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- Google é condenada a recuperar arquivos que sumiram da 'nuvem' de usuário
A Google foi condenada a recuperar os arquivos de trabalho desaparecidos da ‘nuvem’ do Google Drive de um usuário, vinculada à conta contratual do serviço Google Workspace Business Starter. Em caso de impossibilidade técnica de recuperação, deverá haver uma conversão em perdas e danos, em valor a ser apurado em liquidação de sentença. A decisão é da 10ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Lucas Ismério afirma que utilizou a pasta compartilhada denominada “Meu Marketing”, em que manteve, ao longo de anos, arquivos de planejamento estratégico, modelos de textos, funis de vendas, planilhas de cálculos de retorno e outros documentos de natureza profissional. Relata que, em fevereiro de 2022, ao tentar acesso à pasta, foi surpreendido com sua indisponibilidade, situação que persistiu mesmo após múltiplas tentativas de recuperação de acesso e contato com o suporte técnico. De acordo com a decisão, o autor atendeu plenamente à exigência de prova mínima ao demonstrar ser usuário contratante, comprovar a perda da pasta pelo recebimento do e-mail de solicitação de acesso em sua caixa de entrada e comunicar prontamente o problema ao suporte da ré, sem que a empresa apresentasse solução adequada. “Não se pode exigir do consumidor — leigo em tecnologia e sem acesso aos servidores corporativos da Google — que prove o paradeiro de arquivos desaparecidos, prova essa inacessível por natureza”, destacou o relator do processo, desembargador Custódio de Barros Tostes.
- Centro Cultural recebe lançamento de livro sobre as origens de Luiz Gama
Luiz Gama nunca revelou, por escrito, o nome do próprio pai. Mas deixou uma pista: o nome de um amigo inseparável, dono de um estabelecimento de apostas em Salvador. Foi seguindo esse rastro que o pesquisador Bruno Rodrigues de Lima reconstituiu as origens do abolicionista e escreveu o livro Pai contra Mãe - As Origens Perdidas de Luiz Gama, lançado na última quinta-feira, 10 de setembro, no Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ). O encontro fez parte do programa "Do Direito à Literatura" e teve mediação da coordenadora do gabinete da direção do CCPJ, Roberta de Araujo. Jurista, advogado e poeta, Gama libertou mais de 700 pessoas escravizadas com os conhecimentos que adquiriu em busca de sua carta de alforria, incluindo uma ação de 1872, no Rio de Janeiro, que resultou na libertação de mais de 200 escravizados de uma só vez. Para Bruno Lima, esses feitos colocam Gama em um patamar ainda pouco reconhecido pela história oficial do país. "O livro Pai contra Mãe reconstitui um capítulo panorâmico da infância de Gama. Na minha tese acadêmica, respondo a como Gama aprendeu, praticou e escreveu o Direito, defendendo o argumento de que Luiz Gama é o maior jurista da história do Brasil e o maior abolicionista da história do mundo", afirmou o pesquisador. Doutor em Direito e em Sociologia por universidades alemãs, Bruno Lima pesquisa sobre Gama há cerca de 20 anos. É autor de Luiz Gama contra o Império, biografia finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico, e organizador das Obras Completas de Luiz Gama, coleção de 11 volumes prevista para conclusão até 2028 pela editora Hedra. Durante o bate-papo, o pesquisador contou que conheceu a história do abolicionista pela primeira vez aos 13 anos ao conversar com "Tia Lula", mãe de santo de um terreiro de umbanda no interior de São Paulo, cuja mãe havia sido contemporânea de Gama. O episódio, para Bruno, ilustra como o legado do abolicionista segue vivo e próximo do presente. "Tia Lula era filha de Vó Amélia, que nasceu em 1870. Quando Luiz Gama faleceu, em 1882, aos 51 anos, Vó Amélia era uma criança, sendo, portanto, sua contemporânea. Isso demonstra como a cronologia da escravidão e da abolição está extremamente próxima de nós", destacou. O pesquisador ainda afirma que o legado deixado por Luiz Gama atravessa gerações e segue sendo relevante para pensar o Brasil dos dias atuais. "Se abrimos o noticiário político, a visão do Gama se mostra assustadoramente e perturbadoramente atual. Pouca gente tem condição de enxergá-lo porque ele foi na radicalidade das coisas, decodificando conceitos jurídicos abstratos e nos dando régua e compasso para entender o mundo do Direito", avaliou. PB/SF Fotos: Rafael Oliveira/TJRJ Notícia publicada por Secretaria-Geral de Comunicação Social em 14/09/2026 12h30
- Hayek abre inscrições para simulação da ONU em inglês
A Hayek Global College, faculdade internacional com sede em Brasília, está com inscrições abertas para o Hayek Global Internationali Model United Nations (HGI MUN), simulação diplomática realizada 100% em inglês. A conferência acontecerá nos dias 2 e 3 de outubro, na sede da instituição, no Condomínio Íon, na Asa Norte. Inscrições no link https://internationali.com.br/conferencias/hgi_mun_2026 Promovida em parceria com a Internationali Negotia, a iniciativa é voltada a estudantes do Ensino Médio fluentes em inglês. Durante o evento, os participantes assumirão o papel de delegados e terão o desafio de defender posições, negociar interesses e construir soluções para conflitos e questões da agenda global. Os debates seguirão protocolos utilizados pela Organização das Nações Unidas (ONU) e serão organizados em três comitês. Entre os assuntos estão a guerra civil no Sudão, o conflito entre Rússia e Ucrânia e as disputas comerciais entre China e Estados Unidos. Além de colocar o inglês em prática em um contexto de negociação, os estudantes poderão desenvolver competências como argumentação, pensamento crítico, comunicação, liderança e resolução de conflitos. Os participantes também receberão certificado. “A HGI MUN proporciona uma imersão no universo das relações internacionais, da geopolítica e da diplomacia, reunindo delegações com diferentes perspectivas para debater questões globais e construir soluções pacíficas”, destaca Edson Agatti, diretor-executivo da Hayek Global College. Segundo Agatti, a proposta também amplia a formação dos jovens para além da sala de aula. “O HGI MUN também vai contar com a rede de contatos internacionais da Hayek para enriquecer o evento: embaixadores e diplomatas na cerimônia de abertura, ex-alunos, entre eles um do Sudão do Sul e outra da China, além de uma professora que vive na Ucrânia e relata em primeira mão a experiência da guerra”, completa. Premiação: experiência acadêmica nos Estados Unidos O estudante que alcançar a melhor avaliação como delegado da conferência ganhará uma viagem, com despesas pagas, para participar de um Summer Camp ou Winter Camp nos Estados Unidos. O programa proporcionará uma imersão acadêmica em uma universidade americana, permitindo ao estudante vivenciar de perto o ambiente universitário nos Estados Unidos. A programação também contará com passeios pedagógicos, que ampliam a experiência cultural e educacional no país. “A proposta é permitir que o estudante vivencie o ambiente de uma universidade americana e entenda, na prática, como funciona uma graduação nos Estados Unidos, desde a rotina acadêmica até as possibilidades de formação. Além disso, ele poderá praticar o inglês em situações reais e ampliar o contato com a educação e a cultura norte-americanas”, completa Agatti Cronograma 19 de setembro – Treinamento assíncrono 26 de setembro – Treinamento presencial 2 e 3 de outubro – Conferência presencial Serviço Hayek Global Internationali Model United Nations (HGI MUN) Público: estudantes do Ensino Médio fluentes em inglês Conferência: 2 e 3 de outubro Local: Hayek Global College – Condomínio Íon, SGAN 601, Bloco H, Asa Norte, Brasília (DF) Inscrições: https://internationali.com.br/conferencias/hgi_mun_2026
- Confira a programação do Cine Drive in desta semana (17 a 23 de setembro)
PROGRAMAÇÃO PARA A SEMANA DE 17 A 23 DE SETEMBRO 2026 “GATOS NO MUSEU 2: TESOUROS DO EGITO ” (Cats in the museum: treasures of egypt) DUBLADO DIREÇÃO: Vasiliy Rovenskiy ELENCO: Pavel Priluchnyy, Roman Kurtsyn, Polina Gagarina Animação, Aventura, Comédia CLASSIFICAÇÃO – 6 anos DIARIAMENTE 18h20 “ANTÁRTIDA” (Antártida) NACIONAL DIREÇÃO: Bruno Safadi, Cláudia Jouvin ELENCO: Leandra Leal, Marina Ruy Barbosa. Andréa Beltrão Suspense CLASSIFICAÇÃO – 16 anos DIARIAMENTE 19h50 “DA MÁGIA A SEDUÇÃO: FEITIÇO DE AMOR” (Practical Magic 2) LEGENDADO DIREÇÃO: Susanne Bier ELENCO: Nicole Kidman, Sandra Bullock, Cassie Bradley Fantasia, Romance CLASSIFICAÇÃO – 12 anos DIARIAMENTE 21h20 INGRESSOS: SEGUNDA E TERÇA FEIRA R$ 44,00 a inteira e R$ 22,00 a meia. QUARTA FEIRA A DOMINGO R$ 48,00 a inteira e R$ 24,00 a meia. Portadores de necessidades especiais, professores, estudantes, idosos (acima de 60 anos) e crianças até 10 anos pagam meia. Promoção: Aniversariante não paga!! cinedrivein@cinedrivein.com Dúvidas sobre a programação: 99986-8366 Marta
- Sandra Pêra canta Gonzaguinha na CAIXA Cultural Brasília
Nos dias 24 e 25 de setembro, às 20h, a cantora e atriz Sandra Pêra apresenta, no Teatro da CAIXA Cultural Brasília, o show “Eu apenas queria que você soubesse – Sandra Pêra canta Gonzaguinha”. O projeto, dedicado integralmente à obra de Gonzaguinha, ganha contorno histórico ao coincidir com o período em que se completam 35 anos da morte do compositor, um dos pilares da música brasileira de resistência e crônica social. O show não é apenas um tributo. É um mergulho profundo na obra de Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior (1945-1991), com quem Sandra compartilhou a vida e a arte. No repertório, 17 canções selecionadas a dedo traçam um panorama da sensibilidade e da verve política e amorosa do compositor. Acompanhada por um quarteto de jovens e talentosos músicos, Sandra Pêra imprime sua personalidade teatral e voz marcante em clássicos que habitam o imaginário brasileiro. O show é dirigido por Amora Pêra, única filha de Sandra e Gonzaguinha, em parceria que transcende a música e celebra o legado vivo do pai. Acessibilidade: para ampliar a inclusão, o show dispõe de elementos de acessibilidade como audiodescrição (notas introdutórias gravadas), LIBRAS e acolhimento para pessoas neurodivergentes, além de lugares para PCDs. O legado de Gonzaguinha: 35 anos de atualidade Falecido precocemente em 29 de abril de 1991, aos 45 anos, Gonzaguinha deixou um acervo que permanece central para a compreensão da identidade brasileira. Sua obra é caracterizada pela dualidade entre a crueza da crítica política — que o tornou um dos artistas mais visados pela censura durante o regime militar — e um lirismo visceral sobre as relações humanas e a busca pela felicidade. O show de Sandra Pêra não busca apenas a memória, mas a constatação da atualidade desses textos. Canções como “A Felicidade Bate à sua Porta” — primeiro sucesso do icônico grupo As Frenéticas, do qual Sandra fez parte — e “O Que É, O Que É?” continuam a ecoar em contextos sociais contemporâneos, enquanto músicas como “Grito de Alerta” e “Morro de Saudades” permanecem como referências de interpretação na MPB. O repertório: do grito à felicidade A atriz e cantora mergulha em um repertório que atravessa gerações com a força de suas letras — canções de amor, de luta, de dúvida e esperança — apresentadas com a emoção de quem viveu de perto a ebulição artística de Gonzaguinha. O roteiro passeia por diferentes fases do compositor, abordando tanto seu lirismo quanto sua veia contestadora, enquanto Sandra imprime sua leitura afetiva, pessoal e teatral a cada canção. Estão presentes hinos de resistência e crônicas do cotidiano como “Com a Perna no Mundo”, “Recado”, “Caminhos do Coração” e a apoteótica “O Que É, O Que É?”. A faceta lírica e vulnerável do compositor aparece em pérolas como “De Volta ao Começo” e “Eu Apenas Queria Que Você Soubesse”, música que dá nome ao show e ao álbum lançado pela gravadora Biscoito Fino em 2025. Sandra também explora composições que revelam o olhar de Gonzaguinha sobre a existência e o amor, como “Ponto de Interrogação”, “Ser, Fazer e Acontecer”, “Maravida” e a delicada “Borboleta Prateada”. Sandra Pêra sobe ao palco acompanhada por uma banda formada por quatro músicos da nova cena instrumental: João Bittencourt (piano e sanfona), Rodrigo Lima (violão e guitarra), Pedro Moraez (baixo) e Lourenço Vasconcellos (bateria). A direção musical, assinada por Amora Pêra e Paula Leal, propõe arranjos contemporâneos que preservam a estrutura melódica original, mas conferem frescor às execuções. “Estar no palco com o repertório do Gonzaga é um desafio que me move. São canções que pedem entrega e sensibilidade, e me sinto motivada e feliz para vivê-las no palco”, diz Sandra Pêra. Serviço [Música] “Eu apenas queria que você soubesse – Sandra Pêra canta Gonzaguinha” Local: CAIXA Cultural Brasília – Setor Bancário Sul, quadra 4, lotes 3/4 – Brasília (DF)Data: 24 e 25 de setembro de 2026 (quinta e sexta)Horário: 20hIngressos: R$ 15 (meia-entrada para cliente CAIXA e todos os casos previstos em lei) e R$ 30 (inteira) Vendas: a partir de 19 de setembro, às 9h na bilheteria do teatro e às 13h no site bilheteriacultural.com.brHorário da bilheteria: de terça a sexta e domingo, das 13h às 21h; sábado, das 9h às 21hDuração: 75 minutosClassificação indicativa: 12 anosCapacidade: 406 lugares (08 para cadeirantes)Acesso para pessoas com deficiência e assentos especiais. Acessibilidade: audiodescrição (gravada), LIBRAS, monitoria para neurodivergentesMais informações: caixacultural.gov.br | (61) 3206-9448 (recepção) | (61) 3206-6456 (bilheteria)
- Suspensão de IBS e CBS nas exportações do agro pode ampliar concentração entre grandes tradings
A manutenção da suspensão do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nas operações destinadas à exportação foi mantida pela reforma tributária, mas os critérios estabelecidos para a utilização do benefício podem provocar mudanças na dinâmica de comercialização de produtos do agronegócio. O principal ponto de atenção está nas exigências impostas às empresas que participam das operações indiretas de exportação, especialmente as comercializadoras de grãos. Segundo Gustavo Venâncio, advogado e especialista em questões tributárias e regulatórias da Lastro, desde o início das discussões sobre a reforma tributária, o setor agropecuário defendia a manutenção da desoneração das exportações. Uma medida que é considerada estratégica diante da relevância do mercado externo para a produção brasileira de grãos, carnes, frutas e outros produtos. Suspensão pode alcançar toda a cadeia de comercialização Na prática, a suspensão permite que determinadas operações realizadas ao longo da cadeia que antecede a exportação ocorram sem o recolhimento imediato de IBS e CBS, desde que sejam atendidas as condições previstas na legislação. O mecanismo é especialmente relevante para pequenos produtores, que normalmente não vendem sua produção diretamente para uma trading. Um produtor de soja, por exemplo, pode comercializar os grãos com uma cerealista, empresa ou cooperativa, que posteriormente vende o produto para uma trading responsável pela exportação. O artigo 82 da Lei Complementar nº 214 prevê a possibilidade de suspensão dos tributos nessas operações, mas estabelece requisitos para as empresas que pretendem adquirir produtos sob esse regime e revendê-los para exportação. Entre as exigências estão a certificação no Programa Operador Econômico Autorizado (OEA), patrimônio líquido mínimo de R$ 1 milhão e o atendimento a outros critérios estabelecidos pela Receita Federal. É justamente nesse ponto que surgem as principais preocupações. Para Gustavo, as exigências podem dificultar a participação de pequenos comercializadores de grãos nas operações com suspensão tributária. “A questão é entender como os pequenos comercializadores vão operar diante dessas exigências. Se eles não conseguirem adquirir produtos com suspensão, existe o risco de uma concentração ainda maior do mercado nas grandes tradings”, explica. A preocupação ganha relevância porque a cadeia de comercialização de grãos é formada por diferentes agentes, e nem todos possuem estrutura financeira ou operacional para atender às exigências previstas na legislação. Segundo o advogado, o regulamento publicado até o momento não solucionou completamente essas dúvidas. Na avaliação dele, as regras regulamentares reproduziram, em grande parte, o que já estava previsto na Lei Complementar, sem detalhar suficientemente como os requisitos serão aplicados na prática. Regra pode mudar dinâmica do mercado Caso as exigências sejam mantidas sem novos esclarecimentos ou ajustes, Gustavo avalia que poderá ocorrer uma mudança relevante na dinâmica de comercialização de grãos no país, com potencial impacto principalmente sobre os agentes de menor porte. A discussão ganha importância diante do peso das exportações para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas. Para o advogado, a regulamentação da reforma tributária precisa considerar os diferentes elos da cadeia para evitar que uma regra criada para garantir a desoneração das exportações produza efeitos de concentração no mercado interno. “A exportação traz divisas e recursos para o Brasil e tem um papel fundamental na economia. Por isso, é importante que a regulamentação da reforma tributária não crie obstáculos que acabem prejudicando justamente os agentes menores que participam dessa cadeia”, conclui Gustavo. Sobre a Lastro Fundada em 14 de julho de 2005, a Lastro é uma empresa especializada em consultoria tributária para o agronegócio, com foco na recuperação de créditos de ICMS para produtores rurais e Imposto de Renda. Ao longo de quase duas décadas, construiu uma carteira com mais de 2.000 clientes e consolidou-se como referência no mercado. Atualmente, a Lastro é gerida por Gustavo Lopes Venâncio e Viviane Gomieri Morales, ambos formados em Direito pela PUC-Campinas. A empresa conta com departamentos especializados, sistemas próprios, consultoria e auditoria, atuando de forma integrada na gestão da vida tributária do produtor rural, com eficiência, qualidade e redução de riscos fiscais. Saiba mais: https://www.lastroagronegocios.com.br/
- Saúde é a única área com saldo positivo entre vagas qualificadas em julho
Entre os principais departamentos do mercado formal brasileiro, apenas saúde fechou julho de 2026 com saldo positivo de vagas entre profissionais com ensino superior completo ou acima, segundo análise da Sim Carreira sobre os dados do Novo CAGED. A área somou 30.269 admissões e 28.735 desligamentos no período, saldo de 1.534 vagas. O dado mais revelador, no entanto, não é apenas a diferença entre saldo positivo e negativo, mas a distância entre as áreas quando medida pela pressão de contratação, a relação entre admissões e desligamentos. Saúde fechou julho em 1,05x, a única área acima do equilíbrio de 1,0x. Operações e tecnologia da informação ficaram muito próximas do equilíbrio, em 0,99x e 0,98x, respectivamente, o que indica estabilidade e não retração acentuada. Comercial teve a maior distância do equilíbrio, em 0,91x, resultado de 22.949 admissões e 25.346 desligamentos. Parte da resiliência de saúde aparece também no ranking de cargos do Novo CAGED. Enfermeiro e farmacêutico estão entre as cinco ocupações com mais contratações do mês em todo o mercado formal qualificado, com 7.691 e 4.198 admissões, respectivamente, o que ajuda a explicar por que o departamento manteve ritmo de contratação acima da média mesmo em um mês mais fraco para o mercado como um todo. Para a Sim Carreira, a leitura correta do dado não é a de um mercado qualificado dividido entre áreas que crescem e áreas em crise, mas de um mercado em desaceleração desigual. Operações e tecnologia da informação estão praticamente estáveis, comercial está mais distante do equilíbrio, e saúde é a única área que ainda opera em expansão líquida. “Olhando só para o sinal do saldo, dá a impressão de que só saúde vai bem e o resto vai mal, mas a pressão de contratação mostra uma realidade mais gradual. Operações e tecnologia da informação estão quase equilibradas, enquanto comercial concentra a desaceleração mais forte. É esse gradiente que as empresas precisam olhar para calibrar contratação e retenção por área, e não uma leitura binária de crescimento ou queda”, avalia Thiago Melo, CEO da Sim Carreira. A leitura da Sim Carreira é que acompanhar a pressão de contratação por departamento, e não apenas o sinal do saldo, permite identificar com mais precisão onde o mercado qualificado está de fato desacelerando e onde a variação é apenas sazonal ou pontual, o que muda a forma como empresas devem priorizar contratação e retenção em cada área. Principais achados Todos os dados deste levantamento consideram exclusivamente admissões e desligamentos de profissionais com ensino superior completo ou acima, segundo o Novo CAGED. Saúde foi a única área analisada com saldo positivo com saldo positivo em julho de 2026: 30.269 admissões e 28.735 desligamentos, saldo de +1.534 vagas e pressão de contratação de 1,05x. Operações (0,99x) e tecnologia da informação (0,98x) fecharam o mês praticamente equilibrados, com saldo de -343 e -206 vagas, respectivamente. Comercial teve a maior distância do equilíbrio entre as áreas nomeadas, com pressão de contratação de 0,91x e saldo negativo de 2.397 vagas. Enfermeiro e farmacêutico, ligados à área de saúde, estão entre as cinco ocupações com mais contratações do mês no mercado formal qualificado. Sobre o Employment Pulse O Employment Pulse é um relatório mensal da Sim Carreira que analisa dados públicos do Novo CAGED para acompanhar a dinâmica do emprego formal no Brasil. O estudo observa admissões, desligamentos, saldo de vagas, pressão de contratação, setores, regiões, salários e recortes de escolaridade, transformando dados públicos em inteligência de mercado de trabalho. Os dados desta edição consideram exclusivamente profissionais com ensino superior completo ou acima, referentes a julho de 2026. Sobre a Sim Carreira A Sim Carreira é uma consultoria de recrutamento estratégico, headhunting e inteligência de mercado de trabalho. A empresa produz análises sobre contratação, demanda por talentos e tendências do mercado brasileiro, apoiando organizações na tomada de decisão sobre pessoas e crescimento.
- Prêmio Jovem Brasileiro anuncia vencedores após votação que ultrapassou 8 milhões de votos
O Prêmio Jovem Brasileiro anunciou os vencedores de sua 25ª edição após uma votação que ultrapassou 8 milhões de votos. Os resultados foram revelados no programa do PJB, apresentado por Guto Melo, idealizador do prêmio, com participação de Fabíola Reipert, diretamente dos estúdios da Record, em São Paulo. A entrega dos troféus será no dia 22 de setembro, na Áudio, em São Paulo, com início da premiação às 20h. Antes, o evento terá o Esquenta PJB, às 16h, e o Red Carpet, às 18h. Entre os vencedores estão Pedro Sampaio, Melody e MC Meno K, que levaram o prêmio de Hit do Ano por “Jetski”; Simone Mendes, eleita Melhor Cantora; e MC Pedrinho, vencedor de Melhor Cantor. Na categoria Melhor Programa, Novela ou Reality, o vencedor foi Rancho do Maia. Patrícia Abravanel e Lucas Guimarães foram escolhidos como Melhores Apresentadores, enquanto Isadora Cruz e Felipe Bragança venceram nas categorias Melhor Atriz e Melhor Ator. O prêmio também reconheceu nomes que se destacam nas redes sociais. Carlinhos Maia foi eleito Rei do Insta, Cela venceu como Rainha do Insta e Camila Pudim levou o prêmio de Melhor Influencer de Beleza e Make. Já Álvaro e Leuriscleia venceram na categoria Melhor Influencer de Humor. Na música, Atitude 67 venceu como Banda do Ano, enquanto Maiara e Maraisa e Hugo e Guilherme dividiram o prêmio de Dupla do Ano. Lorena Simpson e Wanessa venceram Clipe Bombástico por “Dark Temptation”, e Mariana Fagundes e Jeninho levaram Melhor Feat por “Peão Todo Tatuado”. No universo dos games, a LOUD venceu como Melhor Time E-Sports, e Vitória Mineblox e Coringa foram escolhidos como Melhores Gamers. A edição de 25 anos também destacou nomes da nova geração. Mel Summers e Lorenzo Mello venceram Jovem do Futuro; Stefany Thais e João Victor Gonçalves, Jovem Revelação; e Bruna Lipiani e Enzo Ferro, Aposta PJB. Há 25 anos, o Prêmio Jovem Brasileiro acompanha as transformações da cultura e do entretenimento no país. Criado por Guto Melo em 2002, quando tinha apenas 17 anos, o prêmio nasceu com a proposta de reconhecer jovens talentos e, ao longo de sua história, passou a reunir nomes de diferentes áreas, como música, televisão, internet, esporte e entretenimento. Confira todos os vencedores Hit do Ano: Jetski – Pedro Sampaio, Melody e MC Meno KClipe Bombástico: Dark Temptation – Lorena Simpson e WanessaMelhor Feat: Peão Todo Tatuado – Mariana Fagundes e JeninhoDiversidade e Inclusão: PatixaJovem do Futuro: Mel Summers e Lorenzo MelloMelhor Podcast: Link PodcastJovem Mais Estiloso do Brasil: Gkay e JP MotaMelhor Fandom do Brasil: Camelos – Camila LouresMelhor TikToker: Gabily e Juliano FlossCanal Favorito: Dos RosaYoutuber do Ano: Camila Loures e Tiago JacomoMinha Crush: Jordana MoraisMeu Crush: Jonas SulzbachEu Shippo: Renata Saldanha e Maike AllanMelhor Time E-Sports: LOUDMelhor Gamer: Vitória Mineblox e CoringaMamãe Influencer: Nathalia ValenteInsta de Entretê: Lets GossipJovem Revelação: Stefany Thais e João Victor GonçalvesRainha do Insta: CelaRei do Insta: Carlinhos MaiaMelhor Influencer de Humor: Álvaro e LeuriscleiaMelhor Influencer Beleza e Make: Camila PudimMelhor Influencer Saúde e Fitness: Camila Loures e Thomaz CostaMelhor Participante de Reality: Ana Paula Renault e Dudu CamargoMelhor Apresentador(a): Patrícia Abravanel e Lucas GuimarãesMelhor Programa, Novela ou Reality: Rancho do MaiaMelhor Atriz: Isadora CruzMelhor Ator: Felipe BragançaAposta PJB: Bruna Lipiani e Enzo FerroBanda do Ano: Atitude 67Dupla do Ano: Maiara e Maraisa / Hugo e GuilhermeMelhor Cantor: MC PedrinhoMelhor Cantora: Simone Mendes Serviço Prêmio Jovem Brasileiro Data: 22 de setembro - Terça Feira Transmissão ao vivo: 16h00 - Esquenta PJB 18h00 - Red Carpet PJB 20h00 - Início da premiação
- Inscrições para o Concurso Getap Verão 2026/27 começam com El Niño no radar dos produtores
Estão abertas até 30 de novembro as inscrições para o Concurso Verão 2026/27 do Grupo Tático de Aumento de Produtividade (Getap). A nova edição chega em um momento de atenção redobrada às condições climáticas, com a atuação de um El Niño fortalecido no radar dos produtores e potencial para alterar os padrões de chuva e temperatura em importantes regiões agrícolas do país. A competição reunirá produtores de diferentes regiões para acompanhar o desempenho de áreas de milho conduzidas com investimento em manejo, fertilidade do solo, genética e tecnologia. Mais do que comparar produtividades, o concurso deve mostrar como as estratégias adotadas ao longo da safra podem influenciar os resultados diante das condições encontradas em cada região. A edição 2026/27 sucede uma sequência de concursos marcada por altas produtividades e recordes entre os participantes. Para Gustavo Capanema, coordenador técnico do Getap, o novo ciclo será uma oportunidade para observar como produtores e consultores ajustam suas decisões agronômicas a um ambiente de maior variabilidade. “O El Niño pode alterar os padrões de chuva e temperatura, por isso o agricultor precisa estar ainda mais atento às tomadas de decisão no campo”, afirma. Estratégia ganha peso em cenário climático variável Os efeitos do fenômeno, porém, não ocorrem da mesma forma em todas as regiões produtoras. Alterações na distribuição das chuvas e nas temperaturas dependem das características e da localização de cada área, o que amplia a importância do acompanhamento das condições ao longo do ciclo. Nesse contexto, a construção da fertilidade e do perfil do solo, a escolha e o posicionamento dos híbridos, a definição das épocas de plantio e o monitoramento das lavouras estão entre os fatores que podem ajudar o produtor a reduzir sua exposição aos riscos. “A alta performance não anula as intempéries climáticas, mas ajuda a reduzir as vulnerabilidades por meio de manejo, tecnologia e investimento”, aponta Capanema. O coordenador ressalta que o histórico recente dos participantes permite uma expectativa positiva para a competição, embora os resultados dependam da combinação entre as condições de cada safra e as decisões tomadas dentro das propriedades. “Não podemos prometer novos recordes, mas também não precisamos reduzir as expectativas. Sabemos que é possível nos surpreendermos com os resultados”, afirma. Além da produtividade, a avaliação das áreas participantes inclui indicadores técnicos como população obtida, número e peso de grãos por espiga. Os resultados passam por auditoria técnica independente, e todos os produtores inscritos, com ou sem patrocínio, recebem um laudo detalhado com os resultados obtidos no campo, comparativos de manejo e análise financeira. Para Capanema, a competição também funciona como um ambiente de comparação entre diferentes estratégias adotadas pelos agricultores. A expectativa é de crescimento na procura pelo concurso, impulsionada pela importância em medir o desempenho das lavouras e analisar, com dados, os fatores que contribuem para os resultados. “Será um ano interessante para observar como a capacidade técnica faz diferença diante de um cenário desafiador”, conclui. Os interessados podem se inscrever pelo site oficial do Getap. Um mesmo produtor poderá participar com diferentes áreas. Também haverá a possibilidade de inscrição por meio dos patrocinadores, com uso de cupom de custeio. Para agricultores independentes, sem patrocínio, será disponibilizado um código para inscrição sem custos. Caso optem pela auditoria, os serviços de análise não estão incluídos. Sobre o concurso O Getap é uma iniciativa que tem a Céleres como curadora e conta com o apoio da Abramilho – Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (ABRAMILHO), ABPA – Associação Brasileira de Proteína Animal, Abisolo – Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal, Sindirações – Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal e Instituto Brasileiro de Agricultura Sustentável. A edição conta com o patrocínio de Bayer, Corteva Agriscience, John Deere, IHARA, BASF, ICL, Stoller, Ubyfol, Biotrop, Ourofino Agrociência, Conceito Agrícola e Syngenta.
- Mostra de Vídeo e Circo aproxima diferentes territórios em uma noite de arte no Galpão Bambu
No dia 26 de setembro, o Galpão Bambu - espaço de criação recebe a Mostra de Vídeo e Circo, com programação gratuita a partir das 17h30. O evento reúne nove obras audiovisuais de seis unidades da Federação, quatro números circenses ao vivo e atrações musicais, em uma noite que atravessa o picadeiro, o cinema, a pista de dança e a paisagem da Serrinha do Paranoá. Com curadoria de Poema Mühlenberg e Anamaria Mühlenberg, a mostra parte da pergunta "Como circo e território se relacionam?" para aproximar trabalhos realizados no Ceará, em Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso do Sul, São Paulo e no Distrito Federal. De alcance nacional, a seleção cria um diálogo entre territórios que amplificam e dão ressonância à proposta do Galpão Bambu: compreender o circo como prática enraizada, em relação direta com o lugar, o meio ambiente e as comunidades que o sustentam. A programação abre com Invasões Bárbaras, espetáculo de palhaçaria, do Circo sem Lona, com Marcelo Nenevê. Em seguida, a sessão audiovisual percorre paisagens, memórias e modos distintos de fazer circo, passando por praças públicas, quilombo, assentamento, lona, Cerrado, águas e ruínas. A seleção também traz de volta ao Galpão Bambu o filme Desdobráveis, livre adaptação para o cinema de um espetáculo da Cia Nós No Bambu e realizado em 2013. Após a mostra de curtas o público confere os números circenses Procura-se, do CircomVida, com Marcella Romar; Soledades, da Trupe por um Fio, com Allana Matos; e Sara, a Serpente, da Cia Nós No Bambu, com Poema Mühlenber. As obras exibem uma diversidade de técnicas, como manipulação de objetos, trapézio e dança acrobática. O músico Gabriel dos Anjos recebe o público ao violão de sete cordas, enquanto a DJ Odara Kadiegi encerra a noite com pista de dança e fogueira. Realizada em uma área rural do Lago Norte onde nascentes seguem em direção ao Lago Paranoá, a mostra incorpora o próprio percurso até o Galpão Bambu à experiência. A breve caminhada desde o Largo do Araguaia conduz o público a um espaço que, há mais de duas décadas, articula criação artística, preservação ambiental e pesquisa da Arte Corpo Bambu. O Galpão Bambu é um espaço independente, Ponto de Cultura e sede da Cia e Escola Nós No Bambu, anfitriã da Mostra. Todas as obras audiovisuais e apresentações circenses contam com audiodescrição e interpretação em Libras. A Mostra de Vídeo e Circo integra o projeto Manutenção do Galpão Bambu 2026, realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal - FAC/DF. A apresentação é da Cia e Escola Nós No Bambu, com realização do Galpão Bambu - espaço de criação. Obras audiovisuais selecionadas: Serrinha do Paranoá (Brasília - DF, 4min42) - Um olhar sobre o território onde está situado o Galpão Bambu e sua relação com a paisagem e as águas que abastecem Brasília. A Mulher do Mundo (Brasília - DF, 16min43 – Vídeo-circo) - Quatro mulheres circenses atravessam Cerrado, águas e ruínas enquanto refletem sobre a vida, a morte e as diferentes experiências de ser mulher. Palhaças em: PE na Estrada (Recife - PE e Brasília - DF, 8min4 – Documentário) - O documentário acompanha três palhaças em circulação por cinco cidades pernambucanas, com apresentações em praças, espaços independentes, um quilombo e um assentamento. Pra que tu Inventa? (Itapipoca - CE, 2min – Videoclipe) - O videoclipe homenageia profissionais da cultura ao acompanhar o cotidiano inventivo de um artista entre música, circo e arte urbana. Permaculturando Processos Imersivos em Dança (São Paulo – SP, 4min18 – Vídeo Dança) - Dança, cultivo e transformação do solo se encontram na criação de uma pequena agrofloresta durante a quarentena. Uma homenagem em memória à professora, artista e parceira da Cia Nós No Bambu, Carla Vendramin. Urubu (São Paulo - SP, 37min – Vídeo-circo ) - Circo e natureza atravessam uma narrativa sobre transformação, impermanência e o ciclo vida-morte-vida. Biribinha Na Fronteira do Riso (Arapiraca - AL, 17min – Documentário) - O documentário mergulha nas memórias e nos bastidores de Biribinha, mestre e referência nacional do circo-teatro, diante do retorno ao picadeiro. Desdobráveis (Brasília - DF, 10min) - Livre adaptação de Desdobrar, da Cia Nós No Bambu, acompanha um dia na vida de quatro mulheres que se desdobram pela arte. Manifesto Afirmação do Riso (Campo Grande - MS, 2min23 – Manifesto) - Manifesto coletivo que celebra o riso como comunhão, cura e resistência, além de reivindicar a ocupação dos espaços públicos pela palhaçaria. Programação: 17h30 - Receptivo com Gabriel dos Anjos ao violão de sete cordas 18h - Invasões Bárbaras, do Circo sem Lona 18h45 - Ambientação e reconhecimento do espaço 19h15 - Exibição de curtas e média-metragens 21h - Intervalo 21h15 - Números circenses 21h45 - Pista de dança com DJ Odara Kadiegi e fogueira 00h - Encerramento Serviço: Evento: Mostra de Vídeo e Circo Data e horário: sábado, 26 de setembro de 2026, a partir das 17h30 Local: Galpão Bambu - espaço de criação | Núcleo Rural Córrego do Urubu, Caminho dos Buritis, Serrinha do Paranoá, Lago Norte Entrada: gratuita, mediante retirada de ingresso Ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/mostra-de-video-e-circo-do-galpao-bambu/3571458 Classificação indicativa: livre para todos os públicos Como chegar: localizador: bit.ly/gbambu. Em aplicativos de transporte, buscar por Galpão Bambu Estacionamento: Largo do Araguaia, com orientação da equipe. O estacionamento interno é reservado a pessoas com mobilidade reduzida Acessibilidade: Audiodescrição e interpretação em Libras em todas as atrações; assentos e vagas reservados mediante solicitação prévia Contato de acessibilidade: galpaobambu@gmail.com | Instagram: @galpaobambu
- “Um sonho que mudou o Brasil” reúne no Golden Tulip registros históricos da construção de Brasília
O Hotel Golden Tulip Brasília Alvorada abre, no dia 16 de setembro, sua nova temporada cultural com a exposição “Um sonho que mudou o Brasil”, uma homenagem à história de Brasília a partir do olhar do fotógrafo sueco Åke Borglund, que esteve na cidade em 1957, quando a futura capital ainda era um imenso canteiro de obras. A mostra também celebra a memória de Juscelino Kubitschek, cujo aniversário é lembrado em setembro, com a apresentação de frases marcantes do presidente responsável pela construção de Brasília, que até hoje levantam a auto estima de todo brasileiro. Com curadoria da pioneira e colecionadora Mercedes Urquiza, a exposição reúne cerca de 28 fotografias realizadas por Borglund durante sua passagem pelo Brasil. As imagens, que tem a chancela da UNESCO, revelam diferentes momentos da construção da nova capital e ajudam a preservar uma perspectiva documental e singular dos primeiros anos de Brasília. A história por trás desse acervo é igualmente especial. Jovem fotógrafo e repórter sueco, Åke Borglund veio ao Brasil para registrar a construção de Brasília para a revista National Geographic e encontrou em Mercedes Urquiza, então uma jovem pioneira, uma das poucas pessoas que falava inglês em Brasília na época, e que foi intérprete do Boglund em sua passagem pela cidade. Décadas depois, Mercedes reencontrou o fotógrafo na Suécia e passou a reunir e preservar esse conjunto de imagens, que se tornou um importante registro visual da maior saga do século XX. “Essas fotografias têm um valor muito especial para mim porque registram Brasília no momento em que tudo estava começando. Eu vivi aquela época e acompanhei de perto a construção da cidade. Preservar essas imagens e levá-las a diferentes lugares é também uma maneira de manter viva a memória daqueles que participaram desse grande sonho brasileiro”, destaca Mercedes Urquiza. Desde 2000, Mercedes vem apresentando essa coleção em diferentes cidades brasileiras e no exterior. O acervo já passou por 12 capitais brasileiras e cerca de 60 países em quatro continentes, levando a diferentes públicos imagens que ajudam a contar a história de Brasília por meio do olhar de um fotógrafo estrangeiro que esteve na cidade no início de sua construção. Na exposição do Golden Tulip, o público poderá conhecer três módulos distintos, que apresentam diferentes recortes desse período histórico. Um dos destaques da mostra são oito fotografias apresentadas em papel fine art, produzidas pela Galeria Celso Junior com qualidade e acabamento museológico, valorizando a riqueza de detalhes dos registros de Åke Borglund e conferindo às imagens uma apresentação à altura de sua importância histórica e documental. Além da visitação, todas as obras poderão ser adquiridas em condições especiais durante o período da exposição, possibilitando ao público levar para casa registros que fazem parte da memória visual da construção de Brasília. A iniciativa integra a programação cultural do Hotel Golden Tulip Brasília Alvorada, sob a gestão da gerente-geral Dauria Ribeiro, que dá início a uma nova temporada de exposições e ações culturais no espaço. Serviço Exposição “Um sonho que mudou o Brasil” Abertura: 16 de setembro de 2026Visitação: de 16 de setembro a 4 de outubro de 2026Horário: diariamente, das 9h às 23hLocal: andar térreo do Hotel Golden Tulip Brasília AlvoradaEntrada: gratuita
- Inclusão começa na infância e amplia caminhos para o desenvolvimento e para a autonomia
Garantir que uma criança com deficiência ou neurodivergente esteja na escola, frequente uma praça, participe de uma festa de aniversário ou tenha acesso a outros espaços de convivência é uma conquista importante. Contudo, estar presente fisicamente não significa, necessariamente, estar incluída. A inclusão de verdade começa quando a criança deixa de ser apenas alguém que ocupa aquele espaço e passa a participar dele, dentro de suas possibilidades, com suas preferências, necessidades e formas próprias de se comunicar. Essa mudança na forma de olhar é importante porque, durante muito tempo, a inclusão foi associada principalmente ao acesso. Matricular a criança na escola, permitir sua entrada em um ambiente público ou oferecer atendimento especializado são medidas fundamentais, mas representam apenas parte do processo. O desafio maior está em criar condições para que ela consiga interagir, fazer escolhas, desenvolver habilidades e perceber que também tem um papel naquele ambiente. A fonoaudióloga Juliana Menezes, diretora técnica da Affect Centro Clínico e Educacional, clínica especializada no acompanhamento de crianças com deficiência, neurodivergentes e com doenças raras, em Goiânia, explica que, na prática, a construção da autonomia começa muito antes de grandes decisões e está presente nas atividades mais comuns da rotina familiar. “Escolher uma roupa, guardar os brinquedos, participar do banho ou opinar sobre uma refeição são experiências simples que ajudam a criança a perceber que suas escolhas têm valor. Entretanto, quando o adulto faz por ela aquilo que poderia realizar com algum apoio, reduz oportunidades importantes de experimentar, aprender, desenvolver habilidades e ganhar confiança”, destaca. Segundo Juliana, quando a criança recebe, dentro de suas atividades diárias, mais tempo, incentivo e ferramentas adequadas para participar, começa a construir uma percepção mais positiva sobre suas próprias capacidades. “Um dos principais equívocos é confundir autonomia com independência absoluta. Ser autônomo não significa, necessariamente, fazer tudo sozinho. Significa, dentro das possibilidades de cada um, conseguir participar de decisões, expressar preferências, iniciar ações e exercer algum controle sobre aspectos da própria vida”, explica. Para a fonoaudióloga, recursos visuais, formas alternativas de comunicação, adaptações físicas e rotinas estruturadas são tão importantes quanto instruções mais claras e a presença de um adulto para auxiliar quando necessário. “Não é apenas perguntar o que a criança consegue fazer sozinha, mas também o que ela consegue fazer quando recebe o suporte adequado. Essa diferença muda completamente a maneira de enxergar o desenvolvimento. Em vez de concentrar a atenção exclusivamente nas limitações, passa-se a observar quais barreiras estão impedindo a participação e quais estratégias podem ser utilizadas para reduzi-las”, observa. A psicopedagoga Taciana Faria, da equipe multiprofissional da Affect, lembra que o papel da família tem muita relevância nesse processo. O excesso de proteção pode nascer de uma boa intenção, mas, quando se torna permanente, pode limitar experiências importantes para o desenvolvimento. “Estimular a autonomia exige equilíbrio. Significa oferecer segurança sem controlar cada passo e ajudar sem retirar da criança a oportunidade de participar. Tanto em casa quanto na escola, o princípio é semelhante. A presença em sala de aula é essencial, mas a inclusão não estará completa se a criança permanecer isolada, não conseguir acompanhar as atividades com os apoios necessários ou não tiver oportunidades reais de interação com os colegas. Uma escola inclusiva precisa pensar não apenas em onde a criança está, mas em como ela participa das experiências oferecidas aos demais alunos”, comenta. Taciana reforça que o mesmo entendimento se aplica aos espaços públicos e à convivência social. Uma criança incluída não deve ser apenas aquela que consegue entrar em um restaurante, frequentar um parque ou participar de uma comemoração. “É preciso considerar se ela consegue permanecer naquele ambiente, comunicar desconfortos e preferências, interagir, brincar, escolher atividades e ser respeitada em suas particularidades. Essa visão também muda a forma de avaliar os resultados das intervenções. O desenvolvimento não deve ser medido apenas pela aquisição de habilidades isoladas. Aprender determinada tarefa é importante, mas o verdadeiro impacto aparece quando aquela habilidade passa a ter utilidade na vida cotidiana”, acrescenta. Formação profissional amplia olhar sobre inclusão Neste mês, a fonoaudióloga Juliana Menezes, responsável técnica pela Affect Centro Clínico e Educacional, estará na Universidad de Salamanca, na Espanha, para uma formação presencial voltada à ampliação de conhecimentos e ao acompanhamento de discussões acadêmicas internacionais relacionadas ao desenvolvimento, à inclusão e à qualidade de vida. A experiência, segundo Juliana, também permite aprofundar o contato com o conceito de autodeterminação, que ocupa espaço relevante nas discussões sobre deficiência e qualidade de vida. A ideia é reconhecer que toda pessoa deve ter oportunidades de fazer escolhas e exercer algum controle sobre a própria trajetória, considerando os apoios de que necessita. “Nesse modelo, o apoio deixa de ser visto como sinal de incapacidade e passa a ser compreendido como uma ferramenta para ampliar participação e autonomia. Essa visão está presente em pesquisas e práticas desenvolvidas por instituições de referência internacional, como o INICO (Instituto Universitario de Integración en la Comunidad), ligado à Universidad de Salamanca, na Espanha, que desenvolve estudos relacionados à inclusão, qualidade de vida, autodeterminação e sistemas de apoio para pessoas com deficiência”, sublinha. Para a fonoaudióloga, aproximar o conhecimento científico internacional da realidade das crianças e famílias brasileiras contribui para fortalecer práticas que tenham como objetivo não apenas o desenvolvimento de habilidades, mas também a funcionalidade, a participação social, a autonomia e a qualidade de vida ao longo de todo o desenvolvimento. “Incluir não é apenas permitir que uma criança esteja em determinado ambiente. É criar condições para que ela participe, faça escolhas, desenvolva suas potencialidades e construa, dentro de suas possibilidades e com os apoios necessários, uma vida com mais autonomia e qualidade. A verdadeira inclusão acontece quando a sociedade passa a enxergar a criança não apenas pelo que ela precisa de ajuda para fazer, mas também pelo que pode escolher, aprender, comunicar e construir quando recebe os apoios adequados”, completa.











