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  • Sexta-feira Santa e Páscoa: saiba quais são os direitos do trabalhador e o que muda com nova regra em 2026

    Em 2026, a Sexta-feira Santa será celebrada no dia 3 de abril , sendo considerada feriado nacional e garantindo, em regra, folga remunerada aos trabalhadores com carteira assinada . Já o domingo de Páscoa, no dia 5 de abril, não é feriado, mas integra o descanso semanal comum. Apesar disso, a legislação trabalhista prevê exceções importantes, especialmente para setores que operam em regime contínuo, como saúde, segurança, transporte e parte do comércio. Trabalhar no feriado dá direito a compensação De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o trabalho em feriados só pode ocorrer em situações específicas, como serviços essenciais ou quando houver previsão em acordo coletivo. Nesses casos, o trabalhador tem direito a compensação. “Se o empregado trabalhar no feriado, ele precisa receber pagamento em dobro ou uma folga compensatória. Essa é uma regra básica da legislação trabalhista”, explica o advogado trabalhista André Theodoro . A regra tem como objetivo preservar o descanso do trabalhador e evitar jornadas abusivas, garantindo equilíbrio entre produtividade e saúde. Nova regra reforça papel dos sindicatos em 2026 Uma mudança importante entra em cena neste ano. Desde março de 2026, o funcionamento do comércio em feriados passou a depender obrigatoriamente de acordo coletivo firmado com o sindicato da categoria , deixando de ser permitido por simples decisão da empresa . Segundo André Theodoro, essa alteração traz mais proteção ao trabalhador. “Agora, a empresa não pode simplesmente exigir que o funcionário trabalhe no feriado. É necessário que exista negociação coletiva, o que garante melhores condições, como pagamento adicional, benefícios ou folgas”, afirma. A medida impacta principalmente o setor varejista, como lojas, supermercados e shoppings, que tradicionalmente funcionam nesses períodos. Nem todos os trabalhadores têm os mesmos direitos Outro ponto que gera confusão é que nem todos os trabalhadores têm direito às mesmas regras. Empregados em escala 12x36, por exemplo, já têm o feriado incluído na remuneração mensal, enquanto trabalhadores autônomos ou contratados como pessoa jurídica (PJ) não possuem direito automático a descanso remunerado nesses dias . Além disso, algumas cidades podem ter regras específicas, especialmente em relação ao funcionamento do comércio. Páscoa não garante folga automática Apesar da importância cultural e religiosa, o domingo de Páscoa não gera direitos adicionais além do descanso semanal obrigatório. “Muita gente acredita que a Páscoa também é feriado, mas não é. O que garante a folga é o domingo em si, que já faz parte do descanso semanal remunerado”, esclarece Theodoro. Atenção aos direitos evita prejuízos Especialistas alertam que o desconhecimento da lei ainda é um dos principais fatores que levam trabalhadores a aceitarem condições irregulares. “O trabalhador precisa saber que feriado não é um dia comum. Se ele trabalha, precisa ser compensado. E, com as mudanças recentes, a negociação coletiva se tornou ainda mais importante”, conclui o advogado. Com o feriado prolongado típico da Semana Santa, a orientação é que trabalhadores verifiquem suas escalas, acordos coletivos e contracheques para garantir que seus direitos estejam sendo respeitados.

  • Philips anuncia Victor Sarro como Head criativo de marketing

    A Philips Áudio e Vídeo anuncia Victor Sarro como seu novo head criativo de marketing. Parceiro da marca há anos, Sarro amplia sua atuação estratégica na companhia, passando a liderar a concepção de projetos especiais, ativações de marca e iniciativas de comunicação que unem entretenimento, relevância cultural e conexão com o consumidor. O ator, humorista, roteirista e apresentador construiu uma trajetória sólida na televisão e no entretenimento digital, sendo reconhecido como uma das principais referências em diversão e humor no Brasil. Com forte presença nas redes sociais e alta capacidade de diálogo com diferentes públicos, Sarro se destaca pela habilidade de transformar conteúdo em engajamento genuíno — um diferencial estratégico para marcas que buscam relevância em um cenário cada vez mais competitivo. “Estou muito empolgado em renovar a parceria com a Philips e, agora, assumir um papel ainda mais estratégico. A ideia é co-criar projetos que tenham verdade, criatividade e impacto real, fortalecendo a conexão da marca com o público por meio de ideias que entretenham, informem e gerem valor”, afirma. Nos últimos anos, Sarro já vinha atuando além do escopo tradicional de influenciador, participando ativamente de discussões criativas, propondo formatos inovadores e provocando novos olhares sobre o potencial da marca. Essa postura colaborativa foi determinante para a evolução da parceria. “Victor sempre demonstrou um envolvimento que vai muito além das entregas contratuais. Ele entende a força da Philips, conhece profundamente o universo do entretenimento e sabe como traduzir isso em ideias relevantes para o consumidor. Ao assumir o cargo de head criativo, passa a ter um papel central na estratégia de comunicação da Philips Áudio e Vídeo, ajudando a transformar conceitos em projetos concretos, potencializando nossos assets de marketing e fortalecendo ainda mais o posicionamento da marca”, destaca Bruno Morari, diretor de Marketing e Produtos da Philips Áudio e Vídeo. Com essa nomeação, a Philips reforça sua estratégia de unir criatividade, cultura e entretenimento como pilares para construção de marca, apostando em parcerias de longo prazo que geram impacto, relevância e diferenciação no mercado. Sobre a Philips Áudio e Vídeo O Grupo TPV está presente no Brasil desde 1997 e possui uma fábrica na Zona Franca de Manaus, onde produz além das marcas AOC e Philips, em regime de OEM, para diversas outras marcas, com atuação nacional e internacional. A TPV Technology Limited é a principal fabricante global de telas de LCD. O Grupo TPV está listado nas bolsas de valores de Hong Kong e Cingapura desde outubro de 1999.

  • Endometriose: Entender a dor é o primeiro passo para o tratamento

    Muitas mulheres crescem ouvindo que "sentir dor no período menstrual é normal", o que pode acabar mascarando uma condição que exige atenção médica especializada e um olhar multidisciplinar: a endometriose. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 8 milhões de mulheres enfrentam a doença, cujo sintoma mais comum é a cólica menstrual intensa. Um grupo que carrega o peso do silêncio e, normalmente, do diagnóstico tardio.  A doença se caracteriza pelo comportamento atípico do endométrio, o tecido que reveste o útero. "A endometriose é uma condição ginecológica em que o tecido que reveste a parte interna do útero cresce fora dele, causando dor, inflamação e, em alguns casos, dificuldades para engravidar. Esse tecido pode se localizar em órgãos como ovários, trompas, intestinos e bexiga", explica a ginecologista Vânia Marcella Calixtrato, que atende no Órion Complex.    O Março Amarelo visa conscientizar sobre a endometriose. Vânia Calixtrato observa que, embora a genética desempenhe um papel crucial, outros fatores biológicos como a menstruação precoce (antes dos 11 anos) e fluxos muito abundantes também são indicadores de risco. “O estilo de vida, embora não seja a causa direta, atua como um regulador da gravidade: hábitos inflamatórios e sedentarismo podem piorar consideravelmente as dores", diz.  Quando a cólica não é comum Diferenciar o desconforto aceitável de um sintoma de endometriose é o maior desafio das pacientes. Enquanto a cólica comum cede com analgésicos e diminui ao longo do ciclo, a dor da endometriose é persistente e incapacitante. "Ela pode durar durante todo o ciclo menstrual, além de afetar outros momentos, como antes ou após a menstruação. Também pode ser acompanhada de outros sintomas, como dor durante as relações sexuais, sangramentos fora do ciclo e dificuldade para engravidar", destaca a médica. Outros sinais frequentemente negligenciados são a dor ao urinar ou evacuar durante o período menstrual e dores profundas durante o ato sexual. Se esses sintomas forem frequentes, a investigação com um ginecologista é indispensável. O desafio do diagnóstico Segundo dados do Instituto Endometriose, a doença demora, em média, de 7 a 10 anos, para se confirmar. A especialista explica que a variedade de sintomas, que se confundem com miomas ou síndrome do intestino irritável, dificulta o processo. Além disso, exames simples de sangue, como o CA-125, não são conclusivos. "O exame de sangue CA-125 não é suficiente para confirmar ou descartar a endometriose, não é um exame específico. O diagnóstico definitivo depende da combinação de exames de imagem, sintomas clínicos e, muitas vezes, da laparoscopia", esclarece. Atualmente, os exames de imagem mais precisos são a Ressonância Magnética (RNM) e a ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal, sendo este último extremamente dependente da experiência do médico examinador para identificar focos na pelve e ovários. O tratamento não é apenas cirúrgico. Existe uma série de opções clínicas que visam devolver a qualidade de vida à paciente, incluindo analgésicos, terapias hormonais - como o DIU -, e até bloqueadores de estrogênio. A cirurgia (laparoscopia) é reservada para casos específicos."A laparoscopia é necessária quando os tratamentos clínicos não conseguem controlar os sintomas, ou quando a endometriose está comprometendo a fertilidade da paciente. Em casos de endometriose profunda, onde há comprometimento de órgãos, a cirurgia pode ser indicada." Estilo de vida como remédio A alimentação surge como uma poderosa aliada no manejo da inflamação. Uma dieta rica em antioxidantes e anti-inflamatórios (ômega-3, cúrcuma, frutas e vegetais) pode reduzir os sintomas. Da mesma forma, exercícios como yoga e caminhada auxiliam na circulação e na redução do estresse, combatendo a oxidação do organismo. “ A endometriose não tem cura definitiva, mas tem controle. O acompanhamento contínuo e a conscientização de que a dor intensa não deve ser normalizada são as chaves para que milhões de mulheres retomem o controle de suas vidas”, finaliza a especialista.

  • Páscoa promete dias mais doces e movimentados nos shoppings do Grupo PaulOOctavio

    A temporada mais doce do calendário já espalhou seu encanto pelos corredores dos centros de compras do Distrito Federal. Com vitrines recheadas de chocolates, cores suaves e experiências pensadas para toda a família, a Páscoa deve aquecer o fluxo de visitantes e impulsionar as vendas nos shoppings do Grupo PaulOOctavio nos próximos dias. Mais do que uma data comercial, a Páscoa convida o público a viver momentos de afeto, celebração e descobertas, e é justamente essa atmosfera que os empreendimentos do grupo buscam traduzir em suas programações. A expectativa é de um crescimento médio de cerca de 16% nas vendas, impulsionado não só pela tradicional busca por chocolates e presentes, mas também pelo desejo de aproveitar experiências gastronômicas, atividades lúdicas e opções de lazer em família. Em 2026, o cenário é positivo para o varejo, com estimativas que apontam crescimento entre 10% e 20% nas vendas durante o período. A combinação entre um mix de produtos cada vez mais atrativos e investimentos em experiências imersivas, reforça o papel dos shoppings como espaços que vão além das compras, verdadeiros pontos de encontro para celebrar datas especiais. Para Geraldo Mello, diretor de shoppings do Grupo PaulOOctavio, a Páscoa é uma oportunidade de criar conexões que vão além do consumo. “A Páscoa tem um charme especial. É um momento em que as pessoas estão mais abertas a compartilhar, presentear e viver experiências. Os shoppings entram nesse clima, criando ambientes acolhedores e ações que convidam o público a aproveitar cada detalhe dessa época tão simbólica”, destaca. Entre os empreendimentos do grupo, as expectativas acompanham esse clima positivo. No Brasília Shopping, a projeção é de crescimento de 10% nas vendas e aumento de 5% no fluxo de visitantes durante o período. O JK Shopping estima aumento de 8% nas vendas e de 5% na circulação de consumidores, refletindo o movimento típico da data. No Taguatinga Shopping, a expectativa é de crescimento de cerca de 15% nas vendas e 10% no fluxo de pessoas, impulsionada pela busca por chocolates, presentes e momentos de lazer. Já o Terraço Shopping projeta uma Páscoa igualmente promissora, com crescimento entre 5% e 10% nas vendas e aumento de aproximadamente 15% no fluxo de visitantes. Em Águas Claras, o Manhattan Shopping celebra sua primeira Páscoa e aposta na data como uma oportunidade de encantar o público da região. A expectativa é de crescimento entre 10% e 20% no período, marcando uma estreia que une novidade, experiência e o espírito acolhedor da temporada. Para completar, a programação temática dos shoppings traz um toque ainda mais especial à data, com atividades infantis, ações interativas e promoções em lojas e restaurantes. A proposta é transformar cada visita em uma experiência doce e memorável, reforçando o papel dos empreendimentos como espaços de convivência, celebração e boas histórias. As agendas completas podem ser acompanhadas nos canais oficiais e redes sociais de cada shopping, onde o público encontra todos os detalhes das atrações preparadas para viver uma Páscoa cheia de sabor, afeto e encantamento. SERVIÇO – Shoppings das Organizações PaulOOctavio Brasília Shopping Site: https://brasiliashopping.com.br/ Instagram : @brasiliashoppingEndereço: SCN Q5, Bloco A, Via W3 Norte – Asa Norte JK Shopping Site: http://www.jkshoppingdf.com.br/ Instagram : @jkshopping_dfEndereço: Av. Hélio Prates, QNM 34 – entre Taguatinga e Ceilândia Manhattan Shopping Site: https://manhattanshopping.com.br/ Instagram : @manhattanshopping.dfEndereço: Rua 16, s/n, lotes 03 e 05 – Águas Claras, Brasília/DF Taguatinga Shopping Site: www.taguatingashopping.com.br Instagram: @taguashoppingEndereço: QS 01, Rua 210, lote 40 – Pistão Sul, Taguatinga/DF Terraço Shopping Site: www.terracoshopping.com.br Instagram: @terracoshopping Endereço: SHC/AOS entrequadras 2/8, lote 5 – Octogonal Sul

  • Autora best-seller Katherine Center lança "The Love Haters" no Brasil pela Editora Jangada

    A autora best-seller do New York Times Katherine Center está de volta às livrarias brasileiras com seu novo romance “Haters do Amor“ (‎360 pp, R$ 66,90), uma história divertida, repleta de romance, risadas e momentos eletrizantes que farão os leitores se apaixonarem na primeira página. A escritora ficou mundialmente conhecida por seus romances “The Lost Husband” e “Happiness for Beginners” que ganharam adaptações para a Netflix. Na história de “Haters do Amor“ , somos apresentados a Katie Vaughn, que já teve seu coração partido e jura que nunca mais vai acreditar em histórias de amor. Mas sua carreira como produtora de vídeo está em risco, e a única chance de se salvar é aceitar um trabalho de última hora com Tom “Hutch” Hutcheson, nadador-salvador da Guarda Costeira em Key West, na Flórida. O problema? Katie não sabe nadar , mas finge que sabe — e ainda precisa lidar com Cole, irmão de Hutch, que não suporta sua presença. O que se segue é uma aventura hilária e romântica: aulas de natação, voos de helicóptero, concursos de quem bebe mais, furacões, beijos roubados e um dogue alemão fofo e travesso. Entre mentiras, risadas e momentos de ternura, Katie descobre que o amor pode surgir nos lugares mais inesperados… e que, às vezes, a pessoa que mais irrita você é talvez a única capaz de te fazer acreditar no amor novamente. Com seu talento inconfundível, Katherine Center combina humor, emoção e personagens inesquecíveis, criando uma história que conquista tanto o coração quanto os risos do leitor, o que torna “Haters do Amor“ uma leitura essencial para fãs de Ali Hazelwood, Lynn Painter, e Jenna Evans Welch, e promete ser um dos romances mais comentados do ano.     Trecho do livro: — Não namoro ninguém há um ano. Será que odeio o amor? — Não sei — disse Cole. — E você? Sabe? Boa pergunta. Talvez. Um ano. Eu não tinha notado até dizer: já estava solteira havia um ano. Mas não tinha pensado que odiava o amor. Pensei que estava apenas me recuperando do amor. Não seria possível que alguém odiasse o amor, não é? Será que isso era permitido? Mas, na realidade... O que o amor já havia feito por mim além de me frustrar, me esgotar, me enganar e me decepcionar? Não tinha mesmo sido só perda de tempo e de energia? Talvez eu fosse muito crédula. Assisti a mais filmes da Disney do que deveria. Fui condicionada pelo excesso de comédias românticas da década de 1990. Talvez eu devesse ter tido um pouco mais de discernimento. — Acho que não odeio o amor — finalmente disse a Cole. — Mas, na verdade, não seria má ideia.   Elogios ao livro: “O novo romance de Center é uma aventura encantadora, com personagens carinhosamente reservados e situações hilárias que revelam seus mundos de forma perfeita.” — Booklist  “Hilário, alucinante e cheio de ternura — um lembrete de que nossa primeira história de amor precisa ser sempre com nós mesmos.” — Jodi Picoult, autora best-seller do New York Times Sobre a autora: KATHERINE CENTER , autora best-seller do New York Times, já escreveu diversos romances, entre eles, How to Walk Away, Things You Save in a Fire e Hello Stranger. Tem sido comparada a Jane Austen e Nora Ephron, e o Dallas Morning News classificou suas obras como “livros para rir e chorar, que falam sobre os nocautes da vida — e como nos levantamos depois deles”. A adaptação cinematográfica de seu romance The Lost Husband alcançou a primeira posição na Netflix, e Happiness for Beginners, estrelado por Ellie Kemper, se tornou um filme original da Netflix. Ela mora em sua cidade natal, Houston (Texas), com o marido, dois filhos e seu cão fofo, mas bravo. É autora de Roteiristas do Amor, publicado pela Editora Jangada. Saiba mais sobre a autora em:   https://katherinecenter.com/   Sobre o Grupo Editorial Pensamento: Mais que livros, inspiração! Desde 1907, o Grupo Editorial Pensamento publica livros para um mundo em constante transformação e aposta em obras reflexivas e pioneiras. Em busca desse objetivo, construímos uma das maiores e mais tradicionais empresas editoriais do Brasil. Hoje, o Grupo é formado por três selos: Pensamento, Cultrix e Jangada, e possui em catálogo aproximadamente 2 mil títulos, publicando cerca de 80 lançamentos ao ano. Ao longo de sua trajetória, o Grupo Editorial Pensamento aposta em mensagens que procuram expandir o corpo, a mente e o espírito. Mensagens que emanam energia positiva e bem-estar. Mensagens que equilibram o ser. Mensagens que transformam o mundo.   Serviço: Livro : Haters do Amor Autor : Katherine Center ( https://katherinecenter.com ) Editora : Jangada Páginas : ‎360 Preço : R$ 66,90 Disponível para venda através do link

  • Chang’e (嫦娥), a Deusa da Lua, uma obra feita de som, dança e cultura chinesa

    Do encontro entre a mitologia milenar da Deusa da Lua, Chang'e, e a exploração espacial, o espetáculo propõe uma experiência sensorial entre o visível e o invisível por meio da dança. Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC-DF), a obra foi inspirada na missão lunar chinesa que revelou o lado oculto da Lua e, ao resgatar a ideia de oposto complementar, propõe que o não visto não é vazio, mas sim a estrutura que permite a manifestação do visível.   No centro da pesquisa para a construção da obra está a pessoa com deficiência visual, que encontra suporte na tecnologia para apreciar a peça. Software esse, desenvolvido pelo diretor musical, Eufrasio Prates, que captura os movimentos em tempo real transformando-os em sons fractais. Essa paisagem sonora, que surge do roteiro que une a sabedoria ancestral do mito e a inovação da exploração espacial, funde-se ao timbre de um instrumento chinês milenar Erhu, tocado por Tom Suassuna.   Em cena, as intérpretes Carol Barreiro e Kimberlly Lima, artista marcial cega, constroem a partitura coreográfica criam um diálogo vivo entre dança e Wushu (武术), conhecido por Kung Fu no ocidente. Para Carol, Chang’e é um convite para imaginar o lado oculto da Lua, “por revelar que a forma emerge de uma presença tecida entre movimento e som, em constante diálogo”. A construção dramatúrgica da obra bebeu da literatura de Haroldo de Campos, Li Po (李白), Li Shang-Yin (李商隱) e Mao Tse-Tung (毛泽东).     Chang'e é a mais célebre Deusa da Lua na mitologia chinesa, personificando o romance, a graça e a prosperidade das colheitas. Sua origem divina remonta à célebre lenda em que, ao ingerir um elixir da imortalidade destinado a seu esposo, o arqueiro Yi, ela ascendeu ao satélite terrestre, consumando seu destino imortal. Essa narrativa é celebrada anualmente durante o Festival do Meio Outono, também conhecido como Festival da Lua, uma tradicional festividade da colheita na qual os devotos prestam suas homenagens à deusa, realizando oferendas em busca de saúde e riqueza.     Ficha técnica: Idealização, coordenação geral e direção: Carol Barreiro / Ninja Loka Produção | Produção e gestão executiva: Janaína Mello / Ninja Loka Produção | Performance - dança: Kimberlly Lima e Carol Barreiro | Direção musical e músico: Eufrasio Prates | Músico- Erhu: Tom Suassuna | Consultoria cênica: Édi Oliveira | Mediação cultural e assessoria/criação em audiodescrição: Lúcia Correa | Assessoria e consultoria em acessibilidade: Ian Harum | Assistência de coreografia wushu: Felipe José e Alberto Forjaz | Assistência de Produção: Bruna Lenehr | Figurino: Luciana Glapas , Auricléia Lima eHuazhiyufuhi | Iluminação – concepção, montagem e operação: Lemar Rezende | Cenotécnico, montagem e criação de cenário: Daniel Laccourt | Objeto cênico – pau de chuva: Mestre Antônio Roberto Bitencourt | Design – identidade visual e mídia social: Jéssica Paiva | Assessoria de imprensa: Rodrigo Machado / Território Comunicação | Alimentação: Comida de trilha/ Bruna Lenehr | Articulação e captação de público com deficiência visual: Rose de Castro e Zozimeire Reis | Professores – oficina de dança para pessoas com deficiência visual: Marcos Davi e Carol Barreiro | Criação e registro audiovisual: Pedro Lenehr | Fotografia: Humberto Araujo | Fisioterapia: Foco Fisioterapia | Timbre Guqin: Kong Audio | Agradecimentos: Mestre Kal e todos da Thim Than Tchun wushu, Mônica Han, CEEDV – Centro de Ensino de Pessoas com deficiência visual, equipe do Centro de Dança e CT Lótus Branca.   Serviço: [Dança Contemporânea] Chang’e Temporada de 5 de abril a 3 de maio Ingressos: entrada gratuita Classificação indicativa: não recomendado para menores de 10 anos   Estreia: Sesc Teatro Paulo Gracindo, no Gama Endereço: Setor Leste Industrial, Lotes 620 a 680 Dia: 5 de abril (domingo) Horários: às 15h e às 19h30   Local: Sesc Teatro Paulo Autran, em Taguatinga Endereço: CNB 12, Área Especial 2/3 Dia: 30 de abril (quinta-feira) Horários: às 15h e às 19h30   Local: Espaço Cultural Renato Russo Endereço: CRS 508, Bloco A, Loja 72 – Asa Sul Dias: 2 e 3 de maio (sábado e domingo) Horário: às 19h30   Aviso: o espetáculo apresenta ruídos súbitos e momentos de escuridão total (blackout), que podem assustar crianças

  • Homem consegue anular inclusão fraudulenta como sócio em empresa de forma administrativa e escapa de dívidas milionárias

    A decisão administrativa de retirar a inclusão indevida do nome de uma pessoa como sócia de uma empresa, após a identificação de uma fraude, chamou atenção para a importância de acompanhar e verificar regularmente os registros empresariais. O impasse foi solucionado de forma eficaz por meio de procedimento administrativo na Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg), evitando custos processuais e uma ação judicial prolongada, garantindo que a vítima tivesse seus direitos restabelecidos.O caso envolve uma pessoa que, após perder seus documentos, foi vítima de fraude ao ser incluída indevidamente como sócia de uma empresa, sem seu conhecimento. Durante cerca de uma década, ela não buscou solucionar a situação, em parte por falta de informação. Nesse período, a empresa acumulou diversos processos judiciais, como execuções trabalhistas e fiscais, que passaram a recair sobre ele, enquanto os verdadeiros responsáveis não eram responsabilizados. Matheus Basilio, advogado especialista em Direito Civil e Processo Civil e responsável pelo caso, explica que com o passar dos anos, esse cliente sentiu a necessidade de organizar sua vida pessoal e familiar e buscou o assessoramento jurídico. “Inicialmente foi realizada uma análise detalhada do caso, reunindo documentação que comprovava a incompatibilidade entre sua realidade financeira e a de um empresário envolvido em execuções milionárias”, pontua. Basilio lembra que o segundo passo foi instaurar um procedimento administrativo na Junta Comercial. “O processo envolveu diligências, reuniões e pedidos de orientação, além da solicitação de perícias em assinaturas e na autenticidade dos selos utilizados nos documentos. A investigação revelou falhas na autenticação, indicando que o reconhecimento de firma havia sido fraudado, prática que, à época, era mais suscetível a irregularidades”, informa.  O advogado destaca que em uma primeira análise a Junta Comercial não reconheceu a fraude, o que levou ao ajuizamento de ação judicial paralelamente à via administrativa. “Após uma reanálise interna, o órgão administrativo constatou indícios e posteriormente confirmou a fraude. Com isso, a inclusão do cliente na empresa foi considerada juridicamente inexistente, anulando a alteração contratual e restabelecendo o quadro societário anterior”, diz. Basilio acrescenta que ainda existem, atualmente, processos judiciais em andamento contra o cliente em razão da inclusão indevida em ações movidas contra a empresa a qual ele figurou ocmo sócio. “Para proteger os direitos dele, estamos apresentando a decisão administrativa nos autos, demonstrando de forma inequívoca que se tratou de uma fraude. O objetivo é garantir a exclusão do cliente das execuções judiciais, uma vez que ficou comprovado que ele nunca integrou legitimamente a empresa e não tinha qualquer responsabilidade pelos atos praticados pelos seus verdadeiros sócios”, sublinha. Para o especialista, casos como esse reforçam a necessidade de monitoramento frequente de dados cadastrais e empresariais, além da importância de mecanismos de segurança mais rigorosos nos processos de registro. “Nós orientamos sempre que as pessoas consultem periodicamente seus dados em órgãos oficiais para evitar prejuízos financeiros decorrentes de fraudes”, alerta. Segundo o advogado, o caso demonstra que a solução por via administrativa trouxe uma maior celeridade ao processo e também um alívio à vítima, mesmo com todos os entraves enfrentados pelo cliente antes de buscar esse recurso. “Este episódio evidencia como a atuação administrativa eficiente da Junta Comercial pode proteger os direitos dos cidadãos, corrigindo irregularidades sem a necessidade de recorrer à Justiça, evitando maiores danos e o desgaste de um processo judicial moroso”, avalia.

  • Menopausa e perimenopausa podem alterar o metabolismo e favorecer o ganho de peso?

    Cada vez mais mulheres relatam dificuldade para manter o peso após os 40 anos. Alterações hormonais que acontecem durante o Climatério, período que antecede e inclui a menopausa, podem impactar diretamente o metabolismo. Essa fase pode começar até 10 anos antes da última menstruação e costuma ser marcada por oscilações hormonais que influenciam energia, sono, composição corporal e controle do peso. Segundo o endocrinologista e nutrólogo Dr. Vagner Chiapetti, muitas mulheres percebem mudanças importantes no corpo durante esse período. “Durante o climatério e a perimenopausa ocorre uma queda progressiva dos hormônios femininos, principalmente do estrogênio. Essa mudança hormonal pode influenciar o metabolismo, favorecendo aumento de gordura corporal e maior dificuldade para emagrecer”, explica o médico. De acordo com o especialista, alguns mecanismos metabólicos ajudam a explicar por que esse processo acontece, entre eles inflamação crônica de baixo grau, aumento do cortisol e maior risco de resistência à insulina. Inflamação de baixo grau pode influenciar o metabolismo Durante o climatério, o organismo pode apresentar um aumento da chamada inflamação metabólica de baixo grau, que ocorre de forma silenciosa. “A redução do estrogênio está associada a um aumento de processos inflamatórios no organismo. Esse cenário pode alterar a forma como o corpo utiliza energia e gordura”, afirma Dr. Vagner Chiapetti. Segundo o médico, essa mudança pode favorecer o acúmulo de gordura, especialmente na região abdominal, padrão muito comum nessa fase da vida. “É por isso que muitas mulheres percebem que o corpo muda de forma após os 40 anos, mesmo mantendo hábitos semelhantes aos de antes”, explica. Cortisol elevado também pode influenciar o peso Outro fator importante é o aumento do cortisol, conhecido como hormônio do estresse. Alterações hormonais, noites mal dormidas, ondas de calor e maior estresse emocional, sintomas comuns da Menopausa, podem contribuir para a elevação desse hormônio. “O cortisol elevado por períodos prolongados pode estimular o aumento do apetite, principalmente por alimentos ricos em açúcar e gordura, além de favorecer o acúmulo de gordura abdominal”, explica o endocrinologista. Além disso, o hormônio também pode reduzir massa muscular e desacelerar o metabolismo. Resistência à insulina se torna mais comum Durante o climatério e a menopausa, também aumenta o risco de desenvolver Resistência à insulina. Essa condição ocorre quando as células passam a responder menos à ação da insulina, dificultando o controle da glicose no sangue. “Quando o organismo desenvolve resistência à insulina, o corpo precisa produzir mais desse hormônio para manter a glicose equilibrada. Esse processo favorece o armazenamento de gordura e pode dificultar o emagrecimento”, afirma Dr. Vagner Chiapetti. Segundo ele, esse é um dos motivos pelos quais muitas mulheres relatam ganho de peso nessa fase, mesmo sem grandes mudanças na alimentação. Estratégias podem ajudar a equilibrar o metabolismo Apesar das mudanças hormonais naturais do climatério, especialistas ressaltam que é possível minimizar os impactos metabólicos com acompanhamento adequado. “Com estratégias personalizadas que envolvem alimentação adequada, atividade física regular, melhora da qualidade do sono e avaliação hormonal, conseguimos ajudar a mulher a passar por essa fase com mais equilíbrio metabólico e melhor qualidade de vida”, conclui Dr. Vagner Chiapetti.

  • Estimulação precoce e acompanhamento multiprofissional impulsionam o desenvolvimento de crianças com autismo

    O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado no próximo dia 2 de abril, amplia o debate sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) e reforça sua relevância na sociedade. Para muitas famílias o tema vai além de uma data simbólica e representa uma vivência cotidiana, marcada por desafios, incertezas e pelo desejo de garantir às pessoas com TEA oportunidades de desenvolvimento e inclusão. O autismo é uma condição do desenvolvimento do cérebro que afeta a comunicação, a forma de se relacionar com os outros e o comportamento, de maneiras diferentes em cada pessoa. Mesmo com essa diversidade, existe um fator fundamental que pode transformar trajetórias, que é a capacidade do cérebro de se adaptar e criar novas conexões, conhecida como neuroplasticidade. A fonoaudióloga Juliana Menezes, diretora técnica da Affect Centro Clínico e Educacional, clínica especializada no acompanhamento de crianças com TEA, explica que nos primeiros anos de vida o cérebro tem essa capacidade maior de adaptação, aprendizado e reorganização. “É justamente nesse período de até três anos de idade que temos a plasticidade cerebral. Assim, cada estímulo nessa faixa etária, intervenção e experiência, principalmente iniciadas a partir de um diagnóstico adequado, pode ter um impacto concreto e duradouro no desenvolvimento da criança na comunicação, na interação social e  na linguagem ”, destaca. Para Juliana, a estimulação precoce em crianças com TEA é extremamente indicada por ser fundamentada por uma vasta comprovação científica. “Ela é indicada de zero a três anos de idade, mas geralmente a partir de 1 ano e meio os médicos já conseguem identificar os principais atrasos e apontar sinais de risco. Essa estimulação proporcionará uma significativa melhora em todos os aspectos do desenvolvimento global, promovendo a autonomia e a independência da criança”, salienta. Segundo Juliana, é comum que os pais se sintam inseguros ao receber o diagnóstico de autismo de seus filhos e enfatiza que o envolvimento da família no tratamento é primordial para garantir que as intervenções também se estendam para o ambiente doméstico. “O engajamento dos pais é fundamental para reforçar os aprendizados, estimular o desenvolvimento e potencializar os resultados durante o tratamento da criança com autismo”, sublinha.   A fisioterapeuta Rafaela Campos, diretora multiprofissional  da Affect Centro Clínico e Educacional,  destaca que quando os sinais do autismo são identificados precocemente, diferentes intervenções especializadas, incluindo fonoaudiologia, fisioterapia, psicologia, musicoterapia, nutrição, terapia ocupacional, todas baseadas em evidências científicas, passam a atuar como verdadeiras pontes para o desenvolvimento da criança. ““Esse acompanhamento multiprofissional ajuda a criança a se comunicar melhor, a se relacionar com outras crianças e fortalecem a autoconfiança”, pontua.  Rafaela recomenda que os pais observem atentamente sinais precoces de autismo que podem passar despercebidos. “É bom ficar de olho em comportamentos como ausência de contato visual consistente, falta de resposta ao nome, atrasos na fala ou nos gestos comunicativos, movimentos repetitivos ou interesses muito restritos. E em caso de dúvida, procurar orientação profissional especializada. Entender o que de fato está acontecendo é o primeiro passo para garantir um melhor desenvolvimento para as crianças autistas”, completa.

  • Entre memórias e estilo: Casa Vintage traz peças de época e colecionáveis

    Em abril, o Casapark dá continuidade à sua programação de eventos exclusivos com a realização de mais uma edição da Casa Vintage. A feira reúne 20 expositores especializados na comercialização de antiguidades, obras de arte, mobiliário de época, joias e relógios antigos, além de memorabilia e itens colecionáveis da cultura pop. Entre os destaques, está o retorno dos estandes dedicados à numismática, ampliando a diversidade de peças oferecidas ao público. O evento será realizado na Praça Central do Casapark, nos dias 4 e 5 de abril (sábado e domingo), das 12h às 20h, com entrada gratuita e classificação livre. O shopping está localizado no SGCV, Lote 22, Park Sul – Brasília. Telefone: (61) 3403-5300. Redes sociais: @casapark.A numismática, área que estuda e também envolve o colecionismo de moedas, cédulas, medalhas e outras peças monetárias, ganha espaço nesta edição com expositores especializados que apresentarão moedas antigas e atuais, cédulas raras, medalhas, fichas e itens que ajudam a contar a história do dinheiro ao longo do tempo.   “O retorno da numismática à Casa Vintage amplia o alcance cultural da feira ao trazer ao público objetos que contam a história econômica e simbólica das sociedades”, afirma Andrea Guedes, curadora da feira.   As peças de antiguidade e vintage, tanto na decoração da casa quanto no vestuário, acrescentam história, personalidade e autenticidade, criando conexões entre passado e presente. Objetos de época, obras de arte, joias antigas e itens colecionáveis carregam memórias, saberes e estilos que enriquecem o espaço e o tornam único. Mais do que seu valor estético, esses elementos possuem um forte capital simbólico, capaz de qualificar e valorizar ambientes, agregando profundidade cultural e sofisticação a projetos de arquitetura e design de interiores. Ao incorporar peças com trajetória e significado, os espaços ganham identidade, densidade narrativa e um caráter exclusivo, transformando a decoração em uma expressão singular e autoral. Participam desta edição os expositores: Ana Biojoias, Andrea Joias, Ancestral Antiguidades, Beloniwase Artista Plástica, Carla Baracat Porcelanas, Celma Arte, Clébio Antiguidades, Diógenes Colecionismo, Eduardo Artes, Farias e Belinha Joias Antigas, Franswilliam Moedas Antigas, Franswilliam Numismática, Gel Joias, Grazi Joias, Joana Antiquário, Luiz Werlang Objetos em Madeira, Marta Arte Sacra, Márcia Souza Design, Pop House Discos Antigos, Regina Joias, Rômulo Colecionismo, Ulisses Colecionismo e Valdeson Joias Antigas. Serviço: Casa Vintage | Abril 2026 Feira de antiguidades, obras de arte, objetos, numismática, brinquedos antigos e móveis vintageOnde | Praça Central do CasaparkQuando | 4 e 5 de abril de 2026Horário | Sábado e domingo, das 12h às 20hEntrada | GratuitaClassificação indicativa | LivreEndereço | SGCV Lote 22, Brasília – DFContato | (61) 3403-5300     @casapark

  • Autismo e educação: Escola regular ou especial?

    *Luciana Brites, Mestre e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento   O dia 2 de abril é celebrado mundialmente como o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU). Mais do que uma data simbólica, o momento reforça a importância da inclusão escolar e da escolha adequada da escola para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), um processo que exige atenção, informação e acompanhamento contínuo.   Pessoas autistas podem apresentar desafios relacionados à comunicação, interação social, sensibilidades sensoriais e acesso a serviços especializados. Nesse contexto, a participação ativa da família é decisiva para o desenvolvimento do aluno, oferecendo suporte emocional, estímulos adequados e um ambiente seguro para a aprendizagem.   Uma dúvida frequente é optar entre escola regular ou escola especial. A decisão deve considerar as necessidades individuais da criança, já que o autismo se manifesta de formas diferentes. O ideal é dialogar com os profissionais que o acompanham, como terapeutas e psicopedagogos, para avaliar se ele está preparado para a metodologia proposta pela instituição de ensino. Há estudantes com TEA que se adaptam bem às turmas regulares, enquanto outros necessitam de classes especializadas para melhor acompanhamento pedagógico.   No Brasil, a inclusão escolar ainda enfrenta desafios. Muitas instituições não oferecem o suporte necessário para alunos autistas, o que compromete o processo educacional. A escola inclusiva deve valorizar as habilidades do estudante com TEA, adotando práticas pedagógicas adaptadas. Atividades como musicoterapia, recursos visuais e ensino estruturado contribuem para o desenvolvimento cognitivo e social.   Para avaliar se a escola oferece o suporte ideal, é fundamental observar se há diálogo constante entre professores, terapeutas e familiares, além de reuniões para discutir estratégias de ensino e adaptação curricular.   É possível encontrar escolas regulares que contam com salas especiais. Nesses casos, alunos autistas recebem conteúdos como alfabetização e matemática em ambientes adaptados, participando junto aos demais em atividades lúdicas e sociais, promovendo integração e convivência.   Cada caso deve ser analisado sem generalizações. A escolha da escola exige paciência e informação. A inclusão de pessoas com autismo passa pela conscientização, combate ao estigma, políticas públicas eficazes e formação de profissionais capacitados, garantindo um percurso escolar mais justo e acessível.   (*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, mestre e doutoranda em distúrbios do desenvolvimento pelo Mackenzie, palestrante e autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem. Instituto NeuroSaber  https://institutoneurosaber.com.br

  • Projeto Hip Hop, ancestralidade e conhecimento chega à comunidade e escolas

    A partir da linguagem das cyphers (rodas de dança), o projeto "Hip Hop  — Um espetáculo para o Brasil" promove imersão artística e pedagógica em escolas do Distrito Federal.  Realizada com apoio do Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC-DF), a iniciativa propõe ir além do entretenimento, criando espaço de escuta, pertencimento e reflexão. Através das “batalhas”, a ideia é convidar os estudantes a atravessarem a superfície estética do hip hop para acessar suas camadas mais profundas, com contexto social e político. Receberão o projeto o centro de esporte e cultura CÉU das Artes (Ceilândia), em 04 de abril; CEF 03 (Brazlândia), em 06 de abril e Colégio CMTN (Taguatinga), em 10 de abril. A primeira apresentação é aberta à comunidade, mediante retirada de ingresso gratuito na plataforma Sympla . No centro da narrativa está o corpo como território de memória e resistência. A montagem aborda vivências negras, periféricas e diversas, trazendo à cena questões como racismo, identidade, gênero e construção de futuro. A ancestralidade surge como eixo condutor: um fio que conecta passado, presente e possibilidades de existência. Um dos grandes momentos da apresentação será protagonizado pela Bgirl Branca , artista tetraplégica que transforma a cadeira de rodas em extensão de sua expressão artística. Sua presença ressignifica o corpo na dança e amplia o entendimento de potência, acessibilidade e criação. Na coreografia final, todo o elenco dança sentado, em um gesto coletivo que desloca o olhar sobre inclusão: não como adaptação, mas como linguagem estética central. A força do projeto também está na trajetória de quem o conduz. Coordenador da iniciativa, Diogo Costa carrega no próprio corpo a história que hoje compartilha com os estudantes. “ Foi na escola que eu tive meu primeiro contato com o breaking, e ali minha vida mudou completamente. O que começou como curiosidade se transformou em propósito. Hoje, com mais de duas décadas dentro da cultura hip hop, entendo que minha missão vai além da dança: é criar caminhos para que outros jovens também possam descobrir novas possibilidades para suas vidas”, afirma . Inspiração Inspirado em matrizes afro-brasileiras e no pensamento de intelectuais como Nego Bispo , o espetáculo articula dança, relato e música para construir uma narrativa viva e pulsante. A trilha sonora atravessa referências como James Brown e chega ao rap contemporâneo, reforçando o diálogo entre gerações e territórios, traduzindo o hip hop como continuidade e reinvenção. O projeto Hip Hop Ancestralidade e Conhecimento nas escolas públicas do Distrito Federal nasce desse compromisso. Mais do que uma ação artística, é uma ferramenta de transformação social. “ A cultura pode ser um instrumento de expressão, pertencimento e construção de futuro. Acreditamos que muitos jovens estão apenas esperando uma oportunidade, uma referência, um ponto de partida, assim como aconteceu comigo. A escola foi esse lugar para mim e pode ser para tantos outros. Nosso objetivo é que cada participante reconheça no hip hop uma forma de resistir, de existir e de construir sua própria trajetória .” Ao final do espetáculo, a palavra “CONHECIMENTO” será grafitada em cena, sintetizando a mensagem central: o saber como ferramenta de autonomia e transformação. A obra reforça que educação e cultura, quando caminham juntas, são capazes de reescrever trajetórias e ampliar horizontes.   Sobre Diogo Diogo é dançarino de breaking (bboy) há mais de 20 anos e uma das referências da cultura hip hop no Distrito Federal. Iniciou sua trajetória ainda na adolescência, a partir do contato com o breaking no ambiente escolar, e desde então construiu um caminho marcado pela atuação em importantes coletivos da cena, como o Black Spin Breakers e o Natural Rockers. Ao longo de sua carreira, desenvolveu não apenas sua linguagem artística, mas também um forte compromisso com a formação de novos talentos e com a disseminação da cultura hip hop como ferramenta de transformação social. Atualmente, atua como coordenador de projetos culturais voltados à juventude, promovendo ações que integram arte, educação e cidadania em comunidades do DF. SERVIÇO Hip Hop: Um Espetáculo para o Brasil 04 de abril – CÉU das Artes (Ceilândia) – 19h30 Gratuito e aberto à comunidade mediante retirada de ingresso: Sympla 06 de abril – CEF 03 (Brazlândia) Restrito à escola 10 de abril – Colégio CMTN (Taguatinga) Restrito à escola Classificação indicativa: Livre Realização: Projeto Hip Hop, Ancestralidade e ConhecimentoApoio: Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF) Instagram

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