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  • Caso Lito Souza reforça importância da pesquisa clínica para doenças raras

    O diagnóstico do influenciador e especialista em aviação Lito Souza trouxe visibilidade para a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição rara e neurodegenerativa associada ao acúmulo de proteínas priônicas anormais no cérebro. A doença provoca comprometimento neurológico progressivo e, atualmente, não há tratamento capaz de interromper ou reverter sua evolução. O caso também chama atenção para o papel da pesquisa clínica na busca por novas alternativas terapêuticas, especialmente para doenças raras. Esses estudos são realizados com voluntários para avaliar a segurança e a eficácia de medicamentos, vacinas e outros tratamentos antes que possam ser disponibilizados à população. Segundo Fernando de Rezende Francisco, diretor-executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO), a participação em um estudo depende de critérios previamente estabelecidos. 'Para participar de um estudo que já está em andamento, é necessário que o recrutamento ainda esteja aberto e existam vagas disponíveis. O primeiro passo é verificar se o paciente atende aos critérios de inclusão e não apresenta nenhum dos critérios de exclusão definidos no protocolo', explica. No caso das doenças raras, o desenvolvimento de pesquisas enfrenta desafios adicionais. Como existem poucos pacientes com determinadas condições e eles podem estar distribuídos por diferentes regiões ou países, os estudos frequentemente exigem a colaboração entre centros de pesquisa, instituições e pesquisadores de diferentes localidades. Todo ensaio clínico também precisa seguir um protocolo previamente definido e passar pelas avaliações éticas e regulatórias exigidas em cada país. Para quem busca informações sobre pesquisas em andamento, a orientação é conversar com o médico responsável pelo tratamento e procurar instituições de pesquisa, organizações de apoio a pacientes e bases públicas de estudos clínicos. Com a Lei nº 14.874/2024, que estabelece diretrizes para pesquisas com seres humanos no Brasil, o país também busca ampliar sua participação no cenário internacional da pesquisa clínica. 'A pesquisa clínica não representa apenas uma etapa para testar um novo medicamento. Ela é essencial para desenvolver tratamentos seguros e eficazes, baseados no processo científico de pesquisa, desenvolvimento e inovação. Para pacientes com doenças raras e ainda sem terapias específicas, cada avanço científico pode representar uma nova perspectiva', finaliza Francisco.

  • Romance transforma luto em história sobre memória e identidade

    O luto costuma marcar o fim de uma história, mas em 'Entre Nós Três' ele representa justamente o início de uma nova jornada. Publicado pela Editora Labrador, o romance da escritora Mariana Bregieiro acompanha uma jovem que, ao perder a mãe, inicia uma busca inesperada por respostas capazes de transformar sua própria identidade. Uma das protagonistas, Marina, tenta reorganizar a vida após a morte da fotógrafa Liana Esteves. Em meio à dor, uma fotografia antiga encontrada por acaso desperta dúvidas sobre o passado da família e leva a personagem a investigar acontecimentos que permaneciam ocultos há décadas. 'Quis escrever mulheres que fossem profundamente humanas, com virtudes, contradições, medos e coragem. Elas não existem para apoiar a história de alguém; são elas que fazem a história acontecer', afirma a autora. A partir dessa descoberta, o romance que se passa em Recife mostra que o processo de seguir adiante após uma perda nem sempre exige apenas aceitação da ausência, mas também necessidade de compreender quem eram aqueles que partiram. E para Mariana, o passado torna-se peça fundamental para reconstruir o presente. Ao abordar o luto de forma delicada, Mariana evita respostas fáceis e traz uma protagonista que enfrenta inseguranças, memórias e sentimentos contraditórios. 'Entre Nós Três' ensina que cada pessoa encontra seu próprio tempo para lidar com a dor e ressignificar suas lembranças. Além do drama familiar, o livro traz elementos de investigação, memória histórica e relações afetivas, o que amplia o alcance da trama para além da experiência individual. A reconstrução da história da matriarca também se torna uma forma de compreender diferentes momentos da sociedade brasileira. 'A literatura tem o poder de preservar histórias que, muitas vezes, passam despercebidas. Escrever essas mulheres foi uma forma de reconhecer a importância das relações femininas na construção da memória e da identidade', ressalta Mariana. 'Entre Nós Três' reúne emoção, suspense e contexto histórico em uma história que convida o leitor a refletir sobre temas como heranças afetivas, identidade e pertencimento. Mariana Bregieiro transforma experiências universais em uma história capaz de dialogar com diferentes gerações. Ao mostrar que a dor também pode revelar caminhos antes invisíveis, o romance sugere uma reflexão sobre memória, amor e legado, lembrando que conhecer profundamente aqueles que amamos pode ser o primeiro passo para descobrir quem realmente somos. 'Eu encaro o luto como o ponto de partida de Entre Nós Três. A descoberta de uma foto antiga da mãe de Marina é o catalisador que leva essa personagem a investigar o passado, uma jornada a que ela não estaria disposta a se dedicar com tanto afinco se a perda de Liana não tivesse deixado um vazio irreparável em sua vida', finaliza a autora. Sobre a autora: Mariana Bregieiro nasceu no interior de São Paulo em 1991 e mudou-se para Recife ainda pequena. É formada em Direito e pós-graduada em Direito Processual Civil pela Universidade Federal de Pernambuco. Além de artigos jurídicos, publicou contos nas coletâneas O ano em que fizemos contato, Por elas para elas e Transformações. Entre Nós Três é seu primeiro romance. Serviço: Livro: Entre Nós Três Autor: Mariana Bregieiro (@maribregieiro) Editora: Labrador Disponível para compra através do link

  • Modelo ganha carro e PIX de R$ 20 mil em plataforma de sugar dating

    'Gosto de homem que tenha estabilidade, que saiba cuidar e que não tenha problema em proporcionar. Se um dia eu for casar, ele precisa ser milionário. Se não for ele, a milionária será eu', é o que diz Tábata Sib, Sugar Baby cadastrada no MeuPatrocínio há quase dez anos. Para ela, relacionamento e estabilidade financeira caminham lado a lado. A modelo conta que já viveu diferentes experiências por meio do site, entre elas, ganhou um HB20, recebeu um PIX de R$ 20 mil durante a MP Party, festa promovida pelo site em Balneário Camboriú e, atualmente, está na Espanha a convite de um Sugar Daddy que conheceu na plataforma. 'Eu procuro um homem provedor. Para mim, relacionamento tem que agregar, não só emocionalmente, mas também na vida que eu quero construir', destacou. A história resume uma das características do chamado sugar dating: relações em que expectativas sobre estilo de vida e condições financeiras fazem parte das conversas desde o início. Para Tábata, saber exatamente o que procura é justamente um dos motivos para permanecer na plataforma há tantos anos. 'Eu sou muito clara desde o começo. Cada homem entende o que quer proporcionar e eu também sei o que espero receber. Para mim, é uma relação em que os dois precisam estar satisfeitos', diz. Segundo Caio Bittencourt, especialista em comportamento afetivo e relacionamentos do MeuPatrocínio, histórias como a de Tábata ajudam a explicar por que o modelo de relacionamento atrai pessoas com expectativas diferentes das encontradas em aplicativos tradicionais. 'As mulheres hoje são mais independentes, conscientes e seletivas. Elas sabem o que querem e não aceitam mais relações desequilibradas. Isso muda completamente a dinâmica dos relacionamentos. Pode soar clichê, mas amor sozinho não coloca comida na mesa. Mulheres determinadas sabem o seu valor e não aceitam estar com alguém que não possa oferecer uma vida confortável', afirma. A experiência da modelo também mostra como o relacionamento pode oferecer experiências diferentes. 'Muita gente pode olhar para o que eu conquistei e falar que eu tive sorte, mas eu acho que sorte também é saber escolher. Estou no MeuPatrocínio há quase dez anos e aprendi a reconhecer o homem que realmente combina comigo e que valoriza esse tipo de relação. Eu não fico esperando acontecer: eu sei o que quero e escolho de acordo com isso', finaliza a modelo.

  • Novo Plano Safra amplia recursos, mas produtor ainda enfrenta dificuldades

    Especialista alerta que o acesso ao dinheiro depende das condições oferecidas pelos bancos e que novos empréstimos podem ampliar o endividamento. O anúncio de R$ 610,3 bilhões para o Plano Safra 2026/2027 chama atenção pelo volume de recursos e demonstra, à primeira vista, um forte apoio ao agronegócio brasileiro. O valor representa uma das principais apostas do governo para financiar a produção, estimular investimentos e garantir condições para o desenvolvimento do setor. Mas, por trás do número divulgado, existe uma discussão que ganha força entre produtores, entidades representativas e especialistas: quanto desse dinheiro realmente estará disponível, em condições acessíveis, para quem precisa financiar a produção no dia a dia? Na prática, a diferença entre o valor anunciado e a realidade encontrada pelo produtor no momento de buscar crédito ajuda a explicar parte dessa preocupação. Para manter uma propriedade funcionando, não basta ter recursos destinados à compra de máquinas, à construção de estruturas ou à implantação de novas tecnologias. O produtor também precisa de dinheiro para custear a safra que está prestes a começar ou que já está em andamento. É justamente nesse ponto que está uma das principais críticas à composição do Plano Safra. Embora o volume total de recursos tenha aumentado, o crédito destinado ao custeio e à comercialização - utilizado para despesas como compra de sementes, fertilizantes, defensivos, combustíveis, mão de obra e outras necessidades da produção - passou de R$ 414,7 bilhões no ciclo anterior para R$ 384,9 bilhões na safra 2026/2027. Na direção contrária, os recursos voltados para investimentos em máquinas, irrigação, armazenagem e infraestrutura cresceram mais de 38%. Incentivar a modernização e ampliar a capacidade produtiva é importante para o futuro do agronegócio, especialmente em um cenário de crescente necessidade de eficiência e competitividade. O problema é que, antes de pensar no futuro, o produtor precisa garantir condições para produzir no presente. O advogado Eliseu Silveira, especialista em recuperação judicial, explica que, mesmo quando uma propriedade consegue acesso a linhas de crédito para investir em equipamentos ou ampliar sua estrutura, ela pode continuar enfrentando dificuldades para obter o capital necessário para plantar, colher e manter as atividades em funcionamento. 'Para aquele produtor que já enfrenta problemas financeiros, essa diferença entre crédito para investimento e dinheiro disponível para custear a produção faz toda a diferença. Esse debate se torna ainda mais importante em um momento de aumento das dificuldades financeiras no campo. Custos de produção elevados, oscilações nos preços das commodities, problemas climáticos, margens mais apertadas e juros que aumentam o peso das dívidas criam um ambiente de pressão para muitos produtores rurais', observa. Eliseu Silveira destaca que os números de solicitações de recuperação judicial ajudam a demonstrar esse cenário. Somente no primeiro trimestre de 2026, o agronegócio registrou 474 pedidos, o que representa um crescimento de 21,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo o advogado, entre os produtores rurais que atuam como pessoa jurídica, o avanço foi ainda maior, com alta de 73,5% nas solicitações. 'Os dados indicam que o problema vai além de uma dificuldade pontual de acesso ao crédito. Para parte do setor, o desafio está no acúmulo de compromissos financeiros assumidos em períodos anteriores e na dificuldade de gerar recursos suficientes para pagar as dívidas, manter a atividade e ainda financiar uma nova produção', pontua. O especialista lembra que o produtor rural, quando procura uma instituição financeira, também precisa enfrentar critérios de análise de risco, apresentação de garantias e avaliação da sua capacidade de pagamento. 'Dependendo da condição financeira da propriedade, as exigências podem dificultar ou até impedir o acesso ao crédito, especialmente para pequenos e médios produtores. Por isso, o tamanho do Plano Safra não pode ser analisado apenas pelo valor estampado no anúncio oficial. Mais importante do que o volume total é entender para onde os recursos estão sendo direcionados, quais produtores podem acessá-los, quais são as condições oferecidas e quanto efetivamente estará disponível para financiar cada etapa da atividade rural', alerta. Para Eliseu Silveira, outro ponto que merece atenção é o fato de que obter um novo empréstimo não significa, necessariamente, resolver o problema financeiro de um produtor que já enfrenta dificuldades para honrar compromissos anteriores. De acordo com ele, contratar mais crédito sem avaliar cuidadosamente a situação pode aumentar ainda mais a pressão sobre o caixa da propriedade. 'O financiamento é uma ferramenta importante para a atividade rural. Em muitos casos, é justamente o crédito que permite comprar insumos, iniciar o plantio, investir em tecnologia e atravessar períodos de maior dificuldade. O risco surge quando novos empréstimos passam a ser utilizados apenas para cobrir dívidas antigas, sem que exista uma estratégia capaz de reorganizar a situação financeira', sublinha. O advogado reforça que o produtor rural precisa ter cautela ao decidir contratar um novo crédito e considerar que, ao fazer essa opção, a dívida não desaparece. Ela apenas é transferida para outro contrato, com novos prazos, juros e garantias. 'Se a atividade continuar sem gerar recursos suficientes para cumprir as obrigações assumidas, o problema tende a crescer ao longo do tempo. Assim, é fundamental que o produtor tenha uma visão clara da situação da propriedade. Isso envolve levantar todas as dívidas existentes, identificar valores, prazos, taxas de juros e garantias oferecidas, além de analisar quanto a atividade efetivamente gera e quais são as despesas necessárias para manter a produção', completa. O especialista reforça que, mais do que observar o valor total anunciado, o produtor precisa avaliar como os recursos do Plano Safra estão distribuídos e quais condições serão efetivamente oferecidas pelas instituições financeiras. 'Em um cenário de endividamento crescente, custos elevados e pressão sobre as margens, o acesso ao crédito pode ser decisivo não apenas para investir e modernizar a propriedade, mas também para garantir que a produção consiga continuar produzindo', arremata.

  • ExpoMix Brasil espera 150 mil pessoas em festival de música em Brasília

    Brasília recebe, de 18 a 20 de setembro, a 8ª edição do Festival ExpoMix Brasil, um dos maiores eventos de música e entretenimento da capital. Realizado no Museu Nacional, o festival reunirá grandes nomes da música nacional e regional em três dias de programação, com expectativa de receber 150 mil pessoas. Entre as atrações confirmadas estão Guilherme & Benuto, Surra de Modão, Naiara Azevedo, Look Tribo da Periferia, Léo Santana, Jefferson Moraes, Miozin e DJ Hey Doc, além de artistas regionais que representam a força da música produzida no Distrito Federal. A programação começa na sexta-feira, dia 18 de setembro, com Guilherme & Benuto, Surra de Modão e atrações regionais. No sábado, dia 19, o palco recebe Naiara Azevedo, Look Tribo da Periferia e artistas regionais. Já no domingo, dia 20, o encerramento fica por conta de Léo Santana, Jefferson Moraes, Miozin, DJ Hey Doc e atrações regionais. Além dos shows, o Festival ExpoMix Brasil contará com DJs nos intervalos, apresentação de A Patroa e Marcão e uma estrutura com diversos espaços e experiências para o público. Entre os atrativos estão Vila Gastronômica, Vila Iluminada, Vila de Descanso e atrações surpresa. O evento também terá um importante impacto na economia local. A expectativa é de geração de mais de 3 mil empregos diretos e indiretos e uma movimentação financeira estimada em R$ 65 milhões, beneficiando setores como hotéis, restaurantes, companhias aéreas, transportes, ambulantes e o comércio local. Os ingressos serão gratuitos mediante a doação de 2 kg de alimentos, com retirada pelo site Festival ExpoMix. A iniciativa une entretenimento e solidariedade, ampliando o acesso do público a grandes atrações musicais. O Festival ExpoMix Brasil é realizado pelo Instituto Semper Fidelis, com produção de Emerson PIW, apoio da Secretaria de Cultura e incentivo da Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal. Serviço: Evento: 8º Festival ExpoMix Brasil Data: 18 a 20 de setembro de 2026 Local: Museu Nacional – Brasília/DF Atrações: Shows nacionais e regionais Estrutura: Vila Gastronômica, Vila Iluminada, Vila de Descanso e atrações surpresa Ingressos: Gratuitos mediante doação de 2 kg de alimentos Retirada: Festivalexpomix.com Estimativa de público: 150 mil pessoas nos três dias Geração de empregos: Mais de 3 mil empregos diretos e indiretos Impacto financeiro estimado: R$ 65 milhões Realização: Instituto Semper Fidelis Produção: Emerson PIW Apoio: Secretaria de Cultura, Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal

  • Livro aborda ciência por trás da dor crônica e busca validar experiência de pacientes

    A dor crônica nem sempre aparece nos exames, mas pode transformar profundamente a vida de quem convive com ela. É a partir dessa realidade que o médico Dr. Carlos Gropen, especialista em dor, lança o livro 'Você Não Está Inventando – A ciência da dor crônica – Ehlers-Danlos, fibromialgia e hipermobilidade'. O lançamento será realizado no dia 25 de setembro, a partir das 19h, em Brasília, reunindo convidados, profissionais da área da saúde e pessoas interessadas em compreender melhor os mecanismos da dor crônica e condições frequentemente cercadas de dúvidas e incompreensão. Na obra, o especialista aborda, sob uma perspectiva científica e ao mesmo tempo acessível, temas relacionados à dor crônica, fibromialgia, hipermobilidade e síndrome de Ehlers-Danlos, trazendo informações que podem ajudar pacientes e familiares a compreenderem melhor sintomas que muitas vezes são invisíveis para quem está ao redor. O próprio título do livro parte de uma questão recorrente na vida de pacientes com dor persistente: a sensação de não serem compreendidos ou até de terem seus sintomas questionados. 'A dor é real, mesmo quando não pode ser vista. Meu objetivo com o livro é levar informação e conhecimento para que pacientes compreendam melhor o que acontece em seu organismo e, principalmente, para que não se sintam desacreditados em sua própria experiência', explica o Dr. Carlos Gropen. Informação como parte do cuidado Para o especialista, compreender a dor é uma etapa fundamental para que o paciente possa participar de maneira mais ativa do próprio tratamento. A obra também busca contribuir para ampliar o debate sobre condições que ainda podem ser subdiagnosticadas ou confundidas com outros problemas. A fibromialgia, por exemplo, é marcada por dor musculoesquelética generalizada e pode estar associada a fadiga, alterações do sono e dificuldades cognitivas. Já os transtornos do espectro da hipermobilidade e as síndromes de Ehlers-Danlos envolvem características que exigem avaliação clínica cuidadosa. Mais do que apresentar diagnósticos, o livro propõe uma reflexão sobre a forma como a sociedade e até mesmo os profissionais de saúde enxergam o paciente com dor crônica. 'Você Não Está Inventando' nasce, portanto, como um convite à escuta, à ciência e à compreensão. Porque, para quem sente dor todos os dias, ser acreditado também faz parte do cuidado. Serviço: Lançamento do livro 'Você Não Está Inventando' Autor: Dr. Carlos Gropen Data: 25 de setembro de 2026 Horário: a partir das 19h Local: Livraria da Travessa – CasaPark Endereço: CasaPark Shopping, Brasília – DF

  • Praga silenciosa ameaça cultivo de bananas no Brasil

    Com crescimento da produção de 6,99 milhões para 7,23 milhões de toneladas entre 2024 e 2025, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), o Brasil é atualmente o quarto maior produtor mundial de banana. Com mais de 40 variedades e cerca de 473 mil hectares cultivados, o setor se destaca pelo abastecimento interno, gerando mais de 500 mil empregos diretos, como destaca a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). No entanto, a rápida perecibilidade da fruta e o ataque de pragas podem ameaçar a produtividade e o faturamento do setor. A broca-do-rizoma (Cosmopolites sordidus), popularmente conhecida como moleque-da-bananeira, é a principal praga da bananicultura. De forma silenciosa e altamente destrutiva, a ameaça começa na fase larval do besouro, quando os insetos penetram no rizoma da planta para se alimentar. Como consequência, a capacidade de absorção de recursos do solo e o aparecimento de novas raízes ficam comprometidos, enfraquecendo o desenvolvimento da cultura. Para evitar perdas, o produtor deve observar o aparecimento de folhas amareladas que secam precocemente, a redução severa do tamanho dos cachos e, em casos mais graves, a morte da gema apical. Com a estrutura interna comprometida e sem sustentação, a planta tende a tombar facilmente. Como explica o gerente de assuntos regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, o problema é agravado pela facilidade de disseminação do besouro por todo o país, transportado no interior de mudas convencionais infestadas por ovos e larvas. Sem um combate adequado, as perdas produtivas podem variar de 30% a 80% nos bananais. Segundo Kagi, o controle químico é uma das alternativas para o manejo da praga e deve ser realizado somente com produtos registrados para a cultura e conforme as orientações de bula. Além dessa opção, o produtor pode recorrer a outras estratégias de manejo, como a limpeza completa do rizoma com descortiçamento, que consiste na remoção da casca externa do bananeiro. Quando a amostragem atinge o nível crítico, o produtor precisa agir rápido, combinando diferentes frentes de combate, diz o profissional. O manejo também pode ser complementado com o controle biológico, como o uso do fungo Beauveria bassiana, um agente biológico que contamina os besouros por contato e pode eliminá-los em até dez dias. Outra alternativa são as armadilhas de feromônio, que exploram o cheiro atrativo da própria praga para capturá-la em uma solução aquosa. Kagi também reforça que a escolha da estratégia de controle deve considerar as condições da lavoura e contar com a orientação de um profissional habilitado. No caso do controle químico, é fundamental utilizar somente produtos registrados para a cultura e seguir as recomendações de bula, a fim de preservar a produtividade e evitar custos adicionais. A banana é uma das frutas mais consumidas no Brasil, e manter nossas culturas saudáveis, por meio do manejo correto, significa garantir que o setor continue crescendo e gerando empregos, além de preservar a alta produtividade, finaliza.

  • Sociólogo une afrofuturismo e ancestralidade dos orixás em romance de estreia

    Ambientado no Rio de Janeiro contemporâneo, o livro 'Orixás: O poder dos filhos do Tempo', do sociólogo e escritor João Raphael Ramos, acompanha a trajetória de descendentes diretos dos orixás destinados a salvar o futuro. A obra tem início em pesquisas do autor sobre educação antirracista e raízes africanas. Nelas, João levanta novas perspectivas das culturas africanas e afro-brasileiras que aproximam esses elementos da literatura fantástica. Apresentador do programa 'E, aí, professor?' do Canal Futura, o autor traz em sua obra elementos do afrofuturismo, movimento estético e cultural que valoriza a identidade, a ancestralidade e o protagonismo negro na literatura, no cinema e nas artes. Em 'Orixás', um grupo de jovens precisa enfrentar o MAAFA, uma sombra ancestral que se alimenta das histórias dos mundos dos vivos e dos espíritos. Em meio à jornada, o passado e o futuro estão entrelaçados. Rivalidades, desafios, perdas e guerras colocarão à prova sua união, exigindo que permaneçam juntos apesar das diferenças. Akin, Ayô, Mali, Jana, Raoni, João e Zian são jovens que carregam em si heranças que ultrapassam o presente. Eles são os Supraviventes, descendentes diretos dos Orixás, marcados pelo axé e pela responsabilidade de manter viva a conexão entre o mundo humano e o divino. Convocados ao Tempo Espiralar — um espaço onde memória, ancestralidade e destino confluem —, eles atravessam momentos marcantes da história, revisitando reinos esquecidos, travessias forçadas, guerras e resistências que moldaram gerações. Em suas jornadas, enfrentam ajoguns, reequilibram seus Oris e despertam forças adormecidas. No entanto, os maiores desafios não vêm apenas dos inimigos: entre eles surgem afetos, rivalidades, dúvidas e segredos que colocam à prova seus laços e expõem feridas antigas. Ao se reunirem, eles percebem que suas trajetórias fazem parte de algo muito maior: a aproximação da MAAFA, uma sombra ancestral alimentada pelas dores da história humana, capaz de consumir tanto o mundo espiritual quanto o dos vivos. Entre memórias e escolhas, os Supraviventes precisarão descobrir se o axé que carregam será suficiente para impedir que o passado destrua o futuro. Porque há heranças que não podem ser ignoradas — e chamados que não podem ser recusados. Sedutor, intenso e carregado de significado, este não é apenas um romance, mas antes de tudo um convite para enxergar o invisível, sentir o inexplicável e redescobrir a magia que habita o mundo ao nosso redor. Sobre o autor: João Raphael Ramos é educador, sociólogo e pensador afro-brasileiro. Doutorando em pesquisas e produções que envolvem o campo da educação antirracista, cria conteúdo nas redes sociais buscando popularizar sua área de estudo e as culturas africanas e afro-brasileiras. Como professor de sociologia e filosofia, leciona para o ensino médio nas redes particular e pública do Rio de Janeiro, atua também como colunista sobre África no site Opera Mundi. Orixás é seu livro de estreia. Em seu tempo livre, gosta de ler fantasia, ficção científica e afrofuturismo. Serviço: Livro: Orixás: O poder dos filhos do Tempo Autor: João Raphael Ramos (@afroliterato) Editora: Galera Record Disponível para compra através do link

  • Data System leva saúde para a rotina dos colaboradores com esporte, prevenção e informação

    Cuidar da saúde no ambiente de trabalho pode significar muito mais do que oferecer um plano médico ou lembrar os colaboradores de fazer exames periódicos. Foi a partir dessa ideia que a Data System, empresa especializada em soluções de gestão para o varejo, promoveu a Semana D+ Saúde, uma jornada de seis dias dedicada a colocar o bem-estar no centro da rotina dos colaboradores. A programação combinou informação, atividade física e momentos de integração com os colaboradores, em vez de concentrar a discussão em um único aspecto da saúde, a iniciativa abordou diferentes dimensões do cuidado, como ginástica laboral, palestras sobre controle de estresse e qualidade de vida, orientações sobre alimentação saudável e os riscos do emagrecimento a qualquer custo, além de atividades esportivas como corrida, Beach Tennis, aula de ritmos e Muay Thai. Costumamos pensar em saúde quando aparece algum problema, mas deveria ser um hábito e fazer parte da nossa rotina antes disso, e a Semana D+ foi pensada justamente para mostrar que pequenas escolhas, movimento, informação e até momentos de descontração também fazem parte desse cuidado. Mais do que criar uma programação diferente durante seis dias, queremos que as pessoas levem alguma coisa dessa experiência para a vida, comenta Rodrigo Roland, CEO da Data System. A programação também buscou transformar conhecimento em prática, onde os colaboradores puderam participar de orientação para corrida, experimentar modalidades esportivas e começar o dia com atividades de movimento e dança. Ao final dos seis dias, a principal mensagem da Semana D+ Saúde ficou menos relacionada a uma atividade específica e mais a uma mudança de perspectiva, mostrando que a saúde não é um destino que se alcança de uma hora para outra, mas uma construção feita de escolhas cotidianas. A proposta também dialoga com iniciativas corporativas que vêm ampliando o conceito de cuidado para além de palestras pontuais e ações obrigatórias, incorporando atividades de bem-estar, saúde física e mental e integração à experiência dos funcionários. Sobre a Data System: Com mais de 30 anos de atuação, a Data System é referência em tecnologia para o varejo de calçados, roupas, acessórios e cosméticos. Oferece soluções completas que vão além do ERP, integrando PDV, BI, CRM e Mobilidade. Ajuda redes de todos os tamanhos a crescer com eficiência e gestão baseada em dados. Presente em todo o Brasil, apoia mais de 6.000 clientes na simplificação da gestão, na tomada de decisões estratégicas e na oferta de uma melhor experiência de compra.

  • Jin Jin e Croasonho oferecem pontos em dobro no Dia do Cliente

    As redes Jin Jin e Croasonho, ambas da Halipar (Holding de Alimentação e Participações), oferecerão pontos em dobro nos programas de fidelidade no Dia do Cliente, celebrado nesta terça-feira (15). A promoção será válida para compras no balcão das lojas participantes, por meio do Clube Jin Jin e do Croa Lovers. Para aproveitar, o consumidor deve estar cadastrado no programa da marca escolhida e informar o CPF no momento da compra. Os pontos acumulados poderão ser trocados posteriormente por itens disponíveis nos respectivos programas. No Jin Jin, a pista de self-service reúne opções como yakissobas, arroz primavera, salmão grelhado, shimeji, frango com laranja e sushis variados. O cardápio à la carte inclui combinados, yakissobas e pokes, entre outros pratos. Na Croasonho, o principal produto é o croissant recheado, disponível em sabores doces e salgados e em três tamanhos. A rede também oferece uma linha exclusiva de sobremesas e milk-shakes, além de café. O cardápio inclui ainda os Croa Burgers, preparados com pão de croissant, e a linha Santo Strogonoff, com versões do prato de origem russa. Criado no Brasil em 2003 pelo empresário gaúcho João Carlos Rego, o Dia do Cliente surgiu como uma data dedicada à valorização dos consumidores. A ocasião reúne ações de agradecimento, promoções e descontos no comércio, além de incentivar a reflexão sobre o bom atendimento e a construção de relações duradouras entre empresas e clientes. Já o Dia do Consumidor, celebrado em 15 de março, tem como foco a defesa dos direitos e a proteção dos consumidores. Sua origem está ligada ao discurso do presidente norte-americano John F. Kennedy ao Congresso dos Estados Unidos, em 1962. A celebração internacional começou em 1983. A Halipar (Holding de Alimentação e Participações) envolve cerca de 400 unidades franqueadas das redes Griletto, Montana Grill, Jin Jin e Croasonho, distribuídas em 24 estados. Com a união de marcas voltadas a diferentes públicos e gostos, é um dos maiores grupos do mercado nacional de franchising no segmento de alimentação. Ao longo dos últimos anos, suas redes conquistaram diversos prêmios, incluindo o de Franquia do Ano pela PEGN (Montana Grill/2022) e o de Franqueadora do Ano pela ABF (Jin Jin/2022). As marcas também já foram premiadas com 5 Estrelas no Guia de Franquias da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios (PEGN). As quatro marcas da holding somam 69 Selos de Excelência em Franchising e quatro ESG. O Jin Jin é a maior rede de culinária asiática fast-food do Brasil em shoppings. São aproximadamente 70 unidades distribuídas em oito estados brasileiros, nos formatos Praça de Alimentação e Quiosque. Entre os diferenciais da marca, destacam-se a variedade do cardápio oriental e as diversas campanhas promocionais que desenvolve ao longo do ano. Em 2022, completando 30 anos, a marca foi eleita a Franqueadora do Ano pela ABF. Soma 24 Selos de Excelência em Franchising e um ESG. A rede Croasonho, única do país especializada em croissants recheados, possui mais de 70 lojas, em nove estados mais o Distrito Federal, e atua no mercado com diferentes modelos de negócio: o de rua, presente em pontos centrais das metrópoles, o sistema em praças de alimentação de shoppings, Croa Café e quiosque. O grande diferencial gastronômico da marca são os Croasonhos artesanais, produzidos com massa crocante por fora e macia por dentro e mais de 30 recheios, entre doces e salgados. A marca soma oito Selos de Excelência em Franchising e um ESG.

  • IHARA apresenta novas soluções para manejo de plantas daninhas no Congresso Brasileiro de Algodão

    A IHARA, empresa de pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas, participa da 15ª edição do Congresso Brasileiro de Algodão, que ocorre de 22 a 24 de setembro, em Belo Horizonte (MG), destacando soluções inovadoras para o manejo de plantas daninhas e pragas na cotonicultura. Na ocasião também será apresentada a recém-lançada campanha 'IHARA Algodão, de ponta a ponta', que enfatiza a importância da cultura para além da colheita e sua conexão com o dia a dia. Os cotonicultores terão a oportunidade de conhecer o recente lançamento da IHARA para o controle de plantas daninhas na cultura do algodão: herbicida pré-emergente YAMATO SC, desenvolvido para auxiliar os produtores no combate a espécies de difícil manejo, como capim-pé-de-galinha e caruru. Outra solução em destaque é o inseticida CHASER EW, tecnologia inédita no Brasil que combina, em um único produto, ação inseticida e fungicida. O produto atua sobre importantes alvos, como o bicudo-do-algodoeiro, ácaro-rajado, pulgão, tripes e ramulária, pragas e doenças que impactam diretamente a produtividade e a qualidade da fibra. Os investimentos em tecnologias fitossanitárias têm contribuído para o avanço da produtividade do algodão no Brasil. Para a nova safra, a projeção é de aproximadamente 3,83 milhões de toneladas de pluma, cultivadas em uma área estimada de 2,05 milhões de hectares, segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão. Diante desse cenário, soluções que aumentem a eficiência do manejo e reduzam os riscos produtivos tornam-se estratégicas para o setor. Além disso, ter um espaço dedicado ao diálogo com toda a cadeia produtiva, inclusive com a indústria de defensivos, como o Congresso Brasileiro de Algodão, é uma oportunidade importante para ouvir as necessidades do campo e apresentar alternativas que agreguem valor ao produtor. Como empresa centrada em inovação, estar próxima dos cotonicultores e compreender seus desafios é fundamental para o desenvolvimento de novas tecnologias, afirma Valdumiro. Durante o evento, os visitantes do estande da IHARA também poderão interagir com o especialista do setor, o engenheiro agrônomo Altieres Faria, que estará disponível para discutir estratégias de manejo e os principais desafios da cotonicultura. Tecnologias para simplificar o manejo garantem produtividade e rentabilidade. A presença de plantas daninhas nas lavouras está entre as principais causas de perdas econômicas da cultura, ao competir diretamente com o algodoeiro por água, luz e nutrientes. Além disso, algumas dessas espécies podem atuar como hospedeiras de pragas e doenças, intensificando os impactos sobre o desenvolvimento da lavoura. O controle de plantas daninhas tornou-se um desafio crescente para os cotonicultores brasileiros. Embora haja alta adoção de herbicidas pré-emergentes na cultura, o desempenho de produtos tradicionais tem sido afetado pelo avanço da resistência a moléculas amplamente utilizadas no mercado. Por isso, a rotação de herbicidas com diferentes mecanismos de ação é fundamental para ampliar o espectro de controle, reduzir o banco de sementes no solo e dificultar a seleção de biótipos resistentes, explica o gerente de Marketing Regional da IHARA. Nesse contexto, o YAMATO SC apresenta alta seletividade e proteção prolongada para a cultura do algodão, oferecendo eficiência superior no controle de um amplo espectro de plantas daninhas resistentes. Ensaios conduzidos por renomados institutos de pesquisa comprovam eficácia superior no manejo do capim-pé-de-galinha, capim-amargoso e caruru, chegando a 97% de controle. Além do manejo da matocompetição, o controle de pragas e doenças tornou-se crucial para elevar os índices de produtividade e melhorar a qualidade da fibra. Nesse sentido, o CHASER EW contribui para a proteção da cultura, permitindo simplificar as estratégias de manejo e ampliar a eficiência no controle de múltiplos alvos. Entre os diferenciais da solução está a ação anti-feeding, que paralisa imediatamente a alimentação das pragas, além do modo de ação que interfere diretamente na respiração celular dos organismos-alvo. No caso dos ácaros, o produto também apresenta efeito ovicida, contribuindo para o controle em todas as fases da praga e reduzindo o risco de desenvolvimento de resistência. Com histórico de contribuição para o setor por meio de soluções como STAPLE e MOSPILAN, a IHARA reforça seu compromisso com a competitividade da cotonicultura brasileira ao investir continuamente em tecnologias que auxiliem o agricultor a produzir mais, com eficiência e sustentabilidade, reforça Valdumiro. Durante o Congresso Brasileiro do Algodão, a IHARA também apresentará a recém-lançada campanha 'IHARA Algodão, de ponta a ponta', iniciativa que revela tudo o que acontece entre a origem do algodão e o impacto que ele gera no mundo, além de reforçar a presença da empresa em cada etapa dessa jornada, evidenciando seu papel estratégico no fortalecimento da cotonicultura brasileira. Inspirada no amplo impacto da cadeia algodoeira, a campanha mostra que a história do algodão não termina na colheita. A partir do plantio, ele segue seu caminho até se transformar em fibra, fio, tecido, roupas e inúmeros produtos presentes no cotidiano das pessoas. Para Valdumiro Garcia, a campanha busca ampliar a percepção sobre a importância da cultura e de toda a cadeia produtiva. 'Queremos mostrar que cultivar algodão vai muito além da produtividade. É participar de uma cadeia que movimenta a economia, impulsiona a indústria e está presente na vida das pessoas todos os dias. Esse resultado começa muito antes da colheita, nas decisões tomadas pelo produtor, no manejo e nas tecnologias utilizadas ao longo de toda a safra. Há 61 anos, a IHARA acompanha essa evolução, desenvolvendo soluções que contribuem para uma cotonicultura cada vez mais produtiva e sustentável', destaca. A iniciativa também reforça a contribuição da empresa para a evolução da cultura por meio de tecnologias que auxiliam os produtores a enfrentar os principais desafios fitossanitários, reafirmando o compromisso da IHARA com a inovação e o fortalecimento da competitividade do setor.

  • Mesmo com avanço do e-commerce, loja física mantém espaço na decisão de compra

    Possibilidade de ver e tocar produtos, atendimento presencial e disponibilidade imediata ajudam a explicar permanência dos pontos de venda mesmo diante do crescimento das compras digitais. O comércio eletrônico alcançou em 2026 o maior patamar de penetração já registrado em levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. A pesquisa aponta que 85% dos consumidores digitais residentes nas capitais fizeram ao menos uma compra pela internet nos 12 meses anteriores ao estudo, o equivalente a uma estimativa de 139 milhões de compradores. Ao mesmo tempo, a experiência presencial continua pesando na escolha: para 49% dos entrevistados, não poder ver ou tocar o produto é a principal desvantagem das compras online. Em segmentos como o de materiais de construção, essa necessidade de contato com o produto é ainda mais evidente. A pesquisa da área de Negócios da Globo, em parceria com a MindMiners, apontou que 64% dos entrevistados preferiam comprar materiais de construção e reforma exclusivamente em lojas físicas. Entre os principais motivos estavam conferir a qualidade do produto, citado por 56%, recebê-lo imediatamente, por 50%, e a proximidade do estabelecimento, mencionada por 48%. O levantamento ouviu 980 pessoas em agosto de 2022. Os números mostram que o avanço do comércio eletrônico não necessariamente elimina o espaço do varejo presencial. Em vez disso, os diferentes canais passam a ser utilizados conforme o tipo de produto, a urgência e a necessidade do consumidor em cada compra. Na Irmãos Soares, que tem sede em Goiânia e mais de 18 lojas em Goiás e Minas Gerais, essa convivência entre os canais é percebida no comportamento dos clientes. Segundo o gerente nacional de vendas da empresa, Caio Barbosa, há compras que são resolvidas de maneira mais rápida pelo WhatsApp e outras em que o consumidor prefere ir até a loja, conhecer o produto e conversar com um vendedor. 'O cliente tem momentos de compras distintos. Em alguns, quer resolver tudo rapidamente pelo WhatsApp, com uma entrega rápida e o fechamento do pedido. Em outros, prefere ir à loja, tocar e ver o produto e conversar com alguém', afirma. De acordo com Barbosa, nos últimos três anos as vendas nas unidades físicas da empresa cresceram, em média, entre 17% e 18%. No ambiente digital, o avanço foi superior a três dígitos, embora o executivo ressalte que o percentual parte de uma base histórica menor. O cenário acompanha uma mudança na própria função da loja. Se preço, praticidade e rapidez favorecem a compra pela internet, o espaço físico concentra atributos difíceis de reproduzir integralmente no meio digital, como experimentação, orientação e contato direto com quem vende. 'O físico não vai acabar, não vai morrer. Ele vai se adaptar', avalia Barbosa. Para o executivo, o atendimento presencial também tem papel importante especialmente em compras que exigem mais informações sobre o produto ou acompanhamento durante a escolha. No segmento de construção e reforma, por exemplo, uma ida à loja pode permitir que o consumidor compare peças, pisos, revestimentos e acabamentos antes de decidir. 'Na loja, o cliente conversa com o vendedor, que entende como está a obra e propõe um produto personalizado para aquilo que ele precisa', diz. A confiança é outro fator apontado por Barbosa. Para ele, mesmo diante da ampliação dos canais digitais e do uso de ferramentas tecnológicas no varejo, o contato presencial permanece relevante para uma parcela dos consumidores. 'Nada substitui a confiança, nada substitui o olho no olho, nem o cliente ir até a loja, falar com o vendedor e conversar com alguém do nosso time', afirma. A tendência também aparece na integração entre os próprios canais. No levantamento da Globo e da MindMiners, 76% dos consumidores de materiais de construção disseram que gostariam de montar uma lista de produtos e receber o orçamento pela internet, enquanto 64% demonstraram interesse em comprar online e retirar na loja. Na prática, os dados indicam uma jornada de consumo cada vez menos dividida entre 'físico' e 'digital'. O cliente pode pesquisar pela internet, tirar dúvidas pelo WhatsApp, comparar preços e, depois, visitar uma unidade para conferir o produto ou fazer o caminho inverso e concluir online uma compra iniciada presencialmente. A combinação entre preço e experiência também estará entre as estratégias adotadas pela Irmãos Soares para o Dia do Cliente, celebrado na próxima terça-feira (15). Segundo a empresa, algumas linhas terão descontos de até 40%, principalmente em produtos de acabamento, como pisos e porcelanatos. As lojas também receberão novos modelos, formatos e fornecedores. No dia 15, as unidades terão ainda um café da manhã destinado aos clientes. Para Barbosa, a data funciona como oportunidade para reforçar um relacionamento que não se restringe às promoções. 'Então, o Dia do Cliente é o ano inteiro. É todo dia, sábado, domingo e durante a semana', afirma.

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