empresária e ativista Luiza Brunet, madrinha do evento, estará presente e terá participação também em debates sociais que atravessam a programação. Durante os quatro dias, o BTFW abre espaço para temas como violência contra a mulher, tráfico de pessoas, trabalho infantil e inclusão na moda, além de reunir desfiles autorais, apresentações inclusivas e 60+, oficinas, exposições de artistas locais, música, sessões de autógrafos e encontros de networking entre empresários, profissionais e criadores. Abertura e Programação A abertura, no dia 24, será reservada a convidados e dará o tom conceitual da edição. Um desfile especial com produção de moda de Gabriel Guimarães foi concebido como um manifesto visual sobre conexão, pertencimento e futuro. Moda, arte, movimento e ancestralidade serão combinados para traduzir em imagens a relação entre território, natureza e identidade proposta por “Fluxos Invisíveis”. A noite termina com um coquetel para convidados. Na sexta-feira (25), a história da moda brasiliense ganha espaço com o desfile do Grupo Brasília de Moda (GBM), comandado pela empresária e estilista Nágela Maria, que conta com 30 anos de trajetória profissional. Luiza Brunet participa ainda de duas mesas-redondas que levam para dentro de um evento de moda discussões sobre tráfico de pessoas. No sábado (26), a passarela ganha sotaques internacionais. A participação das representações diplomáticas nesta edição foi organizada e capitaneada pela Embaixada dos Camarões, através da liderança do Embaixador Martin Mbeng. Representantes de oito embaixadas apresentam ao público trajes típicos de seus países, em uma tarde dedicada ao intercâmbio cultural e à celebração das identidades mundiais. No mesmo dia, Luiza Brunet e a atriz Fernanda Botelho participam de uma mesa-redonda sobre violência contra a mulher. É também no sábado que o BTFW rompe, literalmente, as fronteiras de sua sede. Pela primeira vez, o evento realiza uma ação externa e chega ao Conic, um dos territórios mais simbólicos da cultura urbana brasiliense. A Bold Strap, marca paulistana comandada pelo designer Peu Andrade e integrante do line-up do São Paulo Fashion Week, fará uma apresentação inédita na Festa Garoto, que acontecerá no Birosca no Conic. Conhecida pela estética provocativa e pela liberdade de expressão, a grife já vestiu nomes como Anitta, Ludmilla, Priscilla, Lia Clark e Christian Chávez. A escolha do Conic reforça a intenção desta edição de fazer a moda circular e dialogar com diferentes cenas culturais da capital. “Levar uma ação para fora da nossa sede é também uma maneira de aproximar o BTFW da cidade. Brasília tem territórios culturais muito fortes e o Conic representa diversidade, comportamento, arte e liberdade. Queremos que a moda ocupe esses espaços, dialogue com novos públicos e mostre que pode estar onde as pessoas estão”, acrescenta Bernardeth Martins. O encerramento, no domingo (27), coloca a diversidade de corpos, idades e formas de criar no centro da passarela. A programação terá desfile inclusivo do Grupo Cirandinha e uma apresentação 60+, com participação da Câmara da Felicidade e da Câmara Técnica do Vestuário, Moda e Acessórios do CODESE-DF. Sustentabilidade também ganha forma por meio de criações desenvolvidas com lacres e técnicas de upcycling, enquanto uma mesa-redonda discute os caminhos para ampliar a inclusão no universo da moda. Além disso, no dia, o Brasília Trends e a Outside Box apresentarão Refrão, marca de roupas que irá provocar novas formas de se vestir, pensar e criar, com peças exclusivas que respiram sustentabilidade, arte, conexão, consciência, cura, música, inspiração e criatividade. Para celebrar o fim desta sétima edição em clima de festa e brasilidade, o evento será finalizado com a apresentação da banda Luciano Ibiapina, que abrirá alas para a Escola de Samba Grêmio Recreativo Unidos de Vicente Pires (GRUVIPI). Realização e Apoio O 7ª Brasília Trends Fashion Week é uma realização do Instituto Expressão Cultural de Brasília, com organização do Grupo Cirandinha e liderança internacional capitaneada pela Embaixada dos Camarões, via Embaixador Martin Mbeng e Embaixatriz Laura Mbeng. O evento conta com o apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal, Fecomércio-DF, Sebrae-DF, Sindipel-DF, Organização Internacional para as Migrações (OIM), Sindivarejista-DF, Codese-DF, Asbac, dentre outros grandes parceiros. Para Bernardeth, chegar à sétima edição também significa consolidar um projeto criado em Brasília e que mantém o olhar voltado para a produção local. “Queremos que quem passe pelo BTFW enxergue a potência criativa que existe no Distrito Federal. Temos talentos, histórias e uma identidade própria. Nosso papel é criar pontes para que essas pessoas sejam vistas, façam conexões e encontrem novas oportunidades. É isso que queremos deixar como legado a cada edição”, conclui. SERVIÇO – 7ª edição do Brasília Trends Fashion Week Data: 24 a 17 de setembro de 2026 Dia 24 de setembro: abertura para convidados (19h às 22h) Dias 25, 26 e 27 de setembro: programação aberta ao público Horários: 25/09 (14h às 21h45) | 26/09 (14h às 23h45) | 27/09 (14h às 19h45) Local: Dúnia City Hall – SHIS QI 15, Lotes J/K, Lago Sul – Brasília/DF Entrada: gratuita, mediante a entrega de 1 kg de alimento não perecível que será entregue para o Programa Mesa Brasil do Sesc-DF Informações: @brasbiliatrendsfashioweek A programação pode sofrer alterações sem aviso prévio*

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